Submarinos alemães na costa catarinense

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“A presença dos submarinos na costa do Brasil foi uma dura realidade, mas criou lendas e mitos. Em Blumenau circulavam notícias à boca pequena, dando conta de que muitos espiões iam e vinham nestes submarinos, preparando o campo para a futura base alemã…”

Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor, jornalista e Colunista, Carlos Braga Mueller, que hoje nos relata sobre – Submarinos Alemães – Mitos, Lendas e a Realidade.

A última missão

O escritor brasileiro Roberto Muylaert publicou recentemente pela Editora Globo o livro ALARM, no qual ele conta a história do blumenauense de origem alemã Werner Hoodhart, que nos anos 1940 se alista nas forças nazistas e acaba como tripulante de um submarino, o U-199, nas costas brasileiras.

U-199 fotografado sob ataque do PBM Mariner. Foto: Poder Naval

A imaginação fértil de Muylaert leva Werner e seus colegas tripulantes a desembarcarem em Praia Grande, no litoral paulista, atrás de uma famosa marca de cachaça! E isto é só o começo das aventuras que todos irão viver nas páginas deste livro.

Submarino U-513

Submarino U-513. Foto: Comunidad Submarinista Latinoamericana

Outro submarino alemão que infernizou a vida da marinha mercante no litoral brasileiro durante a segunda guerra mundial foi o U-513, que atuava no litoral sul do nosso país. Dele, se fez um documentário, que foi exibido pela RBS/TV de Santa Catarina.

Vista do porto de Blumenau em 11 de novembro de 1937. Foto: Arquivo Histórico de Blumenau

A presença dos submarinos na costa do Brasil foi uma dura realidade, mas criou lendas e mitos. Em Blumenau circulavam notícias à boca pequena, dando conta de que muitos espiões iam e vinham nestes submarinos, preparando o campo para a futura base alemã em que seria transformado o Vale do Itajaí, se Hitler ganhasse a guerra.

A batalha do Atlântico

Naquela manhã do dia 19 de julho de 1943 as correntes marítimas que vinham do pólo sul tornavam gélida a superfície do Oceano Atlântico, nas imediações da costa de Santa Catarina.

O vento forte que cortava os ares não foi empecilho para que a um avião Mariner, anfíbio da marinha norte americana, realizasse intensas operações de patrulhamento, buscando localizar submarinos inimigos. Três dias antes, um navio da marinha mercante americana, o “Richard Caswell”, de 7.177 toneladas, transportando tungstênio e magnésio de Buenos Aires para Nova York havia sido torpedeado e afundado pelo submarino alemão U-513, no mar territorial brasileiro, a poucas milhas da costa catarinense, entre Florianópolis e São Francisco do Sul.

A Europa havia se transformado em um sangrento teatro de operações de guerra.

De um lado, americanos, ingleses e russos, procurando o apoio de aliados, entre os quais o cobiçado Brasil. Do outro lado, as “forças do Eixo”, formadas pela Alemanha, Itália e Japão.

O Brasil custou a decidir-se: apoiar quem?

Getúlio Vargas (foto) exercia nosso governo de forma ditatorial. Por isso, e até sugestionado por membros influentes do seu governo, como Filinto Muller, manifestava velada simpatia por Hitler, que também usava e abusava de plenos poderes na Alemanha.

Getúlio Dornelles Vargas (1892 – 1954). Advogado, militar e político brasileiro nascido no Rio Grande do Sul, líder da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha do “Café com Leite” e instaurou o Estado Novo em 1934. Foto: © Getty Images

Mas a pressão americana pela conquista do Brasil como aliado foi mais forte. Quando os americanos resolveram financiar a construção de uma siderúrgica no Brasil, antigo sonho de Vargas, não houve mais dúvidas. Ele cedeu território para a instalação de bases americanas no norte do país, cortou relações diplomáticas com a Alemanha e acabou declarando guerra aos países do Eixo.

Em represália, dezenas de navios mercantes, brasileiros e de outras nacionalidades, foram afundados em nossa costa, torpedeados por submarinos alemães.

E assim o Brasil foi envolvido na “Batalha do Atlântico”, muito antes de mandar seus pracinhas da FEB para os campos de batalha italianos.

Submarinos alemães x aviões mariner aliados

Preocupado com a rota que os navios mercantes faziam na costa da América do Sul, transportando mantimentos e produtos para fabricação de armas bélicas. Hitler chamou seu homem de confiança, Almirante Karl Dönitz, e lhe deu a incumbência de atacar, com submarinos, as embarcações consideradas inimigas na costa brasileira. Ressalvou, porém, que nenhum ataque seria feito nas costas da Argentina e Chile, países considerados neutros e, por isso, amigos.

Almirante Karl Dönitz (1891 – 1980) foi oficial da Marinha Alemã e chefe supremo da Marinha de Guerra Alemã na Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945). Em seu testamento, Adolf Hitler nomeou-o seu sucessor e chefe supremo da Wehrmacht e durante 23 dias foi o presidente da Alemanha. O grande mérito de Dönitz foi salvaguardar de jure o Reich.

Muitos submarinos, conhecidos como U-Boats, foram então deslocados para o Atlântico. Não só alemães, mas também italianos. As costas do Brasil passaram a ser invadidas por missões nazistas dos U-Boats 128, 161, 164, 199, 507, 513, 590, 591, 598, 662 e também pelo italiano Arquimedes.

Dois deles, em especial, incumbiram-se de aterrorizar os mares do sul do Brasil: o U-199 e o U-513, este último presença constante na costa catarinense.

A missão dos alemães era extremante fácil de ser realizada. A imensidão da nossa costa dava tranquilidade aos submarinos, que emergiam em locais estratégicos para se abastecer de água potável. Conta-se que o U-513 tinha um destes pontos de abastecimento na Ilha de Santa Catarina, na Praia de Armação, onde havia sido instalada, em 1939, uma estranha “fábrica” de óleo de baleia por um cidadão estrangeiro mais estranho ainda.

Já o abastecimento de combustível dos anfíbios era feito por submarinos apoiadores, que ficavam em alerta entre as costas brasileira e europeia.

Não demorou para que os americanos do norte viessem nos auxiliar no patrulhamento do Atlântico, o que foi feito pela marinha de guerra americana e por aviões.

Um submarino na costa catarinense

O submarino U-513 era comandado por Friedrich Guggenberger, nascido em Munique, que assumira o comando da embarcação em maio de 1943. Guggenberger tinha apenas 29 anos e sua tripulação, de 53 membros, era bem mais jovem.

A missão do U-513 foi afundar e torpedear, causando terror no Atlântico Sul. No dia 21 de junho de 1943 ele torpedeou o navio Veneza, de nacionalidade sueca. Quatro dias depois atacou o Eagle, dos Estados Unidos, que não afundou mas ficou bastante avariado.

Prosseguindo na sua missão, o U-513 afundou, no dia 1º de julho de 1943, o navio mercante brasileiro “Tutoia”, de 1.125 toneladas, pertencente à Cia. de Navegação Lloyde Brasileiro. O ataque aconteceu a apenas 6 milhas da costa, na Ponta da Jureia, Iguape, litoral paulista. O Tutoia fazia a rota entre Paranaguá e Santos e transportava café, madeira, batatas, carne salgada e outros mantimentos. Dos 37 membros da tripulação, 7 morreram, entre eles o comandante Acácio de Araújo Faria. Os outros abandonaram o barco antes que afundasse, em duas baleeiras e uma balsa.

No dia 3 de julho de 1943 o U-513 colheu mais um triunfo. Afundou o navio americano Elihu Washburne, de 7.176 toneladas. Depois foi a vez do Incomat, de nacionalidade inglesa e, finalmente, no dia 16 de julho, afundou na costa catarinense o Richard Caswell, navio de bandeira norte americana, de 7.177 toneladas.

Enquanto estas missões nazistas eram bem sucedidas no Atlântico Sul, porque os submarinos atacavam de surpresa e desapareciam rapidamente nas águas do mar, aconteceu um fato que iria mudar o rumo da história.

A situação se reverte

Os aliados possuíam um sistema para detectar a presença de submarinos submersos. Era o ASDIC – Allied Submarine Detection and Investigation Committee, ou Sonar, que captava a presença de um submersível através da frequência de áudio.O “bip” que o caracterizava era o terror dos submarinos. Esta técnica, porém, era inútil contra os submarinos que disparassem torpedos da superfície. Por isto, seus comandantes receberam instruções para efetuar a imersão e atacar à tona d’água.

Em maio de 1943 o cientista britânico John Sayen anunciou a descoberta de um novo sistema de radar, o “radar centimétrico”, munido de ondas curtas e com tamanho compacto suficiente para ser instalado em aviões. Com ele, os aviadores podiam agora localizar o alvo, como no caso dos submarinos alemães, desde que “estivessem na superfície”. Agora, não havia escolha: submerso, o submarino era descoberto pelo sonar dos navios aliados. Na superfície, era o radar centimétrico dos aviões que o denunciava.

Localizado o submarino inimigo, e se este submergisse, o ataque era feito pelos aviões com cargas de profundidade, utilizando-se bombas em forma de latas de tinta, que explodiam com a pressão da água.

Era o começo do fim dos submarinos alemães no Atlântico Sul.

O afundamento dos submarinos alemães

Em 17 de maio de 1943 foi afundado o U-128, a 32 milhas da costa de Alagoas, por aviões Mariner americanos e pelos destróieres ingleses Moffet e Jovett.

O temido U-199 foi atacado e afundado em 31 de julho de 1943 ao largo da Praia de Maricás – Rio de Janeiro, por um avião PBY Catalina A28 Hudson e por um avião 74P-7 Mariner. O U-590 recebeu carga mortal em 09 de julho de 1943, quando foi atacado por um avião Catalina PBY-3 – Esquadrão PV94, ao largo do litoral do Amapá. Em alto mar.

Em 21 de julho de 1943 foi afundado o U-662, atacado por um avião Catalina VP 94, ao largo do litoral do Amapá. O U-598 não resistiu ao ataque de um avião UB-107 B12 e de 2 Mariners, 107-B6 e 107-B8, a 60 milhas do Cabo de São Roque, litoral do Rio Grande do Norte, em 23 de julho de 1943.

Em 30 de julho de 1943 foi a vez do submarino U-591 ser afundado por um avião Ventura do Esquadrão VP-127, a 33 milhas de Recife. Em pouco tempo, todos haviam sido eliminados.

Mas quais teriam sido realmente destruídos?

Um dos mais conhecidos artifícios dos capitães de submarinos era lançar destroços e óleo pelos tubos de torpedos, de modo a enganar os navios de patrulhamento, simulando assim seu afundamento.

De alguns têm-se o registro de fotos e depoimentos de tripulantes que sobreviveram. Outros, podem ter mudado de rumo e abandonado o local, mesmo seriamente avariados. Porque nunca se localizou destroços de nenhum submarino afundado em nossa costa.

E o U-513?

O U-Boat 513 é destruído

Ele teve seu trágico fim no dia 19 de julho de 1943. Como vimos, 3 dias antes o U-513 havia afundado o navio Richard Caswell na costa catarinense.

Segundo alguns historiadores, o Comandante Guggenberger cometeu um erro naquele dia, ao conversar longamente pelo sistema de comunicações com o Comando de Submarinos na Alemanha, mais precisamente com Karl Dönitz. Ele pediu o envio de mais unidades para reforçar o trabalho na área e esta transmissão foi interceptada e a posição do U-513 foi determinada no litoral catarinense: 90 milhas da costa, ao norte da Ilha de Santa Catarina e próximo a São Francisco do Sul.

Naquela manhã um avião Mariner realizava patrulha pela área em que o navio Richard Caswell havia sido torpedeado, nas proximidades de Florianópolis.

Durante o voo foi feito um contato pelo radar e identificado, pelo binóculo, um submarino. Era o U-513! O avião atacou e o U-513 respondeu com fogo antiaéreo, disparado do canhão localizado no seu convés.O avião lançou 6 bombas. As explosões ergueram o submarino sobre a água, fazendo-o afundar de proa em menos de um minuto.

Na superfície ficaram destroços, uma grande mancha de óleo e 20 sobreviventes debatendo-se no mar. Apenas 7 foram resgatados, entre eles o Comandante Guggenberger, que depois foi levado para os Estados Unidos para ser inquirido. 46 tripulantes morreram.

Foi o fim do U-513, o submarino que infernizou a vida das embarcações nas costas do Brasil e de Santa Catarina durante a segunda guerra mundial.

Comandante Guggenberger e seu trágico fim de vida

Com o afundamento do seu submarino, a carreira do comandante Friedrich Guggenberger não terminou. Pelo contrário, durou ainda muito tempo.

Friedrich Guggenberger (1915 – 1988). Comandante de U-Boot que serviu na Kriegsmarine durante a Segunda Guerra Mundial em outubro de 1941. Foto: Schwarz/Bundesarchiv

Depois de ficar à deriva no mar, foi recolhido pelo navio norte americano US Barnegate. Ferido gravemente, foi levado aos Estados Unidos e durante vários meses permaneceu em um hospital, sendo transferido depois para o campo de “Papago Park”, perto de Phoenix, no Arizona. Em 23 de dezembro de 1944, ele e mais 24 tripulantes de U-Boats, incluindo Hans Werner Kraus, do U-199, escaparam. Guggenberger foi recapturado em janeiro de 1945, quando já estava próximo à fronteira mexicana. Certamente pensava em abrigar-se no Paraguai ou Argentina, onde os nazistas encontravam guarida segura.

Foi libertado pelos Estados Unidos em agosto de 1946.Tornou-se arquiteto e regressou à Marinha Alemã em 1956.Depois, graduou-se no Colégio Naval de Guerra de Newport, nos Estados Unidos. Durante quatro anos foi contra-almirante da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), até que aposentou-se, em 1972.

Em maio de 1988 Friedrich Guggenberger entrou em uma floresta, perto de sua casa na aldeia de Erlenbach am Main, na fronteira noroeste da Baviera. Era um passeio, mas o ex nazista sumiu. Estava com 75 anos. Seu corpo só foi encontrado dois anos depois.

Até hoje, a morte de Guggenberger continua envolta em mistério. Mistério que cerca, também, a história dos submarinos alemães que navegavam pelas águas do Atlântico sul.

Depoimento pessoal de quem navegou nestas águas durante a guerra

Vitoriano Cândido da Silva, hoje nos seus bem vividos 96 (2009) anos, sentiu na própria pele as emoções de navegar pelas águas do Atlântico, a bordo de um navio mercante brasileiro, enfrentando os perigos de ser torpedeado por um submarino alemão.

Tesoura Junior
Vitoriano Cândido da Silva (1917 – 2014), mais conhecido em Blumenau por Tesoura Junior. Ex-radialista, foi um dos ícones do esporte entre as décadas de 1940 e 1980, na Rádio Clube de Blumenau natural de Caiapônia (GO). Ele faleceu em 2014 aos 97 anos. Foto: ClicRBS

Mais conhecido em Blumenau como Tesoura Júnior, pseudônimo que o imortalizou na crônica esportiva do rádio blumenauense, Tesoura, lúcido e com a mesma voz firme que muitos conheceram no rádio, descreveu para mim aqueles momentos de suspense vividos durante a segunda guerra mundial.

Vitoriano morava naquela época na cidade catarinense de São Francisco do Sul. Depois viria residir em Blumenau, onde se encontra até hoje. Um amigo seu, membro da tripulação do navio mercante “Comandante Pessoa”, adoeceu. O ano era 1943.

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Perto de completar 30 anos de idade, disposto a vivenciar aventuras e conhecer um pouco do mundo, ele assumiu o lugar do amigo na tripulação. Partindo de São Francisco, o “Comandante Pessoa” tinha escala em Santos e destino final na África do Sul, onde entregaria sua carga. Vitoriano lembra que o navio seguiu em comboio, escoltado por belonaves de guerra.

Nas águas territoriais do Brasil a escolta foi feita por um navio brasileiro. Quando o comboio entrou em águas internacionais, a missão de protegê-lo foi assumida por navios de guerra ingleses e norte americanos. Para ocultar-se dos prováveis ataques dos submarinos alemães, à noite não era permitido acender luzes nos navios. Vitoriano conta que apenas era permitida uma pequena iluminação, para enxergar a bússola.

Enquanto isto, os navios argentinos, considerados amigos pelos nazistas, navegavam tranquilamente, com todas as luzes acesas.

Felizmente a viagem do “Comandante Pessoa” e dos demais integrantes do comboio, transcorreu sem maiores incidentes. Mas a recordação traz à lembrança de Tesoura o suspense que cada tripulante vivia, dia após dia, hora após hora.

Na África do Sul o navio aportou em Durban e Cape Town, descarregando sua carga.

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O retorno não foi tão tenso, porque a caça aos navios, pelos alemães era centrada nos que navegavam em direção à África e à Europa, pois estariam transportando equipamentos e alimentos para os aliados enfrentarem as forças do Eixo na guerra.

Ouvir um depoimento como este, de quem vivenciou esta história, e repassá-la aos leitores, é tarefa deveras gratificante.

Depois da nossa conversa fiz algumas pesquisas, inclusive na internet, sobre o navio Comandante Pessoa e fiquei sabendo que a intrépida embarcação teve um fim melancólico.

Construído nos anos 10, o navio foi lançado ao mar em 1919 nos Estados Unidos com o nome de Cliffwood. Depois, mudou de dono e de nome; foi rebatizado Mormacsea. Em 1939 foi adquirido pelo governo brasileiro, que o vendeu, em 1940, à companhia de navegação Lloyde Brasileiro, quando passou a ser o “Comandante Pessoa”.. Não obstante ter enfrentado tantos perigos nos conturbados anos da segunda guerra mundial, acabou afundando em 1954.

No dia 4 de maio de 1954, o vapor vinha de Areia Branca, Rio Grande do Norte, com um carregamento de sal para Recife.

Nessa viagem, chocou-se com um arrecife ao largo do Cabo de São Roque, encalhando. Sua tripulação foi resgatada por outros navios e na operação de rebocá-lo, acabou afundando.

Em busca do submarino U-513

A respeito do nosso artigo “Submarinos Alemães – Mitos, Lendas e a Realidade”, postado neste blog em 08/11/2009 , um internauta, que não se identificou, comentou que gostaria de saber em que ponto do litoral catarinense foi bombardeado e afundado o submarino alemão U-513, em 19 de julho de 1943, em plena segunda guerra mundial. Em nossas pesquisas, chegamos à informação de que o navegador Vilfredo Schürmann já iniciou as operações que visam localizar em alto mar o submarino que atacava os navios mercantes dos países aliados na costa de Santa Catarina.

No dia 26 de junho deste ano, o veleiro “Aysso”, da Família Schürmann, deixou o Iate Clube Veleiros da Ilha, em Florianópolis, para dar início às operações.

Segundo o navegador, o local do afundamento está situado a cento e quarenta milhas no través da Ilha do Arvoredo.

O arquipélago do Arvoredo, ao qual pertence a ilha que lhe dá nome e mais as ilhas Deserta, Galés e Calhau de São Pedro, situa-se ao norte da Ilha de Santa Catarina. Fica a uma distância de 11 quilômetros do litoral.

No site “Naufrágios do Brasil”, a informação da localização do submarino na hora do afundamento é a seguinte: “Localização: ao largo de Florianópolis. Latitude: 27º 17’ S. Longitude: 47º 32’ W.”

A equipe de Vilfredo já está a postos para produzir um filme-documentário sobre as buscas. Dela, fazem parte arqueólogos de renomado saber.

A direção do filme é de David Schürmann. Wilhelm Schürmann está encarregado das operações de um sonar de varredura lateral, adquirido nos Estados Unidos, que mapeia com precisão uma faixa de até 600 metros de largura no fundo do mar.

Para levar às telas toda a grandeza desta exploração submarina, Vilfredo adquiriu os direitos de filmagem de 2 livros do historiador Telmo Fortes, ambos versando sobre o Submarino U-513: “A Última Viagem do Lobo Cinzento” e “O Tesouro Hebreu”.


Fonte: Blog Adalberto Day

Autor: Carlos Braga Mueller

Publicado originalmente em 3 de novembro de 2009


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