Pandemia: Militares israelenses avançam em Gaza e Palestina impedindo combate ao Covid

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O Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, falou no dia 26 de abril, um domingo, de forma confiante em anexar partes da Cisjordânia ocupada no próximo verão com o apoio dos Estados Unidos.

Segundo informe da Agência Lusa, numa mensagem gravada dirigida a apoiantes cristãos evangélicos de Israel, Netanyahu disse que o plano do Presidente dos EUA, Donald Trump, para o Oriente Médio é que exista a anexação de colonatos israelenses, bem como o estratégico vale do Jordão, que passará para o controle do Estado imposto de Israel.

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“Daqui a alguns meses estou confiante de que essa promessa será honrada, que podemos celebrar outro momento histórico”, disse Benjamin Netanyahu

A anexação dos colonatos israelenses e do Vale do Jordão foi proposta no plano de paz apresentado pelo Presidente dos Estados Unidos em concertação com o primeiro-ministro de Israel e rejeitado pelos palestinianos.

Mas os Estados Unidos, tradicionais fortes aliados da política externa de Israel, tem reforçadas as relações diplomáticas através do lobismo judeu-sionista nos EUA para apoio nas eleições  estadunidenses que se aproxima.

Todavia, o plano dos EUA invocado por Netanyahu não reconhece o direito de Israel a toda a Cisjordânia mas garante mais um avanço por terra para assentamento de colonos judeus em terras de árabes muçulmanos e cristãos.

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A mensagem de Netanyahu foi divulgada a menos de uma semana da assinatura de um acordo em Israel para a formação de um governo de unidade nacional, entre Netanyahu e o centrista Beny Gantz, e que durante os próximos seis meses apenas poderá tomar medidas relacionadas com a luta contra o novo coronavírus e a anexação de territórios na Cisjordânia. Isso deixa claro que não só nos EUA mas também em Israel, a campanha agressiva de avanço das políticas externas sionistas também garante financiamento dessa classe à custa de sangue.

Perda de terra palestina de 1947 até o presente

Cerca de 400.000 colonos judeus vivem atualmente nos colonatos da Cisjordânia ocupada, território onde vivem confinados cerca de 2,7 milhões de palestinianos.

A colonização da Cisjordânia ocupada e a anexação de Jerusalém Oriental por Israel tem sido promovida por todos os governos israelenses desde 1967, mas foi acelerada nos últimos anos sob o impulso de Benjamin Netanyahu.

Com a justificativa no “Hamas”, Forças Armadas Israelenses impedem o combate ao Covid e bombardeiam Gaza e Palestina?

Na madrugada de quarta-feira, 6, o governo de Israel voltou a bombardear setores palestinos da Faixa de Gaza. Dessa vez, a justificativa foi de que o Hamas (Movimento de Resistência Islâmica) teria lançado um foguete de Gaza pela Palestina, que teria caído em uma região aberta desocupada (sic).

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Isso foi o suficiente para que a a artilharia de Tel Aviv bombardeassem Gaza. Seus alvos, segundo as informações do próprio governo, teriam sido torres de monitoramento das Brigadas Ezzadin al-Qassam, do grupo Hamas. Aviões de guerra das forças armadas israelense infligiram outros ataques contra civis e militares da Resistência Palestina na região central de Gaza, Juhor ad-Dik, causando novas baixas e perdas materiais.

Outro bombardeio na Faixa de Gaza, 2009 (imagem ilustrativa) – Wikimedia Commons

Os confrontos começaram a ocorrer quando Israel iniciou uma campanha político-militar de boicote ao combate à pandemia de Covid-19 na região, com a justificativa de enfraquecer a resistência palestina à ocupação.

Isso mesmo, em plena crise, Israel fortificou o cerco militar em Gaza e na Palestina, impedindo a entrada de assistência médica e medicamentos.

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