Christa Savitri: Patriarcado e verdadeiro tradicionalismo

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Tradição é algo que se resume ao ato de entregar. No contexto social, se refere ao ato de passar adiante, de geração em geração, o sistema de vida aplicado por determinado povo. Sistema este que começou antes mesmo da materialização do mundo como o conhecemos.

A tradição não foi eleita como modo de vida de um povo por acaso.

Toda tradição tem suas raízes, seus motivos de ser como é e principalmente uma sabedoria intrínseca que revela que a tradição tem sua maneira de ser porque foi antes colocada à prova, tentou-se fazer tudo de outras maneiras e assim foram descobertos os erros em cada tentativa de aplicar coletivamente regras diferentes.

A tradição se estende a todos os aspectos sociais de um povo, desde seu sistema de crenças e espiritualidade, passa pelo modo de organização social até chegar ao micro aspecto da sociedade que é a família individual. Nesse ponto estará o foco deste artigo.

SAIBA MAIS

Por mais que determinados grupos possam estar inseridos nos modos de vida forjados por determinadas visões de mundo, que teoricamente respeitam as tradições de uma determinada Raça, estes acabam sendo levados por uma onda coletiva e pseudo-progressista que, por mais que os faça resistir a certos aspectos contemporâneos que desprezam tradições, os obrigam a participar de outros aspectos anti-tradicionais de forma quase inconsciente, devido à desaprovação social, questões sócio-econômicas, entre outros fatores.

O modelo tradicional familiar sugerido em diversos pontos da história dos povos arianos, desde os mais notáveis impérios e civilizações, até as sociedades mais recentes, tinha suas raízes no entendimento de que o Deus Sol representava a origem da vida e fertilizava a Terra trazendo à luz os seres viventes. Além, claro, das questões mitológicas e religiosas. Essa crença se estendeu ao modelo que se resumia em uma família monogâmica, liderada pelo homem, onde a mulher estava destinada à função de cultivadora do lar.

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Geralmente o homem tinha suas funções sociais, era o provedor financeiro e protetor da família e todos os cuidados necessários com a prole, com o lar e com o marido estavam atrelados à mulher, existindo às vezes algumas funções complementares ao sustento familiar, como o plantio e a colheita de alimentos, a lida com os animais ou trabalhos artesanais caseiros relacionados à alimentação ou à tecelagem, entre outros.

Pensando na sociedade contemporânea, a mulher foi retirada de sua função de guardiã do lar e passou também a representar diversas funções sociais em uma suposta tese de igualdade entre os sexos.

Como se não houvessem existido tentativas semelhantes e já fracassadas na história, atrelam a este novo sistema de igualdade forçada uma questão de inovação e progresso; porém, é evidente que a problemática de tal sistema envolve muitos fatores que atacando diretamente a instituição familiar – representada aqui como núcleo micro-social –, refletem seu potencial de decadência na sociedade como um todo.

Nada na natureza é igual, mas complementar, tudo tem diferentes níveis e funções e não poderia ser diferente no concernente à espécie humana, onde o feminino é complementar ao masculino e vice e versa.

O modelo familiar tradicional é baseado em doutrinas solares, mas também é relacionado à própria natureza de cada sexo.

A força física natural ao homem, assim como sua frieza racional são fatores que na prática o direcionam às funções da caça, da defesa guerreira da nação como forma de proteção ao território de seu povo, às mulheres e às crianças.

O homem descobre e constrói.

A mulher, em suas potencialidades maternas é feita para o cuidado, para as questões emotivas, que envolvam sabedoria e intuição. A mulher é naturalmente a responsável pela manutenção das conquistas masculinas. Portanto, homens e mulheres são complementares em suas funções, onde se os dois opostos escolhem descobrir e construir, não há quem mantenha e seja responsável pela entrega da tradição aos descendentes.

A função central feminina na tradição Greco-Romana, assim como na Védica, entre outras de origem ariana, era a manutenção do chamado fogo sagrado do lar, que dentre muitos dos significados atrelados ao fogo, o principal era a questão da purificação. O lar como ambiente incorruptível e impenetrável pelas mudanças prejudiciais e contrárias à sagrada tradição ancestral, esta que é totalmente conexa com a ordem divina.

Entendidas como motivos centrais da aplicabilidade dos sistemas tradicionais familiares, tais características naturais e intrínsecas de cada sexo, levaram à construção do modelo familiar direcionando o homem para as funções externas ao lar, construtoras, e a mulher para as funções internas, mantedoras.

Com o tempo as tradições tendem ao automatismo e, portanto, correm o risco de terem seus motivos fundadores esquecidos ou ressignificados com o passar do tempo.

Na tradição familiar houve tal ressignificação progressivamente, concomitantemente à infiltração no inconsciente coletivo de uma visão de mundo mais mercantilista e econômico-centrada.   Devido a esta lenta e sutil ressignificação, a importância do homem deixou de estar relacionada à metafísica, ou seja, às crenças ancestrais e aos seus atributos naturais espirituais e físicos enraizados nas doutrinas solares e começou a estar totalmente atrelada com a sua capacidade de prover financeiramente; rebaixa-se o posto de líder natural e protetor da família ao nível de mero provedor; a importância do homem passou a ser relacionada com sua capacidade de conseguir dinheiro, como se isso fosse uma elevação de seu status enquanto ser humano. Tornou-se aceita a ideia popular de que em uma hierarquia social, está no topo aquele com maior poder monetário.

Por consequência, a mulher deixou de ser reconhecida por sua importância de mãe, guardiã do lar e das tradições e passou à função de auxiliadora do provedor financeiro.

Esse modelo apresenta o pináculo de sua expressão no pseudo-patriarcado da década de 50 onde na recuperação econômica do pós-guerra acabou por tornar-se conveniente ao (des)governo liberal e ao pensamento burguês uma idolatria ao homem mercantil e um ideário feminino de uma vida de luxos que seria proporcionada pelo então marido.

O sistema patriarcal ainda aparentava ser o mesmo, mas com uma deletéria mudança de base comportamental inserida em seu contexto.

O homem passou a entender-se como líder da família não mais por sua capacidade natural e metafísica, mas por direito conquistado apenas e tão só por ser o provedor; a mulher que não provê, já não tinha tanta importância.

Começa propositalmente o ambiente perfeito para o fomento do feminismo. A mulher por se sentir inferiorizada começa a entender que para ser importante deveria também ter acesso à conquista financeira para então ter direito a todos os benefícios concedidos ao homem.

Da percepção forjada da inferioridade feminina e da superioridade masculina baseada em seu poder monetário nasce a ideia, assim como a real possibilidade, de uma opressão feminina, onde a libertação estaria na conquista de um maior poderio financeiro por parte da mulher.

É então que a ideia de família tradicional é completamente substituída pela mentalidade mercantil e consumista, que por ser completamente anti-natural torna-se hedonista, adicta de anestésicos da existência elevados ao nível de importância vital para homens e mulheres que já estão completamente fora de suas funções e habitats.

Há uma grande problemática na inserção da mulher no mercado de trabalho e esta ataca frontalmente a instituição familiar. Em contrapartida é totalmente conveniente ao sistema liberal de conseqüente comportamento burguês.

Pode-se afirmar certeiramente que a luta feminista é falsamente direcionada à libertação da mulher, enquanto verdadeiramente está apenas em prol da escravização coletiva e da destruição da instituição familiar.

A inserção da mulher no mercado de trabalho ataca frontalmente a formação familiar tradicional, em primeiro lugar, porque com a mulher competindo pelas vagas de trabalho, a colocação profissional do homem torna-se mais difícil; em longo prazo o homem tende a ter maior dificuldade de manter as finanças de seu lar sozinho;

Se a mulher busca um posicionamento superior em sua carreira, ela estudará no mínimo até 22-25 anos de idade, tendo então concluído sua formação acadêmica, onde logo em seguida deverá tentar o início de sua vida laboral.

Dependendo da profissão, a colocação no mercado de trabalho pode demorar mais alguns anos até que se estabeleça financeiramente, ou podem ser exigidos mais alguns anos de estudo para que atinja uma renda desejável; aos 30 anos, sua carreira ainda está em desenvolvimento, tornando inconveniente a reprodução em tal momento.

A contrariedade à natureza que a tira do lar e a coloca na guerra moderna a torna infeliz, afetando diretamente sua saúde mental e consequentemente a física. Para a mulher é muito mais estressante e degradante o ambiente de trabalho do que para o homem, o que sempre resulta em comportamentos auto-destrutivos;

As pautas feministas tiraram a mulher de sua função exclusivamente materna e caseira para colocá-la num multifuncionalismo completamente impossível de ser exercido. Há uma sobrecarga que ocasionou o fato de que nunca, em nenhum ponto da história, as mulheres estiveram em graus tão altos de depressão, ansiedade e sobrecarga de funções.

Mas ainda assim o feminismo, que hoje já está enraizado na mente de toda mulher – inclusive das que se dizem não-feministas–, faz com que uma mantenha a outra nesse comportamento anti-natural de querer exercer um papel que não é próprio ao feminino. Um papel que é apenas benéfico à sociedade de consumo, mas nem de longe promove o bem estar coletivo.

A mulher bem vista socialmente, intitulada “guerreira” é a que estuda e trabalha, independentemente de ser mãe ou não. A mulher que escolhe cuidar de seu lar, marido e filhos é dita “encostada”, pejorativamente “sustentada pelo marido”, de “vida fácil”, “interesseira”.

Com esse pensamento popular, a mulher deixa de enxergar seu próprio valor ao exercer sua função divina e passa também a se reconhecer valorosa apenas se for detentora de dinheiro.

Além disso, devido ao intrínseco pensamento mercantilista, já não existe mais a confiança mútua do verdadeiro patriarcado. Da mulher que cuidava do seu marido por amor e não por interesse financeiro; do homem que mantinha sua família pelo bem da coletividade, atribuindo à sua mulher exclusivamente às tarefas femininas de maior importância social: os deveres do lar e da criação da futura geração.

O homem hoje tem medo de ser explorado, de ser visto pela mulher como mera peça utilitária. E a mulher tem medo de depender totalmente do marido e ser abandonada. Então ambos já se casam diante de uma desconfiança mútua, que não é benéfica à formação familiar. Por estes e outros motivos ambos escolhem trabalhar fora, o que resulta em um casamento desastroso.

O homem chega cansado e estressado em casa, a mulher igualmente, o que torna dificultosa a manutenção da harmonia do lar. Isso sem levar em conta a contaminação energética fora de casa, a obrigação de interagir com diversos tipos de pessoas e a inserção em diversas egrégoras, o que tira da mulher a capacidade de manter a paz e pureza energética da própria casa.

Outro fator problemático é que com outras opções facilmente disponíveis num ambiente laboral misto, a tendência é que não haja muito esforço para a manutenção de um relacionamento. A presença da mulher no ambiente de trabalho facilita o adultério para ambos os lados.

Se para o relacionamento, o fato da mulher estar no ambiente de trabalho já é prejudicial, para a criação dos filhos, ainda mais.

A partir do momento em que a carreira estiver em primeiro lugar, a gestação será cada vez mais adiada, o que é disgênico pelos seguintes fatores:  há a questão do envelhecimento dos óvulos, dos maiores riscos da gestação tardia para a mãe e para o feto, a provável falta de dilatação para o parto natural e as chances de complicações na gravidez que crescem exponencialmente conforme a idade da mulher avança.

O uso contínuo de anticoncepcionais é destrutivo à saúde da mulher, o que a torna pouco saudável para uma gestação eugênica.

Muitas das doenças em adultos começam no ventre da mãe, durante sua própria formação. Se a mãe não tem tempo pra se alimentar corretamente, consome produtos industrializados e passa estresse constantemente, tudo isso será refletido no feto em formação.

Um parto que não seja natural prejudica a saúde da criança,  principalmente no que se refere à questão da formação do sistema imune, para a mãe, é dificultada sua recuperação.

A amamentação é essencial para o crescimento adequado do bebê, este que não deve ser alimentado com os venenos industriais alimentícios desde que nasce; O estresse, a má alimentação e a falta de tempo e paciência são fatores que fazem com que grande parte das mães de hoje deixem de amamentar. A falta de amamentação é fator deletério à saúde do bebê e reflete em sua saúde futura.

Os quatro meses de uma licença-maternidade não são suficientes para que uma mãe cuide de seu filho.

A transferência da responsabilidade materna tem sido regra, onde a criança a partir dos quatro meses de idade vai aos cuidados de um terceiro, seja alguma das avós, que já não tem mais a mesma paciência e nem a conexão materna com o bebê ou a creche, onde será cuidada por pessoas completamente estranhas.

O contato contínuo da mãe com seus filhos foi completamente perdido. Enquanto outrora a mãe tinha o direito de criar integralmente seus filhos aos próprios modos em uma instituição familiar impenetrável por influências externas, hoje, pelo contrário, ela entrega seus filhos aos cuidados de quem irá educá-lo da forma como quiser, totalmente imerso e influenciado nas direções dadas pelo liberalismo, tornando-se um estranho para seus pais ao atingir a puberdade.

A prole deixa de ser a continuação de seus ancestrais, a responsável por levar adiante as tradições. Agora se torna apenas um ser que, longe do seio familiar desde os quatro meses de idade, é apenas mais um servidor do ciclo capitalista, direcionado a ele desde que nasce.

Creche, escola, faculdade, trabalho. Trabalha, consome, fica doente e morre.

Não há espaço para valores e tradições, para nada que seja realmente importante para um ser humano. Só há nesse sistema a colocação de sentido apenas no que é material, consumível, reduzido ao ato momentâneo.

A instituição familiar é sacrificada ao mercado de consumo, onde deixa de existir o propósito de transmissão da tradição. O único propósito é criar peças humanas que trabalham, consomem e descontam seus enormes vazios internos em anestésicos.

A verdadeira tradição não é mercantilista, não reduz uma potencial mãe ao mero propósito da conquista monetária.

Sem o apoio à verdadeira tradição ancestral, sem o direito a exercer o modelo patriarcal dentro das famílias não existe dissidência, não existe ameaça ao pensamento burguês e mercantilista; morrem as tradições.

Enquanto a mulher não puder voltar ao posto de guardiã do lar e das tradições não haverá mudança. Crianças continuarão crescendo imersas no sistema de consumo onde nada irá mudar.

O verdadeiro patriarcado está ligado às origens divinas e por isso, da força dos pequenos núcleos familiares corretamente constituídos foram erguidos impérios.

A força do homem que luta reside na família que o espera.

Não há manutenção do arianismo sem instituição familiar tradicional.

Sem base familiar, o que nos espera é o individualismo burguês.

Pela continuidade da Tradição, ditada pela centelha divina dos Ārya, que, consonante às moradas superiores criou modos de vida dignos de serem vividos.


Texto de Christa Savitri


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