Soldados britânicos: “Nós não lutamos por isso!”

Nos ajude a espalhar a palavra:

Em 2009, uma pesquisa entre vários veteranos do exército britânico, que lutaram na Segunda Guerra Mundial, revela que eles nunca iriam combater novamente o inimigo fabricado pela propaganda de guerra. Ao contrário, muitos reconhecem que os alemães nunca quiseram a guerra com os ingleses.

A verdade tarda, mas não falha! Pena que para muitos ela venha muito tarde…

Durante a Segunda Guerra Mundial, os britânicos acreditaram de fato que nós alemães éramos monstros sedentos por guerra, imbuídos do objetivo de conquistar a Grã-Bretanha e escravizar sua população. Isso fazia parte da propaganda sob Winston Churchill, que omitiu convenientemente aos britânicos a total ausência de interesse dos alemães em conquistar a Inglaterra, mas ao contrário, eles procuraram inúmeras vezes selar a paz na Europa, mesmo quando sua Alemanha se via como vencedora certa do conflito. Isso aconteceu numa época onde o número de mortos situava-se abaixo de um quarto de milhão e a guerra poderia ser terminada. A esta altura, a Alemanha nem tinha iniciado sua represálias ao bombardeamento britânico contra a população civil alemã. Mas para Churchill não se tratava de evitar uma provável conquista, mas sim em manter um sistema político que Adolf Hitler rotulou como “judaizado”.

SAIBA MAIS

A que nível os soldados britânicos foram enganados e para qual sistema eles lutaram, só agora lhes vem à consciência. Sarah Robinson é um destes soldados. Diante da pergunta se ela e seus camaradas agiriam da mesma forma, o jornal britânico Daily Mirror recebeu um desagradável – não – durante uma entrevista. [1] Os soldados daquela época menosprezam a Grã-Bretanha atual; ao invés de receber a desejada liberdade, eles receberam um Estado Vigilante totalitário e multicultural pelo qual eles nunca teriam lutado. A esta conclusão chegou o autor Nicholas Pringle [2] que entrevistou nos últimos três anos [2006-2009] cerca de 150 veteranos soldados britânicos.

2013: Agitações eclodiram no rastro de uma manifestação para reivindicar “justiça” pela morte, de Mark Duggan, durante uma operação das forças de ordem contra a criminalidade no âmbito da comunidade negra da capital inglesa. Os distritos mais afetados – Tottenham, Brixton e Hackney – regiões multiétnicas que têm altas taxas de desemprego. Vários carros foram incendiados antes da chegada da polícia, que ainda investiga os ataques. Dezenas de policias foram feridos e centenas de pessoas presas. Foto: Peter Macdiarmid/Getty Images.

A resposta esclarecedora dos questionados: seus camaradas tombados iriam se revirar no túmulo caso vissem o que fizeram com sua pátria. Eles se sentem ludibriados, enganados, traídos e vendidos. Muitos deles não arriscam mais ir às ruas, por receio em ser roubados pelas gangues de saqueadores estrangeiros, motivo pelo qual a imigração em massa encontra total rejeição entre os antigos soldados:

“Nós, idosos, nos arranjamos precariamente com nossa aposentadoria e não sabemos como será nosso fim. Nossa época deve retornar, nós teríamos que lutar novamente? Temos que fazer essa pergunta?”

“Nossa cultura desaparece cada vez mais rapidamente e nós nem podemos reclamar.”

Os veteranos da guerra mundial rejeitam principalmente os políticos que armaram essa tragédia: “Mentirosos” e “fraudulentos” são as palavras mais simpáticas.

Soldados da Força Expedicionária Britânica deixam o Reino Unido rumo à França a bordo de um navio de tropa para ajudar a Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial.

A viúva de um soldado reconheceu que seu marido era da opinião que sua permanência no exército foi pura perda de tempo:

“Eu o perdi há 18 anos e quando eu olho os arredores de Birmingham, ninguém iria chegar à ideia de estar na Inglaterra. Ele iria odiar tudo isso (…) eu não posso me alegrar frente ao que se tornou este país. Eu não vou a lugar algum após ter escurecido. Eu nem abro mais as portas.”

Um outro soldado escreveu: “Este não é o país pelo qual eu lutei. Politicamente correto, disciplina deficiente, obsessão por indenizações, emigração ilimitada – as ‘boas pessoas’ têm muito a ser responsabilizadas.”


Fonte: nonkonformist.net [indisponível na web]

Tradução: Inacreditável, mesma data

Publicado originalmente em 24 de novembro de 2009


Notas:

[1] Nota adicionada: RENNELL, Tony. ‘This isn’t the Britain we fought for,’ say the ‘unknown warriors’ of WWII. [“Esta não é a Grã-Bretanha pela qual lutamos”, dizem os “guerreiros desconhecidos” da segunda guerra mundial]. Daily Mail, News, 21 nov. 2009. Disponível em: https://www.dailymail.co.uk/news/article-1229643/This-isnt-Britain-fought-say-unknown-warriors-WWII.html

[2] Nota adicionada: Nicholas Pringle é um autor britânico nascido em Newcastle Upon Tyne. Ele é autor dos livros Silly Billy (2005), The Unknown Warriors (2009) e World War One ‑ Frontline News (2013). O livro “The Unknown Warriors” [Os Soldados Desconhecidos], lançado na época desta pesquisa citada no artigo, é uma coleção de cartas de veteranos britânicos da Segunda Guerra Mundial que serviram em todo o mundo em batalhas desde o gelado Oceano Ártico até as selvas da Birmânia. No livro, eles registram memórias da guerra e também seus pensamentos sobre o que pensam de seu país hoje.


CONFIRA NA LIVRARIA SENTINELA

Sentinela Mídia Independente
siga em
Nos ajude a espalhar a palavra:
Gostou do artigo? Você pode contribuir para o site com uma doação:

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.