O liberalismo tem heróis ou títeres e oque pode ser feito?

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Será que alguém que realmente fez algo grande pelo liberalismo tem sua devida contribuição homenageada ou minimamente respeitada? O liberalismo possui heróis ou só peças de xadrez que são descartadas conforme a conveniência do seu tempo em questão? No texto a seguir vamos ver como a burguesia manuseou grupos importantes de suas épocas e duas figuras conhecidas e sua situação diante dos protestos por conta da morte de George Floyd (e se é possível reverter tal processo).

Para a burguesia (pioneiros do liberalismo), a restauração de seu poder, em detrimento do restante da nobreza, seria uma possibilidade de superação dos obstáculos ao comércio e em troca o rei tinha o dinheiro advindo a burguesia. A ascensão da burguesia sempre coincide com a queda ou absorção da aristocracia, não podia ser diferente. Nos fins da Idade Média, a burguesia lutou contra o privilégio da nobreza, lutou para usurpar seu status na sociedade e para ser a força dominante. Colocando o Terceiro-estado (burguesia) sobre o Segundo Estado (nobreza guerreira). A aristocracia era um entrave nos processos econômicos pois não se importavam somente com o lucro, mas com o país. Sendo assim impediam a expansão das forças produtivas.

Mas como eles fariam então para usurpar o poder da nobreza? Eles iriam justamente a um nobre! Mas nesse caso o nobre era o rei. Foi com o surgimento do absolutismo que o rei se apoiou na burguesia para conseguir centralizar o governo enfraquecendo assim, os nobres.

O rei não era necessariamente amigável a burguesia mas por conta do crescente comércio pelo Atlântico e pelo Pacífico nos últimos séculos liderado pela burguesia era impossível não ceder a suas reivindicações. Podia-se dizer que por conta de sua utilidade em toda a Europa, os reis foram os maiores aliados da burguesia e da elite financeira por um tempo. Eles, apesar de contra a própria vontade, cederam a burguesia. Isso seria um início de um grande processo que até hoje não terminou, assim como a história nos mostra.
Mas seriam assim os burgueses tão gratos por tamanho favor? A história mostra o contrário e não faltam exemplos para comprovar essa tese.

Luís XVI (Versalhes, 23 de agosto de 1754 — Paris, 21 de janeiro de 1793) foi Rei da França e Navarra de 1774 até ser deposto em 1792 durante a Revolução Francesa, sendo executado no ano seguinte. Seu pai, Luís, Delfim de França, era o filho e herdeiro aparente do rei Luís XV. Como resultado da morte de seu pai, em 1765, Luís se tornou-se o novo delfim e sucedeu seu avô em 1774. Era irmão mais velho dos futuros reis Luís XVIII e Carlos X.

Vindo de um tempo em que a burguesia já tinha se fortalecido e muitos nobres tinham perdido seus privilégios, a burguesia percebeu que seu antigo aliado, o Rei, tinha virado um entrave assim como fora a nobreza outrora. Os privilégios da burguesia não eram mais suficientes, eles queriam mais, sempre mais. Os reis poderiam ter tomado outras decisões para conter a influência da burguesia, assim como outros tomaram no passado. Mas disso vou falar mais para a frente.

O lucro estava acima da lealdade e do país, o rei era agora um empecilho, um inimigo a ser vencido. A Revolução Francesa é a expressão máxima desse espírito de ingratidão típico de seres ávidos de lucro. A nobreza traída justamente ficou ao lado do rei enquanto os agora poderosos se viraram contra seu aliado.

As ideias racionalistas, modernas e seculares dos burgueses contrastavam com a espiritualidade do nobre e do clero, sempre leais a relação de vassalagem e ao solo.

Não demorou muito para que a Europa inteira sofresse de revoltas financiadas e apoiadas pela burguesia contra o rei que antes aliado (muitas vezes por pressão), era agora inimigo pois o desejo de lucrar na burguesia era insaciável, quanto mais tinham privilégios, mais privilégios queriam.

Após as monarquias absolutistas virarem monarquias constitucionais, não demorou muito para que a burguesia voltasse a crescer pois seus novos limites tinham sido aumentados. Pelo menos por hora.

Tempos Modernos

Thomas Woodrow Wilson (Staunton, 28 de dezembro de 1856 — Washington, D.C., 3 de fevereiro de 1924) foi um político e acadêmico americano que serviu como o 28º Presidente dos Estados Unidos de 1913 a 1921.

Foi o presidente que finalmente conseguiu privatizar o FED depois de inúmeras tentativas anteriores mas que sempre foram impedidas pela população e outros políticos.

Dando assim autonomia a banqueiros imprimirem dinheiro quando quiserem e a quantidade que quiserem, sendo assim até os dias de hoje e como o dólar é a moeda de reserva mundial, esses banqueiros conseguem controlar a economia mundial, criando e terminando crises financeiras, aumentando e diminuindo inflação. É como se fossem deuses que brincam com a humanidade!

Hoje, em 27 de junho, a Universidade de Princeton decidiu retirar o nome do presidente Woodrow Wilson de uma de suas faculdades, alegando que esse presidente norte-americano que assinou o Tratado do Versalhes tinha posições racistas indefensáveis.

Fulgencio Batista Zaldívar (Banes, 16 de janeiro de 1901 – Marbella, 6 de agosto de 1973) foi um militar cubano que serviu como presidente eleito da ilha entre 1940 e 1944, e depois foi ditador entre 1952 e 1959, até ser derrubado pela Revolução Cubana.

Esse foi um leal defensor da burguesia nacional, com privilégios cada vez maiores para a elite latifundiária, abertura de cassinos, empresas de prostituição, contratos com grandes multinacionais estadunidenses e repressão dos sindicatos.

Foi até o último momento um ferrenho do liberalismo em seu país, chegando em um ponto em que só uma revolução popular feita através de guerrilhas lideradas por Fidel Castro conseguiu pôr fim a isso.

Os liberais foram gratos a ele?

Bem, sua filha agora é uma moradora de Rua na Flórida.

Ela vive há dois anos nas ruas da cidade. Antes de chegar ao parque, dormiu em carros, em hotéis baratos de beira de estrada e em paradas de ônibus. “É como se deus quisesse me ensinar algo. Da próxima vez, não vai acontecer. É uma dura lição, mas você aprende”, afirmou.

Por que isso?

A elite financeira com suas ideias racionalistas, crença em progresso infinito, em uma evolução ininterrupta não conhece limites e valores eternos, suas próprias ideias são feitas pelo tempo e em direção a um avanço infinito, fazendo assim seus próprios amigos virarem rivais caso a situação demande.

Que isso fique bem claro para as personalidades que se abrem ao mercado ou cedem a pressões de grupos financeiros, eles jamais serão gratos a ti por mais que você os seja amigável.

Bolsonaro agora já perdeu apoio de um grupo de empresários mesmo depois de tanto arreganhar o país a grupos financeiros internacionais, seria bom se ele soubesse que a história demonstrou que o liberalismo tem peões, não heróis. É uma ideologia que se auto-devora.

Veremos como terminará o Bolsonaro mesmo após suas ações…

O que fazer para evitar esse processo?

Alguns poderiam afirmar que a extinção da burguesia seria a solução, outros diriam que ceder terreno é outra. A primeira seria como decepar uma parte do corpo nacional. Todas as sociedades, por mais tradicionais que fossem, contaram com uma burguesia. A segunda, como demonstrada no texto, não é uma solução que funcione a longo-prazo.

A burguesia não consegue controlar uma sociedade onde o espírito dominantemente reinante seja da nobreza ou da religião. Somente em sociedades aburguesadas como as dos últimos reis, onde os nobres já não eram muitas vezes nobres, seja por herança, seja por mérito, mas sim por dinheiro.

A solução seria um retorno a uma liderança tradicional, uma aristocracia de espírito onde a burguesia é mantida sobre fortes rédeas, onde através de ritos e mitos, a influência nobre ou clerical seja renovada, onde os valores dominantes de seu tempo sejam seus.

Caso contrário teremos uma nobreza que sempre cederá espaço e com isso perderá cada vez mais poder até chegarmos a esse ponto novamente.

Engana-se quem crê que isso seja utópico, a revolução iraniana é uma expressão exata desse espírito, onde homens de elevada grandeza de espírito conseguiram derrubar um governo dominado por interesses burgueses e em seu lugar restaurar um governo tradicional.

Talvez esse seja o que precisa ser feito no Brasil (ou no mundo inteiro).


Texto de Maurício Pompeu


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