Brasil: Pastor congregante prega pela destruição do judaísmo

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Um pastor brasileiro orou a Deus para destruir os judeus e repetir a humilhação dada duranta e Segunda Guerra Mundial durante um sermão no Rio de Janeiro.

“Massacre os judeus, Deus, bata neles com a espada, pois eles deixaram Deus, eles deixaram as nações”, gritou o pastor Tupirani da Hora Lores a dezenas de congregantes da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo no início deste mês. Uma gravação do evento acabou por se espalhar na internet. Seus congregantes são ouvidos repetindo suas palavras apaixonadamente.

“Eles mentiram, agiram com prostitutas e, quando lhes disseram que se arrependessem, disseram que fariam isso, mas mentiram”, disse o pastor, possivelmente em referência às conversões forçadas ao cristianismo durante a Inquisição. “Deus, o que você fez na Segunda Guerra Mundial, você deve fazer novamente, é isso que pedimos em nossas orações: justiça, justiça, justiça!” , da Hora Lores, exclama como clamor. “Pisa-os como vermes que são. Está escrito, nem judeu, nem grego, nem troiano. Para Deus, o que importa é uma nova criatura”, continuou.

No entanto, apesar do apontamento a referência ao holocausto judaico, Lores não cita especificamente “holocausto”, mas no vídeo, um fator pouco analisado são as motivações que o pastor aparenta ter. Ele parece contrário a referência da ideia de associar o judaísmo como apoiador maior do cristianismo e a base de sua fé, afirmando que o judaísmo não aceita o cristianismo, que não prega suas predicações e que existe uma base bíblica que comprova isso, deixando claro sua visão de que os próprios judeus sabem disso e renegam o cristianismo.

[Fica a critério do leitor a análise da visão do pastor, não se prendendo a analise do redator desta postagem. Deixe sua visão nos comentários.]

Acusações e represálias

A Revista Fórum, em seu artigo sobre o assunto diz que de acordo com o TJ-RJ, eles pregavam através de blogs o fim da Igreja Assembleia de Deus e atacavam judeus e outras religiões, caracterizando-as como “seguidoras do diabo” e “adoradoras do demônio”.

O artigo também diz que Tupirani da Hora Lores, havia sido processado em 2012 acusado de “intolerância religiosa”.

Uma organização judaica que atua no Brasil chamada Sinagoga Sem Fronteiras, uma rede de comunidades judaicas no Brasil, apresentou uma queixa por incitamento contra o pasto Hora Lores junto à polícia federal, que afirmou estar investigando o caso.

“Com cada reclamação e ação, em cada estado, nosso objetivo é divulgar as ofensas e ações tomadas contra os agressores, para que as pessoas comecem a pensar duas vezes antes de tomar essas ações”, disse o rabino Gilberto Ventura, fundador de Sinagoga Sem Fronteiras, com sede em São Paulo, à Jewish Telegraph Agency.

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