Vozes da dissidência #1: Entrevista com castilhismo

Nos ajude a espalhar a palavra:

A série Vozes da Dissidência procura demonstrar os pensamentos políticos e ideológicos a margem da velha dicotomia vigente (esquerda e direita) e não alinhados ao politicamente correto na interpretação dos seus próprios interpretes hoje. Através de entrevistas feitas com entendedores do assunto vindos de diversas áreas, iremos demonstrar tudo que pensam na íntegra, separando realidade de mito. Essa é uma boa oportunidade para que o leitor para aprender de fato sobre ideologia política e aquilo que elas realmente representam. 

Na primeira edição, trouxemos uma entrevistas com o pessoal do Círculos Castilhistas, que escrevem o blog Ressurreição Nacionalista, para falar sobre, claro, “Castilhismo”. Confira na íntegra esse bate-papo que rendeu bons questionamentos. Se você quer aprender o que é e o que pensam os castilhistas, essa entrevista é para você.

A intenção do nosso site com esta iniciativa é de mostrar conhecimento e diálogo de ideias para engrandecimento pessoal do leitor. Não temos aqui intenção de “empurrar” pensamentos ou doutrinas ou mesmo desdenhá-las. Apenas temos a coragem para expor diversos pensamentos da forma que o são, sem injustiças. Fica a critério do leitor levar em conta ou não as informações e posicionamentos dos entrevistados.

Entrevista

O que é o castilhismo?

Castilhismo é uma ideologia surgida em 1882, e que terá como marco a instituição da Constituição do Rio Grande do Sul, em 1891, por Júlio de Castilhos. Que tem como alguns de seus princípios a centralização administrativa, o anti-patrimonialismo (não uso da máquina pública para fins pessoais), a tecnificação do Estado, além ser norteado por um conjunto de valores humanistas, socialistas e evolucionistas, conferindo ao Estado uma tutela moralizadora sobre a sociedade.

E onde ou… qual a origem do castilhismo?

A fundação do jornal A Federação por Venâncio Aires, Júlio de Castilhos, dentre outros, incluso o próprio pai de Getúlio, Manoel Vargas. E que terá como marco consagratório a instituição da Constituição Castilhista de 1891, materialização do ideário castilhista.

Podemos dizer que o castilhismo é um ideário nacionalista?

Única e verdadeira ideologia nacionalista brasileira. É preciso frisar que todo e qualquer ideário nacionalista, necessariamente, há que se fundar em seu escopo de tradições, e o castilhismo tem profundas raízes nas idéias pombalinas, que se transladam para o Brasil ainda na época colonial, e que seguindo um corpo de tradições ainda mais antigas, de ideias renascentistas no bojo do próprio descobrimento do Brasil e que permeava seus primeiros povoadores.  E assim, o Castilhismo se revela como primeira ideologia nacionalista brasileira. Ideologia, porque implica numa sistematização de ideias de defesa dos interesses brasileiros, e que terá no cenário nacional, como primeiro governo nacionalista, a figura do marechal Floriano Peixoto.

Quais são os principais ideais pregados pela doutrina castilhista? Isso é no que o castilhismo acredita?

Há todo um corpo ideológico que não se resume a algumas citações, mais exemplificadamente podemos citar a instituição de um Estado técnico, centralizado, animado por um corpo político norteado por ideias racionalizadoras. Esse Estado Castilhista, incorpora instituições política Democráticas, verdadeiramente democráticas, oque implica em referendos populares, destituição do executivo a qualquer tempo por meio de plebiscito, chamado mandato revocatório ou recall, e sumamente importante o princípio da continuidade administrativa por intermédio da reeleição ilimitada, ou seja, o executivo pode ser reconduzido ao cargo tantas vezes seja reeleito, com um detalhe que na constituição castilhista previa que a reeleição deveria se dar por quorum qualificado,  não bastava maioria simples para ser reeleito, e sim ter ¾ dos votos, oque implicava em uma quase aclamação popular. E naturalmente a defesa da nacionalidade brasileira.

Quando lemos a primeira vez sobre castilhismo, nos deparamos com o nome “Júlio de Castilho” como seu construtor, mas hoje no Brasil, esse nome é pouco falado. Para o castilhismo, quem foi Júlio de Castilho?

Júlio de Castilhos foi Presidente do Rio Grande do Sul (oque equivale na atualidade ao atual cargo de governador), em 1891, quando institui a Constituição Castilhista, e de 1893 à 1898. E que norteou toda geração de políticos que o sucederão, proeminentemente Getúlio Vargas.

Quais a principais fontes do castilhismo?

A Constituição do Rio Grande do Sul de 1891, instituída por Júlio de Castilhos, por isso dita Castilhista. É importante salientar que diferente de outras ideologias, o Castilhismo não parte de elucubrações abstratas, que como regra nunca se materializaram. Mais de um corpo legislativo materializado que da forma a um Estado com forte substrato nas instituições políticas testadas e aprovadas ao longo do século. O Castilhismo não cai em ilações estéreis, parte de pressupostos empíricos, de comprovada eficácia. Daí o sucesso de suas instituições e seus governos.

Qual a importância do castilhismo para a história do Brasil e, qual seu impacto na história e hoje?

Enorme! O Estado Novo é a materialização do Estado Castilhista no Plano Nacional. E mesmo mundial, foi a cartilha castilhista, por intermédio de Vargas, que serviu de modelo para Delano Roosevelt nos EUA, implementar o New Deal. Com ele se sedimenta a tecnificação dos Estados Modernos, que quase todos em maior ou menor grau possuem, na atualidade, não se deve cair no anacronismo, que isso existia antes, antes, grassava o mais aviltante e abjeto fisiologismo, não só no Brasil como no resto do mundo, e assim, com a tecnificação do Estado, a ocupação dos cargos públicos passou a ocorrer, por pessoas tecnicamente qualificadas. Bem como a concepção de um Estado regulador da economia e fortemente intervencionista, tanto na área econômica quanto social.

Floriano Peixoto, Getúlio Vargas e Leonel Brizola são vistos como castilhistas segundo alguns adeptos que conhecemos. Isso está correto? Existem outros que podem ser citados como grandes do Brasil seja na política, cultura ou outro meio?

Sim, Floriano Peixoto foi aliado político de Júlio de Castilhos, lhe auxiliando na guerra federalista, contra os maragatos (liberais), teria sido seu natural sucessor na presidência, não fosse a manobra da bancada cafeicultora para afastá-lo e fazer como sucessor o Prudente de Morais. A quem Floriano, como lhe era característico, devotou verdadeiro ódio, deixando quando da sua entrega do cargo, o Itamaraty, então sede do governo da República literalmente vazio, sem nenhum móvel. A mencionar, que foi no governo de Prudente de Morais, e NÃO de Floriano, como propaganda certos patifes, que ocorreu o massacre do povoado de Canudos. Getúlio dispensa maiores comentários, seu pai foi um dos fundadores do Partido Republicano Riograndense juntamente com Júlio de Castilhos, foi também líder da Juventude Castilhista, e sempre externou Castilhos como sua maior inspiração dentro da política. Brizola, embora seu pai fosse maragato, teve formação castilhista, estudou no Colégio Júlio de Castilhos, uma das mais renomadas instituições de ensino do Rio Grande do Sul, e tradicional centro castilhista. Há vários outros vultos como Padre Landell de Moura, inventor do Rádio, o próprio Pinheiro Machado, braço direito de Júlio de Castilhos, que foi o mais poderoso senador da República, etc…

Existe relação do Castilhismo com a República e a Democracia no Brasil?

Com a República naturalmente, o Castilhismo é uma corrente republicana, quando da instituição da República. O Castilhismo incorpora valores jacobinos dos pleitos democráticos (plebiscitos, referendos, eleições diretas), diferentemente do positivismo. A Democracia, no castilhismo não é mero enfeite, é prática incorporada a suas instituições. Muito diferente do regime representativo liberal, que se outorga “democrático” quando na verdade, é radical opositor, uma oligarquia com máscara de “democracia”. Falsa-democracia.

E o que o castilhismo penso sobre separatismos no Brasil?

Abjeto. É a desintegração de todo projeto político de uma nação, impensável! Repugnante! A negação da nacionalidade e alta traição aos nossos ancestrais.

Qual a visão dos castilhistas sobre o antigo PRONA e Enéas Carneiro? Há consenso? Suas ideias eram próximas a algo que o castilhismo acredita?

Figura menor, sem maior relevância tanto no cenário político, como tão pouco na história do Brasil. Oque chamais de “suas ideias”, em verdade são ideias do Bautista Vidal, esse sim, figura proeminente no ideário nacionalista. E as ideias do Bautista Vidal são totalmente convergentes com as do castilhismo, embora o Bautista Vidal não tenha tido uma formação castilhista, sua atuação de técnico no governo Geisel, lhe deu uma natural visão tecnicista do Estado, oque lhe confere alinhamento ideológico com o castilhismo.

Em termos mais básicos, podemos definir a Terceira Posição como um conjunto de ideários que possuem em comum a oposição ao liberalismo capitalista e ao socialismo marxista, assim como hoje, pode ser traduzido na aposição ao conservadorismo e progressismo de caráter liberal. O castilhismo, como doutrina, concorda com esse posicionamento? Existem diferenças e similitudes do castilhismo e os segmentos político-ideológicos de origem terceirista?

É importante ressaltar que o “socialismo” em sua concepção originaria pensada por Saint Simon que cunhou o termo (socialismo), o socialismo é capitalista. “Capitalismo” não é um modelo político. É uma relação econômica de acumulação de capital, apenas isso. O liberalismo sim, é um modelo político. Quanto ao termo “Terceira Posição”, foi cunhado por Perón, que o compreendida em um sentido geopolítico, de não alinhamento aos EUA, nem a URSS. Logo o Castilhismo adere a essa concepção, e isso não é mero desdobramento lógico, se materializa com a adesão de Getúlio a Perón por intermédio do pacto do ABC, que visava a formação de um bloco político da América do Sul. Como por Brizola, quando dizia: “nem Washington, nem Moscou”.

Uma doutrina nacionalista de caráter nacional brasileiro que entrou em cena novamente e ficou popular em alguns meios pequenos de nacionalistas no Brasil foi à temática “integralismo”. Qual visão o castilhismo possui sobre o integralismo? Existem diferenças e semelhanças?

O integralismo, por mais que neguem, foi um plágio do Plínio Salgado dos movimentos europeus ocorridos na época. É bem verdade, que houve o esforço de alguns intelectuais, e até do próprio Plínio, de lhe dar aspectos originais. Oque ao meu ver, ele não consegue, apenas embaralha pontos de doutrinas diversas, notadamente de autores europeus, e desse ecletismo chama a isso de novo. Seno mais objetivo, o Plínio se baseou flagrantemente no filosofo francês Charles Maurras, de onde tirará o próprio nome “integralismo”, e a alusão ao símbolo grego, sigma, usado na matemática como sinal de soma. Alguns dementes tendem a lhe dar contornos místicos….. ridículo. Também flagrante, no plano institucional, a copia do modelo corporativista do fascismo italiano. Negam os integralistas, no caso o próprio Plínio, dizendo que a composição do conselho corporativo no integralismo era diferente… por exemplo, havia a representação dos professores, oque não havia no caso italiano. Oque obviamente não desnatura o modelo copiado. Para quem não esta familiarizado, o modelo corporativo fascista, nada mais é do que um sistema parlamentarista, em que, ao invés dos representantes do parlamento (câmara corporativa) ser eleito diretamente pelo voto popular, eles são indicados por seus respectivos sindicatos. A composição da câmara corporativa muda conforme, arbitrariamente, for estipulado. Assim, algumas categorias poderão estar representadas, outras não. Dito isso, o Castilhismo difere da fórmula institucional apresentada pelo Integralismo, ou seja, o corporativismo, pois isso implica na perda de poder do executivo, pois no Regime Castilhista há maior concentração de poder no Executivo. No Castilhismo, o parlamento (e seu equivalente no fascismo a câmara corporativa) não tem poder de legislar e tão pouco decisório. Embora tratem os “presidentes”(Dulce, Führer, etc…) dos regimes fascistas (falo do termo em seu sentido genérico) como ditadores, isso no plano institucional em tempos de normalidade, não ocorre, pois essas figuras só intervém excepcionalmente para dirimir conflitos. Na prática, a condução da política nacional é exercida pela câmara corporativa. Bem similar a figura dos Reis das monarquias parlamentarista, não é? Acredite, não é mera coincidência a instituições de monarquias na península escandinava e no Japão pós Segunda Guerra. A centralidade que gozaram os lideres fascistas no curso da segunda guerra devem muito mais ao estado de guerra, que naturalmente centraliza as ações políticas, do que ao modelo institucional aplicados em tempos de normalidade institucional. Podemos ressalvar, o modelo Nacional Socialista, em que a figura do “Führer” tinha poderes bem mais centralizados, oque acaba por tornar a câmara corporativa subordinada a suas decisões. Há várias outras divergências… o integralismo no plano econômico, não previa expressamente a atuação do Estado na economia, fomentando a atividade industrial e tecnológica, as tratativas nesses aspectos são muito parcas, talvez tanto por incompetência dos seus ideólogos como por flerte com setores liberais, com quem o Plínio Salgado sempre manteve laços. Basta lembrar que o Plínio propunha entregar a exploração mineral de jazidas no sul do país a Alemanha, em troca de apoio financeiro para derrubar Vargas e tomar o poder. Oque naturalmente, se depreende que o “nacionalismo” do integralismo de Plínio Salgado, era meramente de fachada, canto da sereia para atrair incautos, e nesse aspecto não negamos nacionalistas sinceros que integraram as hostes integralistas na década de 30, como Câmara Cascudo, dentre outros.

Atualmente, existem grupos que se intitulam por aí “herdeiros” do legado político e ideológico do integralismo brasileiro (pregado pela AIB – Ação integralista Brasileira nos anos 1930), como famigerada a FIB (Frente Integralista Brasileira). Como os castilhistas veem essas instituições atualmente? Elas defendem aquilo que pregou o integralismo de fato? Enxergam os castilhistas uma diferença abissal entre o integralismo histórico e essa tentativa política tímida de protointegralismo?

O Integralismo tem duas fases bem distintas, sua formação, que foi prestigiado por Vargas, e que há muito deve sua popularidade, e logo mostrou que nada mais era do que um movimento oportunista,  acarretando na sua dissolução em 37, teve vida relativamente curta. Com a dissolução da AIB, Plínio Salgado e Miguel Reale mostraram sua verdadeira natureza, a de liberais, Gustavo Barroso destoa, único da tríade castilhista que coerentemente manteve do inicio ao fim um discurso e uma postura verdadeiramente nacionalista. Os atuais elementos que se dizem “integralistas”, em verdade, não passam de liberais fantasiados de integralistas, e não por acaso, tem horror ao Gustavo Barroso, só o mencionando para manter aparências. Ardil para atrais nacionalistas incautos. Atuam como cavalo de troia, quintas colunas. Em verdade, a FIB nasce no seio do círculo monárquico, impregnada de gnosticismo maçônico, travestido de catolicismo conservador, e liberalismo dos mais infames e entreguistas.

É correto afirmar que o castilhismo caiu em desuso hoje em dia ou ele continua ativo na real politique em algum nível?

Toda ideologia se não esta implantada esta em desuso. Porém várias proposições do modelo castilhista continuam vigente, institucionalmente, a tecnificação do Estado se não plena, ao menos parcialmente continua vigente nos Estado Modernos. Isso por si só mostra sua atualidade. A planificação da economia, materializada na lei plurianual, e que é existente em quase todos os Estado Modernos, se é comprida ou não, são outros 500, também é uma consagração das ideias castilhistas. Então seu ideário, ainda que parcialmente, esta e continuará ativo, e mesmo ocorrendo retrocessos será um farol a alumiar os que vagam na escuridão. Ideias não morrem. Brizola não era um ideólogo, mas além de sua formação castilhista, tinha consciência da ideologia castilhista, sempre andava com um manifesto de Júlio de Castilhos no bolso. E nós do Círculo Castilhista somos legatários dessa tradição, somos a V Geração Castilhista, e enfrentando os problemas da vida nacional de nossa época, e dentro do nosso contexto, a ferve nacionalista esta mais acessa do que nas gerações anteriores.

Existe atualmente uma representação formal na sociedade ou política nacional que levante a bandeira ou os valores do castilhismo?

Unicamente nós do Círculo Castilhista. O PDT após o falecimento do Brizola, se degenerou, virou sigla de aluguel, nada representa do ideário de Brizola, Vargas e Goulart.

Na visão castilhista, qual o ideal que se pode ter do Brasil como país e como nação. Somos nação, nações ou Império?

Um verdadeiro nacionalista, concebe apenas uma única nacionalidade, fora disso é a negação do próprio nacionalismo. A pergunta é pertinente, embora óbvia, pela disseminação de alguns nichos que se outorgam, falsamente, como “nacionalistas”, ao mesmo tempo que negam a existência da nação brasileira, que segundo esses patifes, seria o Brasil composto por “várias nações”.  Nação é uma unidade política, de um povo que goza de uma mesma origem, e que por derivação, organicamente, tem uma mesma língua e credo. Isso não implica em se ter uma uniformidade racial, como idealizam alguns, que se quer existe ou existiu em outros países. Os brasileiros não só são uma nação, como são a mais antiga formação nacional das Américas, e mesmo de tantas quantas, atualmente, existentes na Europa, mais do que a Alemã, e do que a Italiana a guisa de comparação.

Uma coisa que tem se popularizado bastante no mundo é a Quarta Teoria Política – cujo expoente mais popular é o filósofo russo e cientista político Aleksandr Dugin -, entre alguns nichos de dissidências políticos alternativos como outra forma de resposta ao atual pensamento dicotômico do sistema ou establishment. Existem prós e contras em relação a essa linha de pensamento? Quais seriam elas?

Quarta Teoria Política é ideologia de exportação do imperialismo russo para seus países satélites, afim de fragmentá-los, velha máxima, dividir para conquistar. É que faz parte da guerra híbrida por parte dos russos. Oque eles propugnam é a fórmula da auto-destruição. Cavalos de Troias, quintas colunas, o oferecimento de maçã envenenada. Dentre outras acepções, falam em defesa de identidades locais, ou mesmo, regionais… é a negação do nacionalismo. Para mensurar o absurdo, imagine um grupo turco, que é um contingente de longa data presente na Alemanha reivindicando “direito” de preservar sua identidade  em plena Alemanha! Soa absurdo? Pois oque a 4ªTP defende. Puro identitarismo. Não é de se espantar serem próximos a comunidades muçulmanas. É bastante conveniente para esses nichos aderirem a esses crápulas para defenderem a aplicação de eventuais leis muçulmanas a sua comunidade, ao arrepio da legislação nacional, ao mesmo tempo que abre caminho para infiltração de agentes externos dentro do país. E isso não toca apenas aos muçulmanos. O mesmo principio vale para qualquer agrupamento estrangeiro. Imagina comunidades judaicas reivindicarem suas respectivas defesas de identidades locais e leis na Alemanha, ou em Portugal, ou na Espanha, Inglaterra, etc… ou chineses, americanos. É a dilaceração da nação!

Qual a visão geral do atual governo na “gestão Bolsonaro” segundo a óptica castilhista?

Como dizíamos, o período Temer estava sendo catastrófico, uma eventual Era Bolsonaro seria apocalíptica, e assim esta sendo. Agora não podemos acusá-lo de fraude, tudo que ele esta fazendo ele disse que faria.

Qual a visão castilhista em relação ao fenômeno do “olavismo” no Brasil?

Esta no contexto de Guerra de Quarta Geração, Guerra Híbrida, do qual a Quarta Teoria Política também esta inclusa.

Qual a visão castilhista sobre a atual conjuntura “direita tupiniquim”? É um fenômeno exclusivo de nossos tempos atuais?

A Direita no Brasil é oque sempre foi, um fantoche de atores externos, não tem vida própria, são financiados e articulados por estrangeiros contra o país, são e sempre foram anti-brasileiros. Inimigos do Brasil.

Revoluções coloridas no Brasil e no mundo. Qual a visão castilhista sobre o assunto?

Manipulações externas, guerra de quarta geração, como foi as manifestações de 2013, ou o “Lawfare” contra o Lula, que é a cooptação de parte do judiciário lhe imputando crimes, que julgados procedentes ou não, indiferente do resultado, maculam a imagem política. Esse é o objetivo, não importa se ao final o agente político seja inocentado, a intensa propaganda contra sua pessoa, macula sua imagem o inviabilizando politicamente.

Não é de hoje, toda forma de pensamento que segue na contramão do que é estabelecido pelo sistema como “politicamente correto” é chamado de racismo e fascismo. Como o castilhismo enxerga a questão étnica do brasileiro na história e na atualidade? Sofremos de falta de pertencimento e união?

Não creio adequado o termo “politicamente correto”, embora compreenda o sentido. Não há que dar azo a relativismos morais, oque é certo é certo e oque é errado é errado. Conceitualmente, só é admissível oque é politicamente correto. Embora mais uma vez, compreendo que não é o sentido no qual se emprega o termo. Isso posto, é preciso contextualizar. Jogar no mesmo saco, racismo, fascismo é mero chavões de quem não compreende nem um nem outro, e quase sempre, tem uma concepção equivocada do que seja. Ignorantes! Os brasileiros são uma única unidade étnica, e que formam um Estado Uni-Étnico. Dizer que o Brasil é multicultural é uma hedionda mentira. Oque ocorre no Brasil – e isso não nos é exclusivo -, é um desmantelamento do Estado Nacional, da nacionalidade, em todos os países do mundo as nacionalidades estão sendo atacadas, de modo a dar lugar a uma massa sem unidade, e sem identidade, oque os romanos desdenhosamente chamavam de plebe. O tempo passa, o tempo muda e as estratégias de dominação continuam as mesmas… A nacionalidade periclita!

Onde as pessoas podem saber mais sobre castilhismo e qual a literatura para entendê-lo?

Em nosso simplório Blog Ressurreição Nacionalista (htttp://ressurreicaonacionalista.blogspot.com), que é um portal de difusão da ideologia castilhista e que também trata brasileiramente das Cousas do Brasil, do nosso Brasil. E no Círculo Castilhista, em que congrega os adeptos do castilhismo.

Sinta-se livre para fazer suas considerações finais

O símbolo do Fascio entrelaçado por gravetos, consagrado pelos romanos, e que foi adotado pelos positivistas, meio século antes do fascismo, simboliza o princípio que mantém uma comunidade forte, capaz de superar e vencer as adversidades. Essa alegoria ainda permanece viva a lembrar a fórmula da prosperidade. O Nacionalismo é esse fascio que mantém seus nacionais unidos, a defesa da identidade nacional, sua língua, seu credo, seu sangue, é que dá coesão a um agrupamento humano, sem ela, cessa sua força e se torna vulnerável e frágil. Não é por acaso, que todos os países, em qualquer época, que lançaram mão de uma ideologia nacionalista se tornaram fortes e foram capazes de propiciar prosperidade aos seus cidadãos. E isso se opera através do Estado, aglutinador da vontade popular, nunca por intermédio de entidades privadas que só visam seus ganhos pessoais. Assim um povo unificado por um Estado no desejo de ser materialmente grande, com virtudes de vontade para transformar esse desejo em necessidade de dominar seus meios, como realização de seu destino; um povo levado por chefes com valor de alma necessário para sentir e condensar as tendências e necessidades gerais. Com dirigentes assim a nação forte se realiza!

Muito obrigado!


CONFIRA NA LIVRARIA SENTINELA

Sentinela Mídia Independente
siga em
Nos ajude a espalhar a palavra:
Gostou do artigo? Você pode contribuir para o site com uma doação:

One thought on “Vozes da dissidência #1: Entrevista com castilhismo”

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.