Sem emprego, jovens são os que mais devem sofrer com segunda recessão

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Segunda recessão em um período de 5 anos afeta principalmente os trabalhadores mais jovens, que já apresentam taxas altas de desemprego no Brasil

A população jovem foi a que registrou o maior recuo de renda entre 2015 e 2019, período que marcou a primeira recessão econômica brasileira desde 2015. Com a crise do coronavírus, serão os jovens, novamente, que terão a maior queda de renda, com retração de até 34,2 % de acordo com o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social).

De acordo a pesquisa da FGV e publicada no jornal O Estado de S. Paulo, as pessoas entre 15 e 19 anos foram as que tiveram a maior queda em suas rendas entre 2015 e 2019 com o percentual de 24%. Pessoas com 20 e 24 anos perderam 11% de seus rendimentos no período. Na segunda recessão em cinco anos, esses percentuais passaram para 34,2% e 26% respectivamente.

A explicação para esta queda na renda, segundo a FGV Social, se daria pelo aumento do desemprego no Brasil devido ao fator de que somente no segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego no país mais do que dobrou entre a população de 18 a 24 anos, passando de 13,3% no ano passado para 29,7%. Porém, podemos nos aprofundar ainda mais nessa questão do jovem e o mercado de trabalho com relação as novas tendências do mundo após a “explosão de coronavírus:

Até então, nosso dinamismo global econômico tende exigir que, em vez de focar na estruturação familiar, o jovem em idade fértil e saudável faça sua emancipação cada vez mais cedo para o mercado de trabalho. Aos 17 ou 18, espera-se que o jovem tenda definido uma carreira acadêmica profissional que levará de quatro a seis anos sem incluir a especialização que em media leva em torno de dois anos. Ao mesmo tempo, é esperado que esse jovem sustente a si mesmo. Vejamos a comparação entre o salário mínimo e as médias de alugueis de imóveis no Brasil e se terá um descalabro.

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Tendo que buscar o subemprego ou fugir de sua área de encaminhamento, com um mercado que caracteristicamente exige cada vez mais mão-de-obra especializada, com salários cada vez menores e menos vagas tanto para os mesmos especializados quanto para os que não, o jovem não tem qualquer alternativa se não o desemprego e, nos melhores casos, a informalidade ou  o subemprego com salário subdesenvolvido. A estagnação de qualquer plano de desenvolvimento econômico nacional e a falta de qualquer incentivo ou projeto de inserção desse jovem no mercado dificulta a possibilidade de ascensão econômica em uma sociedade de castas especulativas cada vez mais afunilada, onde a própria classe média aplaude sua supressão em detrimento dos super-ricos e dos monopolistas.

Antes de 2015, a diferença da taxa de desemprego entre a população brasileira em geral e os jovens era de 8,3%. Essa diferença aumentou para 14,2% em 2017, com a crise política e econômica que o país atravessava com o afastamento e o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Com o coronavírus, a diferença saltou para 16,4% neste ano.

Dados da consultoria Tendências apontam que o Brasil teve ter um crescimento fraco de seu Produto Interno Bruto (PIB) na próxima década, com média de crescimento de 2,4% ao ano até 2029. Essa estimativa não é tão promissora no que diz respeito às estratégias para diminuir o desemprego entre a população mais jovem. O desemprego que atualmente está em 13,8% deve cair para 10,3%. É uma taxa ainda bastante alta.


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