Polônia volta à mira da UE por autorizar “zonas livres de ideologia LGTBI”

Nos ajude a espalhar a palavra:

Quase uma centena de municípios rejeita a pauta globalista LGBTQI+, e a chefe do bloco europeu ameaça o governo em Varsóvia que não permitirá mais violações das resoluções impostas pela UE (União Europeia), alegando “violação ao Estado de direito”.

Quase uma centena de cidades e municípios poloneses se declararam no último ano “zonas livres de ideologia LGTBQI+”. Ou seja, áreas onde a população local rejeita o reiterado lobismo global LGTBQI+ em nome da defesa da família tradicional. Embora esta declaração não tenha nenhuma validade legal, mas seja uma vontade popular e que conta com o apoio do próprio Governo, liderado à sombra pelo ultraconservador católico Jaroslaw Kaczynski, isso parece não importar para os burocratas da União Europeia. Na quarta-feira (16), a presidenta da Comissão Europeia (Poder Executivo da União Europeia) voltou a tomar partido no assunto e advertiu à Polônia de que “não tolerará mais violações ao Estado de direito”. Mas a pergunta que fica no ar é… Estado de direito de quem? Da União Europeia? E o povo nativo cujos poderes nacionais poloneses deveriam representar suas vontades legítimas conjuntas e positivas? Quais são os “massacres” contra pessoas homossexuais (ou seja lá qual a denominação sexual não convencional) estão ocorrendo por parte dos cidadãos poloneses?

A primeira medida comunitária contra esta iniciativa foi adotada em julho passado, quando a UE recusou-se abertamente a conceder uma ajuda econômica a seis municípios poloneses que se declararam “zonas livres de LGTBQI+”. Estas localidades pretendiam obter uma verba de até 25.000 euros (cerca de 160,94.000 reais pelo câmbio atual) para acolher um projeto destinado a estimular o debate e a participação cívica dentro da UE, conhecido como Europe for Citizens Project. Já naquele momento, Ursula Von der Leyen, política alemã atual presidente da Comissão Europeia desde 2019, respaldou a represália: “Nossos tratados garantem que todas as pessoas na Europa sejam livres de ser quem são, de viver onde quiserem e de amar quem quiserem”.

LEIA MAIS

Jakub Urbanik, professor de Direito da Universidade de Varsóvia, fervoroso ativista pró-UE e membro do coletivo LGTBQI+ polonês, espera que as ações da UE surtam algum efeito em Varsóvia. “Não podem deixar o monstro crescer mais. Aconteceu na Hungria, onde [o presidente Viktor] Orban minou a democracia e o Estado de direito. A UE não pode deixar que o mesmo aconteça na Polônia”.

A maioria dos municípios que se declaram zonas livres da pauta global LGBTQI+ ficam no sudeste do país, parte que designa maior apoio de votos ao Partido Lei e Justiça (PiS), uma zona mais rural e conservadora, mais eslava e onde a Igreja Católica tem muito poder. “Não me ocorreria ir até lá com a minha máscara da bandeira do arco-íris. A mensagem de ódio contra o diferente se infiltrou na sociedade polonesa, e há bairros em Varsóvia onde você cada vez se sente mais incômodo”, conta Urbanik por telefone ao El País.

LEIA MAIS

O Parlamento Europeu também pediu às autoridades polonesas que condenem esta iniciativa. “As zonas livres de LGTBQI+ são zonas livres de humanidade e não têm cabimento na UE”, criticou Ursula von der Leyen no discurso do Estado da União que proferiu na quinta (17). Mas, como já é de costume, o Executivo polonês se fez de surdo às advertências de Bruxelas. O novo inimigo a combater para os ultracatólicos do PiS é a pauta global LGBTQI+, uma mensagem que repetiram à exaustão nas eleições europeias e presidenciais do ano passado, quando o presidente Andrzej Duda revalidou sua vitória nas urnas, embora com resultados muito apertados, o que demonstra a divisão e polarização da sociedade polonesa, porém, ainda sim, para desanimo dos glogalista, representa a vontade nacional.


COMPRE NA LIVRARIA SENTINELA

Sentinela Mídia Independente
siga em
Nos ajude a espalhar a palavra:
Gostou do artigo? Você pode contribuir para o site com uma doação:

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.