Eslováquia: líder do Partido Nacionalista condenado a quatro anos por dar cheques de 1.488 euros a famílias pobres

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O LÍDER de um partido nacionalista com assento no parlamento eslovaco foi condenado por “uso ilegal de símbolos neonazistas”  a quatro anos e quatro meses de prisão na segunda-feira (12).

Marian Kotleba, chefe do Partido Popular Nossa Eslováquia, estava sendo julgado depois de presentear três famílias pobres com cheques de 1.488 euros em 2017. O número 1.488 tem um significado simbólico para os nacionalistas raciais: “14” para as “14 palavras” de David Lane – “Devemos assegurar a existência de nosso povo e um futuro para as crianças brancas”; e “88” para “HH” (“H” é a oitava letra do alfabeto) para “Heil Hitler”.

O veredito não é definitivo. Kotleba se declarou inocente e pode apelar da sentença emitida pelo Tribunal Criminal Especializado de Pezinok. A Suprema Corte do país decidirá sobre seu recurso.

O Partido Popular Nossa Eslováquia, cujos membros usam a saudação romana tradicional (que tem uma história de 2.000 anos, além de ser usada na Alemanha Nacional Socialista, Itália Fascista, Espanha Nacionalista e Estados Unidos pré-1945) e querem a Eslováquia fora da União Europeia e OTAN, foi o quarto partido mais popular do país nas eleições parlamentares de fevereiro.

Tem 17 cadeiras nas 150 cadeiras do Parlamento eslovaco e duas no Parlamento Europeu.

Kotleba e os membros de seu partido apoiam abertamente o legado do governo aliado nacional-socialista alemão da Eslováquia durante a 2ª Guerra Mundial.

O incidente de 2017 ocorreu em 14 de março, aniversário do estabelecimento do estado de guerra eslovaco em 1939.

No ano passado, a Suprema Corte rejeitou um pedido do procurador-geral do país para proibir o partido de Kotleba.

Em seu pedido, Jaromir Ciznar (que recebeu sua educação e treinamento jurídico sob o antigo regime comunista do país) disse que o Partido do Povo Nossa Eslováquia é “um grupo extremista cujas atividades violam a constituição do país e seu objetivo é destruir o sistema democrático do país”.

Mas o tribunal decidiu que o procurador-geral não forneceu provas suficientes para a proibição.


Fonte: National Vanguard

Publicado originalmente em 15 de outubro de 2020


 

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