William Joyce: O nacionalismo é para a nação; o socialismo é para o povo

É um mistério o motivo pelo qual o Nacionalismo e o Socialismo permaneceram separados por tanto tempo. Esse mistério é resolvido apenas quando percebemos que nossos “outros valores menos gloriosos” abraçaram a carnificina inútil, o ciúme tolo, o esnobismo vazio, a prostituição do fervor patriótico aos interesses estrangeiros, o ódio da guerra de classes, o sacrifício do trabalhador britânico à opressão das finanças internacionais e sua asfixia no miasma de Marx.

Destes dois termos que estamos considerando, são sempre as conotações sinistras e nunca as decentes que causaram perturbação e sofrimento. A moral é construir sobre o que é bom e deixar os valores menos gloriosos de lado por um tempo. Começaremos então a compreender como é absurdo considerar o verdadeiro socialismo como dependente de algum modo do internacionalismo; e veremos como é estúpido descrever como verdadeiro nacionalismo qualquer sentimento ou doutrina que ignora ou falha em curar os sofrimentos de nosso povo em massa.

Nacionalismo e socialismo devem ser uma bênção, senão, quando separados, maldições gêmeas.

 

O nacionalismo representa a nação e o socialismo o povo. A menos que as pessoas sejam idênticas à nação, toda política e todas as artes são uma perda de tempo. Pessoas sem nação são um rebanho indefeso ou um incômodo perpétuo; uma nação sem povo é um nada abstrato ou um fantasma histórico.

Nação e povo devem ser um; não deve haver divisão entre as próprias pessoas. As guerras de classe e de partido são planejadas para fazer tal divisão e, portanto, são más em si mesmas.

Hegel pensava que uma nação deve ter alma própria; muitos pensadores se recusam a acreditar que as pessoas que são tão vitais individualmente devem estar mortas coletivamente. De qualquer forma, é verdade que a sociedade humana, a menos que seja vítima da anarquia, tende a se organizar.

Uma nação ou povo deve ser um organismo vivo, não mais dividido do que o organismo humano, no qual divisão significa doença ou morte. Este princípio pode ser descrito por alguns como totalitário e por outros como orgânico; mas o termo “orgânico” vai nos servir muito bem. Em um organismo, nenhuma parte pode ser considerada sem referência ao todo; caso contrário, ele morre. Nem pode o todo ser considerado sem referência às suas partes, ao passo que o próprio todo exprime muito mais do que a mera soma das suas partes, porque o princípio da vida permeia tudo.

 

Filosoficamente, então, um sistema que é socialista e nacionalista ao mesmo tempo, proclama o triunfo do homem sobre o meio ambiente e sobre as meras dificuldades naturais; ainda mais, o seguidor deste sistema ri da teoria sombria do determinismo proposta por sábios como Spengler, que escrevem sobre os ciclos da civilização e sustentam, com Baldwin de Bewdly, que todos os impérios devem decair. Que impérios e civilizações até agora ruíram e caíram é um conhecimento indiscutível, mas aquele que acredita neste sistema não se contenta com a possibilidade de que sua ordem poderá viver apenas o maior tempo possível; ele está determinado a viver para sempre. Em todo o mundo, não existe poder ou obstáculo que ele considere invencível. Ele é o verdadeiro rebelde, o revolucionário divinamente inspirado, que vive para fazer o destino, não para ser escravizado por ele. Somente forças maiores do que as humanas podem reivindicar sua submissão.

– Extraído de “National Socialism Now” por William Joyce (1937)

As últimas palavras de Joyce foram: “Na morte, como na vida, desafio os estrangeiros nômades, que causaram esta última guerra: e desafio o poder das trevas que eles representam. Advirto o povo britânico contra o imperialismo agressivo da União Soviética. Que a Grã-Bretanha seja grande mais uma vez; e na hora de maior perigo para o Ocidente, que o estandarte milenar de nosso povo seja erguido do pó e coroado com as palavras históricas: ‘Apesar de tudo, você foi vitorioso.’ Tenho orgulho de morrer por meus ideais e lamento pelos filhos da Grã-Bretanha que morreram sem saber por quê”.


Tradução de Christa Savitri

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