Com Harris, Biden tem uma democrata pró-Israel ferrenha como vice-presidente

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O ex-vice-presidente e atual Presidente eleito dos EUA pelo Partido Democrata, Joe Biden, escolheu a senadora Kamala Harris da Califórnia como sua vice em agosto desse ano. Casada com um judeu, a senadora de 55 anos é a vice-presidente que representa muitas bandeiras do pós-modernismo: a de primeira “mulher negra e filha de imigrantes” a ocupar uma posição de destaque e a “primeira indiana-estadunidense” a integrar o gabinete presidencial de um grande partido.

Filha de mãe imigrante da Índia e de pai que da Jamaica, Harris tem um pouco de judaísmo em sua história, segundo mostra um artigo do The Times of Israel.

Ela conheceu seu marido judeu, o advogado de Washington, DC, Douglas Emhoff, em San Francisco. Eles se casaram em 2014 – a irmã de Harris, Maya, oficializou a cerimônia – e quebraram uma taça para homenagear a cultura de Emhoff. Foi o primeiro casamento dela e o segundo dele – Emhoff tem dois filhos de uma união anterior com uma judia.

 

“Assim, tendo crescido na área da baía, lembro-me com carinho daquelas caixas de fundos nacionais judaicas que usávamos para coletar doações para plantar árvores em Israel. Anos mais tarde, quando visitei Israel pela primeira vez, vi os frutos desse esforço e da engenhosidade israelense que realmente fez um deserto florescer”, disse Harris em reunião com o American Israel Public Affairs Committee (AIPAC) em 2017.

Desde que foi eleita em 2016, Harris falou duas vezes na conferência anual de políticas do AIPAC, embora seu discurso de 2018, com a delegação da Califórnia, fosse extraoficial.

Mais da metade da bancada democrata no Senado consegue o endosso de J Street, o grupo de lobby liberal judeu que acredita que a pressão é necessária para iniciar as negociações de paz. J Street não endossou Harris. Sua única associação com o grupo foi em novembro de 2017, quando ela era uma entre os 17 políticos locais e federais no comitê anfitrião de uma festa organizada pela filial de Los Angeles de J Street.

Harris também copatrocinou uma resolução do Senado no início de 2017, que essencialmente repreendeu o governo Obama, do qual Biden fosse vice-presidente, por permitir a condenação as políticas de assentamento de Israel, aprovado em uma resolução do Conselho de Segurança dos EUA.

Ela apoiou o acordo nuclear com o Irã em 2015 quando o Congresso o votou (ainda não era Senadora neste ano) e oficialmente se opõe ao movimento palestino de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel.

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Harris adora o prédio da Suprema Corte de Israel:

“A beleza da arquitetura e o espírito do design deixaram uma impressão duradoura – as linhas retas do edifício representam a natureza imutável da verdade, enquanto os vidros curvos e as paredes foram construídos para representar a natureza fluida de encontrar justiça. A Corte, como Israel, é um belo lar para a democracia e a justiça em uma região onde o radicalismo e o autoritarismo muitas vezes moldam governos”, disse ela ao The Jewish News of Northern California em 2016.

 

Sobre “crimes de ódio”

Harris criou uma unidade para combater crimes de ódio como promotora distrital de São Francisco e fez dessa luta o foco de seu trabalho como procuradora-geral do estado em crimes de ódio contra os judeus. Harris relatou que em 2012 esses seriam os crimes mais comuns.

Uma de suas primeiras ações bem-sucedidas no Senado foi obter a aprovação de uma resolução não vinculativa que reconheceu as instituições religiosas judaicas como possíveis alvos de crimes de ódio e pediu um canal para receber denúncias de crimes de ódio, uma exigência antiga de grupos judaicos de direitos civis.

Suas “irmãs mais velhas” são judias:

Em outubro de 2016, ela recebeu o apoio de duas senadoras judias do estado – Barbara Boxer, que estava se aposentando e a quem Harris iria substituir, e Dianne Feinstein, senadora do estado. Isso foi importante porque no sistema de “selva primária” na Califórnia, os dois primeiros votantes nas primárias chegam às urnas em novembro, mesmo que sejam do mesmo partido. Harris estava enfrentando uma democrata popular, a deputada Loretta Sanchez, nas eleições gerais.

 

Ao contrário de alguns líderes políticos mais liberais, como o senador de Vermont Bernie Sanders e a congressista de Nova Iorque Alexandria Ocasio-Cortez, ela não se opôs à postura tradicional de apoio do partido em relação a Israel, nem pediu mudanças fundamentais na natureza da aliança.

Em novembro de 2017, ela visitou Israel e se encontrou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Em abril de 2019, a então diretora de comunicação da campanha da senadora, Lily Adams, disse a McClatchy que seu “apoio a Israel é fundamental para definir quem ela é”.

“A senadora Harris apoia fortemente a assistência à segurança para fortalecer a capacidade de Israel de se defender”, disse seu gabinete. “Ela viajou para Israel, onde viu em primeira mão a importância da cooperação entre os Estados Unidos e Israel”.

O anúncio de Biden de que ele havia escolhido Harris como sua companheira de chapa foi rapidamente elogiado por grupos de judeus democratas desde o início.

“Harris prioriza as mesmas questões que os eleitores judeus e trabalhará diligentemente para defender nossos valores na Casa Branca, ao lado de nosso próximo presidente, Joe Biden”, disse Hailie Soifer, chefe do Conselho Democrático Judaico dos EUA e ex-assessora de Harris.

“Como ex-conselheira de segurança nacional da senadora Harris, conheço bem sua convicção e compromisso em criar um país melhor para todos os estadunidenses”, acrescentou Soifer. “Ela se alinha fortemente com os valores dos judeus americanos, incluindo seu apoio à relação EUA-Israel, seu compromisso em garantir acesso a saúde e educação, sua intolerância ao ódio e fanatismo e seus esforços inabaláveis para proteger as comunidades mais vulneráveis de nosso país”.


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