Trump é criticado por grupo judaico-sionistas dos EUA por elogiar Henry Ford

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O presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou as “boas linhas de sangue” de Henry Ford na quinta-feira, após visitar uma fábrica da Ford Motor Company no estado de Michigan (EUA), recebendo imediata repreensão de grupos lobistas judeus estadunidenses.

Ele disse: “A empresa, fundada por um homem chamado Henry Ford. Boas linhagens, boas linhagens. Se você acredita nessas coisas, você tem sangue bom.”

Henry Ford (1863 – 1947) é uma emblemática figura que, além de emblemático empreendedor e engenheiro mecânico estadunidense, fundador da Ford Motor Company que revolucionou a produção fabril com seus métodos de linha de montagem, é odiada pelos grupos judaico-sionistas organizados por divulgar livros como “The International Jew” [O Judeu Internacional], publicado pelo jornal Dearborn Independent, de propriedade da Ford, em quatro volumes. O industrial também financiou a impressão de meio milhão de cópias de “Os Protocolos dos Sábios de Sião” na década de 1920.

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Reações dos grupos judaicos dos EUA

O chefe da Liga Anti-Difamação Jonathan Greenblatt pediu a Trump que se desculpasse, reivindicando que Ford era “supremacista racial” e antissemita. Ele disse em seu twitter que “Henry Ford era um anti-semita e um dos mais fortes defensores da eugenia dos Estados Unidos”.

O Partido Democrata Judaico de Michigan também atacou Trump por seus comentários, afirmando que era uma “indiferença de tirar o fôlego à história e ao bem-estar dos judeus de Michigan”.

Noah Arbit, fundador e presidente do Caucus Judaico Democrático do Michigan disse que “não é coincidência que Donald Trump tenha presidido o aumento mais acentuado do anti-semitismo em gerações. O presidente não é apenas um apologista dos anti-semitas, mas ele próprio gerou um ódio severo aos judeus com seu discurso desenfreado, conspiratório, racista e odioso”.

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As declarações de Trump também vêm depois que manifestantes que lhe apoiam e gente da Alt-right realizaram várias manifestações fora da capital do estado de Michigan para exigir a reabertura do estado, apesar da pandemia de coronavírus. O próprio Trump elogiou os manifestantes, chamando-os de “pessoas muito boas”.

Rapidamente, a imprensa judaica atribuiu que Trump queria instigar a atitude anti-judeus, como fez o Times of Israel.

A verdade sobre Henry Ford

Ford era amplamente conhecido por seu pacifismo durante os primeiros anos da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918).

A sua empresa, que levava seu nome, “Ford”, tinha por sua vez a reputação de ser uma das poucas grandes empresas que contratavam ativamente trabalhadores negros e não era acusada de discriminação contra trabalhadores ou fornecedores judeus. Também foi arrojada na contratação de mulheres e homens deficientes numa época em que isso era incomum.

Os trabalhadores da primeira linha de montagem móvel montam magnetos e volantes para automóveis Ford de 1913. Highland Park, Michigan. Foto: Wikimedia Commons

A Ford Motor Company também adquiriu o jornal já existente, Dearborn Independent, que por vezes imprimia artigos antijudaicos e contra sionistas incluindo Os Protocolos dos Sábios de Sião. Toda franquia da Ford em todo o país precisava levar o papel e distribuí-lo aos seus clientes. Nesse contexto saiu o livro “O Judeu Internacional”.

Em relação aos Protocolos dos Sábios de Sião, em 1921, o jornal New York World publicou uma entrevista com a Ford na qual ele disse: “A única declaração que eu gostaria de fazer sobre os Protocolos é que eles se encaixam no que está acontecendo”.

Naquela altura, um advogado judeu havia processado Ford por difamação. A defesa de Ford era que ele não havia escrito artigos assinados por ele e até afirmou que não lia o jornal. Durante o julgamento, o editor de Ford, William Cameron (um judeu britânico), testemunhou que Ford não tinha nada a ver com os editoriais, apesar de estarem sob sua assinatura. Cameron testemunhou que nunca discutiu o conteúdo das páginas com a Ford ou as enviou para aprovação da Ford. Amigos e colegas de trabalho disseram que alertaram a Ford sobre o conteúdo e que Ford provavelmente nunca leu os artigos (ele afirmou que apenas leu as manchetes). O julgamento levou a mesma Liga Anti-Difamação (ADL) que ainda hoje pressiona presidentes e ministros de todo o mundo, como é o caso de Trump essa semana, a iniciar uma campanha contra a Ford.

Uma coalizão de grupos judaicos liderada pela ADL liderou a acusação e levantou objeções aos escritos de Ford na imprensa de Detroit. A ADL também organizou um boicote aos produtos da Ford. Ford chegou a um acordo secreto, pediu desculpas publicamente por qualquer dano que pudesse ter causado e parou de publicar o jornal. As notícias da época o citaram dizendo que ele ficou chocado com o conteúdo do jornal e não sabia de sua natureza. Ford também escreveu uma carta pública de desculpas ao então presidente da ADL, Sigmund Livingstone.

Mesmo que o material que a Ford alegou ter escrito de fato não tenha criticado todos os judeus, mas apenas alguns judeus influentes (“Judeus Internacionais”), alegadamente envolvidos no início da Primeira Guerra Mundial. Os ataques e pressões nunca acabariam para o velho empresário de sucesso.

Diplomatas alemães premiam Henry Ford [centro] com a mais alta decoração da Alemanha para estrangeiros, a Grande Cruz da Águia Alemã, em Detroit, em 30 de julho de 1938, por seu serviço ao Terceiro Reich. Karl Kapp, cônsul alemão em Cleveland fixa a medalha, enquanto Fritz Heiler, à esquerda, cônsul alemão em Detroit aperta a sua mão. Foto: AP
Em 1938, Ford aceitou a Grande Cruz da Águia Alemã, a maior medalha que a Alemanha Nacional Socialista poderia conceder a um estrangeiro. Foi apenas um dos muitos prêmios de outros países que a Ford aceitou, mas mais tarde se tornou amplamente usado para criticar a Ford.

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2 thoughts on “Trump é criticado por grupo judaico-sionistas dos EUA por elogiar Henry Ford”

  1. Seria de muito interesse e, importante, fazer um artigo mostrando a real face da ADL. Algo que vai de pedofilia, terrorismo, assassinatos e, mais.

  2. Os EUA doa U$ 3.8 bilhões todo ano para Israel.

    E os EUA ainda quer aumentar para U$ 4.5 bilhões.

    Esse tipo de comentário do boneco Trump em vésperas de eleição, é para enganar os iludidos da ‘Direita’.

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