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Grupos judaico-sionistas nos Estados Unidos estão exigindo que o país intervenham na política interna do Chile na corrida para sua eleição presidencial em novembro próximo. 

Daniel Jadue, um descendente de refugiados palestinos e membro do Partido Comunista Chileno, é atualmente o líder nas pesquisas. Jadue é um antissionista sem remorso que no passado confrontou diretamente a estrutura de poder sionista de seu país. 

Gerardo Gorodischer, presidente do lobby judeu chileno, recrutou democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos para convocar o secretário de Estado Antony Blinken – ele próprio um judeu – a se intrometer nos assuntos internos do Chile e impedir Jadue de se tornar presidente. 

No passado, Jadue chamou a atenção dos procuradores sionistas da mídia em seu país. No ano passado, ele foi listado como um dos 10 principais antissemitas do mundo pelo Simon Wiesenthal Center depois que aprovou uma lei rígida em apoio ao Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) como prefeito da cidade de Recoleta. Ele está atualmente apoiando uma lei no parlamento que tornaria o Chile a primeira nação do mundo a instituir oficialmente um boicote total a Israel. 

Com 400.000 descendentes, o Chile é o lar da maior diáspora palestina do mundo fora do Oriente Médio. Chilenos-palestinos são em sua maioria cristãos que foram forçados a fugir de sua terra natal depois de serem etnicamente limpos por Israel. A população judaica do Chile é muito menor, atualmente estimada em 150.000 pessoas. Os judeus do país começaram a  imigrar para Israel em número maior do que o normal, com medo de Jadue se tornar potencialmente o próximo líder da nação. 

Até agora, as tentativas judaicas de boicotar Jadue falharam. Reclamações de organizações sionistas na América Latina e nos Estados Unidos para deter Jadue foram amplamente ignoradas pela população local. Seu trunfo parece ser usar os Estados Unidos para intimidar o governo chileno com ameaças de retaliação econômica ou mais. 

Em uma carta, a congressista democrata Debbie Wasser-Schultz fez um ataque racial coletivo a toda a comunidade palestina chilena por protestar contra as manifestações palestinas em face dos ataques de Israel aos árabes em maio passado:

“Líderes militantes da comunidade chilena palestina de 400.000 membros e seus parceiros, de uma variedade de partidos políticos, foram bastante agressivos durante e após a crise de Gaza, queimando bandeiras israelenses e americanas, brandindo símbolos nazistas e acusando Israel de apartheid e judeus chilenos de controlar a mídia. Este clima perigoso tem se intensificado por muitos anos e já afetou o tecido social do Chile, apesar dos alarmes soados pela comunidade judaica local e por organizações judaicas dos EUA, como o Comitê Judaico Americano”.

O bilionário neoconservador presidente do Chile, Sebastián Piñera, também recebeu a carta. Seus aliados no parlamento começaram a questionar Jadue sobre sua entrada no anuário do ensino médio de 1983, onde ele se declarou um “antissemita” e jurou vingança contra os judeus pelo que fizeram à sua família. Jadue, um homem de 54 anos, respondeu zombando dos conservadores chilenos, pedindo-lhe para “esclarecer” os comentários que fez quando era adolescente, enquanto o país estava sofrendo com uma crise econômica. 

Os judeus sionistas têm encontrado resistência de todo o espectro político e de diversos países nos últimos meses. No início deste mês, o líder bielorrusso Alexander Lukashenko fez um discurso sugerindo que os judeus usam o “Holocausto” para intimidar e controlar as pessoas. Ontem, na Polônia, nacionalistas locais invadiram  uma cerimônia judaica difamava racialmente os poloneses como assassinos genocidas. 


Fonte Daily Archives

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