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Já foi dito e repetido que o fascismo é uma religião e uma fé; não no sentido próprio da palavra, mas num sentido que o fascismo pode ter um fervor, entusiasmo, disciplina espontânea e uma heroica dedicação de uma fé.

E de fato o fascismo tomou a monotonia cinza da vida política italiana – isto é, o campo que era considerado o mais refratário – e infundiu nele o sopro vivificante da espiritualidade, quase um forte cheiro de misticismo (o que explica, entre outras coisas, seu sucesso imediato e profundo).

Nem o socialismo nem o populismo conseguiram elevar o tom da vida política italiana; o primeiro devido à ausência congênita de qualquer espiritualidade, dada sua base materialista, e o segundo, dentre outras coisas, devido à aridez espiritual do seu próprio líder [Don Sturzo] que, apesar de ser um padre, não entendia as profundas aspirações e as imensas reservas de energia espiritual das massas católicas que votaram no Partido Popular Italiano, criando um rápido poder, mas de curta duração; ele almejava apenas transformá-lo num instrumento versátil de intriga parlamentar, se perdendo no conflito contingente e acolhendo descaradamente os maçons – agentes mais ou menos adormecidos – em seu Partido, renunciando implicitamente à íntima essência católica.

Mas para o fascismo, um movimento de caráter prático e concreto, não bastava ter um senso vago de religiosidade; era preciso que ele correspondesse a uma concepção de vida religiosa, uma verdade fundamental que constitui as bases da doutrina do fascismo.

A Doutrina do Fascismo afirma que “o fascismo é uma concepção religiosa, onde o homem é visto em sua relação inerente a uma lei maior, dotado duma vontade objetiva que transcende o indivíduo em particular que o eleva para um membro consciente de uma sociedade espiritual” e que “a concepção fascista da vida é uma concepção espiritualista e uma concepção ética”. Uma muito importante afirmação de princípios.

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Existem muitas concepções religiosas da vida assim como existem crenças, aquelas que são espiritualistas são numerosas quanto as filosofias com um discurso espiritualista, começando com o racionalismo de Kant, e o idealismo de Fichte, Schelling e Hegel, terminando com o idealismo atual de Giovanni Gentile, e, finalmente o idealismo relativista e subjetivista, que é sintetizado nesta definição impressionante da verdade: a verdade é aquilo que alguém acredita que seja verdade”. Até as concepções éticas da vida são tão numerosas quanto as concepções filosóficas. Tirando proveito na sua época, remonta a algumas centenas de sistemas morais possíveis: aqueles que colocam o fundamento da moralidade na busca do prazer (epicuristas), aqueles que se abstêm do prazer (estoicos) e aqueles que buscam a verdade (platonistas).

Qual destas fés, concepções filosóficas e espiritualistas e doutrinas éticas estão ligadas à religiosidade, espiritualidade e ética do fascismo?

O Duce previamente escreveu: “Eu gostaria de nos ver criando a filosofia do fascismo italiano.” Na ocasião da abertura da escola milanesa de propaganda e cultura, ele escreveu uma carta para o falecido Michele Bianchi, onde afirmava a necessidade para o fascismo de se dar um corpo de doutrina; e não é possível ter um corpo de doutrina sem o relacionar com uma concepção de vida, isso é, uma filosofia.

Mas para qual dessas várias doutrinas filosóficas, que ao através dos séculos se sucederam como as ondas dum oceano em movimento, desde as da Grécia Antiga até as da era moderna e contemporânea, frequentemente em oposição à outra, faz a filosofia do fascismo se basear sua fundação?

Esta questão foi resolvida de uma vez por todas em Fevereiro de 1929, com a assinatura do Tratado de Latrão, onde o primeiro artigo proclama que o Estado italiano é um Estado católico  “o que é perfeitamente natural em um povo católico como o nosso e sob um regime como regime fascista” (Benito Mussolini)

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Um Estado que professa a si mesmo como católico também deve reconhecer a verdade sobre as doutrinas religiosas pela Igreja, e, consequentemente, deve levar em conta as suas inferências lógicas, revelação divina, o fundamento e essencial do catolicismo; assim, o fascismo tem uma concepção geral da vida e do mundo que não é contrária à verdade absoluta.

Por outro lado, se, como o Duce escreveu, “O Estado é a consciência e a vontade da Nação, o espírito e a vontade da Nação”, então logicamente o Estado deve ter uma religião, isto é, teologia e moral. Sua adesão total à religião católica não viola a liberdade, autonomia e soberania do Estado, que de fato é confirmada, na medida em que faz uso livre e razoável, aceitando o conteúdo dogmático e ético da religião católica que considera “verdadeira” e, portanto, “benéfica para o próprio Estado, pela ética” que tende a ser realizada entre o povo.

Assim, “A doutrina do fascismo encontra na sua base fundamental em uma concepção geral da vida e do mundo, harmonizando-se com uma visão católica”. Portanto não pode ser conectado a nenhuma outra filosofia que não esteja em harmonia com a fé e a moral católica, que não esteja ligado ao credo e à moral católica..

E essa filosofia não pode ser outra se não uma filosofia italiana tradicional de São Tomás de Aquino, Vico, Rosmini, Gioberti. Desde que o fascismo é uma afirmação dos valores nacionais, mesmo no campo da especulação filosófica, nós precisamos preservar nossa mais fisionomia nacional, conectando-nos às correntes tradicionais do pensamento filosófico italiano.

Foi observado por uns na Itália, onde nunca faltava o vigor e a originalidade dos intelectuais, essa filosofia se tornava estagnada, pois é subserviente à fé.

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Pelo contrário, a mentalidade italiana prática e concreta, moldada pelo bom senso natural (até mesmo os antigos romanos, que tinham mentes saudáveis), nunca foi abandonada às especulações filosóficas mais contraditórias e estranhas, pois, depois de elaboradas, especialmente com São Tomás de Aquino, os resultados finais alcançados pelo gênio humano com a filosofia grega, lançou as bases graníticas dessa filosofia “universal e perene”, que é a filosofia da verdade.

Diante de nossa afirmação fundamentada que a doutrina do fascismo (a unidade de consciência de um novo italiano não pode permitir em si uma contradição entre a fé e a filosofia) está ligada à filosofia católica italiana tradicional, os fariseus que cultuam no templo da filosofia moderna eram escandalizados e rasgavam suas roupas; os políticos e os comentaristas sofisticados, ainda envolvidos no laicismo maçônico, sorriam com um sorriso cético e ambíguo, quase com pena; mas os homens justos e verdadeiramente atenciosos que cuidavam do futuro da Pátria, aqueles que desejavam revigorar na sua íntima fibra moral e força constante; aqueles que, com um amor genuíno, esperam ansiosamente pelo pleno reavivamento espiritual, moral, civil e pela verdadeira grandeza e poder político da Itália imperial, não podem fazer outra coisa senão concordar conosco.

Nós acreditamos que a nova civilização que o fascismo prepara vai ser um novo estágio original da civilização romana e cristã, inserido na massa das novas forças que caracterizam o estado atual da humanidade.

Nós acreditamos que o fascismo, por causa do curso gradual e natural de sua essência, aumentará cada vez mais o espírito romano e a ética cristã, com isso, atingindo o apogeu da sua grandeza e esplendor, a primazia de seu verdadeiro grande e poder, defendido por nossas maiores figuras.

A inclusão da concepção fascista da vida no sistema filosófico católico – que de fato foi feito, de acordo com a lógica interna do desenvolvimento histórico do fascismo – encontra a muitos princípios fundamentais de sua doutrina, salvando a originalidade histórica do fascismo, não impede nem mesmo a originalidade de novos desenvolvimentos, pois, a política fascista, ao aderir aos princípios básicos da ética cristã, mantém toda a sua autonomia e originalidade em seus métodos para atingir seus próprios fins no Estado.

As tradições romana e cristã deram ao fascismo os fundamentos primários da sua doutrina, e, portanto deriva seus valores supremos da ética sobrenatural e divina, enquanto a atitude dinâmica e heroica do fascismo não deixa de ter uma influência na vida católica, trazendo indiretamente uma contribuição para a vida católica, trazendo indiretamente uma contribuição de nova energia de vida na religiosidade tradicional, cujo frequentemente é feita apenas por hábito e às vezes é poluída por uma certa efeminação, contrária à verdadeira essência do cristianismo, onde a milícia, espírito e vida, até o pico de santidade e heroísmo.


Publicado em La Rassegna nazionale, 1942. Disponível na web em https://www.nationalreformation.org/post/2018/05/31/religion-philosophy-and-fascism-1942. Traduzido por Alerta Nacionalista


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By Alerta Nacionalista

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