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William Joyce também conhecido como “Lord How How”, a personificação de um traidor britânico aos olhos dos leigos, foi enforcado em 3 de Janeiro de 1946. Como o nome de “Quisling” (ver a excelente biografia de Ralph Hewin, Quisling: Prophet Without Honour) ainda são ditas muitas bobagens sobre o nome de William Joyce.

O seguinte escrito foi redigido de minha introdução a Twilight Over England de William Joyce (Londres: Black House Publishing, 2013) A segunda parte da introdução, não incluída aqui, examina os pontos principais do livro de Joyce, cuja relevância contínua é sua crítica convincente ao liberalismo de livre mercado e às finanças internacionais.

Introdução

25 anos atrás, eu ouvi uma pequena anedota de um colega de trabalho, um inglês de meia-idade. Ele disse que, quando era um menino na Inglaterra, ele e seus amigos cantaram canções de natal na véspera de um Natal para ganhar algum dinheiro. Uma família que veio até ele foi particularmente memorável durante os anos de Depressão. Um senhor atendeu a porta, os convidou para entrar e deu a cada um não só um bolo, mas também um xelim. O que impressionou meu colega de trabalho anos depois, ainda, não foi apenas a generosidade de quantia que cada criança havia recebido, mas mais particularmente, que alguém da “classe média”, convidou um grupo de crianças da classe trabalhadora para entrar em casa, onde eles receberam bolo e moedas. Essa falta de esnobismo social era uma raridade que meu colega de trabalho nunca se esqueceu. Meu amigo inglês concluiu que o bondoso benfeitor se chamava William Joyce.

Meu amigo inglês não era um nazista; nem mesmo vagamente “de direita”. Sua anedota sobre a humanidade de William Joyce, eternamente odiado como um traidor cujo próprio nome, como “Lord How How”, como foi apelidado pela máquina de propaganda aliada, é o equivalente da Grã-Bretanha ao Vidkun Quisling na Noruega e Benedict Arnold nos EUA. Joyce, como um “nazista britânico” era automaticamente considerado como um trapaceiro, lunático, um apologista do assassinato em massa e agressão, um tolo ou qualquer combinação de ambos. No entanto, a anedota da infância do meu amigo inglês trai um lado humano para gente como William Joyce que talvez indique que ele não era nenhuma dessas coisas, mas um homem de caráter. Pois em Twilight Over England, escrito enquanto a amada Grã-Bretanha de Joyce – sim, amada Grã-Bretanha – estava em guerra contra a Alemanha, e enquanto Joyce tinha tomado a decisão fatal de que ficar do lado daqueles que estavam lutando contra a Grã-Bretanha era a maior manifestação desse amor pela Grã-Bretanha, nós temos o testamento de um homem profundamente angustiado com o nível a que seu povo tinha sido reduzido por um sistema voraz vigente. O fato desse sistema financeiro internacional de livre comércio estar mais plenamente entronizado hoje e em mais partes do mundo do que na época de Joyce mostra a relevância desse volume para o presente e os futuros dias. Em Twilight Over England podemos discernir – se abrirmos nossas mentes, e por algum tempo, pelo menos, deixemos para trás todos os preconceitos e a propaganda odiosa vitoriosa – as circunstâncias históricas, séculos em formação, que levaram a esse britânico à morte como um mártir.

Na verdade, J.A. Cole, como um biógrafo objetivo que se poderia esperar, descreveu Joyce como “inteligente, educado, trabalhador, fluente e de língua afiada”. [1] Embora crítico de Joyce, Cole também o descreveu como sendo “extremamente diferente do estereótipo que o medo e o preconceito tinham criado”. [2] Como locutor pago para os alemães durante a guerra, Joyce manteve um personagem desprovido de egoísmo e vaidade, vivendo frugalmente, recusando aumentos salariais e benefícios que não fossem cigarros, e apenas sendo persuadido com alguma dificuldade a comprar um terno bem cortado. [3] O quão distante a realidade de Joyce estava do personagem representado, aparentemente sem um pingo de boa consciência, por Rebecca West, que se gabou do julgamento de Joyce, se referindo a ele como a abertura para “uma vida mesquinha”, sempre falando “como se ele estava mais bem alimentado e vestido do que nós, e assim, sabemos, ele estava”, [4] indo tão longe a ponto de descrever Joyce como “uma criaturinha”, [5] presumivelmente confiante de que tal era a histeria que nada do que ela escreveu contra ele seria contestado. É como se West, e um bando de outros caluniadores, pegasse tudo o que Joyce realmente era e virasse tudo do avesso. No entanto, qualquer pessoa com um olho na fama ou no dinheiro ainda pode escrever qualquer lixo que possa inventar sobres os eventos da Segunda Guerra Mundial, e raramente é chamado para prestar esclarecimentos. Na verdade, expor as mentiras pode resultar numa sentença de prisão em muitos países da Europa e na destruição de sua reputação e carreira. [6]

Joyce era uma combinação rara na história: um ativista, um revolucionário e um combatente duro, marcado por uma lâmina de barbear soldada pelos comunistas. Ele não era um intelectual pálido cuja única batalha era travada dentro do cérebro e com verbosidade a uma distância segura de seus alvos. Ele havia sido o Diretor de Propaganda de um movimento de massa, a União Britânica de Fascistas de Sir Oswald Mosley, que, assim como os movimentos fascistas em todo mundo no rescaldo da Primeira Guerra Mundial, atraiu indivíduos de todos os tipos e classes em solidariedade. Na Grã-Bretanha, eles incluíram o poeta expatriado americano Ezra Pound, um fundador da literatura inglesa moderna; [7] Wyndham Lewis, romancista, pintor, filósofo, e co-fundador do movimento artístico Pound of the Vorticist; o escritor britânico da natureza e vencedor do Prêmio Hawthorne, Henry Williamson, que nunca repudiou sua crença nas virtudes heroicas de Mosley e Hitler, mesmo depois da guerra e que, como muitos que se juntaram a Mosley, era um veterano da Primeira Guerra Mundial assombrado pela perspectiva de outra grande guerra na Europa, mas que também lembro da Europa que ainda poderia ser quando na véspera do Natal de 1914. Os alemães e britânicos se cumprimentaram numa terra de ninguém para jogar futebol, voltando para matar uns aos outros no dia seguinte; o estrategista militar, General J.F.C. Fuller, pai da guerra moderna de tanques; e muitos outros do mais alto calibre intelectual e cultural.

Joyce nasceu em Nova Iorque em 24 de Abril de 1906, seu pai, Michael Francis Joyce, um católico que havia emigrado da Irlanda em 1892 e se casou com Gertrude Brooke, filha de um médico de Lancashire. Em 1906, a família voltou para a Irlanda, Michael tendo se saído bem como construtor e agora se tornando um publicano e dono de uma propriedade. William foi educado em escolas católicas e, desde muito jovem, engajou-se como gosto em tudo que ele fazia: quando ajudava num serviço religioso na capela, balançava o incensário com tanta força que o incenso brilhante voava pelo corredor. Ele quebrou o nariz não por causa de uma briga com um comunista nos anos 20 ou 30, mas por causa de um garoto que o chamava de “orangeman”, por causa dos sentimentos avidamente pró-britânicos da família Joyce na época das tribulações da Irlanda. Seu nariz não foi devidamente tratado e, portanto, William sempre tinha um tom distintamente nasal em sua voz. Durante a rebelião republicana, as propriedades de Michael sofreram um incêndio criminoso. O jovem William viu o corpo de seu vizinho, um policial, na estrada, com uma bala na cabeça. Em outra ocasião, ele testemunhou o Sinn Feiner encurralado e baleado pela polícia. [8]

Em 1920, o governo britânico reforçou a Royal Irish Constabulary com os paramilitares da Black and Tans. Aos 14 anos, William serviu como espião para as autoridades, mantendo os olhos e ouvidos abertos para a fragmentação de informações que pudessem ser úteis, e comandou um esquadrão de subagentes. Com a trégua de 1921 e a saída dos britânicos, a família de Joyce se mudou para a Inglaterra. Aos 15 anos, ansioso para continuar servindo ao Rei e ao Império, ele se alistou no exército em Worcester, dando sua idade de 18, mas sua real idade foi descoberta, e ele foi dispensado. Aos 16 anos ele se juntou ao Official Training Corps da Universidade de Londres, e depois de se tornar na Battersea Polytechnic, se matriculou no Birbeck College, parte da Universidade.

Dos dons intelectuais de Joyce, seu amigo e camarada de longa data, John MacNab, se relacionava com Cole:

“Ele não mantinha arquivos, diários ou anotações de qualquer tipo, mas conseguia lembrar data, local e circunstâncias eventos remotos e reuniões com pessoas. Ele nunca esqueceu um rosto ou um nome, e poderia dar um relato completo, sem hesitação, de quase tudo que havia acontecido com ele. Em intervalos de anos, ele repetia o mesmo relato sem a menor variação. Ele poderia citar – sempre exatamente – qualquer poema que já havia lido com atenção, e até mesmo peças notáveis de prosa. Como um estudioso de latim, suas qualificações técnicas eram inferiores às minhas, mas ele era quem podia citar Virgílio ou Horácio, etc., livremente e sempre direto ao ponto, não eu”. [9]

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MacNab, afirmou que Joyce era um poliglota, dotado em matemática e sua habilidade para ensinar. “Ele leu muito sobre história, filosofia, teologia, psicologia, física teórica e química, direito econômico, medicina, anatomia e filosofia. Quando quebrou a clavícula em 1936, enquanto patinava, ele mesmo conseguiu consertá-la devido aos seus conhecimentos de fisiologia. Ele era um pianista talentoso”. [10]

British Fascisti (Fascistas Britânicos)

Enquanto cursava bacharelado em latim, francês, inglês e história, e em 1923 ele se juntou ao grupo chamado British Fascisti, fundado naquele ano pela Srta. Rotha Lintorn-Orman, membro de uma distinta família militar que serviu na Ambulância Feminina da Reserva durante a Primeira Guerra Mundial e tinha sido premiada duas vezes com a Croix de Charité por bravura e resgates heroicos em Salônica. [11]

O primeiro órgão desse tipo a ser estabelecido na Grã-Bretanha, inspirado na subida de poder por Benito Mussolini em 1922 na Itália, não havia muita substância ideológica para os British Fascisti (posteriormente British Fascists), além da lealdade para “Rei e Império”, a determinação de formar uma força militar para parar o comunismo em caso de revolução ou greves, e para manter a ordem nas reuniões do Partido Conservador quando comunistas e trabalhistas ameaçaram com violência. Os membros vinham principalmente das classes média e alta, e incluía um bom número de oficiais aposentados. O primeiro presidente dos British Fascists foi Lord Garvagh, que foi sucedido pelo Brigadeiro-General Blakeney, mais tarde associado à Imperial Fascist League de Arnold Leese, um pequeno, mas persistente grupo antissemita; e a União Britânica de Fascistas de Oswald Mosley. [12] O presente de tais personalidades indica a impressão que a Itália fascista estava causando em importantes setores da Grã-Bretanha, e que nunca poderia ser descartada como a ilusão coletiva de uma “franja lunática”.

William Joyce (canto à esquerda), mais tarde conhecido como Lord Haw Haw, com Oswald Mosley (no meio) e outros membros da União Britânica de Fascistas. Créditos: Getty Images

Apesar da falta de substância ideológica, muitos fascistas obstinados começaram com os fascistas britânicos, incluindo aqueles que deveriam desempenhar um papel proeminente na União Britânica de Fascistas (BUF). Foi como líder do ‘I Squad’ do British Fascisti que em 22 de outubro de 1924 Joyce estacionou seus homens em Lambeth Baths Hall, no sudeste de Londres, para proteger a reunião eleitoral de Jack Lazarus, candidato parlamentar do Partido Conservador por Lambeth North, do ataque comunista. Eram tempos em que as reuniões eleitorais não aprovadas pela esquerda eram submetidas a ataques de bandidos do Partido Comunista e Trabalhista armados com navalhas, muitas vezes colocadas em batatas para jogar, e varas com espinhos. Assim, os Fascisti britânicos emergiram em um momento de ameaça muito real de violência da esquerda contra os partidos conservador e sindicalista, independentemente das demais deficiências da organização como alternativa política séria.

O ataque comunista à reunião eleitoral de Lázaro foi “cruel”. [13] Um “comunista judeu”, como Joyce o descreveu, pulou em suas costas e tentou cortar sua garganta com uma navalha, mas só conseguiu cortar Joyce da boca à orelha, o pescoço protegido por um lenço de lã grosso. Ele não percebeu que havia sido cortado até que a multidão recuou, horrorizada, e ele tentou estancar o sangue com um lenço que lhe foi dado, depois caminhou até a delegacia onde desmaiou.

Embora ativo com os British Fascisti, Joyce também foi presidente da Conservative Society no Birbeck College, onde desenvolveu sua oratória, vendo o conservadorismo como o defensor da “tradição e supremacia anglo-saxã”. [14] Enquanto isso, em 1926, procedeu a uma greve geral que não resultou na ameaça de uma Grã-Bretanha comunista, e os British Fascisti entraram em declínio. Naquele ano, Joyce casou-se com Hazel Barr, embora continuasse a ter bom desempenho nos estudos, e no ano seguinte obteve as honras de primeira classe em inglês, mas não concluiu o mestrado. Suas tentativas durante vários anos de apresentar o Partido Conservador ao “verdadeiro nacionalismo” falharam. Esperando a hora, já que os vários pequenos grupos fascistas que surgiram não o impressionaram, Joyce lecionou no Victoria Tutorial College, e em seguida, no King’s College.

O bandido vermelho que os British Fascists tentaram combater continuou. O objetivo era não ser um partido de direita, mas de esquerda: o New Party, fundado em 1931, pelo jovem promissor político do Partido Trabalhista, Sir Oswald Mosley, depois que o Partido Trabalhista se recusou a adotar o plano de Mosley para combater o desemprego. [15] O New Party foi considerado um partido traidor pelo Partido Trabalhista e foi submetido a violentos ataques pelos comunistas e trabalhistas. Foi essa violência que contribuiu para que Mosley aderisse ao fascismo e formasse seus esquadrões de Camisas Negras para proteger as reuniões que ele não podia proteger com eficiência durante as campanhas eleitorais do New Party, embora mesmo ele não tivesse começado a formar um esquadrão de comissários treinados em boxe por um judeu campeão de boxe Ted “Kid” Lewis. Mosley registra que a reação da extrema esquerda foi contida até que os resultados promissores da votação do New Party saíram numa eleição suplementar. [16] Mosley, referindo-se às Eleições Gerais, logo depois, ele relatou: “Em todo país, encontramos uma tempestade decididos a nos sufocar, seríamos massacrados negando-nos nosso único recurso: a palavra dita; Nós estávamos para ser expulsos da existência por uma multidão”. [17]

Em 1932, Mosley visitou a Itália Fascista, e, como muitos outros ficaram impressionados com o que viu numa época em que a Grã-Bretanha continuava estagnada. Joyce leu as notícias da visita de Mosley com interesse, mas tendo há muito tempo uma crescente animosidade contra a influência judaica na Grã-Bretanha, estava mais interessada no progresso que o movimento de Hitler estava fazendo na Alemanha. [18] Quando Mosley estabeleceu a União Britânica de Fascistas, a maioria dos adeptos de outros grupos fascistas, particularmente os British Fascists juntou-se a ele. Joyce se juntou a BUF em 1933, [19] e, fatalmente obteve um passaporte britânico alegando falsamente que ele havia nascido um súdito britânico, com a expectativa de que pudesse acompanhar Mosley em visita a Hitler.

Joyce logo se destacou na BUF por suas habilidades de oratória e renunciou ao cargo de professor no Victoria Tutorial College e aos estudos na Universidade de Londres para se tornar o Diretor Administrativo da Área de West London da BUF. Em seguida, tornou-se Diretor da Propaganda, dirigindo centenas de reuniões. Foi ao ouvir Joyce com 28 anos, falar que o ex-parlamentar trabalhista John Beckett, [20] ingressou na BUF, e se comprometeu com o Nacional-Socialismo, tendo ficado previamente impressionado com o que tinha visto na Itália Fascista, declarando Joyce um dos maiores oradores que recrutou milhares para o fascismo. [21] Na verdade, Joyce substituiu Mosley se esse não pudesse comparecer a uma função. Jeffrey Hamm, um jovem mosleyano antes da guerra, que se tornou particularmente ativo no Movimento Sindical de Mosley no pós-guerra, relembrou a oratória de Joyce de que “sua sagacidade e réplica eram proverbiais”. “Em uma ocasião, uma senhora rechonchuda no meio da multidão gritava insultos para ele, culminando num rugido furioso: “Seu idiota”!” Rápido como um raio, Joyce deu-lhe um aceno alegre, enquanto gritava: “Olá, mamãe!” [22]

Joyce se divorciou amigavelmente de Hazel em 1934. Ele gerou duas filhas que eram próximas de seu pai, apesar de sua vida agitada como líder fascista.

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As aulas da BUF sobre a ideologia fascista, realizadas em conjunto com seu colega mais próximo, John Angus Macnab, com quem também estabeleceu uma empresa privada de tutoria, foram usadas para propagar suas próprias visões sobre o fascismo, e aqui ele introduziu o termo Nacional-Socialismo para o movimento, que foi rebatizada de União Britânica de Fascistas e Nacional-Socialistas em 1936. [23] Embora Joyce acreditasse que o Nacional-Socialismo era intrinsecamente baseado na nação de onde surgiu ele estava mais inclinado a citar Thomas Carlyle do que Hitler, e evitou tanto a suástica quanto os fasces ao criar seu próprio movimento, ele viu Hitler como um exemplo mais próximo a considerar do que Mussolini, até porque Hitler entendeu e embateu a questão judaica de frente. Foi Joyce que cunhou o ditado da BUF: “Se você ama o seu país, você é um nacionalista, se você ama seu povo, você é um socialista, seja um nacional-socialista”. O leitor pode encontrar essa frase explicada em Twilight Over England.

Joyce conheceu Christian Bauer, que representava o jornal Der Angriff de Goebbels, na Grã-Bretanha, e a pedido de Bauer, após o seu retorno à Alemanha, Joyce manteve contato com ele, [24] embora tenha sido revelado que Bauer era mais importante quando na Grã-Bretanha do que era na Alemanha.

Em 1937, Joyce se casou com Margaret White, organizadora da BUF de Manchester, que aceitara sua proposta em uma festa, embora as duas mal se conhecessem. Foi literalmente “amor à primeira vista” entre os dois, e um membro acadêmico de seu ramo comentou sobre o noivado que “pode ser desconfortável ser casado com um gênio. E William é um gênio, você sabe!” [25] No primeiro dia do ano, a Lei de Ordem Pública foi introduzida proibindo o uso de uniformes em funções políticas públicas; ou seja, a camisa negra, que proíbe a administração eficaz de reuniões ao ar livre e outras medidas destinadas a interferir na campanha da BUF. Como afirmado anteriormente, Mosley adotou uma camisa negra como uniforme para estabelecer uma formação disciplina e reconhecível para manter a ordem em suas reuniões, tendo experimentado o banditismo dos comunistas nas reuniões do New Party, assim como o Partido Conservador por muitos anos. A proibição do uniforme causou um aumento considerável na desordem nas funções da BUF. Apesar da grande quantidade de absurdos que foram alegados sobre a “violência fascista”, as camisas negras sempre responderam à lâmina e ao cassetete com punhos quando necessário. Um desses grandes mitos é que o Lord Rothermere, proprietário do Daily Mail, que havia apoiado o BUF durante os primeiros anos, retirou seu apoio em 1934 por causa da violência fascista. Na verdade, conforme relatado por Randolf Churchill cerca de 30 anos depois, foi devido à “pressão de anunciantes judeus”. [26]

Em 1937, Joyce e Beckett, editores da Action e The Blackshirt, se tornaram cada vez mais críticos da administração da BUF. A questão foi decidida quando Mosley foi obrigado, por meio de restrições financeiras, a reduzir o pessoal pago em quatro quintos; Entre eles estavam Joyce e Beckett. Macnab, editor do Fascist Quarterly, renunciou em protesto contra a demissão de Joyce. Macnab e Joyce, Private Tutors, foi estabelecido para ganhar uma renda modesta para oferecer aulas de admissão à universidade e exames preliminares profissionais, e para ensinar inglês para pupilos estrangeiros de caráter sólido.

Liga Nacional Socialista

As preocupações de Joyce foram direcionadas para a formação de uma nova organização política que refletisse mais precisamente sua visão sobre o nacional-socialismo britânico. Joyce, Beckett, McNabb e alguns outros fundaram a Liga Nacional-Socialista. Apesar da admiração de Joyce por Hitler, sua organização era baseada nas raízes britânicas. O fato de um grupo de frente da Liga ter se chamado Carlyle Club em homenagem a Thomas Carlyle, que Joyce sempre citava como o percurso do nacional-socialismo britânico, é um indicativo do caráter britânico de sua variação do nacional-socialismo. Ou seja, o conceito de união Nacional e Social é universal, e movimentos desse tipo surgiram espontânea e independentemente uns dos outros desde o período imediato após a Primeira Guerra Mundial. Alguém pode se referir à Legião do Arcanjo Miguel na Romênia, o movimento húngaro na Hungria, o Falangismo Nacional-Sindicalista na Espanha e muitos outros em todo o mundo. O estudioso israelense Dr. Zeev Sternhell fornece um argumento convincente para o surgimento do protofascismo de uma união de teóricos sindicalistas de esquerda e monarquista de direita na França já no final do século XIX. [27] O “fascismo” de Mosley foi baseado em seu Manifesto de Birmingham para curar o desemprego por meio de um programa de obras públicas massivas que foi rejeitado como muito radical pelo governo trabalhista, não pela leitura do Minha Luta de Hitler ou da Doutrina do Fascismo de Mussolini.

(c) Imagens de Mike Gunnill: William Joyce, à extrema direita, sentado. Pouco depois de ingressar na União Britânica de Fascistas em 1932. Líder Oswald Mosley, terceiro deixou Joyce.

Quanto à Liga Nacional-Socialista de Joyce, era surpreendentemente “democrática” em estrutura, com líderes eleitos em nível de ramo, com nenhum complexo de Führer sendo evidente em Beckett e Joyce. Nem havia aspecto paramilitar no grupo. [28] O símbolo era um volante de navio, cujo design é similar a Union Jack, abaixo do qual estava o lema: “Steer Straight”. Um jornal foi publicado, The Helmsman. O financiamento veio de Alec Scrimgeour, um idoso corretor da bolsa que conhecia Joyce desde os tempos da BUF, e que tratava Joyce como se fosse um filho. Cole menciona que um apoiador “alegou ser o Rei da Polônia”. Esse não pode ser outro se não o neozelandês Geoffreu Potocki de Montalk, que, ao contrário de seus muitos contemporâneos, que abraçaram o comunismo, sendo um monarquista, abraçou a direita, depois o fascismo e depois o nacional-socialismo e nunca se retratou. Na verdade, mesmo em Dezembro de 1945, Potocki imprimiu um “cartão de Natal, com o “X” em forma de suástica, com um poema que prestava homenagem a “nosso William Joyce”. Quanto à sua excêntrica reivindicação ao trono da Polônia, era tão legítimo quanto qualquer outra, sendo descendente de uma linhagem de nobres poloneses. [29]

O texto ideológico primário da Liga Nacional Socialista foi o National Socialism Now, publicado em Setembro de 1937. National Socialism Now é um escrito de 57 páginas que define os fundamentos ethos nacional-socialista inglês, método de política e tipo de sistema financeiro e econômico. As linhas de abertura de Joyce são essas:

“Lidamos com o Nacional-Socialismo pela Grã-Bretanha; pois somos britânicos. Nossa liga é inteiramente britânica; e para ganhar a vitória do nacional-socialismo aqui, devemos trabalhar duro o suficiente para ser desculpados pela tarefa inspiradora de descrever o nacional-socialismo em outro lugar”. [30]

“Embora o nacional-socialismo tenha estado para sempre ligado ao nome de Hitler, não importa de onde surja, ‘deve surgir do solo e das pessoas ou não deve surgir’, não surge de nenhuma queixa temporária, mas do anseio revolucionário do povo de se livrar das correntes do materialismo grosseiro, sórdido e democrático sem ter que colocar as algemas do materialismo marxista, que seria idêntica às correntes lançadas”. [31]

Joyce voltou a um tema que havia apresentado à BUF, a síntese do nacionalismo e socialismo é um desenvolvimento lógico; que “o povo” é idêntico com “a nação”, e qualquer outra coisa, seja chamada de “nacionalismo” ou “socialismo”, é uma perda de tempo. Foi o socialismo que forneceu a base para a unidade de classe, e não o antagonismo de classe, que foi engendrado pelos deslocamentos causados pelo industrialismo e pela usura. Essa divisão de classes é agravada em vez de transcendida pelo marxismo e outras formas de socialismo materialista. Tanto o marxismo quanto o capitalismo são internacionais. Na verdade, Marx apontou isso no Manifesto Comunista, quando ele disse que, qualquer pessoa que resiste a essa tendência internacionalizante do capitalismo como “reacionária”, pois o processo histórico em direção ao comunismo é auxiliado pela internacionalização capitalista, é o que Marx chamou de “uniformidade no modo de produção” em todo o mundo. [32] Hoje chamamos isso de “globalização” e o processo está se acelerando. O que emergiu não é o comunismo, mas sim, uma “nova ordem mundial capitalista”. O comunismo nem mesmo é anticapitalista, mas uma extensão dele, portanto, como Joyce diz em Twilight Over England, é o nacionalismo, intrinsecamente baseado no socialismo, que não apenas se opõe ao capitalismo, mas o transcende. Da mesma forma, qualquer socialismo que abraça o internacionalismo não só é inútil no combate ao capitalismo, mas ajuda em sua vitória. Agora podemos, tanto com uma visão retrospectiva quanto observando os eventos atuais, para confirmar que esse é realmente o caso. O comunismo e a socialdemocracia falharam literalmente em “entregar as mercadorias”, e agora o capitalismo de livre mercado corre desenfreadamente em todo o mundo, imposto pelo armamento dos EUA onde sua dívida com as finanças internacionais e o vício do Shopping Center e da MTV são insuficientes. O socialismo do tempo de Joyce, representado principalmente pelo Partido Trabalhista, não se opôs ao sistema de finanças internacionais mais do que o Partido Conservador, que há muito havia abandonado suas origens patrióticas e rurais, e ambos permitiam um sistema de livre comércio liberal que investia capital para desenvolver a manufatura de algodão na índia, por exemplo, enquanto permite que os trabalhadores da fábrica de Lancashire apodreçam. [33] A mesma situação nos é observada nos últimos anos com o “Novo Trabalhismo” de Tony Blair na Grã-Bretanha e na Nova Zelândia, o Partido Trabalhista nos anos 80, estava na vanguarda da instalação do “Livre Comércio” em nome do “Socialismo”. Joyce viu isso acontecendo em sua própria época. Nós o revivemos hoje. O mesmo velho abandono ao capitalismo pela socialdemocracia, que também obrigou que Oswald Mosley tivesse que renunciar ao Partido Trabalhista por puro desgosto.

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A fraqueza da democracia parlamentar de Westminster permitiu que as finanças internacionais continuassem sem obstáculos. O nacional-socialismo britânico de Joyce defendia o ‘princípio de liderança’, com autoridade para agir, mas no caso da Grã-Bretanha o símbolo da unidade dentro de uma personalidade existia por séculos na forma da força da coroa, e Joyce não previa uma Grã-Bretanha nacional-socialista que precisava ser sob a ditadura de um “führer” britânico. De fato, ele defendeu o Estado Corporativo ou Orgânico ao qual aludiu em seu panfleto BUF. Em National Socialism Now, Joyce apontou para as guildas da Grã-Bretanha medieval e delineou um Estado Corporativo baseado no renascimento das guildas como assumindo muitas funções do Estado. Tanto os empregadores como os empregados seriam representados nos mesmos órgãos corporativos, que era o método de organização industrial bem-sucedido que seria aprovado na Alemanha na Câmara Econômica do Reich. O parlamento seria, portanto, um órgão corporativo com representantes eleitos por tais guildas.

Em seguida, Joyce voltou sua atenção para o sistema financeiro. A reforma bancária nacional-socialista se baseia na premissa que o dinheiro e o crédito devem servir ao povo, e não dominá-lo. Portanto, crédito e moeda devem ser emitidos de acordo com a produção do povo, permitindo que o povo consumisse essa produção. Os interesses financeiros privados não devem emitir crédito e moeda como mercadoria com fins lucrativos. Moeda e crédito servem apenas como meio de troca entre bens e serviços. Esse é o método que a Alemanha Nacional-Socialista, o Japão Imperial e a Itália Fascista usaram e pelo qual floresceram durante a Grande Depressão. [34] Novamente, não há nada intrinsecamente “fascista” ou “nazi” em tal sistema bancário. O Primeiro Governo Trabalhista da Nova Zelândia iniciou o mesmo tipo de política, emitindo 1% de crédito estadual ao Reserve Bank em 1935 para a construção do icônico projeto habitacional estadual da Nova Zelândia, que acabou resolvendo 75% da taxa de desemprego. [35] Os reformadores bancários em todo o mundo exigiam que o Estado assumisse sua prerrogativa de emitir crédito e moeda do próprio país, sem o recurso de se endividar de forma perpétua com as finanças internacionais. [36]

Assim como Joyce enfatizou em Twilight Over England, foi essa luta entre o trabalho produtivo e o parasitismo que levou à uma guerra mundial, sendo que foram os Estados do Eixo que representaram um desafio mortal a esse parasitismo em todo mundo. A Nova Zelândia, apesar das medidas trabalhistas de 1935, fiel à forma socialdemocrata, não foi além dessas medidas limitadas, apesar de seu sucesso apesar das promessas que o partido havia feito em seu manifesto eleitoral de 1934. Mais uma vez, a socialdemocracia não representou nenhum desafio real para o sistema de comércio mundial e bancário que estava – e permanece – nas mãos de alguns parasitas.

A Liga era “abertamente e descaradamente imperialista”. Um dos principais objetivos do “fascismo” era criar Estados autárquicos e economicamente autossuficientes, ou blocos geopolíticos. Claro, sendo a Grã-Bretanha a maior potência imperial, o Fascismo Britânico ou o Nacional-Socialismo procuraram recriar o Império como um bloco autárquico, onde os investimentos seriam feitos apenas dentro do Império, e não colocados fora do Império, apenas para minar a indústria os setores agrícolas dos povos do Império. Joyce assinalou que o sistema de comércio e finanças internacionais era o inimigo tanto dos britânicos quanto dos povos coloniais; que ambos eram explorados igualmente, e conceder independência à Índia não mudaria essa situação. O Nacional-Socialismo acabaria com a usura e a exploração na Índia com os mesmos métodos na Grã-Bretanha. [37] O que o fascismo estava tentando abordar era o sistema iníquo que é hoje chamado de “globalização”, pelo qual os investimentos podem ser movidos para fora dos Estados e, de fato, indústrias inteiras fechadas e realocadas para reservas de mão de obra barata, e especuladores de moeda podem fazer grandes fortunas durante a noite, destruindo economias inteiras. Esse é o sistema que venceu a Segunda Guerra Mundial contra o Eixo, e é o sistema que tem conduzido o mundo à atual crise da dívida, como inevitavelmente o faria. Esse é o sistema pelo qual as tropas aliadas lutaram e morreram assim como os mesmos puxadores de arame plutocráticos da “democracia” declararam guerra aos Estados que são problemáticos à “Nova Ordem Mundial”.

Finalmente, Joyce abordou a questão da política externa. Já naquela época os tambores de guerra eram batidos contra a Alemanha, Itália e Japão. Joyce viu que a pedra angular da paz e da ordem mundial era uma aliança entre britânicos e alemães com a ajuda dos italianos, que formaria um baluarte contra o sistema financeiro internacional e o comunismo. A partir da década de 20, quando Hitler escreveu o Minha Luta, uma aliança com Grã-Bretanha e Itália foi concebida como pedra angular da futura política externa alemã, Hitler acabou declarando: “No futuro, só pode haver dois aliados para a Alemanha na Europa: Inglaterra e Itália”; [38] Teria sido mera hipocrisia, embora ditado uma década antes de Hitler assumir o cargo, enquanto estava sentado numa prisão depois de uma tentativa de golpe falho em Munique? Hitler em discursos, sempre afirmou sua admiração pelo Império Britânico e a aliança que poderia ter existido entre o Império Britânico e o Terceiro Reich. Como Joyce, ele acredita que os dois seriam uma grande força estabilizadora no mundo, e os estudos legítimos apenas confirmaram essas visões.

O Capitão A.H.M. Ramsay, Membro do Parlamento pelo Partido Conservador de Midlothian e Peeblesshire de 1931 até sua detenção até 1940-1944, sob o Regulamento de Defesa 18B junto com Mosley e outros 1000, escreveu após a guerra um volume muito parecido com o livro de Joyce, Twilight Over England e National Socialism Now apenas em relação à guerra, mas também à aquisição da Grã-Bretanha pelas finanças internacionais. Joyce foi membro do Right Club de Ramsay que fez campanha contra a guerra contra a Alemanha. [39] Como Joyce, Ramsay, apontou para o aspecto judaico dos fanáticos revolucionários puritanos, cujos exércitos “marcharam ao redor da Escócia, auxiliados por seus simpatizantes de Genebra, dispensando justiça judaica”. [40] Ramsay passa a considerar a formação do Banco da Inglaterra com a sobrecarga da Grã-Bretanha com uma dívida nacional; um assunto tratado com relativo detalhe por Joyce em Twilight Over England. Ramsay aponta que a oficialidade do “judaísmo internacional” havia “declarado guerra” contra a Alemanha assim que Hitler assumiu o cargo. Um “boicote econômico internacional” foi declarado pela Federação Econômica Judaica Mundial, chefiada por Samuel Untermeyer dos EUA, que escreveu no The New York Times sobre uma “guerra santa” contra a Alemanha, no qual judeus e gentios devem embarcar, enquanto os judeus eram os “aristocratas do mundo”. [41] A liderança judaica, por meio de sua influência na política, nos negócios e na mídia em todo o mundo, esperava estrangular economicamente a Alemanha. Eles não poderiam arruinar a Alemanha por tais meios, no entanto, porque a reforma bancária e comercial do regime de Hitler não apenas retirou a Alemanha do sistema financeiro internacional, mas através da troca passou a capturar os mercados da Europa central e da América do Sul. Como Joyce enfatizou em Twilight Over England, essa foi a verdadeira causa da guerra mundial; um conflito entre dois sistemas, um produtivo e criativo, o outro parasitário e explorador.

Devemos ressaltar que Ramsay desfrutou de uma amizade e confiança do primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain nos meses anteriores à Segunda Guerra Mundial. Ramsay alude à garantia de Chamberlain de ajudar a Polônia em caso de invasão com base num suposto ultimato alemão que se revelou fraudulento, [42] e que a Alemanha havia procurado por meses por uma negociação para o retorno de Danzig e do “Corredor Polonês” para a Alemanha, enquanto que a Polônia recorria à limpeza étnica contra os alemães dentro da Polônia; um assunto que seria considerado mais pra frente.

Ramsay destaca que Hitler “repetidamente deixou claro que nunca teve a intenção de atacar ou prejudicar o Império Britânico”. [43] Na verdade, o que é chamado de “Guerra Falsa” se seguiu, onde nenhuma luta real estava ocorrendo. A situação mudou imediatamente, Churchill tornou-se primeiro-ministro. Então, a política anterior de apenas bombardear alvos militares foi revertida e o Comando de Bombardeiros Britânico recebeu ordens de bombardear alvos civis, uma estratégia que acabaria por levar à morte de centenas de milhares de civis alemães até o final da guerra, o bombardeio de Dresden, [44] Hamburgo, Berlim e outras cidades alemãs caindo na infâmia como obliterando em infernos mortais mais vítimas do que o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki.

Ações valem muito mais do que palavras, como se diz, e Hitler em várias ocasiões ofereceu a sua amizade, enquanto ainda estava em uma posição de força, de fato vencendo a guerra. Uma das ocasiões mais notáveis é daquela envolvendo a prisão britânica de Dunquerque, em torno das quais muitas bobagens sobre o heroísmo britânico continuam a ser faladas. Ramsay cita o eminente historiador militar oficial britânico, Capitão Liddel Hart. Esse absurdo continua apesar do livro de Hart sobre a Segunda Guerra Mundial, The Other Side of the Hill, publicado em 1948, com o capítulo 10 nomeado “Como Hitler venceu a França e salvou a Grã-Bretanha”. Ramsay comenta que o capítulo iria “surpreender todas as pessoas cegas pela propaganda… pois o autor nele prova que Hitler não apenas salvou esse país; mas que isso não foi o resultado de algum fator imprevisto, ou indecisão ou loucura, mas fim, um propósito definido, com base no seu princípio enunciado e fielmente mantido.”O livro detalha como Hitler interrompeu o Panzer Corps em 22 de Maio de 1940, permitindo que as tropas britânicas voltasse para a Grã-Bretanha. Hitler telegrafou para Von Kleist dizendo que as divisões blindadas não deveriam avançar ou atirar. Von Kleist ignorou a ordem e então veio uma “ordem enfática”, de acordo com Von Kleist, de que ele deveria “se retirar para trás do Canal. Seus tanques foram mantidos parados lá por três dias”. [45]  Hart registra uma conversa entre Hitler e o Marechal Von Runstedt dois dias depois (24 de Maio):

“Ele [Hitler] nos surpreendeu quando falou de sua admiração pelo Império Britânico, da necessidade de sua existência, e da civilização que a Grã-Bretanha trouxe ao mundo… Ele comparou o Império Britânico com a Igreja Católica – dizendo que ambos eram essenciais para a estabilidade no mundo. Ele disse que tudo o que ele queria da Grã-Bretanha era que ela reconhecesse a posição da Alemanha no continente. O retorno das colônias perdidas da Alemanha no continente. O retorno das colônias perdidas da Alemanha seria desejável, mas não essencial, e ele até se ofereceria para apoiar a Grã-Bretanha com tropas, se ela envolvesse com quaisquer dificuldades em qualquer lugar. Ele concluiu dizendo que seu objetivo era o de paz com a Grã-Bretanha, numa base que ela consideraria compatível com sua honra em aceitar”. [46]

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O capitão Hart comenta o acima: “Se o exército britânico tivesse sido capturado em Dunquerque, o povo britânico poderia ter sentido que sua honra havia sofrido uma mancha, que eles devem eliminar. Ao deixá-lo escapar, Hitler esperava conciliá-los”. [47] Hart aludiu aos sentimentos pró-britânicos no Minha Luta e à maneira como Hitler não se desviou de seu desejo de uma aliança com a Grã-Bretanha. Como sabemos agora, longe de o povo britânico estar ciente da tranquilidade de Hitler em relação a eles, a máquina de propaganda apenas usou isso para incitá-los ainda mais em direção à guerra, e Dunquerque desde então foi retratado como um grande feito de coragem moral britânica.

Mesmo durante o início da década de 1920, quando Hitler estava na prisão ditando o “Minha Luta” ele percebeu que qualquer futura boa vontade entre a Alemanha e a Grã-Bretanha dependia da questão de “se a influência judaica não é mais forte do que qualquer entendimento ou boas intenções e isso frustrar e anular todos os planos”. [48] Mosley, Ramsay e o almirante Sir Barry Dombile e centenas de outros presos sob o 18B, que buscavam a paz com a Alemanha, também estavam cientes disso. No entanto, ainda havia pessoas proeminentes na Grã-Bretanha que eram livres, a quem Hitler poderia apelar por paz, e é presumivelmente com isso em mente que Hitler manteve aberta a perspectiva de uma paz negociada com honra.

No entanto, pessoas eminentes que esperavam por uma paz negociada com a Alemanha não era páreo para o partido da guerra e seus apoiadores. Winston Churchill, cujo estilo de vida opulento e bêbado o havia endividado, liderou o grupo de guerra. Ele tinha motivos pessoais para assegurar a destruição de Hitler, mesmo que isso também significasse a destruição do Império Britânico; o que, claro, aconteceu. Em 1938, Churchill estava falido e Chartwell House estava prestes a ser colocado no mercado. Poucos dias antes, no entanto, Sir Henry Strakosch, um magnata da mineração judeu sul-africano e conselheiro financeiro, veio em seu socorro e concordou em pagar as dívidas de Churchill. [49] Churchill havia se prostituído para as finanças internacionais por causa de míseros £ 18.000 e, ao fazer isso, condenou a vida de milhões e a sobrevivência do Império Britânico. Strakosch foi consultor financeiro do General Smuts da África do Sul, e em 1920 elaborou o projeto para o Banco da Reserva da África do Sul. [50] Ele também atuou como consultor na criação do Banco da Reserva da Índia. Como o Federal Reserve Bank dos Estados Unidos e outros bancos centrais em todo o mundo, o leitor não deve se confundir pensando que atuaram como bancos estaduais emitindo crédito estadual, mesmo quando foram, como o Reserve Bank da Nova Zelândia, nacionalizados. Esses bancos centrais foram baseados em planos fornecidos por indivíduos como Strakosch, Sir Otto Niemeyer do Banco da Inglaterra e Warburg nos EUA. A escravidão da maioria dos Estados às finanças internacionais, das quais Alemanha, Itália e Japão se libertaram, é a causa mais significativa da Segunda Guerra Mundial, como explicado por Joyce em Twilight Over England.

Desde a década de 20, o conselheiro financeiro de Churchill para suas negociações no mercado de ações era Bernard Baruch, financista internacional que dirigiu o US War Industries Board durante a Primeira Guerra Mundial e se tornou o ditador virtual dos EUA durante os anos da guerra. [51] Nada iria ou poderia impedir Churchill de liderar a Grã-Bretanha na guerra com a Alemanha.

Para a Alemanha

Durante a crise de Munique em 1938, Joyce previu a guerra que se aproximava e o dilema que o colocava como um devoto pró-britânico do nacional-socialismo e do acordo anglo-alemão. Ele disse para Macnab que em caso de guerra, ele não poderia lutar contra a Alemanha a serviço das finanças internacionais, mas também não poderia ser um objeto de consciência e fugir do serviço nacional. Ele já havia previsto enviar Margaret para a Irlanda com Macnab, enquanto ele iria para a Alemanha, talvez para lutar contra os bolcheviques. [52]

[A resposta de Mosley foi imediatamente fazer um apelo aos seus apoiadores para apoiarem totalmente o esforço de guerra, uma vez que a guerra contra a qual ele havia feito campanha vigorosamente tivesse ocorrido, enquanto ele e 800 de seus seguidores foram detidos sob o Regulamento de Defesa de Emergência 18B. A ordem de Mosley declarou que ‘Nossos membros devem fazer o que a lei exige deles; e, se forem membros das Forças Armadas ou serviços da Coroa, devem obedecer às suas ordens e, em todos os aspectos, obedecer às regras do Serviço ». No entanto, foi também um apelo para “permanecer firme” contra o “poder do dinheiro judeu corrupto” e “aproveitar todas as oportunidades ao seu alcance para despertar o povo e exigir a paz”. [53]

Lord Haw-Haw

Entre os primeiros a morrer na guerra estavam dois camisas-negras, Kenneth Day e George Brocking, durante um bombardeio diurno da RAF em Brunsbuttel. [54]

Enquanto Joyce fazia campanha com sua Liga Nacional Socialista e Mosley realizava reuniões atraindo as maiores audiências já vistas na Grã-Bretanha até as vésperas da guerra, Joyce também buscava ampliar sua campanha. Ele estava envolvido em uma campanha antiguerra com Lord Lymington, Membro do Parlamento pelo Partido Conservador, e um dos primeiros defensores da autossuficiência agrícola e agricultura orgânica, [55] também uma preocupação particular de Joyce e do BUF. [56] Lord Lymington e Joyce criaram o British Council Against European Commitments. O grupo de Lymington se juntou a uma organização semelhante fundada por Hastings William Sackville Russell, Lord Tavistock (mais tarde Duque de Bedford) e surgiu como o Partido Popular Britânico (BPP), cuja política não incluía apenas a paz, mas em particular a defesa da reforma bancária. [57] Joyce confidenciou a Beckett que ele provavelmente iria para a Alemanha em caso de guerra, e Beckett deixou a Liga para se tornar secretário-geral do BPP. É frequentemente comentado que houve uma desavença entre Joyce e Beckett, mas, como se verá, eles permaneceram amigos constantes.

Como os presságios da guerra que se aproximava em 1939, uma das primeiras a partir da Grã-Bretanha para a Alemanha foi a Sra. Francis Dorothy Eckersley, uma membro da BUF, cujo filho estava numa escola lá. A Sra. Eckersley desempenharia um papel importante no estabelecimento de Joyce em Berlim. Antes de Macnab visitar Berlim, Joyce pediu-lhe para levar uma mensagem para Christian Bauer, perguntando se Goebbels arranjaria a naturalização imediata de Joyce e sua esposa, caso eles se estabelecessem na Alemanha. [58] O Regulamento de Defesa 18B estava para ser aprovado quando Joyce recebeu notícias de um agente do MI5 a quem deu informações sobre atividades comunistas, de que era provável que ele fosse preso com menos de 18 anos em questão de dias. [59] Joyce partiu para a Alemanha em 26 de Agosto de 1939, William convenceu-se de que a prisão na Grã-Bretanha durante a guerra significaria um insuportável sofrimento para Margaret.

Para o desânimo de Joyce, Bauer não tinha a influência em Berlim que havia sido assumida, e ele foi “convocado”. No entanto, a Sra. Eckersley tinha ligações com o Ministério das Relações Exteriores e Joyce conseguiu um emprego de meio período na tradução de escritos alemães. [60] Em poucos dias, a guerra foi declarada pela Grã-Bretanha contra a Alemanha, uma declaração que não foi recebida pelos alemães com mais júbilo do que os Joyces e muitos outros britânicos. Na Inglaterra, entretanto, Mosley estava realizando os maiores comícios da história da BUF, e apenas dois meses antes, o maior salão coberto da Inglaterra tinha sido coberto por 20 mil pessoas para ouvir Mosley. [61] Mosley foi preso em 23 de Maio de 1940 e sua esposa Diana em 29 de Junho. [62] O capitão A. H.M Ramsay e o almirante Sir Barry Domvile, fundador do Link, uma organização que fez campanha pela colaboração anglo-germânica, estava entre os outros 1000. [63]

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Os amigos da Sra. Eckersley estavam trabalhando para garantir um cargo a Joyce, e o Dr. Erich Hetzler, funcionário do Ministério das Relações Exteriores, que havia estudado economia na Inglaterra, o entrevistou. É notável que, durante a entrevista, Joyce explicou que ele era um nacional-socialista e britânico, mas que um nacional-socialista na Grã-Bretanha não era o mesmo que na Alemanha. [64] Hetzler recomendou Joyce ao departamento de língua inglesa do serviço de rádio do Reich. Norman Baillie-Stewart, um ex-subalterno do Seaforth Highlanders, chefiava o serviço de notícias inglês, sob a direção de Walter Kamm. A primeira transmissão de Joyce, lendo um boletim de notícias, ocorreu em 11 de setembro de 1939. Ele se saiu bem, mas atraiu imediatamente o ciúme de Baillie-Stewart. [65]

O apelido depreciativo de “Lord Haw Haw” que viria a ser sinônimo de Joyce apareceu pela primeira vez no Daily Express em 14 de setembro de 1939, onde o colunista, Jonah Barrington comentou sobre o pseudônimo de Joyce: “Um cavalheiro que eu gostaria de encontrar está se lamentando periodicamente de Zeesen. Ele fala inglês do tipo haw-haw, droga-saia-do-meu-caminho, e seu ponto forte é a indignação cavalheiresca”. [66] O nome foi escolhido pela propaganda britânica e foi assim ficou, como o nome de Vidkun Quisling na Noruega se tornou um sinônimo de “traidor”.

Ironicamente, Barrington estava descrevendo Baillie-Stewart. Barrington e a mídia correram com a imagem de propaganda tipicamente banal, e “Lord Haw-Haw” foi apresentado ao público como uma figura do ridículo. Lord Haw-Haw logo se juntou a figura de Joyce, já que Joyce se tornou o principal locutor britânico pró-alemão, apesar de sua própria voz, afetado pelo nariz quebrado que ele tinha desde a infância, não sugerindo a figura do tipo “Bertie Wooster” que Barrington era tentando retratar. [67] Outras tentativas estúpidas de sátira de Barrington, com nomes como The Whopper, Uncle Boo-Hoo e Mopey, caíram no caminho, enquanto Lord Haw-Haw permaneceu. Foi Lord Donegal, escrevendo para o Sunday Dispatch, que sugeriu que Lord Haw-Haw poderia ser Joyce. No entanto, a voz que ele pediu a Macnab, então um motorista de ambulância voluntário, para ouvir, era Baillie-Stewart, e Macnab poderia responder honestamente que não parecia em nada com Joyce. [68]

Joyce agora pode solicitar a naturalização e registrou corretamente sua cidade natal como Nova York. [69] Margaret foi contratada para escrever recursos femininos para a rede de rádio e ficou conhecida como Lady Haw-Haw. As suas transmissões foram amplamente ouvidas na Grã-Bretanha. A questão das identidades de Baillie-Stewart e William Joyce foi logo resolvido pelos britânicos, mas “Lord Haw-Haw” ficou com Joyce em vez de com Baillie-Stewart, [70] outro reflexo da puerilidade da propaganda de guerra britânica. Os comediantes começaram a satirizar Lord Haw-Haw. A morte de milhões de britânicos e alemães foi uma risada muito boa para aqueles que podiam evitar o serviço ao se divertir na Frente Interna, enquanto os mosleyanos estavam entre os primeiros a se alistar e morrer.

Curiosamente, Cole discute a insistência das origens da “classe alta” para William Joyce pela máquina de propaganda britânica e, portanto, a manutenção do mito de “Lord Haw-Haw” como um “traidor” aristocrático, talvez também lembrando o público do aristocrático de nascimento, Sir Oswald Mosley, e as origens semelhantes de outros que buscaram a conciliação com a Alemanha e que viram o fascismo e o nacional-socialismo como meios de transcender as divisões de classe. Cole escreve: “O tema do traidor aristocrático despertou uma resposta pública tão imensa que a zombaria parecia ser dirigida tanto às classes superiores britânicas tradicionais quanto a um traidor desconhecido na Alemanha” [71] A ironia era que Joyce era a própria antítese do personagem retratado pela propaganda britânica, como indica a anedota de abertura desta introdução, e ele vivia com simplicidade e sem pensar em seu bem-estar material.

Uma pesquisa da BBC concluiu que Joyce estava recebendo seis milhões de ouvintes regulares diariamente e 18 milhões de ouvintes ocasionais. As razões para isso incluíam não apenas a alegria que havia sido dirigida para lord Haw-Haw, mas também que as transmissões se concentravam em ‘males inegáveis? Neste país…, seu sentido de notícias, sua apresentação’, tornando-os ‘uma característica familiar do social paisagem’. [72]

No início de 1940, o Buro Concordia foi formado sob a direção do Dr. Hetzler, que se concentraria em explicar o nacional-socialismo aos ouvintes ingleses. Joyce lideraria a equipe e escreveria os programas. Ele recusou ofertas insistentes de aumento de salário. O primeiro programa foi ao ar em fevereiro de 1940, sob o nome de New British Broadcasting Station, transmitindo por meia hora na Prússia Oriental, embora em condições e recursos escassos. [73]

Foi nessa época, em fevereiro de 1940, que Joyce foi convidado pelo Ministério das Relações Exteriores para escrever um livro, Twilight Over England. Enquanto Joyce se dirigia ao público britânico, que teria poucas chances de ler o livro, o Ministério das Relações Exteriores pretendia fazer um testamento em inglês para o público nos EUA e na Índia. Twilight também teve edições em alemão e sueco. O livro, como veremos, é em grande parte uma acusação ao sistema inglês de livre comércio, à influência judaica e à iniquidade das finanças internacionais.

Em retrospectiva, lendo o volume hoje, podemos ficar muito impressionados com sua relevância atualmente, à medida que o mundo está mergulhado no que os estrategistas americanos chamam de “conflito constante”, ao estender em nome sagrado da “democracia” o sistema de dívida e exploração que o Eixo lutou há setenta anos. Como Joyce tentou explicar, a democracia de Westminster e o governo partidário são um sistema que não trouxe nenhum benefício significativo para as pessoas que viveram sob a “Mãe de todos os parlamentos” durante séculos, muito menos para os homens das tribos, dos desertos do Afeganistão às selvas da Nova Guiné, que estão tendo este estranho sistema nascido da classe mercantil da Inglaterra, imposto a eles pela força das armas. Ainda vivemos sob o mesmo sistema que Joyce expôs, porque as finanças internacionais venceram a guerra.

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Em meados de 1940, os britânicos pararam de considerar Lord Haw-Haw como uma piada e passaram a se preocupar com o que ele sabia sobre os acontecimentos internos da Grã-Bretanha. Outras estações secretas de transmissão anglófona foram planejadas sob Buro Concordia. [74] Enquanto isso, o compromisso de Joyce com a Grã-Bretanha foi indicado por ele ter adulterado seu passaporte britânico para que depois de expirado não pudesse ser usado pela Inteligência Alemã, que estava ansiosa para obter tais passaportes. [75] Mesmo por deslealdade.

Em julho de 1940, Hitler fez uma oferta de paz à Grã-Bretanha e Joyce estava otimista. No “Workers Challenge”, um serviço de transmissão oferecido especificamente para trabalhadores britânicos, Joyce afirmou que trabalhadores britânicos e alemães não queriam lutar entre si. Os comunistas britânicos vinham dizendo que a guerra era entre potências capitalistas e não uma luta de trabalhadores, até que a linha do partido foi revertida quando a Alemanha e a URSS entraram em conflito. “Workers Challenge” convocou uma revolta dos trabalhadores contra Churchill e uma paz que não teria nada a ver com a nazificação da Grã-Bretanha. Obviamente, Churchill estava comprometido com a rendição incondicional e a chance de salvar o Império e a Europa foi rejeitada por causa do ego de Churchill, ou talvez principalmente devido à sua dívida de £ 18.000 com Strakosch e sua amizade com ‘Barney’ Baruch (?). Como Joyce comentou sobre seu programa em 23 de julho, a rejeição da paz traria uma tragédia para a Inglaterra, e se os britânicos permanecessem em silêncio, deve-se supor que eles consentiram em sua própria aniquilação. [76] Joyce foi extremamente preciso. E ainda existe dúvida? Embora possa ser um clichê dizer que os britânicos venceram a guerra, mas perdeu a paz, isso está além de qualquer dúvida racional. Quanto ao impacto do “Workers Challenge” uma pesquisa da BBC descobriu que teve um “grande número de seguidores”, que “o que se segue cresce” e que muitas observações que Joyce faziam “eram verdadeiras”. [77]

Em 28 de agosto, ocorreram as primeiras baixas de ataque aéreo em Berlim. Tanto Joyce quanto o correspondente estrangeiro da CBS, William Shirer, epítome do propagandista antinazista, estavam na casa de transmissão. Shirer, que havia evitado encontrar o “traidor” por um ano, anotou em seu diário que Lord Haw-Haw “nos ataques aéreos mostrou coragem”. [78] Joyce saiu para ver os danos e ficou “profundamente comovido” com a devastação. Já houve comentários sobre os alvos civis dos britânicos, em contraste com os objetivos militares da Luftwaffe, mas poderia alguém na Alemanha ter previsto o bombardeio criminoso de cidades alemãs indefesas que viriam a se tornar a especialidade do Comando de Bombardeiros?

Shirer, um profundo anti-nazista escreveu um livro chamado Acensão e queda do Terceiro Reich cujo se tornou um clássico da história, [79] ainda sim observou Joyce como “um sujeito divertido e até mesmo inteligente”, “fortemente construído e de cerca de 1,75 de altura, com olhos irlandeses que brilham”. [80]  Ele observou que Joyce tinha um profundo ódio pelo capitalismo. “Por mais estranho que possa parecer, o movimento nazista é um movimento proletário, que libertará o mundo das correntes dos capitalistas plutocráticos”. Ele se vê principalmente como um libertador da classe trabalhadora. [81]

A piada de Shirer sobre a “estranheza” da visão de Joyce do nacional-socialismo como um movimento de luta contra o capitalismo é talvez melhor explicada pela própria ignorância de Shirer quanto ao caráter tanto do nacional-socialismo quanto da guerra. [82] O leitor poderá ver o caráter antiplutocrático do nacional-socialismo explicado em Twilight Over England, uma cópia que Joyce deu para Shirer.

Twilight Over England foi publicado em Setembro de 1940, por Santoro, um idoso italiano que era dono de uma editora de Berlim, a Internationaler Verlag, a edição em inglês chegou a ter 100 mil cópias. [83] Eles foram distribuídos em campos de prisioneiros de guerra, onde havia esforços para recrutar dissidentes para a Legião de São Jorge (também conhecida como a British Freikorps) uma unidade da Waffen SS para lutar na Frente Oriental (não contra outros britânicos). [84]

Após um ano de atrasos, a família Joyce eram cidadãos alemães. Em 1941, Joyce registrou-se no serviço militar e foi colocado em uma categoria reservada. Joyce agora tinha permissão para revelar sua identidade e declarou:

“Eu, William Joyce, deixei a Inglaterra porque não lutaria pelos judeus contra Adolf Hitler e o nacional-socialismo. Deixei a Inglaterra porque pensei que a vitória britânica preservaria condições existentes e seria mais prejudicial para a Grã-Bretanha do que a derrota”. [85]

Em 11 de maio de 1941, o vice-Fuhrer Rudolf Hess chegou à Escócia em sua infortunada missão de paz.  Foi empreendida em um momento em que a guerra entre a URSS e a Alemanha se aproximava, e as autoridades alemãs foram obrigadas a repudiar a missão de Hess como os esforços solitários de alguém que se tornara mentalmente perturbado. Talvez Hess estivesse desequilibrado se pensasse que poderia superar o grupo de guerra liderado por Churchill, mas ainda se pensava que havia um partido da paz proeminente em círculos influentes que almejava uma paz negociada. Hess voou para a Escócia na esperança de conversar com o Duque de Hamilton, que se acreditava fazer parte do partido da paz. É sabido que Hess vinha discutindo há muito tempo as possibilidades de uma missão de paz na Grã-Bretanha, com o conhecimento de Hitler, e que o amigo de Hess, Albrecht Haushofer, estivera em contato com o Duque de Hamilton. [86] Novas evidências surgiram de que Hess provavelmente voou para a Grã-Bretanha com a aprovação de Hitler. O historiador britânico Peter Padfield afirma que Hess trouxe consigo para a Grã-Bretanha propostas detalhadas de paz de Hitler. As propostas pediam a neutralidade da Grã-Bretanha em um conflito iminente com a URSS, em troca do qual a Alemanha se retiraria da Europa Ocidental e não teria mais reivindicações sobre a Grã-Bretanha ou o Império Britânico. [87] É claro que tais propostas estavam perfeitamente de acordo com os objetivos de política externa que Hitler desejava desde a década de 1920, como vimos anteriormente. As propostas de Hitler especificavam os objetivos alemães na Rússia e até indicavam o momento preciso da ofensiva alemã. Padfield comenta: “Este não foi um complô renegado. Hitler tinha enviado Hess e ele trouxe um tratado de paz totalmente desenvolvido para a Alemanha evacuar todos os países ocupados no Ocidente”. [88] Padfield também comenta sobre uma facção significativa de “paz negociada” na Grã-Bretanha e a ruína que a paz teria significado para a carreira de Churchill. Também há alusão a esta facção da paz, incluindo a Família Real.

Joyce esperava que morresse logo, fosse lutando contra os russos, durante um ataque aéreo ou enforcado. Ele recebeu a Cruz de Mérito de Guerra de 1ª Classe, medalha civil, que pouco significava para ele, foi convocado para a guarda da casa, a Volkssturm, e começou a treinar com armas. [89] Durante um ataque aéreo, confinado em um abrigo, ele passou a ensinar canções inglesas a um jornalista francês, o que chamou a atenção de um diretor da aeronáutica. Quando Joyce recusou a ordem de acalmar uma briga, Joyce recebeu um corte no lábio e o diretor um olho roxo. O diretor do ataque aéreo afirmou que Joyce seria denunciado. Gritando de tanto rir com o absurdo da situação, Joyce foi devidamente notificado de que foi acusado de “subtraição” e que o diretor havia sido o motorista pessoal de Freisler, presidente do Tribunal do Povo. Seus empregadores o avisaram de que a acusação era mais séria do que ele imaginava. No entanto, o tribunal e todos os vestígios da documentação, bem como o motorista de Freisler, foram enterrados nos escombros de um ataque aéreo e também a acusação de “subtração”. [90]

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Com a sugestão de que a família Joyce obtivesse documentos falsos para escapar quando a guerra chegasse ao fim, Joyce ficou furioso e disse que “os soldados não podem fugir, então por que eu deveria?” [91] Para Joyce, da infância ao final de sua vida, honra, integridade, coragem e instinto eram fundamentais.

Com Berlim às ruínas, a equipe de Buro Concordia se preparou para se realocar. Com a iminente ocupação russa da cidade, a equipe dos Serviços de Língua Inglesa seguiu para Apen, uma pequena cidade entre Bremen e a fronteira com a Holanda, embora Joyce tivesse preferido as barricadas com seus colegas da Volkssturm.

Final

Joyce acamado. Ao seu lado, dois soldados ingleses

No dia 30 de Abril de 1945, a equipe foi convocada e informada sobre a morte de Hitler. Lord e Lady Haw-Haw fizeram suas últimas transmissões naquele dia. Joyce reiterou o que sempre disse:

“As vitórias da Grã-Bretanha são estéreis. Eles a deixam pobre e deixam seu povo com fome. Eles a deixam sem os mercados e a riqueza que ela possuía há seis anos atrás. Mas acima de tudo, eles a deixaram com um problema imensamente maior do que ela tinha até então. Estamos chegando ao fim de uma fase da história da Europa, mas a próxima não seria mais feliz. Será mais sombria, mais difícil e provavelmente mais sangrenta. E agora eu pergunto seriamente, a Grã-Bretanha pode sobreviver? Estou profundamente convencido de que sem a ajuda alemã ela não pode”.

Existe algum leitor que seja tão ignorante ou tão ingênuo, que não seja ideologicamente ou etnicamente preconceituoso, que possa negar que Joyce realmente estava certo? A Grã-Bretanha e os povos coloniais foram separados e deixados na pobreza do Terceiro Mundo, ou se tornaram colônias de uma ordem mundial liderada pelos Estados Unidos, e a dívida se tornou mais do que nunca a ordem preferida da economia mundial.

Ordens vieram de Goebbels, a primeira do Reichsminister que os reconheceu, para que a família Joyce não caísse nas mãos dos Aliados. No entanto, as tentativas de levá-los para a Suécia neutra via Dinamarca ou para a Irlanda foram infrutíferas. Eles acabaram em Flensburg, de volta ao Reich destruído e ocupado. Joyce, como era seu hábito, adotou uma atitude malandra até agora e jogou o que chamou de “roleta russa” cumprimentando soldados britânicos, para ver se eles reconheceriam sua voz. Em uma caminhada de volta da floresta, ele encontrou dois oficiais recolhendo lenha e se aproximou deles oferecendo alguns gravetos. Um dos oficiais, o tenente Perry, [92] um refugiado judeu que retornava e servia como intérprete, um tipo que agora fervilhava sobre a Alemanha após a ocupação aliada, reconheceu a voz de Joyce. Eles perseguiram Joyce em um veículo, e Perry perguntou: “Por acaso você seria William Joyce?” Joyce pegou seus documentos pouco convincentes que os alemães lhe deram e foi baleado por Perry, a bala entrou pela coxa esquerda de Joyce e passou pela esquerda. [93]

As autoridades militares prontamente chamaram Margaret Joyce no alojamento de uma viúva idosa, que também foi detida, mas rapidamente liberada, embora não antes de suas porções de comida de sua casa terem sido saqueadas pelos libertadores.

A primeira audiência de Joyce no tribunal por acusações de traição foi realizada em Old Bailey em 17 de setembro de 1945. Ele entrou com uma declaração de “inocente”. O principal problema para a acusação era saber se Joyce era cidadão britânico sob a lei da coroa britânica quando fez suas transmissões na Alemanha. Joyce nunca foi cidadão britânico e obteve um passaporte britânico para se mudar para a Alemanha ao fazer uma declaração falsa. Duas das três acusações não puderam ser sustentadas. O caso chegou à Câmara dos Lordes. No entanto, Joyce não tinha dúvidas de que seu enforcamento era obrigatório, e sua equipe de defesa recebera ameaças de morte caso ele fosse absolvido. Joyce foi enforcado sob a alegação de que, por ter passaporte britânico, estava sob a lei da coroa britânica quando deu início às suas transmissões e, portanto cometeu alta traição. A acusação era duvidosa, na melhor das hipóteses. Ele nunca usou seu status britânico para proteção em qualquer momento, e não há razão para acreditar que ele o faria em quaisquer circunstâncias. Ele se mudou para a Alemanha com a intenção de se tornar um cidadão alemão o mais rápido possível, embora o funcionalismo alemão tenha demorado no processo. Joyce foi enforcado por um detalhe técnico do passaporte. A sentença foi proferida em 18 de dezembro de 1945 para rejeitar o recurso. Lord Porter discordou, afirmando que não estava de forma alguma claro que Joyce pudesse ser considerado como estando sob a lei britânica no momento das suas transmissões. [94]

Joyce, ao ser informado da decisão, escreveu a Margaret que era um alívio que o assunto estivesse encerrado e que ele considerava indigno ter que implorar por sua vida diante de seus inimigos e ‘observar sua pretensão de “jogo limpo”‘. Em meio à vingança mesquinha de um povo confuso e cansado da guerra, o The Manchester Guardian, no entanto, questionou a adequação das sentenças de morte para Joyce e John Amery (cujo julgamento durou oito minutos) por pontos de vista que “já foram compartilhados por muitos que caminham intocados entre nós”. Joyce agradeceu o reconhecimento de sua sinceridade pelo Guardian. Seus amigos permaneceram firmes, e John Macnab foi particularmente ativo em nome de Joyce. Macnab, um católico ávido, observou em suas últimas visitas a Joyce que “estar com ele dava uma sensação de paz interior, como estar em uma igreja silenciosa”. [95] Alguns de seus ex-professores do Birbeck College, lembrando-se do aluno amável e trabalhador, pediram ao governador da prisão que transmitisse seus votos de boa sorte a Joyce. Ele entregou a seu irmão Quentin sua mensagem final:

Na morte, como nesta vida, eu desafio os judeus que causaram esta última guerra: e eu desafio o poder das Trevas que eles representam. Advirto o povo britânico contra o imperialismo agressivo da União Soviética.

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‘Que a Grã-Bretanha seja grande mais uma vez; e, na hora de maior perigo para o Ocidente, que o estandarte do Hakenkreuz seja erguido do pó, coroado com as palavras históricas ‘Ihr habt doch gesiegt’. Tenho orgulho de morrer por meus ideais; e lamento pelos filhos da Grã-Bretanha que morreram sem saber por que”.

O velho amigo de Joyce, o único lutador do Partido Trabalhista John Beckett, escreveu a ele em seus últimos dias: “Nossos filhos vão crescer pensando em você como um mártir honesto e corajoso na luta contra o controle estrangeiro de nosso país… Isso é como nos lembraremos de ti e o que diremos ao nosso povo”. [96] Só recentemente se soube que a saída de Beckett da Liga Nacional Socialista foi por outras razões que não um desentendimento com Joyce. Beckett se referiu a isso ao escrever para Joyce:

“Ninguém conhece melhor do que eu a sinceridade das crenças que levaram ao curso de ação que você escolheu. Você se lembra de que discutimos a posição em 1938, e a discordância e respeito que mostrei por sua opinião então permanece”. [97]

Joyce respondeu em uma carta que foi interceptada e nunca entregue a Beckett:

Claro que lembro muito vividamente como discutimos a situação em 1938. Eu não, no grau mais infinitesimal, me arrependo do que fiz. Para mim, não havia mais nada a fazer. Tenho orgulho de morrer pelo que fiz”. [98]

Beckett, em sua despedida, escreveu a Joyce: “Adeus, William, foi bom conhecê-lo e há poucas coisas na minha vida de que tenho mais orgulho do que nossa associação. Sempre seu… John”. [99]

Joyce tomou a sagrada comunhão, escreveu para sua esposa e para Macnab, e exatamente às 9h00 foi retirado de sua cela pelo carrasco Albert Pierrepoint e enforcado. [100]

Na manhã de 3 de janeiro de 1946, o dia de sua execução, uma multidão de 300 se reuniu do lado de fora da prisão de Wandsworth; a maioria para se gabar, mas alguns para prestar seus respeitos finais. Parte da multidão, ao saber da execução de Joyce sendo afixada, separou-se da multidão e fez a saudação fascista em homenagem a Joyce.


Fonte: Alerta Nacionalista


Notas

[1] J A Cole, Lord Haw-Haw: The Full Story of William Joyce (London: Faber and Faber, 1987), 307.

[2] Cole, 16.

[3] Idem, 22.

[4] Rebecca West, The Meaning of Treason (Londres: The Reprint Society, 1952), 3.

[5] Idem, 4.

[6] Pode-se lembrar dos destinos do Dr. Robert Faurrison na França, Fred Leuchter nos EUA, David Irving na Inglaterra, Dr. Joel Hayward na Nova Zelândia, Ernst Zundel no Canadá, et al.

[7] K. R. Bolton, Artists of the Right (San Francisco, Counter-Currents Publications, 2012), 97-119. Pound, preso na Itália com sua esposa quando os EUA entraram na guerra, transmitido para a Itália em um programa chamado “Europe Calling”, análogo às transmissões de Joyce chamadas “Germany Calling”. Entregado às tropas americanas após a guerra por guerrilheiros italianos, Pound foi confinado em uma gaiola sob o sol severo de Pisan. O constrangimento de julgar e enforcar por traição uma das maiores figuras literárias do mundo foi evitado declarando Pound inapto para ser julgado, e ele foi confinado a um asilo psiquiátrico por treze anos, após os quais, ainda sem diagnóstico ou tratamento para qualquer suposta ‘doença mental’, ele foi autorizado a deixar os EUA e retornar à Itália.

[8] Cole, op. cit., 22-23.

[9] Idem, 56

[10] Idem.

[11] Richard Thurlow, Fascism in Britain (London: Basil Blackwell, 1987), 51.

[12] Idem.

[13] Cole., op. cit., 30.

[14] Idem.

[15] Oswald Mosley (1968) My Life (Londres: Black House Publishing, 2012), 294.

[16] Idem, 295.

[17] Idem, 297.

[18] Cole, op. cit., 39.

[19] Thurlow, op. cit., 98.

[20] Em 1925 Beckett tornou-se o mais jovem Membro do Parlamento pelo Partido Trabalhista de seu tempo, aos 30 anos. Tornando-se cada vez mais radical, foi expulso do Partido Trabalhista e perdeu sua cadeira em 1931, ingressando no BUF dois anos depois.

[21] Cole, op. cit, 45.

[22] Jeffrey Hamm, Action Replay (Londres: Howard Baker, 1983), 151.

[23] Cole, op. cit., 57.

[24] Cole, op. cit., 59.

[25] Idem, 65.

[26] Randolf Churchill in letter to The Spectator, 27 de dezembro de 1963, citado por Mosley em “My Life”, op. cit., 363.

[27] Zeev Sternhell, Neither Left Nor Right: Fascist Ideology in France (Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1986); The Birth of Fascist Ideology (Princeton, 1994).

[28] Cole, op. cit., 73.

[29] K R Bolton, ‘Geoffrey Potocki de Montalk: New Zealand Poet, “Polish King”, and “Good European”’, Counter-Currents Publishing, https://www.counter-currents.com/2010/08/count-potocki-de-montalk-part-iii/

[30] William Joyce, National Socialism Now, 1939, capítulo 1.

[31] Idem,

[32] Karl Marx, The Communist Manifesto (Moscou: Progress Publishers, 1975), 71-72.

[33] Joyce, NS Now, op. cit., capítulo 2.

[34] K R Bolton, The Banking Swindle (Londres: Black House Publishing, 2013), 103-120.

[35] Idem, 96-100.

[36] Idem.

[37] W. Joyce, NS Now, op. cit., capítulo 4.

[38] Adolf Hitler (1926), Mein Kampf (Londres: Hutchinson & Co., 1969), 570.

[39] Ramsay foi um dos muitos veteranos que serviram na Primeira Guerra Mundial “com bravura” (Griffiths, 353) que foram presos sob o Regulamento 18B. Os membros do Right Club incluíam o almirante Wilmot Nicholson (outro herói da Primeira Guerra Mundial), a Sra. Frances Eckersley, que ajudaria a família Joyce em sua chegada à Alemanha; e o duque de Wellington. Richard Griffiths, Fellow Travellers of the Right (Londres: Oxford University Press, 1983) 353-355.

[40] A H M Ramsay, The Nameless War (1952), 17.

[41] Ramsay, idem., 54.

[42] Idem, 59-60.

[43] Idem, 62.

[44] David Irving (1966), The Destruction of Dresden (London: Futura Publications, 1980).

[45] Ramsay, op. cit., 67.

[46] Citado por Ramsay, idem, 68.

[47] Idem.

[48] Hitler, Mein Kampf, op. cit., 575.

[49] David Irving, Churchill’s War Vol. 1 (Western Australia: Veritas Publishing, 1987), 104.

[50] Stephen Mitford Goodson, Inside the Reserve Bank of South Africa (2013), 67-69.

[51] David Irving, op. cit., 14.

[52] Cole, op. cit., 77.

[53] Stephen Dorril, Black Shirt: Sir Oswald Mosley and British Fascism (Londres: Penguin Books, 2007), 466.

[54] Idem.

[55] Griffiths, op. cit., 319.

[56] A BUF tinha seu próprio notável expert agricultural, Jorian Jencks, autor das políticas rurais da BUF.

[57] Griffiths, op. cit., 352.

[58] Cole, op. cit., 82-83.

[59] Cole, ibid., 86.

[60] Cole, 103.

[61] Robert Skidelsky, Oswald Mosley, 440.

[62] Idem, 449.

[63] Idem, 455.

[64] Cole, op. cit., 108.

[65] Idem, 113.

[66] Idem, 115.

[67] Idem.

[68] Idem, 118.

[69] Idem, 121.

[70] Idem, 124.

[71] Idem, 126.

[72] Idem, 127.

[73] Idem, 137.

[74] Cole, 159.

[75] Idem, 161.

[76] Cole, 164.

[77] Idem, 182.

[78] Idem, 170.

[79] William L Shirer, The Rise and Fall of the Third Reich (Secker and Warburg, 1977).

[80] Recall the description of Joyce’s appearance by Shirer with that of Rebecca West.

[81] Citado por Cole, op. cit., 174-175.

[82] Shirer foi citado como simpatizante do comunismo em uma publicação americana de 1950, Red Channels: The Report of Communist Influence in Radio and Television, com base em documentos do FBI. Shirer havia sido membro do Comitê para a Prevenção da Terceira Guerra Mundial, fundado nos Estados Unidos em 1944, que fazia lobby pela eliminação da Alemanha. Entre seus membros estavam James P. Warburg, “ideólogo” da sociedade e um descendente da influente dinastia bancária dos Warburg. Shirer alguma vez considerou “estranha” a aliança entre plutocratas e esquerdistas contra o Eixo? Por vários anos após a guerra, os objetivos do Comitê foram implementados sob o chamado Plano Morgenthau, em homenagem ao Secretário do Tesouro dos EUA, Henry Morgenthau Jr., um apoiador da sociedade. O Plano Morgenthau tentou exterminar o povo alemão através da fome, até ser revertidos pelo Plano Marshall vários anos após a guerra, quando se percebeu que os alemães poderiam ser necessários para lutar contra os russos novamente. Ver: James Bacque, Crimes and Mercies: The Fate of German Civilians Under Allied Occupation 1944-1950 (Londres: Little, Brown & Co., 1997).

[83] Adrian Weale, Renegades: Hitler’s Englishmen (London: Weidenfield and Nicolson, 1994), 36.

[84] Idem.

[85] Cole, op. cit., 190.

[86] Wolf Rudiger Hess, My Father Rudolf Hess (Londres: W H Allen, 1986), 66-67.

[87] Jasper Copping, ‘Nazistas “ofereceram deixar a Europa Ocidental para se sentirem livres para atacar a URSS”‘, The Telegraph, 26 September 2013, http://www.telegraph.co.uk/history/10336126/Nazis-offered-to-leave-western-Europe-in-exchange-for-free-hand-to-attack-USSR.html

[88] Peter Padfield, Hess, Hitler and Churchill (Icon books Ltd., 2013), citado por Copping, idem.

[89] Cole, 219.

[90] Cole, 221.

[91] Idem, 222.

[92] O grande número de advogados judeus e interpretes que entraram na Alemanha com as Forças de Ocupação foram dados nomes falsos. See Cole, op. cit., 247.

[93] Idem, 246.

[94] Idem, 287.

[95] Cole, 300.

[96] Citado pelo filho de Beckett, o autor e jornalista Francis Beckett, ‘My Father and Lord Haw-Haw’, The Guardian, 10 February 2005, http://www.theguardian.com/books/2005/feb/10/secondworldwar.world

[97] Idem.

[98] Idem.

[99] Idem.

[100] Adrien Weal, op.cit., 195.

By Kerry Bolton

Kerry Raymond Bolton, 63, natural de Wellington, Nova Zelândia, é formado em Psicologia, com pós-graduação em Sociologia, em Estudos Bíblicos e em Teologia Histórica. É colaborador do Foreign Policy Journal (http://www.foreignpolicyjournal.com), The Occidental Quarterly, Journal of Social, Political, and Economic Studies, entre outros. Bolton é proprietário das editoras Renaissance e Spectrum Press. Entre seus principais livros estão: Revolution from Above (2011); Stalin: The Enduring Legacy (2012); Babel Inc. Multiculturalism, Globalisation, and the New World Order (2013); The Banking Swindle: Money Creation and the State (2013); Zionism, The Psychotic Left (2013) e  Islam and the West (2015).

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