Heinrich Himmler: A voz dos ancestrais

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Divulgamos aqui a tradução de uma parte do texto escrito pelo próprio Heinrich Himmler (1900 – 1945), então Reichsführer-SS comandante da Schutzstaffel e um dos mais poderosos homens do Terceiro Reich e do NSDAP, “Die Stimme der Ahnen. Eine Dichtung”, publicado em 1937, para fins didáticos de conhecimento.


Estão penduradas na parede cento e noventa e seis pequenas placas de douradas molduras ovais. E ainda são muito menos do que deveriam haver. Todos os quadros nas linhas superiores mostram apenas um nome com um par de datas sobre um papel branco.

Mas nas fileiras inferiores as placas ganham vida. Os retratos começam na época da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). São miniaturas finas, cuidadosamente pintadas com um pincel pontiagudo sobre marfim, que há se tornou amarelada.

Ninguém pode sequer pensar na dificuldade que o artista deve ter tido para capturar aquelas feições duras e orgulhosos com seu suave pincel de pelo de marta. Todos os colarinhos brancos de babados, as mangas abalonadas e os casacos dos “gentis-homens” têm um efeito frívolo nestes retratos que datam do início do século XVIII. “Damas”? “Cavalheiros”? Na verdade, não! Apesar do veludo e da seda não há ali uma “dama” nem um “cavalheiro” dentre eles. Todos eles são mulheres e homens – e isso nos diz muito mais do que o “cavalheiro” de hoje, já que eles, ali na parede, vivendo novamente em seus retratos, eram livres!

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Chegamos a isto, ao ponto de banir nossos ancestrais para fotos ou registros na parede a fim de dar-lhes uma fraca presença em nossas memórias debilitadas. Ancestrais? As pessoas de hoje nem sequer sabem as datas de nascimento e morte de seus próprios pais. Claro, elas estão anotadas em algum lugar. É uma maravilha se alguém sabe algo sobre seu avô, para não mencionar então, seu bisavô. Quanto ao tataravô, ao todo nem se pensa sobre ele, como se nunca tivesse existido.

Mas antes – muito antes – as coisas eram diferentes. Antes que as palavras tivessem se tornado mera mercadoria, usadas para inventar mentiras, quando um homem, todavia, vivia por sua palavra; então não era necessário anotar e registrar os antepassados de ninguém. Esse foi um tempo em que o fluxo vivo do sangue do filho ao pai, do pai ao avô e do bisavô ao tataravô, não era sufocado. Não se havia afundado, como acontece hoje, nas profundezas de todos os valores estrangeiros dentro da mente e da alma, de tal maneira que a maioria de nós já não pode ouvir seu sussurro, mesmo na hora mais silenciosa. Houve um tempo em que o passado inteiro morava nos corações dos vivos. E a partir deste passado cresciam até o presente e o futuro como as ramas fortes de uma árvore sadia. E hoje em dia? Riem das fábulas de nosso Povo (Völk). Eles nem sequer as compreendem. Sem dúvidas, aquele “Era uma vez” de nossas fábulas, que permanece conosco, serve como um lembrete, um dedo nos apontando o caminho de regresso para os milênios de nosso grande passado.

Crês não haja nenhum uso para o que é do passado e que se foi? Tolice! O homem em cujo peito o “Era uma vez” de sua raça já não está desperto, não tem nenhum futuro que realmente lhe pertença. Que oportuna seria a aparição de um homem que nos ensinasse de novo o sentido de nossas fábulas, e que nos mostrasse que nossa luta pela liberdade da terra em que temos sobrevivido era, também, a luta de nossos ancestrais há mais de cem mil anos!

Heinrich Luitpold Himmler (1900 – 1945), na foto o caçula, nasceu em Munique numa família católica de classe média. Na imagem estão seu pai, o professor Gebhard Himmler (1865 – 1936) e sua mãe, Anna Maria Himmler (1866 – 1941), católica praticante. No centro, acima dele, seus irmãos Gebhard Ludwig (1898 – 1982) e Ernst Hermann (1905 – 1945)

Sabias que quando lês sobre a Branca de Neve e a Rainha Má que veio pelas montanhas, que aquelas montanhas que ela teve de cruzar toda vez que foi tentar matar a Branca de Neve eram os Alpes, e que a Rainha veio de Roma, o inimigo mortal de todo Nórdico? Pense na pergunta diária da rainha: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”. Quando pensares nesta frase, pense em Roma, que não podia descansar até que todo nórdico, brilhante e alegre fosse exterminado e só permanecesse a obscuridade – obscura como a Rainha Má no conto de fadas, de modo que ela pudesse ser a mais bela em toda a terra, depois que todo o Branco estivesse morto.

Aquele que veio até nós pelas montanhas do Sul, não tolerou par algum. Todos tiveram que ajoelhar-se diante dele e beijar-lhe os pés. Quando a rainha veio pelos Alpes pela primeira vez, vestida como uma vendedora ambulante de uma terra distante, ela ofereceu à Branca de Neve um espartilho enfeitiçado – enfeitiçado, porque era estrangeiro. Então ela amarrou os cordões tão apertadamente que a Branca de Neve desmaiou e caiu. Os emissários de Roma amarraram o espírito nórdico nos laços asfixiantes dos conceitos estrangeiros e das palavras enganosas.

Mas o plano destrutivo da rainha não obteve êxito. Os anões – os bons espíritos do Povo – vieram e libertaram a Branca de Neve. Os frísios esmagaram os emissários romanos que tentaram romper a força de nosso povo com suas doutrinas de miséria e servidão. Durante quase mil anos as tribos nórdicas lutaram contra o veneno do Sinai, que gradualmente foi contaminando o sangue delas.

E quando a vaidosa rainha perguntou novamente ao seu espelho a resposta foi: “… mas a Branca de Neve, sobre as sete montanhas com os sete anões, é mil vezes mais bela que tu.” Impulsionada por sua inveja incansável, a rainha cruzou a muralha de neve dos Alpes com um novo engano. Ela ofereceu a Branca de Neve um magnífico pente brilhante, a coisa mais exótica já tinha visto. O “Sacro Império Romano” desviou a vontade nórdica de ação para longe de seu curso natural; um após o outro, os líderes nórdicos marcharam até Roma e a consequência foi a confusão e a lei romana em nossa terra, que acorrentou nosso orgulho nórdico. Começou com Karl, aquele franco eternamente maldito, assassino de saxões. Desde Aller a Verdun, o sangue dos mais nobres, ou simplesmente de nosso povo, está em suas mãos. Em reconhecimento por seus feitos, os sacerdotes romanos outorgaram sobre Karl o título de “O Grande” (Carlos Magno).

Silenciosos para sempre estão os lábios de nosso Povo que chamou a este miserável franco, “Karl, o assassino de saxões”!

Representação da queda de Roma em quadro de 1836 – Wikimedia Commons

Apesar disto, o espírito nórdico se manteve intacto; a Rainha Má, todavia, não era a mais bela da terra. E assim, ela veio em uma terceira visita e presenteou a Branca de Neve com uma maçã apetitosa, porém envenenada. A primeira mordida ficou engasgada na garganta da Branca de Neve e causou um desmaio, como se estivesse morta. Essa maçã simboliza a rejeição de nossa própria natureza, o abandono dos costumes tribais. “Como se estivesse morta”, disse o conto de fadas; com isso reconhece-se a força enorme que dorme em nosso Povo, aceitando que um dia virá a grande hora, quando aquela força destruirá poderosamente as cadeias do Sinai. Haverá chego esta hora longamente aguardada?

“Branca de Neve” é só uma das centenas e centenas de contos nórdicos antigos que nos recordam, com tantas imagens diferentes, as dificuldades, a opressão e a sabedoria profunda de nossos ancestrais.

E quando Roma estalou seu chicote sobre nossa terra, aniquilando impiedosamente toda manifestação genuína de nossa própria natureza, nossos sábios antepassados teceram esses contos, usando símbolos coloridos e alegorias, um legado de nossa herança. Mas a influência de Roma se estendeu sobre nossos contos e sagas, falsificando-os, dando-lhes um novo significado vantajoso para a dominação romana. Assim foi que nosso povo já não pode entender a Voz dos Nossos Ancestrais, da qual nos extraviamos por todos estes séculos e chegamos a estar cada mais alienados de nossos próprios caminhos e feitos escravos de Roma, e por isso, de Judá. Só aquele que guia sua própria alma, vivente e ardente em seu peito, é um indivíduo – um Senhor.

E aquele que abandona o seu próprio tipo é um escravo. A chave para a liberdade está dentro de nós! Agora devemos prestar atenção novamente na voz de nossos antepassados e proteger nossa essência de influências estrangeiras, proteger aquilo que quer crescer em nossas próprias almas. Mais forte que qualquer exército é o homem que maneja o poder que reside dentro de si!

Reflexivamente, revejo as longas fileiras de meus antepassados. Os últimos membros ficam tão distantes que resta apenas algo além de um nome e uma data em uma folha de papel. No entanto, suas vozes ganham vida em meu sangue, porque seu sangue é meu sangue.

Penso em como os monges francófonos vieram da Suíça para converter aos nossos antepassados, os godos e os vândalos. Embora fossem seus inimigos mortais, os romanos disseram: “Onde estiverem os godos, ali haverão regras de virtude. E onde estiverem os vândalos, ali até os romanos se tornam castos”.

Em maio de 2018, um estudo arqueológico dirigido por investigadores da Universidade de Aarhus (Dinamarca) e publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences concluiu que um achado de 2100 ossos de homens entre 13 e 60 anos, numa zona pantanosa do Vale do Rio Ilerup, em Alken Enge, Jutlândia, Dinamarca, pertenciam a cerca de 400 pessoas executadas numa batalha sangrenta e misteriosa até então ocorrida entre o ano 2 e 54 d.C., entre os reinos dos Imperadores Romanos Otávio Augusto e Claudio. Naquela época, os Romanos alargaram o seu Império até ao Norte da Europa, encontrando particular resistência nas tribos que viviam no território onde são hoje a Dinamarca e a Alemanha. Eram também tempos de batalhas frequentes entre tribos. Os vestígios mostram as armas como machados e espadas, espalhadas pelo local. Também há registos de uma dura derrota para os Romanos, com vários dos seus soldados mortos pelos germânicos. Os vestígios analisados podem ser resultado de “raides militares” dos Romanos, para punirem os bárbaros pela derrota, uma vez que 400 pessoas é uma população que excede e muito a escala de qualquer comunidade conhecida de aldeia da Idade do Ferro, indicando que os homens e rapazes chacinados terão sido recrutados numa área abrangente, para participarem numa batalha contra um inimigo comum. Imagem: Zap

E a tais homens lhes foram oferecidos os mandamentos do Sinai como luzes orientadoras para suas vidas! Compreende-se porquê esses homens riram quando escutaram aqueles mandamentos, que exigiam que eles não cometessem atos que jamais sonhariam em cometer?

Compreende-se porquê eles levantaram irados as suas espadas quando os monges lhes disseram que eles eram “nascidos em pecado”, eles, os melhores dos godos, cujo nome mesmo significa “os bons”?

Poderia alguém não entender o desprezo indizível com o qual estes homens consideram àqueles que lhes prometeram uma recompensa no céu por absterem-se de fazer coisas que, segundo sua própria natureza, estariam abaixo da dignidade até mesmo dos animais?

A tais homens foram-lhes levados os mandamentos; homens infinitamente superiores em dignidade humana e moralidade que os monges que os levaram. Por inumeráveis gerações eles haviam vivido muito acima do platô moral no qual os mandamentos do Sinai então funcionavam. Milhares de anos antes do tempo do “Cristo” que os monges afirmavam representar, nossos antepassados haviam semeado as sementes da cultura e da civilização em todo o mundo em suas frutíferas viagens e andanças.

Quando contemplo os pequenos retratos, e vejo em seus rostos firmemente serenos as expressões de meus ancestrais, que não necessitam de mais notícias destes tempos, é como se tivéssemos descido de uma escala altíssima – uma escala que devemos subir novamente. Hoje em dia, é raro que possamos sequer nos parecermos com o que eles eram. Eles tinham um traço similar ao do Pai de Todos e não precisavam chamar a algum intermediário de auréola quando desejavam falar-Lhe. E inclusive então, eles não sabiam o como pedir; eram demasiado fortes, demasiado orgulhosos e demasiados sãos para suplicar.

As bênçãos pedidas não são verdadeiras bênçãos! Eles não queriam nada de presente; eles já tinham tudo o que queriam ou, se careciam de algo, conseguiam-no para si. Seu credo era um refrão tão breve como um piscar de olhos e tão claro e profundo como um arroio da montanha: “FAÇA O CORRETO E NÃO TEMA A NINGUÉM!”.

Quanto à sua religião, não haviam nenhuma necessidade de ser posta em palavras que comprazessem a um povo que de todos os modos era naturalmente reservado em suas palavras. Eles levavam seu conhecimento espiritual profundamente dentro de suas almas; lhes servia como uma agulha de bússola que sempre conduz um barco ao seu curso apropriado.

Heinrich Himmler e Gudrun visitando o campo de concentração de Dachau. Foto: Rare Historical Photos

Não era essa uma religião melhor do que a que teve de ser escrita em um livro grosso, para que não seja esquecida, da qual não se pode entender corretamente até que um sacerdote venha e interprete o que está escrito aí? E inclusive então se requer um ato de fé para acreditar que esta intrincada explicação esteja correta.

Na época de nossos ancestrais, a fé nascia do sangue e este era o conhecimento. Hoje deve ser aprendida, já que é uma fé estranha, incapaz de reconhecer raízes em nosso sangue. É o dogma e a doutrina que ninguém pode reconhecer e a que a maioria de nós silenciosamente renuncia, porque é contrária à Natureza e a Razão. Diga-me: temos chegado a sermos melhores desde que aceitamos essa nova religião? Um grande luto reside no peito da maioria de nós, uma sensação infinita de falta de pertencimento, porque o caminho dos nossos antepassados vive eternamente em nosso sangue nórdico, como um sonho.

Queremos, mais uma vez, estar livres do pecado – como nossos antepassados o estavam. Estamos cansados de sermos humildes, pequenos, débeis e todas as outras coisas exigidas de nós por um deus que despreza suas próprias criações e considera o mundo como um covil de corrupção. Queremos estar orgulhosos outra vez, e grandes e fortes, e fazer coisas por nós mesmos!

Quão diferentes são aqueles rostos ali na parede comparados com os rostos de hoje! Só se alguém olhar muito de perto poderá encontrar algum rastro daquela claridade de traços na geração atual.

O que viveu tão dominantemente em nossos antepassados e que se refletia em seus rostos, desapareceu de nosso sangue e se foi repousar. Por isso os rostos nos enganam hoje com tanta frequência. Muitas pessoas cuja cor dos cabelos e dos olhos vêm do Sul, têm, todavia, grande parte de seu sangue de pais nórdicos. E muitos que parecem esquecidos durante os últimos dois mil anos têm seu cabelo claro e seus olhos acinzentados ou azuis tão somente como uma máscara enganosa, já que seu sangue não leva nenhum rastro de seus pais da Terra do Norte. Os primeiros têm apenas o aspecto de estrangeiro e retêm seu sangue nórdico; os segundos tomaram o sangue do estrangeiro e retêm seu rosto nórdico como uma máscara ilusória. Qual é o melhor?

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Hoje, temos que examinar os olhos de uma pessoa e ver se eles são ou não firmes, brilhantes e penetrantes.

A alma é iluminada pelos olhos e isto não engana. Havia muitos rebeldes entre aqueles ali na parede, e homens que deixaram seus lares; muitos haviam se recusado a se dobrar aos que estavam no poder. Eles não podiam andar encurvados, estes nossos semelhantes. Eles preferiram a pobreza no estrangeiro ao invés da submissão em casa. Mas eles não permaneciam pobres por muito tempo. Aqueles que foram para o estrangeiro seguiram a corrente incansável de seu sangue, que não lhes daria nenhum descanso até que encontrassem a si mesmos, rejeitando o que lhes era estranho e fluindo na corrente sanguínea de seus pais, e assim chegando a tornar-se elos conscientes na cadeia dos antepassados, fechando assim o grande círculo do parentesco.

Quando um destes regressou para casa outra vez – e todos eles voltaram para casa – havia este se convertido em um homem sereno e completo. É difícil descrever essa qualidade de completude. Se os outros estão balbuciando em confusão, e tal homem pronuncia suavemente apenas um par de palavras, então todos os demais entenderão e ficarão tranquilos e atentos. E tal homem não faz perguntas; os outros que lhe perguntam! Contemple seus olhos: tal como eles dominaram a vida, assim eles estiveram em termos íntimos com a morte.

Para eles a morte era a fiel companheira da vida. Aqueles mesmos olhos que aparecem entre eles se revelam ainda nas gerações mais recentes. Há um deles: Erik era seu nome e caiu na batalha de Kemmel. O capacete de aço em sua cabeça parece ser uma parte dele. Sua boca é uma linha reta e firme. Mas em seus olhos de vinte anos centelha um sorriso silencioso. E com este sorriso, estranho à sua boca e com uma piscadela, saudando com seu punho contra o peito, gesticulando enquanto caminha, Erik saudou a morte. Não posso imaginar a este Erik, com os joelhos dobrados e a voz chorosa, pedindo a algum deus nas nuvens por piedade e ajuda.

Esta é a maneira que o imagino: levantando-se de um salto e com um grito feroz, afundando sua grande espada contra o inimigo; logo, todavia no mesmo salto, sendo golpeado por um projétil e caindo na terra com seu pensamento final: “Dei o melhor pela Alemanha!”.

Erik pegou o copo amargo em um sorriso orgulhoso e o bebeu num só trago, sem caretas. E ele provavelmente bateu a taça com a unha, para que todos pudessem ouvir que estava vazia.

Ele não rezou: “Pai, que este copo se afaste de mim”. Ele estendeu a mão e o apanhou por si mesmo, já que ele sabia que… tudo o que é necessário é bom! Sob o retrato de Erik está seu lema, escrito com sua própria letra firme e clara: “Que um homem seja nobre, benévolo, leal e bom”. Não diz isto muito mais que aqueles mandamentos que Moisés promulgou para a escória depravada no deserto, a fim de fazer aquela multidão compreender uns rudimentos de humanidade?

Os mandamentos eram apropriados para essa horda hebraica. Inclusive os egípcios os expulsaram de suas terras. Mesmo como escravos os hebreus eram extremamente maus e infectaram a vida egípcia. Os hebreus… o povo eleito de Deus! É absurdo que alguém leve isso a sério. Um mandamento pressupõe uma transgressão. Pode-se reconhecer da mera necessidade de tais mandamentos (que não exigem nada mais que uma conduta mínima necessária para reclamar a designação de “seres humanos”) a que tipo de criaturas eles haviam sido dados, criaturas verdadeiramente com o direito de reclamar nada mais que uma similitude aos seres humanos.

Para os homens no Norte, estes mandamentos eram uma degradação, um insulto imperdoável ao seu sangue sagrado.

Deste modo, da indignação ardente do sangue nórdico surgiu um Wittekind [1], que retornou uma e outra vez para conduzir seu povo à batalha contra as doutrinas do Sinai, posto que esses ensinamentos são um veneno mortal para o nosso sangue. Você perguntará: “Quando retornará Wittekind, ou ainda não?” Escute: Wittekind somente morrerá quando o último escandinavo morrer! Enquanto um só ariano viva, Wittekind estará vivo e o mundo não estará a salvo dele!

Setenta milhões de arianos nesta terra gloriosa são mais que suficientes para qualquer coisa que venha do Sinai. Os últimos remanescentes que todavia são puros estarão em condições quando as espadas ressoarem sobre os escudos e soarem as trombetas para a última e grande batalha deste miserável milênio.

Hammar I ou Lärbro Stora Hammars I, pedra gravada e pintada, século VIII-IX. Localizada em Stora Hammars, paróquia de Lärbro, em Gotland, Suécia. Foto: Divulgação

Àquele que dorme apesar de tudo, cujo sangue é insosso e azedo: nenhuma glória para ele! Ele será indiferentemente pisoteado pelos valentes que correm à batalha em cada rua das pátrias arianas.

Um costume antigo entre nosso povo permaneceu vivo até o dia de hoje na maior parte de nossa terra do Norte. Houve um tempo quando pareceu que esta prática, transmitida a nós por nossos antepassados, morreria. Mas foi revivida e o tempo está próximo, quando todo nosso grande e belo povo reconhecerá outra vez o significado deste costume e clamará por ele.

Nossos antepassados davam a cada criança um nome poderoso, pleno de alegria e energia vital. Na realidade, eles só lhe emprestavam esse nome. E chegava a ser uma esperança brilhante para a criança, que era levada adiante por todo o curso de sua vida.

A criança levava esse nome em sua alma como seu tesouro mais precioso, já que era para ele tanto um objetivo, como uma responsabilidade sagrada.

Este nome reforçava a alma da criança quando esta se desenvolvia como um indivíduo consciente e maduro.

Quando a criança chegava à juventude, os parentes maiores se reuniam para uma celebração na qual eles decidiam se o caráter desenvolvido pelo jovem havia satisfeito ou não o nome que lhe foi dado. Se o homem e o nome se encontravam em harmonia, então seu nome lhe era dado para toda a vida. De outro modo, o jovem elegia um nome conveniente para ele, um que caracterizasse a sua natureza. Então resultava que nossos antepassados eram como seus nomes, e seus nomes eram como eles mesmos. E assim seus nomes tinham peso, como uma espada esculpida com runas, como sua palavra e como um aperto de mãos, como um sim ou um não.

Em tempos cristãos, nossos ancestrais foram obrigados pela nova lei do estrangeiro a adotar, porém, outro nome; era anotado no registro da igreja, principalmente para benefício do encarregado do censo. As autoridades estavam obrigadas a escrever o nome pagão de um homem ao lado de seu carente de caráter nome cristão em seu registro, não importava que se tratasse apenas de uma lista de fantasmas.

Naqueles tempos os homens mais íntegros e as mulheres mais orgulhosas surgiram de nossa raça.

Me aproximo das filas dos retratos e leio os nomes. Os mais velhos são: Helge, Fromund, Meinrad, Markward, Ran, Waltari, Eigel, Asmus, Bjoern. Nomes peculiares, não? Eles são nomes nascidos da grande língua do nosso povo. Não há nada de estrangeiro neles, nenhum som espúrio. Eles soam verdadeiros ao ouvido. Esses nomes têm o sabor do mar salgado, da terra robusta e frutífera, do ar e da luz do sol… e da pátria. Você percebe isto?

Uns quantos o notarão – mas demasiadamente poucos. Sua própria linguagem se fez estrangeira para eles e não tem mais nada a lhes dizer. Depois dessas primeiras filas, nossos antepassados começaram a chamar seus filhos de Gottlieb, Christian, Farchgott, Leberecht, Christoph (que significam: amante de Deus, adorador de Cristo, temeroso de Deus, habitante honrado, portador de Cristo)… Mais tarde ainda vieram os nomes  Paulus, Johannes, Petrus, Christophorus, Korbinianus, Stephanus, Karolus. Naqueles tempos nossos antepassados não tinham nenhum outro nome. Sentiu como algo foi rompido nesses nomes, como eles foram alienados de sua própria natureza? Percebe o como quão abruptamente a escala decai?

Um destino está encerrado na transformação destes nomes. Isto não é o destino de um indivíduo ou de um clã senão o de todo um povo – o Nosso Povo. Mas então algo estranho aconteceu. Aqueles que foram nomeados como Karolus e Paulus por seus pais, repentinamente consideraram esses nomes como irritantes, alheios, inadequados, ridículos. E agora vem a geração que entrou na (Primeira) Grande Guerra. Os nomes com pequenas cruzes de ferro atrás das datas nas quais caíram, não mais de vinte anos desde suas datas de nascimento, dizem: Jochen, Dieter, Asmus, Erwin, Walter, Roland, Georg… Estes são os nomes que todavia temos hoje.

E quais são os nomes de nossos jovens, aqueles que levam seus nomes no terceiro milênio depois do tempo do “autoperdão” nórdico? Gerhardt, Hartmut, Dietrich, Ingo, Dagwin, Guenther, Hellmut, Gernot, Dagmar, Ingeborg, Helga… A Grande Guerra que fez isso? Os nomes contam a história.

A Dinamarca também foi o primeiro dos países escandinavos que foi cristianizadas, como Haroldo I (Harald ‘Bluetooth’ Gormsson) declarou isso em torno de 975 d.C., e levantou a maior das duas pedras Jelling (foto acima). A igreja mais antiga ainda existente, construído em pedra, é encontrado na Dinamarca, em Dalby, Igreja de Santa Cruz de todo 1040 d. C. Embora os escandinavos tornaram-se nominalmente cristãos, levou muito mais tempo para as crenças cristãs estabelecer-se entre as pessoas em algumas regiões, enquanto muitas pessoas foram cristianizadas antes do rei em outras regiões. As tradições nativas antigas que tinham fornecido segurança e estrutura foram desafiadas por ideias que os nórdicos em geral não estavam familiarizados, como o pecado original, a Encarnação e da Trindade. Escavações arqueológicas de sítios funerários na ilha de Lovön, perto da moderna Estocolmo têm mostrado que a cristianização do povo foi muito lento e levou pelo menos 150 a 200 anos, e esta foi uma localização muito central no reino sueco. Do século XIII, inscrições rúnicas da cidade comerciante de Bergen, na Noruega mostram pouca influência cristã, e uma delas apela a uma Valquíria.

Uns quantos homens levam roupas sacerdotais. Mas o pintor nos deu uma pista. E quem quer que seja capaz de encontrar essa pista pode ver o pouco ou o muito que o coração forte do homem é obscurecido pela sombra dos trajes negros que ele carrega.

As pinturas são todas retratos de busto; sem dúvidas em um deles o artista mostra uma mão. É uma mão forte, com nervos, da classe que poderia dirigir um barco através de uma tormenta.

O livro negro em sua mão parece um brinquedo frívolo. Tal mão não bendiz a um inimigo: o esmaga. Seu nome é Frith. É um nome estranho para um sacerdote. “Frith” quer dizer “ladrão da paz”. Outro retrato mostra a um homem com o cabelo grisalho, bagunçado pelo vento. Ele tem um nariz pontudo e em seus olhos percebemos uma visão ilimitada. Realmente Ran abaixou sua cabeça com remorso, arrependimento e humildade? Realmente desprezou o mundo e colocou sua confiança em um poder distinto que o seu próprio.

Sei porque o destino ordenou que esses homens deviam carregar trajes negros: se não houvera sido por eles, haveriam muito menos pagãos no Norte hoje; sem eles haveriam sido muito mais os que haviam mudado sua própria imagem de Deus por uma estranha e teriam cansado de se sua própria força e do mundo; e muitos mais teriam sido os seduzidos pela doutrina forasteira para fazerem-se de seus escravos e esquecerem-se de seu próprio sangue.

Eles são verdadeiros santos, já que eles conservaram sua identidade interior sã, apesar das batinas de sacerdotes. Eles lutaram contra o inimigo com sua própria arma. As pessoas os chamaram de “PAGÃOS”.

Alguns estavam tão orgulhosos deste título que o incorporaram em seus nomes, como alguém que colocasse em si uma joia preciosa. Porque pagão é aquele que permanece verdadeiro perante si mesmo e seu povo, cujo sangue flui puro por suas veias. E esse sangue puro não considera o mundo nem com o riso odioso do Sinai nem com os joelhos débeis de Nazaré. Abriga a divindade, pura, clara e formosa em sua corrente vermelha, enquanto a raça perdurar. Nenhum desses homens buscou alguma vez a um Deus. Não se busca aquilo que habita em sua própria alma.

Nenhum destes homens foi arrebatado alguma vez pela dúvida sobre o divino. Só aquele que trai a divindade em si mesmo e oferece sua alma a um deus estrangeiro conhece tal dúvida. A dúvida é eterna onde está o estrangeiro eterno e, portanto, o eterno desconhecido.

O cristão é um eterno cético.

Pode algum homem ser leal, sendo desleal consigo mesmo? Pode algum homem ser grande, sendo consumido pelo desejo de retornar ao pó? Pode algum homem ser forte, amando a fraqueza? Pode algum homem ser orgulhoso vagando ao redor da humildade? Pode algum homem ser puro, se se considera nascido em pecado? Pode algum homem ser feliz neste mundo, desprezando ao mesmo tempo ao mundo? E pode algum homem levar o Criador em sua alma desprezando a Criação divina?

Que Deus tão estranho têm vocês cristãos, que os criou erguidos, mas ordena que se arrastem até ele de joelhos!

Nós, os pagãos, não rogamos ao nosso Criador; isso seria um insulto à divindade em nossas almas.

Nem tampouco nós, os pagãos, nos dirigimos ao Criador para nos queixar. Não proclamamos diante do mundo os nossos fracassos e muito menos perante o Criador. Procuramos vencer nossas falhas e crescer.

Nosso caminho não é queixa, senão bravura – e antes que tudo, a cólera contra nós mesmos. Tampouco nos arrependemos, nós os pagãos, porque não podemos ser covardes; temos a coragem para defender nossas obras.

Porque vocês, cristãos, fizeram do nome “pagão” um insulto? Vocês não deveriam vender de porta em porta sua mesquinhez nas ruas, já que isto permite às pessoas ver que o amor que lhes é ordenado que exibam está ligado ao ódio, e que o perdão que a sua religião lhes requer está carregado com seu desejo de vingança. Só os invejosos se inclinam aos insultos. Vemos vossa inveja e estamos envergonhados por vós, já que muitos de vocês são, todavia, nossos irmãos de sangue.

Houve um tempo em que era uma desgraça ser cristão. Mas então vocês começaram a conquistar as massas, e dessa maneira vocês foram capazes de dar a volta por cima e fazer da virtude uma desgraça. Logo vocês nos etiquetaram como “estranhos” e nos chamaram “pagãos”. Temos permanecido “estranhos”, apesar de seus insultos. Nunca seremos uma massa ou um rebanho. Sabiam que entre vocês há, também, muitos estranhos como nós? Porque não atiram longe os farrapos de mendigo que cobrem as nobres vestimentas de vossa virilidade?

Estão envergonhados de ser “estranhos”? Temerosos de ser chamados “pagãos”? Quando vocês, cristãos, terminarem de sepultar seu deus no céu… venham conosco. Nós, os pagãos, lhes mostraremos outra vez ao Criador. E não pensem que já temos saldado as contas com vocês cristãos. Pesamos silenciosamente, mas não pesamos com pesos falsos.

Não enganamos ao deus que está em nós, posto que não enganamos a nós mesmos. E como temos suspeitado justamente, pelo que temos estimado, então seríamos considerados com justiça por Deus no que diz respeito às nossas almas. Veja, não nos arrependemos, já que não temos nada de que nos arrependermos. Nosso valor não carece de nada. Temos mantido e preservado nosso valor inteiro. E agora vocês têm que pesar! E quando vocês tiverem pesado, calculado e avaliado, perguntem a seus espíritos invejosos o quanto foi perdido. Aquele que não perdeu nada de seu valor, está sem inveja – e sem ódio por nós os pagãos.

O pequeno homem odeia o que lhe é superior, enquanto que o grande homem o admira. O pequeno homem se compadece do que está abaixo dele, enquanto o grande homem o desdenha, se é que merece o seu desprezo, ou o ajuda.

Ali em seu berço está meu filho, aproximando-se alegremente dos retratos de seus antepassados na parede. Este diminuto e risonho sopro de vida é o passo seguinte do futuro da minha raça. E não será o último passo. Ele é o seguinte. E atrás de mim vejo o caminho da minha raça passando de novo pelos milênios distantes até que seja atenuado pela névoa do tempo… pois as gerações que vieram antes dos mais antigos na parede são, também, reais. O caminho inteiro da minha raça através do tempo não o conheço, mas sei realmente que vivo e que sou só um elo na cadeia da qual nenhum elo deve faltar, enquanto meu povo viver. De outro modo eu nunca teria existido. Por gerações um livro de pergaminho enrolado foi transmitido em nossa família. O abro e escrevo uma página amarelada para meu filho: “Tua vida não é deste dia, nem tampouco do dia de amanhã. É dos mil anos que passaram antes de ti e dos mil anos que virão depois de ti. Durante os mil anos antes de ti, teu sangue foi conservado em forma pura, de modo que tu foras quem és. Agora tu deves preservar teu sangue, de modo que todas as gerações dos seguintes mil anos te honrem e te agradeçam.

Este é o sentido da vida: que a divindade se desperte no sangue. Mas a divindade só vive no sangue puro!

De quem estive falando? De meus ancestrais? Eles são só um símbolo do Povo do qual sou uma parte viva.

A quem estive falando? A meu filho? Meu filho é só uma parte do meu Povo. A sabedoria de mil gerações repousa em você. Desperte-a e você terá encontrado a chave que abrirá as portas de suas aspirações mais verdadeiras. Só aquele que estima a si mesmo é digno de ser um homem.

Só é um homem aquele que leva o passado e o futuro vivos em si, pois só ele é capaz de estar por cima da hora presente. E só aquele que é Senhor do presente é exitoso; somente ele é completo à plenitude, como só no cumprimento está a divindade. Assim o diz a Voz de Nossos Antepassados…


Artigo original de Heinrich Himmler (Wulf Sörensen), com o ´titulo em alemão “Die Stimme der Ahnen. Eine Dichtung”. Tradução do idioma espanhol por Christa Savitri, corrigido e revisado por “Senhor B.” Edições de imagem pela edição do site.

Nota

[1] Nota de co-tradução: Widukind, Wittekind ou aportuguesado “Viduquindo” foi um guerreiro e líder dos saxões que habitavam o norte da atual Alemanha, e que chefiou a resistência ao assédio do imperador Carlos Magno, nascido no ano de 730 e dita falecido em 7 de janeiro de 807 d.C.).


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3 thoughts on “Heinrich Himmler: A voz dos ancestrais”

  1. Como que o nacional socialismo concilia o cristianismo com o paganismo? Himmler explica nesse texto que o cristianismo é estrangeiro, portanto não germânico (nórdico), e que os cristãos não estariam dando continuidade à tradição de seus ancestrais. Porém na época grande parte da população alemã era cristã, inclusive Hitler. Não há uma contradição? Como que o governo NacSoc lidava com essa situação?

    1. Na realidade o Nacional Socialismo Alemão era essencialmente tradicional, e dentro das tradições especificamente indo-europeu ou ariano, voltado para as necessidades e metas nórdicas.

      Hitler era tradicionalista, e não cristão, embora tivesse crescido no meio cristão germânico. Mas no Mein Kampf ele explicita e literalmente formula como ideal dele para o movimento a junção da tradição (moral/ética e estética) greco-romana com a tradição germânica.

      Quanto as conciliações do cristianismo com o movimento Nacional Socialista, este como eu coloquei acima, sendo tradicional por excelência, admitia todas correntes tradicionais, fomentava as pesquisas e apreciações e implementações que não conflitassem com a proposta do movimento, tudo o que fosse universal. Deste modo foi valorizado o conteúdo clássico, hindu (especialmente a da casta guerreira, mas não só), tibetana e budista (o primeiro congresso budista europeu ocorreu em 1934, em Berlim). E do que toca o cristianismo, foi oficialmente aproveitado dentro do movimento o que fosse universal, destituído do conceito abraâmico de povo eleito, fosse judaico, católico, protestante etc.

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