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Por norma, quando os portugueses pensam em Língua Portuguesa, os portugueses pensam apenas na língua falada em Portugal (especificamente no Portugal Continental), não reconhecendo as outras variantes como a Brasileira e a Africana que tem vindo a ganhar cada vez mais um corpo sólido ao fim destes quase 50 anos. Este pensamento é, para além de erróneo, é contra-productivo.

Todas as línguas que se espalharam pelos 4 cantos do mundo foram sofrendo alterações, tanto no país de origem, como em outro. Isso não é negativo, mas sim positivo. Demonstra que a própria língua adaptou-se à realidade em que se inseriu, contrinbuindo para o enriquecimento dela. Todas as línguas que se querem saudáveis e vivas vão passar por este processo, senão acabam por morrer como o Latim. A língua falada também denota o direito de um povo sobre ela, isto é, se os brasileiros falam português, significa que a língua é igualmente deles e não somente nossa.

Estas transformações ocorrem por diversos factores, sendo um dos principais – senão o principal – a própria distância da metrópole. Apesar de os arquipélagos da Madeira e dos Açores falarem e escreverem em português padrão (por fazerem parte do território nacional português), eles próprios têm a sua versão linguística, que muitas das vezes é incompreendida. Isto é a prova de que as transformações linguísticas não são inválidas como certas pessoas acham. O mesmo aplica-se aos regionalismos. O regionalismo trata-se de uma variação regional da língua que é única e exclusiva, mas que não cria uma cisão com a “língua central”. É uma realidade interna daquela região em específico que, ao sair dela, deixa de fazer sentido.

As diferenças linguísticas não devem separar-nos, mas sim unir-nos.

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