Protestos progressistas explodem na Polônia

Nos ajude a espalhar a palavra:

A Polônia registrou protestos contra o governo pelo 11º dia seguido, desencadeados após o endurecimento da lei de aborto do país contrariando as diretrizes da União Europeia. Pessoas em muitas cidades desafiaram a restrição a reuniões públicas para mais de cinco pessoas. Medida realizada com referência à segunda onda de coronavírus. Marchas, foram organizadas neste domingo (1°) nas cidades de Szczecin, Wroclaw, Cracóvia, Lodz, mas não na capital polonesa, Varsóvia, onde cerca de 100 mil protestaram na sexta-feira (30).

Alguns manifestantes carregavam crisântemos e velas memoriais em referência ao Dia de Todos os Santos, feriado nacional. Os poloneses não conseguiram visitar túmulos dos entes queridos pois o governo decidiu fechar todas os cemitérios devido à rápida propagação do novo coronavírus.

Na quarta-feira (28) Kaczynski, principal artífice conservador do governo do país que provocou uma ruptura entre a UE e a Polônia, pediu em um discurso nas redes sociais “que defendam as igrejas”. Os protestos instigados pela formação midiática da opinião pública e inflamados pelas medidas sanitárias contra o coronavírus veem num momento em que a coalizão que ocupa o poder também mostra rachaduras entre a ala mais conservadora radical e outra mais moderadas. De setembro até agora, o partido Lei e Justiça (PiS) teve a pior queda em intenção de voto em seis anos, de acordo com uma pesquisa da empresa Kantar.

Progressistas tomam forças na mídia internacional e nas ruas da Polônia por medidas pró-União Europeia, na contramão do governo polonês enquanto representas de classes do campo protestam contra medida ambiental

Milhares de pessoas protestaram diariamente contra o governo conservador e o partido governista Lei e Justiça (PiS) desde que o tribunal constitucional do país decidiu, em 22 de outubro, anular uma disposição de Lei de aborto da Polônia que permitia aborto de fetos com defeitos congênitos.

VISITE NOSSA LIVRARIA

As reinvindicações, segundo os órgãos midiáticos, é que os manifestantes gritam pela renúncia do governo, que está no poder desde 2015. Antes, os movimentos do governo por poder no sistema judicial, uma nova lei de direitos dos animais e posicionamentos contrários às medidas pró-LGBT por parte de autoridades polonesas já haviam provocado protestos antes da decisão sobre aborto. E mais protestos, liderados por ativistas intitulados dos direitos das mulheres, estão planejados para a próxima semana.

 

No caso da nova lei ambiental que proíbe a criação de animais para obtenção de peles, trata-se de que a Polônia é o terceiro produtor mundial de peles de animal (principalmente de visão e raposas) e o segundo da UE, atrás da Dinamarca. Isso fez com que uma parte do eleitorado fiel ao PiS como os fazendeiros e as pessoas do campo também se sente traído por Kaczynski [vice-primeiro-ministro e líder do partido do Governo].

Na sexta-feira o presidente da República, Andrzej Duda, anunciou que apresentará um projeto de emenda à lei do aborto para voltar a legalizar a interrupção da gravidez por problemas de formação do feto, mas somente nos casos em que a morte do bebê é inevitável.

Manifestações chegam a violência contra as igrejas

A palavra de ordem não é tão pacífica quanto tenta “pintar” a mídia internacional. Abertamente, os manifestações, pela primeira vez na história da Polônia, questionam em grande número nas ruas movidas pela atenção midiática e de grupos internacionais atuantes dentre o progressismo política de esquerda, o feminismo e o lobby LGBT, o papel da Igreja a ponto de invadir uma missa de domingo (30) para esbravejar contra a influência política cristã.

 

Os rostos que promovem protestos e tem atenção midiática

Segundo informa o El País, com a nova medida, 97% dos abortos que serão realizados na Polônia serão afetados. Mas esta redação não encontrou os números desses casos de abortos em toda Polônia até agora.

“Isso é mais um ataque aos direitos das mulheres que não iremos permitir”, disse na sexta-feira (30) a militante Marta Lempart, o rosto mais visível da organização feminista Strajk Kobiet (Greve Nacional das Mulheres), que lidera os protestos,  da qual é uma das representantes; “Mas isso agora vai além da rejeição à sentença do aborto. As pessoas estão muito irritadas. Perdemos o Estado de Direito, não há independência judicial, o coletivo LGTBI é atacado, vimos que brincam com nossa saúde na pandemia. As pessoas odeiam cada vez mais Kaczynski. Veremos isso nesta tarde nas ruas”, disse a ativista, de 41 anos.

 

Já a escritora feminista Agnieszka Graff diz que “Não havíamos presenciados um movimento de jovens tão forte desde a queda do comunismo. Vivemos em uma democracia liberal em que prima o individualismo, e os jovens sentem que o veto ao aborto é um ataque a sua liberdade pessoal. Mas a revelação dos casos de pedofilia dentro da Igreja e a falta de investigação desses abusos enraiveceu parte da sociedade”

Mas a verdade é que pouca gente questiona ou ataca os sacerdotes em um país que sente que deve muito à Igreja Católica por seu importante papel na desintegração do regime comunista. Figuras como o papa polonês João Paulo II são veneradas no país.

A pandemia de corona e de União Europeia se abate sobre a Polônia

Se pouco tempo atrás na primavera o país eslavo foi um exemplo de contenção, o relaxamento das medidas no verão e a falta de previsão causaram um autêntico desastre de gestão sanitária. No sábado a Polônia, com 38 milhões de habitantes, voltou a bater um novo recorde de contágios (21.897). A sexta economia da UE também foi atingida pelo coronavírus e a ameaça da primeira recessão do país desde a queda do comunismo em 1989 é mais tangível (de 4,6% de acordo com o FMI). Ao meio-dia de sexta-feira, 400 motoristas de ônibus bloquearam o tráfego do centro de Varsóvia em protesto pela falta de ajudas a um setor muito castigado pela covid-19, como é o turismo.

A Polônia com seu governo, apesar das mais polêmicas medidas como contra o lobby LGBT, o lobby sionista pró-holocausto e a abertura de fronteiras, tem, em sua política externa exercido forte influência pró-UE com relação a Rússia e isso agora parece custar caro para o PiS, partido governista. A mesma coisa acontece com a Ucrânia, onde não se vê medidas exatamente nacionalistas em suas formas de governo, nada mudou, apenas os posicionamentos pró a hegemonia da UE/USA para com a Eurásia. O preço e que se paga e o troco que se recebe é isso; essas hegemonias trazem os próprios problemas padronizados, lançam contra as bases nacionais dos próprios países e oferecem, eles mesmos, as próprias soluções.


VISITE NOSSA LIVRARIA

Sentinela Mídia Independente
siga em
Nos ajude a espalhar a palavra:
Gostou do artigo? Você pode contribuir para o site com uma doação:

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.