fbpx

Sionismo 

Movimento olhando rumo a segregação do povo judaico sobre uma base nacional numa particular pátria própria; especificamente, a moderna forma do movimento que procura para os judeus um “lugar assegurado publicamente e legalmente na Palestina,” conforme iniciado por Theodor Herzl em 1896, e desde então dominando a história judaica. Parece que a designação, para distinguir o movimento da atividade do Chovevei Zion, [*a] foi primeiro utilizado por Mathias Acher (Birnbaum) em seu panfleto “Selbstemancipation”, 1896 (ver “Ost und West,” 1902, pág. 576; Ahad Ha’am, “Al Parashat Derakim”, página 93, Berlim, 1903).

Bases bíblicas

A ideia de um retorno dos judeus para a Palestina tem suas raízes em muitas passagens da Sagradas Escritura. É uma parte integral da doutrina que lida com a época messiânica, conforme é visto na expressão constantemente utilizada, “shub shebut” ou “heshib shebut” {duas expressões que podem ser entendidas como retorno do cativeiro} usadas para ambas Israel e Judéia (Jeremias XXX, 7,1; Ezequiel XXXIX. 25; Lamentações II. 14; Oséias VI. 11; Joel IV. 1 et al.). A Dispersão foi considerada meramente temporal: “Os dias virão… que… Eu irei trazer novamente os cativos do meu povo de Israel, e eles irão construir cidades nas vastidões e habitar elas; e eles irão plantar vinhas, e beber o vinho daí… e irão plantar elas sobre a terra deles, e eles irão não mais ser arrancados da terra deles” (Amos IX, 14; complementado em Sofonias. III. 20): e “Eu irei trazer eles novamente também para fora da terra do Egito, e reunirei eles fora da Assíria; e irei trazer eles para a terra de Gileade e Líbano” (Zacarias X. 10; complementado em Isaias XI.11). Nesta sequência de cânticos de salmos, “Oh aquela a salvação de Israel vem de Sião! Quando o Senhor retoma o cativeiro de seu povo, Jacó irá regozijar, e Israel irá ser grata” (Salmos XIV. 7: complementado em CVII. 2. 3. De acordo com Isaias (II. 1-4) e Miquéias (IV. 1-4) Jerusalém era para ser um centro religioso do qual a Lei e a palavra da Lei eram para ser colocadas adiante. Em uma forma dogmática esta doutrina é mais precisamente afirmada em Deuteronômio XXX. 1-5.

Relação com o messianismo

A crença de que o Messias irá coletar as hostes dispersas é frequentemente expressada nos escritos talmúdicos e midrashim; mesmo embora tendências mais universalistas fizeram-se elas próprias sentidas, especialmente em partes da literatura apócrifa (ver vocábulo Messiah na Jewish Enciclopedia, volume VIII, página 507). Entre os filósofos judeus a teoria sustenta que o Messias José “irá reunir as crianças de Israel ao redor dele, para marchar para Jerusalém, e lá, depois de sobrepujar os poderes hostis, irá reestabelecer o templo da adoração e estabelecer seu próprio domínio” (ibid {ver vocábulo Messiah na Jewish Enciclopedia, volume VIII}, página 511b). Isto tem permanecido como a doutrina do judaísmo ortodoxo; conforme Friedlander expressou em seu “Jewish Religion” (página 161): “Há alguns teólogos que assumem o período messiânico ser o mais perfeito estado de civilização, mas não acreditam na restauração do reinado de David, a reconstrução do Templo, ou retomada de posse da Palestina pelos judeus.  Eles rejeitaram completamente a esperança nacional dos judeus. Estes teólogos ou interpretaram errado ou ignoraram totalmente os ensinamentos bíblicos e as divinas promessas feitas através do homem de Deus {que é José, segundo se pode inferir nesse contexto}”.

Rejeição pelo judaísmo reformado

{Em relação ao judaísmo reformado, ou, em outras palavras, a Reforma do Judaísmo, de modo sintético e em relação com o judaísmo tradicional, segundo os acadêmicos judeus Kaufmann Kohler, Emil G. Hirsch, David Philipson, trata-se daquela

fase do pensamento religioso judaico o qual, na esteira do período Mendelssohniano {referente à Moses Mendelssohn (1729-1786), judeu de máxima importância para os objetivos judaicos mundiais durante a transição para a Idade Contemporânea} e em consequência dos esforços feitos durante a quinta década do século XIX para garantir a emancipação civil e política {conquistada inicialmente após a Revolução Francesa}, encontrou pela primeira vez expressão na doutrina e observância em algumas das sinagogas alemãs, e daí foi transplantado para e desenvolvido nos Estados Unidos da América.

O pivô da oposição entre a reforma e o judaísmo conservador é a concepção do destino de Israel. A ortodoxia judaica considera a Palestina não apenas como o berço, mas também como o lar definitivo do judaísmo. Com sua posse está ligada a possibilidade de cumprimento da Lei, estando inevitavelmente suspensas as partes da legislação divina que estão condicionadas pela existência do Templo e pela ocupação da Terra Santa. Longe da Palestina, o judeu está condenado a violar a vontade de Deus em relação a estes. Deus deu a Lei; Deus decretou também a dispersão de Israel. Para reconciliar essa desarmonia entre as exigências da Lei e a realidade historicamente desenvolvida, a filosofia da Ortodoxia considera a impossibilidade de observar a Lei como uma punição divina, acometida à Israel por causa de seus pecados. Israel está no presente momento em exílio: tem sido expelido de sua terra. O presente período é, portanto, de provação. A extensão de sua duração só Deus pode saber e determinar. Israel está condenado a esperar pacientemente no exílio, orando e esperando pela vinda do Messias, que conduzirá os dispersos de volta à Palestina. Lá, sob seu governo benigno, o Templo será restaurado, o esquema sacrificial e sacerdotal novamente se tornará ativo, e Israel, mais uma vez uma nação independente, será capaz de observar ao pé da letra a lei de Deus contida no Pentateuco {os cinco primeiros livros do Antigo Testamento}. Simultaneamente com a redenção de Israel, justiça e paz serão estabelecidas entre os habitantes da terra, e as predições proféticas serão realizadas em todas as suas glórias.

A reforma concebe o destino de Israel como não vinculado ao retorno à Palestina, e como não envolvendo a restauração política nacional sob um rei messiânico com o Templo reconstruído e o serviço sacrificial reinstituído. É verdade, muitos dos mandamentos da Torá {nome aplicado aos cinco livros do Antigo Testamento atribuídos a Moisés: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio} não podem ser executados por Israel não-palestino. No entanto, apesar dessa incapacidade de se conformar com a Lei, Israel não está sob o pecado (visão paulina). Não está no exílio (“galut”). Sua dispersão foi uma experiência necessária na realização e execução de seu dever messiânico. Não está condenado a esperar pelo advento milagroso do Messias davídico. O próprio Israel é o povo messiânico designado para espalhar por sua fortaleza e lealdade a verdade monoteísta sobre toda a terra, para ser um exemplo de retidão para todos os outros. Sacrifícios e sacerdotalismo ligados à concepção política nacional do destino de Israel não são elementos indispensáveis ​​da religião judaica. Pelo contrário, eles morreram para sempre com todos os privilégios e obrigações distintas de um sacerdócio Aarônico {segundo as escrituras judaicas, Aarão era o bisneto de Levi, sendo irmão mais velho de Moisés, e sacerdote de primeira grandeza entre os judeus}. Todo judeu é um sacerdote, um do povo santo e de uma comunidade sacerdotal nomeado para ministrar no altar ideal da humanidade. O objetivo da história judaica não é um estado messiânico nacional na Palestina, mas a realização na sociedade e no estado dos princípios de retidão conforme enunciados pelos profetas e sábios do passado.

O mosaismo {os ensinamentos atribuídos na tradição judaica à Moisés} certamente pressupõe o institucionalismo levítico {os levitas, pese interpretações contraditórias, em geral são admitidos comporem a classe sacerdotal por excelência no judaísmo} do judaísmo; e é nomístico {tendência religiosa que visa o controle da vida social e individual pelo legalismo, tornando a lei a norma suprema [*b]}, insistindo no caráter eternamente vinculante e na imutabilidade da lei. O Judaísmo reformista ignora e declara revogada muitas das leis do Mosaismo.

De acordo com Mendelssohn e todos os racionalistas da filosofia “Aufklärung,” {movimento iluminista em sua vertente alemã} não havia necessidade da revelação da religião, sendo a razão humana competente para evoluir, compreender e interpretar todas as verdades da religião. O judaísmo é, contudo, mais do que uma religião. É uma legislação divina, sob a qual o judeu enquanto judeu deve viver. A razão humana não poderia tê-lo desenvolvido, nem pode agora compreendê-lo. É de origem divina “super-racional.” Foi milagrosamente revelado a Israel. O judeu não precisa acreditar. Sua religião, como toda religião racional, não é uma questão de dogma. Mas o judeu deve obedecer. Sua lealdade é expressa em feitos e observância. [*c]

A ala reformista da Sinagoga, todavia, rejeita esta doutrina; e a Conferência dos Rabinos que ocorreu em Frankfurt sobre o Main entre 15-28 de julho de 1845 decidiu eliminar do ritual “as orações para o retorno à terra de nossos antepassados e para restauração do Estado judaico.” A Conferência da Filadélfia entre 3-6 de novembro de 1869 adotou conforme a primeira sessão de sua declaração de princípios o seguinte: “A direção messiânica de Israel não é a restauração do velho Estado judaico sob um descendente de David, envolvendo uma segunda separação das nações da Terra, mas a união de todos as crianças de Deus na confissão da unidade de Deus, assim como para realizar a unidade de todas as criaturas racionais, e a chamada deles para uma santificação moral.” Isto foi reafirmado na Conferência de Pittsburg entre 16-18 de novembro de 1885, nas seguintes palavras: “Nós consideramos a nós mesmos não mais uma nação, mas uma comunidade religiosa; e nós, portanto, não esperamos nem um retorno para a Palestina, nem uma adoração sacrificial sob os filhos de Aarão {segundo as escrituras judaicas, era o bisneto de Levi, sendo irmão mais velho de Moisés, e sacerdote de primeira grandeza entre os judeus}, nem a restauração de qualquer das leis concernindo um Estado judaico”.

Nos períodos talmúdicos

{Em relação ao Talmud, de modo sintético, segundo o acadêmico judeu Wilhelm Bacher, trata-se do…

Nome de duas obras as quais foram preservadas para a posteridade como produto das escolas palestina e babilônica durante o período amoraico, o qual se estendeu do terceiro ao quinto século d.C. Uma dessas compilações é intitulada “Talmud Yerushalmi” (Talmud de Jerusalém) e a outra “Talmud Babli” (Talmud da Babilônia). Usada sozinha, a palavra “Talmud” geralmente denota “Talmud Babli,” mas frequentemente serve como uma designação genérica para todo um corpo de literatura, uma vez que o Talmud marca o ponto culminante dos escritos da tradição judaica, da qual é, a partir de um ponto de vista histórico, a produção mais importante. [*d]}

Historicamente, a esperança de uma restauração, de uma existência nacional renovada, e de um retorno para a Palestina tem existido entre o povo judaico dos velhos tempos. Depois do primeiro Exílio, os judeus na Babilônia procuraram continuamente levar à frente o reestabelecimento do antigo reinado deles. Contudo muitos judeus espalharam-se de terra para terra e, apesar de vasta a dispersão e sua consequente diáspora, esta esperança continuou a queimar ardentemente; e de tempo em tempo tentativas foram feitas para realizá-la. A destruição do Templo por Tito e Vespasiano (70 d.C.) foi talvez o mais poderoso fator para rumar os judeus para o leste, sul e oeste. Não obstante, num curto período de tempo a esperança de uma restauração foi ascendida novamente. A elevação sob Akiba e Bar Kokba (118) brevemente se sucedeu: e os judeus encharcaram o solo da Palestina com o sangue deles na vã tentativa de reganhar a liberdade nacional deles contra a pesada mão do poder romano. A despeito destas contenções, a ideia da restauração persistiu e tornou-se uma questão de dogmática crença; como tal ela encontra expressão na literatura judaica, tanto em prosa quanto poética. As escrituras talmúdicas como um todo, enquanto fazem provisão adequada para as reais circunstâncias sob a qual os judeus viveram, são baseadas sobre a ideia que em algum tempo a antiga ordem das coisas irá ser reestabelecida, e as velhas leis e costumes chegarão novamente em voga. Essas esperanças encontraram expressão em numerosas orações a qual de tempo em tempo eram inseridas no ritual. Vários cálculos foram feitos a respeito de quando este tempo chegaria, por exemplo, no oitavo século (“Revelações do R. Simeon b. Yohai”) e no século onze (Apoc. Zerubbabel; ver Zuns, “Erlösungsjahre,” em “G.S.” III, 224; Poznanski em “Monatsschrift,” 1901). À ideia foi dada uma base filosófica para aqueles que trataram da teologia judaica. E os cantores, tanto da sinagoga quanto do lar, foram fervorosos no lamento deles para a glória que foi passada e as esperanças deles para a dignidade que estava por vir (Veja Zionides {Sionidas} [1]).

Tradução e palavras entre chaves e grifos por Mykel Alexander via World Traditional Front

Continua…


Notas

[*a] Nota de Mykel Alexander: Sobre o Chovevei Zion ver abaixo o texto da Jewish Encyclopedia da autoria de Jacob de Haas (1872-1937), jornalista judeu e importante membro do Chovevei Zion e do movimento sionista (os grifos da tradução são de minha autoria):

Associações, na Europa e nos Estados Unidos, de pessoas interessadas no assentamento agrícola de judeus na Palestina e na conexão dos judeus com o futuro da Terra Santa.

Este movimento, o qual foi o predecessor do sionismo político (ver Congresso da Basiléia), teve como patrocinadores vários homens que viviam em diferentes países, mas cujo interesse comum e as observações dos fenômenos da vida judaica, estimulados pela perseguição aos judeus na Romênia antes de 1880, e mais recentemente na Rússia, levou à fundação de organizações como a Associação Chovevei Zion da Inglaterra, cujos objetivos são:

  1. Para promover a “ideia nacional” em Israel.
  2. Promover a colonização da Palestina e territórios vizinhos por judeus, estabelecendo novas colônias ou auxiliando as já estabelecidas.
  3. Difundir o conhecimento do hebraico como língua viva.
  4. Para melhorar o status moral, intelectual e material de Israel.
  5. Os membros da associação comprometem-se a prestar alegre obediência às leis das terras em que vivem e, como bons cidadãos, a promover seu bem-estar tanto quanto estiver em seu poder.

O apelo da Palestina aos judeus para se estabelecerem como agricultores, feito em 1867, não foi atendido. Mas a partir de 1879, havia ativos na advocacia para a colonização o Dr. Lippe e Pineles na Romênia, Lilienblum e Leon Pinsker na Rússia, uma associação síria e palestina não-judia em Londres, e Laurence Oliphant. A ideia de assentamento agrícola na Palestina, testada pela primeira vez com a fundação da colônia de Samarin pelo Chovevei Zion romeno, foi expressa em 1881 por N. L. Lilienblum em um artigo no “Razsvyet” intitulado “A Questão Judaica e a Terra Santa.”

A objeção mais séria à nova ideia veio daqueles que temiam que o reassentamento na Palestina significasse a observância dos 613 mandamentos e a reconstrução do Templo. Charles Netter, que posteriormente se tornou o principal expoente da ideia do assentamento agrícola, se opôs ao novo movimento – o qual havia despertado o interesse entusiástico dos judeus da Rússia – alegando que a Palestina era inadequada para a colonização.

O Barão Edmund de Rothschild tendo concordado em pagar as despesas de seis colonos para a Palestina, o movimento, iniciado por Pinsker e apoiado pelo Rabino Mohilewer de Byelostock, tomou forma prática. O Comitê Central de Odessa, criado em 1881 e o qual era agora reconhecido pelo governo russo, não foi além na direção da propaganda ativa do que enviar Pinsker e Mohilewer em uma viagem de agitação pública e privada por toda a Europa.

No entanto, o movimento se espalhou com a emigração da Rússia. Várias sociedades com finalidade semelhante foram fundadas em Berlim (Ezra), Viena (Kadimah), Londres (B’nei Zion, 1887) e América (Shove Zion em Nova Iorque, Chovevei Zion na Filadélfia, 1891).

Em 1890, foi reconhecido que algum esforço deveria ser feito para dar forma e coerência a esses vários movimentos, e o Dr. Haffkine, com M. Meyerson, encorajado pelo prospecto de apoio financeiro do Barão Edmund de Rothschild organizou o Comitê Central de Paris. A própria liderança do movimento, entretanto, permaneceu com o comitê de Odessa, o qual estava bem apoiado e manteve contato próximo com aqueles que tinham já se estabelecido na Palestina. O movimento, no entanto, atingiu seu zênite em 1893, quando organizações existiam em todos os países, exceto na França, que tinha uma população judia apreciável.

Em dezembro de 1892, o movimento de judeus em direção à Palestina foi controlado pelas autoridades turcas, que proibiram posteriores imigrações. Desencorajamento adicional foi causado pela dificuldade de encontrar mercado para os produtos das colônias, e também pelo colorido dado à ideia por homens como o Coronel Goldsmid, que, à frente da Associação Chovevei Zion da Inglaterra, com suas organizações militares, procurou dar ao movimento uma forte tendência nacional. Além disso, os colonos precisavam de apoio constante. O Assentamento Hirsch argentino seguiu e afetou a agitação na Europa Ocidental. Embora as colônias continuassem a encontrar apoio, e embora algumas novas fossem fundadas, o movimento parecia, em 1894, ter esgotado sua força.

Típico do entusiasmo o qual a ideia uma vez despertou foi a reunião em massa realizada em Londres em 1892, a conselho de Sir Samuel Montagu, para solicitar ao sultão, por meio de Lord Rothschild e do Ministério das Relações Exteriores britânico, o direito de resolução. Um plano detalhado foi então elaborado para a colonização em grande escala e regulamentada.

O declínio do Chovevei Zion foi consequência da liderança repentinamente criada, em 1896, do Dr. Theodor Herzl. Indiretamente, todo Chovevei Zion defendeu, sem adotar formalmente, sua doutrina e, indiretamente, todos foram representados no primeiro congresso sionista. Uma adesão mais ou menos direta ao movimento sionista, que não simpatizava com a colonização individual e esporádica, foi imposta às antigas organizações por seus membros. Mas embora eles não negassem o ponto de vista nacionalista, eles se declinaram-se a se tornar um meio da nova propaganda. Uma conferência, a primeira desse tipo em Londres, foi realizada (março de 1898) na prefeitura de Finsbury (Clerkenwell) e durou doze horas; decidiu sobre a reorganização e aceitou a liderança do Comitê Executivo de Viena criado pelo congresso anterior. Isso foi típico do processo de transição de um movimento filantrópico para um movimento político declarado, que continuou até a Conferência Minsker (setembro de 1902), quando as associações russas Chovevei Zion, sem exceção, aceitaram a plataforma dos congressos sionistas.

Fonte: J. de Haas, Jewish Encyclopedia, volume 4, FUNK AND WAGNALLS COMPANY, New York, 1903. Entrada CHOVEVEI ZION (Lovers of Zion)

 

[*b] Nota de Mykel Alexander: Jacob Zallel Lauterbach, Kaufmann Kohler, Jewish Encyclopedia, volume 9, FUNK AND WAGNALLS COMPANY, Nova Iorque, 1905. Entrada NOMISM. 

[*c] Nota de Mykel Alexander: Kaufmann Kohler, Emil G. Hirsch, David Philipson, Jewish Encyclopedia, volume 10, FUNK AND WAGNALLS COMPANY, Nova Iorque, 1905. Entrada REFORM JUDAISM FROM THE POINT OF VIEW OF THE REFORM JEW. Os grifos da tradução são de minha autoria.

[*d] Nota de Mykel Alexander: Wilhelm Bacher, Jewish Encyclopedia, volume 12, FUNK AND WAGNALLS COMPANY, Nova Iorque, 1905. Entrada TALMUD. Os grifos da tradução são de minha autoria.

[1] Fonte utilizada por Richard James Horatio Gottheil: Joseph Jacobs, Schulim Ochser, Jewish Encyclopedia, volume XII, FUNK AND WAGNALLS COMPANY, Nova Iorque, 1905. Páginas 665-666. Entrada ZIONIDES or SONGS OF ZION (Hebr. Shire Ẓiyyon).

{Sobre as Sionidas {Zionides em inglês} acima referenciadas ver o texto abaixo:

‘As canções de Sião, ou seja, os hinos líricos os quais expressam o desejo da nação judaica de ver a colina de Sião e a cidade de Jerusalém brilhar novamente em toda a sua glória anterior, datam da época imediatamente após a destruição do Templo de Salomão. Desde aquele período, os poetas e cantores de Israel têm dedicado seu melhor talento para pintar nas cores mais brilhantes as antigas glórias de Sião. De longe, o maior número dessas canções se une para expressar um desejo sincero de ver a nação, a cidade de Jerusalém, o Monte Sião e o Templo restaurados ao seu antigo esplendor. A canção mais antiga de Sião na literatura judaica foi escrita no século V a.C., e é uma lamentação de que o inimigo compele Israel a viver em solo estrangeiro; este é o célebre Salmo cxxxvii. 1-3. Uma Sionida semelhante do mesmo período é Salmo Cxxvi.; nele o poeta, cheio de esperança, canta o dia em que o cativeiro terminará e os exilados que retornam alegremente cantarão um novo cântico de Sião. A elegia que termina com um desejo de libertação, a qual é encontrada no quinto capítulo de Lamentações, data provavelmente do primeiro século pré-cristão.’ (Joseph Jacobs e Schulim Ochser)

 Em períodos posteriores as Sionidas continuam a serem celebradas.}


Fonte: Richard Gottheil, Jewish Encyclopedia, volume 12, FUNK AND WAGNALLS COMPANY, Nova Iorque, 1905. Entrada ZIONISM. Consulta de apoio na versão on-line: https://www.jewishencyclopedia.com/articles/15268-zionism#anchor4

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Quer receber nossas notificações?    SIM! Não, obrigado (a)