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Jorge Jesus, técnico do Benfica, foi pegue pelo censor do politicamente correto da mídia corporativa mundial e seus apoiadores nesta quarta-feira (9) ao ser perguntado se já tinha presenciado alguma situação semelhante à paralisação da partida entre Paris Saint-Germain e Istanbul Basaksehir, após acusação de declarações racistas do quarto árbitro, Sebastien Coltescu.

Sobre o jogo do qual o técnico foi questionado, aconteceu que na partida válida pela sexta rodada da Liga dos Campeões, uma confusão começou quando o lateral brasileiro Rafael, do Istanbul, foi punido com cartão amarelo. Membros da equipe turca reclamaram bastante da punição. Nesse momento, segundo relato de jornalistas romenos, o quarto árbitro Sebastian Coltescu chamou o juiz principal, Ovidiu Hategan, e pediu punição a Pierre Webó, camaronês membro da comissão técnica do Istanbul dizendo: “Aquele preto ali. Vá lá e verifique quem é. Aquele preto ali. Não dá para agir assim”, afirmou Coltescu, a Hategan, ao se referir a Webó. Este último se revoltou e questionou irritado Coltescu por várias vezes: “O que você falou? Por que você falou preto?”. O árbitro principal, Ovidiu Hategan, se aproximou e deu um cartão vermelho ao camaronês. A partir daí, a indignação de membros da comissão técnica e reservas do Istanbul Basaksehir ficou maior.

Demba Ba discute com o árbitro romeno Hategan no Parque dos Príncipes. Foto: Ian Langsdon / EFE

As duas equipes deixaram o gramado do estádio Parque dos Príncipes no meio do primeiro tempo. A partida será retomada nesta quarta-feira, às 14h55 (de Brasília), a partir dos 13 minutos de jogo, com uma nova equipe de arbitragem, comandada pelo holandês Danny Makkelie.

Perguntado sobre a polêmica, Jorge Jesus foi bem claro e sincero:

“Está muito na moda isso do racismo. Como cidadão, tenho o direito de pensar à minha maneira. Só posso ter uma opinião concreta sabendo o que se disse, porque hoje qualquer coisa que se possa dizer contra um negro é sempre sinal de racismo. Pode-se disser a mesma coisa contra um branco, já não é sinal de racismo. Está a implantar-se essa onda no mundo e, se calhar, até houve algum sinal de racismo, mas não sei o que disseram” – afirmou o técnico.

Confira o vídeo:

 

Após o ataque da mídia internacional, o português se defendeu alegando que as críticas eram injustas. “Essa carapuça não me serve”, alegou. Porém, isso não foi o suficiente para que membros da mídia internacional, também no Brasil, por onde o técnico de renome já passou fosse atacado covardemente.

Jorge Fernando Pinheiro de Jesus é técnico e ex-jogador português. Atualmente comandando o Benfica desde agosto, foi considerado por 2 vezes um dos 10 melhores treinadores de clubes do mundo pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, em 2013 (8º lugar) e em 2019 (7º lugar) Em junho de 2019 foi contratado como treinador do Flamengo, conquistando os títulos da Copa Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro daquele ano. Com a conquista do título continental, tornou-se o segundo técnico europeu campeão da competição, sendo o primeiro português. É também o primeiro técnico estrangeiro a receber o Prêmio Bola de Prata da Placar/ESPN.

Será que a acusação de racismo e a violação da práxis comportamental politicamente correta, também presente no futebol moderno através das corporações internacionais irá ser fator de decisão dos jogos, campeonatos e qualidade dos jogadores?


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