Facebook removerá conteúdo revisionista sobre o Holocausto

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Rede social também disse que, a partir do final deste ano, direcionará as pessoas que procuram por termos associados ao Holocausto ou sua negação a informações confiáveis.

NOTA: Para um entendimento maior sobre a questão “negacionismo do holocausto”, indicamos o artigo sobre o tema, de Barbara Kulaszka, “O que é ‘Negação do Holocausto’?“.

O Facebook informou nesta segunda-feira (12) que alterou sua “política de discurso de ódio” para proibir qualquer conteúdo que revise a versão oficial dos eventos chamados de “holocausto judaico” na Segunda Guerra Mundial, que especificamente se refere a narrativa tido como “incontestável” de alegados massacres sistemáticos em campos de concentração que teoricamente teriam sido executados pelo governo alemão hitlerista durante os eventos da Segunda Guerra Mundial. Anteriormente, o Facebook anunciou, também através de Zuckerberg, que proibiria conteúdo referente a controle judaico mundial.

A multinacional de mídia social também disse que, a partir do final deste ano, direcionará as pessoas que procuram por termos associados ao Holocausto ou sua negação a informações confiáveis, ou seja, os dados aceitáveis e convenientes oficialmente, pelo próprio Facebook.

A decisão acontece dois anos depois de o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, ter dito em uma entrevista ao site de tecnologia Recode que, embora ache a “negação” – como é rotulado o estudo revisionista e tentativa de atualização real da versão dos eventos históricos chamados de “holocausto judaico” -, profundamente ofensiva, ele não acreditava que o Facebook devesse excluir tal conteúdo.

“Lutei com a tensão entre defender a liberdade de expressão e os danos causados por minimizar ou negar o horror do Holocausto”, disse Zuckerberg, que é judeu, em um post no Facebook na segunda-feira.

“Meu próprio pensamento evoluiu quando vi dados mostrando um aumento na violência antissemita, assim como evoluiu nossas políticas mais amplas sobre discurso de ódio”, disse ele.

Poderíamos definir “políticas mais amplas” mais coisas das quais não se pode falar ou sequer questionar de uma forma que não seja interessante ao sionismo internacional? O aumento da violência seria qualquer coisa que fosse de encontro a um “não-apoio cego” às políticas raciais e expansionistas de Israel no Oriente Médio ou a intervenção massiva de grupos financeiros judaicos poderosos nas políticas nacionais dos países ocidentais ou ir contra o establishment politicamente correto da “desconstruções sociais” financiado e apoiado por entidades judaicas das quais curiosamente não se aplicam aos representantes do povo judeu hoje?

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O Congresso Mundial Judaico e o Comitê Judaico Americano, entidades financeiras e de lobismo político nos Estados Unidos que emprestam as maiores quantias para alavancar campanhas políticas nacionais e estaduais, assim como reúne boa parte dos cartéis de negócios mais poderosos do mundo financeiro, os quais já pressionavam Zuckerberg para que fosse realizada a censura por questionamento e dúvida, elogiaram a decisão chamando a pressão de conversas contínuas com o Facebook.

Por vários anos, o Congresso Judaico Mundial tem defendido que o Facebook remova o conteúdo de negação do Holocausto de sua plataforma e tem trabalhado com as equipes de política da empresa de mídia social para revisar essas postagens e classificá-las como discurso de ódio segundo os padrões da comunidade da empresa”, disse o Congresso Judaico Mundial em uma declaração.

“A aplicação dessas políticas não pode acontecer da noite para o dia”, disse o Facebook em um post. “Existe uma variedade de conteúdo que pode violar essas políticas e levará algum tempo para treinar nossos revisores e sistemas sobre a aplicação”.

O Yad Vashem, em inglês World Holocaust Remembrance Center, saudou a decisão do Facebook de atualizar sua política de discurso de ódio para proibir todas as formas de negação [ou questionamento] do Holocausto  em sua plataforma. Em uma carta recente ao CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, o presidente do Yad Vashem, Avner Shalev, indicou que o antissemitismo não é simplesmente identificável por palavras-chave, frases ou algoritmos, mas requer “compreensão humana e sensibilidade” para reconhecer e banir tais postagens.

O Yad Vashem, de Israel, é amplamente considerado a autoridade na história e na lembrança do “Holocausto”. A organização afirma ter milhões de documentos e testemunhos provando que 6 milhões de judeus foram assassinados durante a Segunda Guerra Mundial. Mas recentemente, uma polêmica que infelizmente não foi parar nos grandes holofotes, foi a de que alguns nomes ilustres entre os chamados “sobreviventes do Holocausto”, pessoas que estiveram nos campos de detenção alemães, são listados como tendo sido explicitamente assassinados, em alguns casos várias vezes enquanto outros, estão vivos e dando palestras sobre o “Holocausto” como mostra este artigo de Eric Striker, originário do National Justice.

O presidente do Congresso Mundial Judaico, Ronald S. Lauder , declarou que: “Ao dar o passo crítico para remover o conteúdo de negação do Holocausto, o Facebook está mostrando que reconhece a negação do Holocausto pelo que realmente é – uma forma de antissemitismo e, portanto, discurso de ódio”.

O Congresso Judaico Mundial disse que defendeu o Facebook para remover o conteúdo de questionamento e negação do Holocausto de sua plataforma e trabalhou com as equipes de políticas da empresa de mídia social para revisar essas postagens e classificá-las como discurso de ódio segundo os padrões da comunidade da empresa.

Resta saber se entidades como o poderoso clube de bilionários Congresso Mundial Judaico aplicará as mesmas diretrizes para quem menospreza o segregacionismo palestino em Israel e seu massacre de civis ou seu apoio a políticas externas agressivas por parte de potências militares em países indefesos.


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