O Purim: Mafia israelense de tráfico e prostituição infantil desarticulada na Colômbia

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Rede comercializava viagens em Israel para turismo sexual com menores que foram forçados a prostituição; 6 israelenses foram detidos e mandados de prisão foram emitidos para outros suspeitos.

Ao todo quatorze israelenses são suspeitos das autoridades colombianas de administrar uma rede de tráfico sexual de crianças que comercializava pacotes turísticos de Israel para o país latino-americano dirigidos a empresários e soldados recentemente dispensados, de acordo com relatos na segunda-feira (10).

O procurador-geral da República, Néstor Humberto Martínez, disse que as autoridades colombianas detiveram oito pessoas, incluindo seis israelenses e dois colombianos, por promoverem menores de idade a turistas. POR FISCALÍA COLOMBIA

Oito suspeitos estão sob custódia, incluindo dois cidadãos colombianos, com mandados de prisão internacionais emitidos para os demais indivíduos. Um dos colombianos era um policial que transmitia informações confidenciais a um dos líderes suspeitos, Mor Zohar, permitindo que ele administrasse a rede de tráfico sem a interferência das autoridades.

De acordo com um relatório de Hadashot, um dos israelenses também está sendo mantido sob suspeita de assassinato e outros também são suspeitos de lavagem de dinheiro.

As autoridades colombianas disseram que os turistas israelenses ficavam em hotéis e faziam viagens de iates e participavam de festas privadas com drogas e álcool, em que mulheres e menores são oferecidos como escravas sexuais.

As crianças e adolescentes recebiam de US$ 63 à 126 (R$ 245 à 491,4) [1] por cada “encontro” com os turistas israelenses e foram forçados a se juntar a um grupo chamado “Purim”, supostamente nomeado para as comemorações bêbadas que acontecem em torno do feriado judaico, informou o site de notícias Ynet.

Todos os suspeitos eram procurados pela Interpol (agência de policial internacional) por suspeita de prostituição de menores.

Autoridades invadiram uma série de propriedades, incluindo um spa em Santa Marta, um albergue em Bogotá e um prédio conhecido como “Casa Medellin”. Os suspeitos foram presos em vários locais do país, em propriedades no valor de US$ 45.000 foram apreendidas como parte da investigação.

O escritório do procurador-geral colombiano postou um tweet com um vídeo do que disseram ser propriedades usadas pelo círculo.

Os membros da rede criaram locais de turismo e hotéis em todo o país, dando à operação uma aparência externa de respeitabilidade. No entanto, ao mesmo tempo, eles tinham como alvo meninos e meninas que vinham de lares problemáticos ou tinham dificuldades financeiras e os obrigavam a fazer sexo.

Os rendimentos da rede de tráfico foram então reinvestidos em propriedades e empresas.

Os promotores disseram que a investigação começou em junho de 2016 com o assassinato do cidadão israelense Shai Azran em Medellin, que teria sido morto em um ataque organizado por outro israelense devido a uma disputa sobre a venda de uma propriedade, informou a Ynet.

O principal suspeito, Assi Ben-Mosh, foi deportado da Colômbia em novembro de 2017 por suspeita de crimes relacionados ao tráfico de drogas, captura de crianças para prostituição e crimes fiscais.

Captura de tela de vídeo mostrando o suposto senhor do crime Assi Ben-Mosh, à direita, em um voo após ser expulso da Colômbia. (Captura de tela: YouTube)

O israelense supostamente administrava um hotel resort perto da cidade de Santa Marta, no norte da Colômbia, onde montou uma rede de crime voltado ás drogas e o sexo. O Hotel Benjamin, na vila de pescadores de Taganga, era uma atração para muitos israelenses em suas viagens pós-exército, mas era impopular com os moradores locais devido às atividades associadas a ele. Suas operações também se estenderam ao Equador, Brasil e México, informou a mídia local.

Ben-Mosh e seus parceiros eram suspeitos de traficar drogas, forçando menores de idade a se prostituir e evasão fiscal, informou a mídia hebraica quando a ordem de expulsão contra ele foi emitida. Ben-Mosh havia tentado, sem sucesso, impedir sua deportação da Colômbia, inclusive solicitando para se tornar residente.

Em agosto, a Colômbia emitiu um mandado de prisão internacional para Ben-Mosh por suspeita de envolvimento em uma rede de tráfico sexual infantil. Autoridades em Bogotá suspeitam que ele esteve envolvido remotamente em uma suposta quadrilha de tráfico sexual que eles desmembraram em ataques, informaram meios de comunicação colombianos na época.

A polícia da Colômbia prendeu 18 pessoas em um ataque no albergue Hotel Benjamin, em Cartagena, em julho. Os suspeitos são acusados ​​de administrar uma rede sexual, recrutando jovens da Colômbia e da Venezuela e obrigando-os a trabalhar como escravos sexuais. Reuters informou que mais de 250 meninas entre 14 e 17 anos de idade foram forçadas a fazer sexo com moradores e turistas.


Fonte: TOI STAFF. 14 Israelis suspected of running child sex trafficking ring in Colombia: Network allegedly marketed trips from Israel for tourists to have sex with minors who were forced into prostitution; 6 Israelis held, arrest warrants issued for other suspects. Times of Israel, 10 dez. 2018. Disponível em
https://www.timesofisrael.com/14-israelis-suspected-of-running-child-sex-trafficking-ring-in-colombia/


Nota:

[1] – Cotação do dólar americano para o real brasileiro até o dia 14 de dezembro de 2018 (R$ 3,90 = US$ 1). No caso do peso colombiano (COP), cem vezes mais desvalorizado e inflacionado (US$ 1 = COP 3.197,8) que o real brasileiro esse valor equivale para COP 201.461,4 pesos à 402.922.


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