A guerra e o dólar: Para os donos do mundo é necessário a Terceira Guerra Mundial

Nos ajude a espalhar a palavra:

Apesar de muitos “funerais” terem sido feitos para o dólar americano, ele ainda continua vivo. Nas proximidades do colapso do sistema monetário de Bretton Woods o dólar constituía quase 80% das reservas cambiais mundiais (em 1970 ele totalizava 77,2%, e em 1972 – 78,6% das reservas mundiais). Depois da transição ao sistema negociado na Conferência de Jamaica, em 1976, essa percentagem foi diminuindo gradativamente, alcançando o seu mínimo – 59% – em 1995. Nas águas da globalização financeira, a posição do dólar se fortificou de novo (alcançando 70-71 % entre 1999 e 2001), mas um novo declínio, quanto a posição do dólar na composição das reservas cambiais internacionais, foi visto de novo – a sua posição caiu abaixo de 61%, em 2014. De qualquer maneira, isso ainda estava acima do nível de 1995.

De acordo com o Banco de Compensações Internacionais – em abril 2010 – 84,9% das transações no mercado das reservas cambiais internacionais tinham sido feitas em dólares, e essa cifra tinha crescido a 87% , em abril de 2013. Como comparação tem-se que a percentagem das transações conduzidas em euros, nesse mesmo período, tinham caído de 39,1 a 33,4 %. A discrepância entre a posição do U.S. dólar nas finanças internacionais vs a posição dos Estados Unidos na economia internacional não pode ser negligenciada. A parte dos Estados Unidos do PIB mundial é atualmente de cerca de 20%. A China já ultrapassou a América em termos de PIB (baseado na paridade do poder de compra das moedas), mas no mercado de câmbio internacional, só 2,2% das transações foram feitas com o yuan [1], em abril de 2013. Não há dados específicos quanto a parte das reservas cambiais internacionais mantidas em yuan, mas peritos estimam que essa não seria muito maior do que 1%.

Reservas mundiais de divisas e ouro em bilhões de dólares até 3 de março de 2009. Imagem: Roke / Emilfaro /Wikimedia Commons. Informação de FMI/ The World Factbook, CIA/ Banco de Compensações Internacionais

Essas disparidades são muito semelhantes as do panorama econômico internacional do final do século 19, e começo do século 20. Nessa época a constelação da liderança econômica internacional estava sendo remodelada. Os Estados Unidos estavam em primeiro lugar quanto ao volume da sua produção industrial e agrícola. A Alemanha estava se dirigindo ao segundo lugar em algumas categorias. O Reino Unido, o qual na maior parte do século 19 tinha sido considerado como “a manufatura do mundo” tinha começado a sua descida para o terceiro lugar. Entretanto, a libra esterlina britânica continuava a ser a moeda internacional, que servia então como um fundo de reserva, assim como para pagamentos internacionais.

Aqui segue uma especificação das reservas monetárias, em percentagem do total da reserva mundial, para as relevantes moedas em 1913 nas proximidades da Primeira Guerra Mundial: a libra esterlina tinha 47% do total; o franco francês 30%; o marco alemão 16%; enquanto o U.S. dólar tinha 2%, e outras moedas 5% do total. [2]

Como se vê, a parte mantida pelo U.S. dólar era extremamente baixa. A discrepância entre o nível de desenvolvimento econômico dos Estados Unidos e a posição do dólar no sistema financeiro internacional nessa época era similar a discrepância dos nossos dias entre o desenvolvimento econômico da China e a posição do yuan.

A cem anos atrás os banqueiros que tinham apostado no dólar estavam precisando de uma guerra mundial para que o dólar pudesse encontrar seu lugar ao sol. No final de 1913, o Congresso dos EUA, abaixo de grande pressão feita pelas “malas carregadas de dinheiro” votou a favor da criação do Sistema Federal de Reserva, que começou em 1914 a imprimir notas como moeda nacional unificada dos Estados Unidos. Seis meses mais tarde a primeira guerra mundial começou. A guerra veio a mudar a balança de poder entre as mais poderosas nações e suas moedas. Em 1928, as reservas cambiais do mundo estavam distribuídas, em termos de percentagem, da seguinte maneira: a libra esterlina tinha 77% do total; o U.S. dólar 21%; e o franco francês 2%. [3].

EUA: O presidente Woodrow Wilson discursa no Congresso em 3 de fevereiro de 1917 e anuncia que o país está quebrando relações diplomáticas com a Alemanha neste dia. Foto: Harris e Ewing / Wikimedia Commons

Tecnicamente falando a posição do dólar no mundo hoje em dia é medianamente boa, mas os grandes acionistas do Sistema da Reserva Federal devem ficar confundidos pela crescente discrepância entre o PIB americano e a posição do dólar, o qual está se tornando mais instável. Se poucos poderosos países assim o desejassem, eles poderiam coordenar seus esforços, juntar seus recursos, começar a descarregar suas reservas de dólares, e causar o colapso do mesmo. Entretanto, o poder dos mestres da Reserva Federal dos Estados Unidos reside no fato de que eles sempre souberam como agir em sistema de precaução. Tem-se então que agora vê-se sinais de que eles estão tomando práticas medidas para a proteção do dólar, em primeira mão, preparando-se para uma grande guerra. Os “mestres do dinheiro” (os donos da por assim dizer impressoras de dinheiro da Reserva Federal) tem várias razões para deslanchar uma grande guerra.

  1. Os donos das impressoras de dinheiro precisam manter a demanda e os preços de seus produtos. A voluntária fuga para os dólares por parte da Europa terminou a cerca de 50 anos atrás. Globalmente vê-se poucos incentivos econômicos racionais para comprá-lo. Afinal de contas a Reserva Federal está correntemente imprimindo muito mais dólares do que os criados pela economia. As reservas de ouro dos Estados Unidos, mesmo que sendo a maior do mundo (acima de 8.000 tons), só chega para apoiar uma fração da oferta dos dólares. Isso só deixa um caminho de ação: o de impor forçosamente ao mundo os “bens” sendo produzido pela Reserva Federal. Hoje em dia só as forças armadas dos Estados Unidos são capazes de dar apoio ao dólar, e a sua principal função está sendo o de assegurar a procura dessas suas notas verdes. O clássico complexo militar-industrial americano já de a um bom tempo foi transformado em um complexo militar-bancário.

Depois do colapso do sistema monetário de Breton Woods esse foi substituído por um novo sistema o qual foi projetado na Conferência de Jamaica, 1976. Esse é um sistema de petróleo + dólar, petrodólar, uma vez que o dólar ficou ligado ao ouro negro, ou seja ao petróleo, nos meados dos anos 70 então, de quando o comércio do petróleo começou a ser feito exclusivamente em dólares. O petróleo ainda continua sendo a base fundamental do sistema do dólar. Mesmo que os Estados Unidos hoje em dia esteja quase independente da importação do petróleo ele continua a controlar os países exportadores de petróleo. Esse controle é para impedir qualquer movimento na direção de comerciar o “ouro negro” em qualquer outra moeda que não seja o dólar. Para fazer isso Washington teve que recorrer a operações militares nos países produtores de petróleo, de quando necessário para seu objetivo. Isso foi então principalmente feito no Oriente Médio. Muammar al-Gaddafi foi deposto e brutalmente assassinado exatamente porque ele mudou dos dólares para o euro em suas transações, planejando a mais tarde começar a usar um “dinheiro ouro”.

  1. Quando a sua moeda começa a enfraquecer os Estados Unidos empregam todos os meios possíveis para fortalecer o dólar caso esse esteja enfraquecendo (meios como por ex. o desestabilizar da situação política de outros países, e mesmo a instigação guerras civis e regionais). Nesse contexto os Estados Unidos, apesar da sua crescente deterioração, está tornando-se numa artificial “ilha de estabilidade”. O capital internacional precipita-se aos Estados Unidos levantando inflação nas taxas de câmbio do dólar. Porque é que os Estados Unidos precisam de um dólar forte? Isso é fácil de responder.

Em primeiro lugar, isso dá aos Estados Unidos acesso a importação barata, o que aumenta a consunção doméstica. Tem-se aqui que uma máquina de imprimir dinheiro, ligada a uma moeda supervalorizada, cria condições perfeitas para uma entidade ou estado parasita.

Em segundo lugar, com a ajuda do alto preço do dólar, os Estados Unidos (ou melhor dizendo os mestres da Reserva Federal) tem a oportunidade de comprar recursos naturais por todo o mundo, na barateira, assim como também negócios, imóveis e outros bens. Os mestres da Reserva Federal precisam do corrente sistema do dólar até que o mundo inteiro esteja abaixo de seu controle.

3) ”Os mestres do dinheiro” (os maiores acionistas da Reserva Federal) poderão exigir não só destabilização regional, mas global, ou em outras palavras, uma guerra mundial. Essa destabilização irá levar não só a destruição mútua, ou pelo menos ao enfraquecimento de todos os competidores dos Estados Unidos. Washington, ou melhor dizendo, a Reserva Federal, exige um modelo do mundo exclusivamente monocêntrico. Entretanto, um tal modelo não pode ser construído sem uma grande guerra. Uma guerra global iria resolver muitos problemas econômicos para os Estados Unidos, problemas econômicos esses que estão ameaçando a tornar-se em problemas críticos dentro de um período de tempo não muito distante.

Por exemplo, no final de 2013, a sua dívida pública em relação ao PIB era de 104,5%. Essa relação é entretanto mais baixa na Europa onde se vive numa crise da dívida já a alguns anos.  Entretanto, a dívida da eurozona em relação ao seu PIB só totalizava 92,6%  no final de 2013.

O problema da dívida externa é um problema de igual gravidade para Washington. Em agosto de 2014, a dívida externa equivalia a 107% do PIB. Um aumento da percentagem dos dividendos seria necessário para servir essas dívidas. Correntemente só uma pequena percentagem do orçamento dos Estados Unidos (cerca de 7%) é gasto em pagamento de juros para a dívida pública, mas como se sabe os juros nos Estados Unidos tem sido simplesmente simbólicos, como um resultado do programa denominado como flexibilização quantitativa [impressão de dinheiro].

Desde maio de 2003 a invasão e ocupação do Iraque foi uma coalizão militar multinacional liderada pelos Estados Unidos e acabou com a deposição do governo do partido Baath e execução do líder Saddam Hussein, que antes havia sido apoio pelos EUA contra os soviéticos. Imagem de Defence-Imagery por Pixabay

Quando essa impressão de dinheiro diminuir, o custo de pagamento da dívida pública, assim como também de outros tipos de dívidas, vai ter uma grande subida. Quando isso acontecer o pequeno click de poderosos nos Estados Unidos irão provavelmente lembrar-se da história de cem anos atrás. Nas proximidades da Primeira Guerra Mundial os Estados Unidos lideravam o mundo quanto a produção industrial, mas também tinham enormes dívidas externas, principalmente para com a Grã Bretanha). A Primeira Guerra Mundial veio dramaticamente a mudar isso. Os seus maiores aliados nessa guerra – Grã-Bretanha e França – ficaram devendo enormemente aos Estados Unidos. No final da Segunda Guerra Mundial os Estados Unidos tinham 70% das reservas mundiais de ouro (excluindo-se a União Soviética). Esse fortalecimento dos Estados Unidos possibilitou a legitimação da posição do dólar como moeda internacional, depois das decisões tomadas na conferência de Bretton Woods, em 1944).

Se os Estados Unidos se tornasse o único beneficiário por uma terceira guerra mundial, o seu problema com as velhas dívidas iria desaparecer. Washington ficaria na condição de unilateralmente apagar as suas dívidas aos outros países da sua folha de balancete, através de arbitrariamente determinar quais os países que eram os “culpados” pela guerra. Quaisquer exigências feitas por países “culpados” contra os Estados Unidos seriam canceladas por definição, o que foi exatamente o que os Países Ententes fizeram contra a Alemanha na Conferência da Paz, em Paris 1919. Além do mais, o vitorioso, ou seja no caso do cenário aqui estudado, os Estados Unidos, poderiam ser capazes de exigir compensações e restituições das partes “culpadas”. Exatamente também como os Países Ententes fizeram na mesma conferência em Paris em 1919. [Países Ententes refere-se aos países no “Triplo Entente” – o grupo das nações que lutaram no mesmo lado na Primeira Guerra Mundial – [4].

A Terceira Guerra Mundial será fundamentalmente diferente de tudo o que o mundo já viu. Ela irá começar sem nenhuma declaração oficial. Apesar de que possamos não ficar conscientes até ao fim, essa guerra provavelmente já começou. Ela incluirá o uso de mercenários (empreiteiros militares particulares), um confiança num apoio por parte das quintas colunas de certos países, o uso ativo da tecnologia “Maidan” [estratégia usada na Ucrânia], o envolvimento da mídia controlada por Washington, a proclamação de sanções econômicas, etc. Essa guerra não declarada está sendo escalada abaixo dos subterfúgios como de uma guerra contra terrorismo, contra o “Islã Radical”, contra a “Agressão Russa”, “Violações dos Direitos Humanos”, etc. etc.

Durante essa guerra não declarada, os mestres do dinheiro (os acionistas da Reserva Federal dos Estados Unidos, FED) irão resolver todos os problemas que o dólar vem acumulando… Por ex., abaixo do subterfúgio de lutar contra o terrorismo e “dinheiro sujo” os Estados Unidos poderão fazer uma “reforma monetária”. Em essência essa poderia ser muito simples. A Reserva Federal poderia produzir dólares novos e providenciar para que os velhos dólares tivessem que ser trocados por esses novos. Nessa ocasião os que tivessem em suas mãos os velhos dólares precisariam de apresentar provas dignas de fé quanto a legalidade da origem de seus dólares. Filtros rigorosos poderiam ser postos para garantir que a maioria das notas velhas não iriam passar esse “exame”e ficariam assim sem valor nenhum. Dessa maneira o problema do Tio Sam, o de estar sucumbindo abaixo do peso da “bagagem-dólar” seria eliminado. Entretanto essa não seria a melhor opção U.S. – um tal inesperado roubo do mundo inteiro poderia fazer com que outros países passassem a usar suas próprias moedas nas suas transações internacionais, criar moedas regionais, ou completa e simplesmente rejeitar o dólar.

Dessa mesma maneira outros métodos econômicos poderiam ser usados nessa terceira guerra mundial não declarada. Por exemplo, apesar de que a terra está inundada com as “verdinhas” o poder de compra do dólar no mercado de comodidades é bastante elevado. Não se vê no horizonte nenhuma ameaça de super inflação. É tudo muito simples. A maioria do que se imprime em notas vai para o mercado financeiro. De qualquer modo, existem centenas de maneiras de se diminuir o tamanho, ou mesmo eliminar esses mesmos mercados financeiros, o que faria com que as “verdinhas” fossem inundar o mercado de commodities.

Nesse cenário, poderemos ver uma super inflação, comparável a da experimentada na República Weimar, no começo de 1920. Na melhor das hipóteses nesse caso o dólar poderia vir a manter só 1%  do seu atual poder de compra. Um desastre? Depende de como se olhe para isso. É verdade que os que tivessem em suas mãos trilhões de dólares encontrariam-se com nada mais do que fragmentos de papéis [verdinhos]. Só a China tem reservas em ouro que já ultrapassaram $4 trilhões e “verdinhas” num valor de pelo menos 1/3 dessa soma. [5]

Depois a América poderia fazer uma reforma monetária e introduzir os novos dólares. A mais ou menos cinco anos atrás falava-se muito a respeito da possibilidade de introduzir uma tal “reforma monetária” e uma proposta legal denominada “amero” estava programada a se tornar no novo dólar. Essa era uma proposta de unificação das moedas de três países – U.S. , Canadá e México. A opção de repor o dólar com o “amero” poderia ser ressuscitada, mas Washington teria que usar força bruta para a impor.

Em todo caso, não há razão para se esperar que a instabilidade global diminua. Essa instabilidade é resultado da fraqueza do dólar e da luta de vida ou morte dos donos das máquinas de impressão da Reserva Federal. Entretanto, assim como um animal ferido eles irão lutar até o fim. Apesar das recentes acertações de que Washington estaria disseminando “caos controlado” através do mundo, podemos agora constatar que esse caos está praticamente fora de controle. De qualquer maneira, nem mesmo as duas primeiras guerras mundiais acabaram da maneira que os banqueiros que a iniciaram esperavam. [6]

Conclusão

A Terceira Guerra Mundial será fundamentalmente diferente de tudo o que o mundo já viu. Ela irá começar sem nenhuma declaração oficial. Apesar de que possamos não ficar conscientes até ao fim, essa guerra provavelmente já começou. Ela virá a incluir o uso de mercenários (empreiteiros militares particulares), uma confiança num apoio por parte das 5ª colunas de certos países, o uso ativo da tecnologia “Maidan” [estratégia usada na Ucrânia], o envolvimento da mídia controlada por Washington, a proclamação de sanções econômicas, etc. Essa guerra não declarada já está sendo perpetrada abaixo de subterfúgios como guerra contra o terrorismo, contra o “Islã Radical”, contra a “Agressão Russa” “Violações dos Direitos Humanos”, etc. etc. Durante essa guerra não declarada, os mestres do dinheiro (os acionistas da Reserva Federal dos Estados Unidos, FED) iriam resolver todos os problemas que o dólar vem acumulando … Em todo caso, não há nenhuma razão para que se espere que a instabilidade global diminua. Essa instabilidade é um sinal da fraqueza do dólar, e do campo de vida ou morte dos donos da máquina de impressão de dinheiro da Reserva Federal. Entretanto, assim como um animal ferido eles irão lutar até o fim…

Fonte: Strategic Culture Foundation

Publicado originalmente em 21 janeiro de 2015
Tradução original de Anna Malm, correspondente do Pátria Latina na Europa.

Edição e ilustrações pelo site.

Notas:

[1] Nota da edição: O Yuan Renminbi chinês [CNY ou ¥] é a moeda da China.

[2] Officer, Lawrence H. Between the Dollar-Sterling Gold Points: Exchange Rates, Parity, and Market Behavior. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.

[3] Officer, Lawrence H. op. cit.

[4] europeanhistory.about

[5] Pivô para a Ásia, alguém?

[6] SEDOV, Dmitriy. Russia a Force to Be Reckoned with in the Coming Years. Strategic Culture Foundation, World, 13 out. 2011. Disponível em: https://www.strategic-culture.org/news/2011/10/13/russia-a-force-to-be-reckoned-with-in-the-coming-years/. Consultado em 02 abr. 2020.

Receba nossas postagens por e-mail

DISPONÍVEL NA LIVRARIA SENTINELA

Valentin Katasonov
siga em
Nos ajude a espalhar a palavra:
Gostou do artigo? Você pode contribuir para o site com uma doação:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 + 2 =

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.