A globalização não mata a manifestação original das tendências biológicas de cada povo.

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Existe a impressão que pelo fato de que em várias partes do mundo, as pessoas tenham aderido a uma moda e a uma cultura americanizadas, que todos somos iguais.

Ao mesmo tempo em que na Itália uma mulher usa o mesmo estilo de calça que uma brasileira e conhece a mesma música popular que toca na maior parte das rádios do mundo inteiro, ao entrar, na mesma cidade brasileira, numa casa de um descendente de italiano ou na casa de um descendente japonês ou nigeriano, os costumes dentro daquele lar serão diferentes.

Hoje a linhagem sanguínea fica em último plano de importância quando se pensa sobre aquilo que diz respeito à formação da personalidade de alguém. Acredita-se que o que forma a personalidade é a cultura local, a educação dos pais ou atrelam questões da personalidade até à influência de “santos e encostos”, como se o modo de ser de cada qual fosse acaso do destino, determinações de personalidade que caem sobre a cabeça das pessoas aleatoriamente.

Pode o ambiente tentar impor mil regras de conduta, a influência midiática impor mil trejeitos; sempre, devido à linhagem sanguínea, ou seja, às próprias raízes de um povo, as pessoas terão uma tendência a um determinado modo de agir. Porque tal modo de agir, entender e ser para o mundo, não é algo que nasce de repente para uma determinada comunidade popular.

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A constituição biológica de cada povo foi determinada pelos desafios de sobrevivência, onde devemos levar em conta não só as dificuldades impostas pela própria natureza, como o clima, dificuldades no plantio e na obtenção de alimentos, mas também as guerras, as emigrações e as questões econômicas que foram adaptando o corpo humano de cada membro constituinte de um povo com uma maior resistência às intempéries sofridas. Um básico exemplo que podemos lembrar é a forma como os europeus são mais resistentes ao frio do que os africanos.

E não só nas questões biológicas criou-se uma adaptação aos fatores climáticos do território e demais intempéries constantemente vividas por determinados povos, mas também, nas questões psíquicas. Daí nascem as crenças, a cultura e um modo muito específico de pensar e agir. Por isso é gritante a diferença de costumes entre as diversas linhagens e isso vai desde a organização de uma casa até o tipo de humor que se tem. A conduta diante de determinadas situações muda e até mesmo as coisas mais ínfimas do dia a dia como o modo de preparar um alimento ou o tipo de lazer que se prefere ter.

 

Mesmo as diferenças entre povos provenientes de diferentes países, ainda que no mesmo continente, já demonstram seus reflexos no modo de pensar e agir que só não são tão evidentes devido à raiz comum. Mas entre povos brutalmente diferentes, os costumes mudam em larga escala, ainda que pessoas provenientes de povos distintos vivam juntas em um determinado território e passem por uma tentativa de criação cultural antinatural como o Brasil, onde há séculos tentam impor a tal brasilidade, mas não se obtêm êxito.

Os lares continuam com seus costumes ancestrais de tal forma, que se um estrangeiro entrar em um lar constituído por euro-descendentes e em outro constituído por afrodescendentes, no mesmo bairro, a diferença será imensa.

Um detalhe que pode ser observado nestes diferentes costumes de cada povo, é a sobrevivência de uma tradição da Roma politeísta que já dura mais de dois mil anos: ter um espaço dedicado aos Lares e Penates, Deuses protetores do lar representados por pequenas estátuas que ficam em nichos na parede ou pintados em murais. Ainda que esta tradição tenha sido adaptada pelos católicos, de forma que atribuíram a função protetora do lar às divindades próprias do catolicismo, ainda se vê em muitas casas brasileiras, de euro-descendentes, este espaço dedicado ao santo protetor do lar, onde, da mesma forma que há mais dois mil anos atrás, mantêm-se uma vela acesa neste espaço, que hoje foi substituída por uma pequena lâmpada, geralmente verde ou vermelha.

 

Outro exemplo interessante a se observar é o hábito de oferecer flores aos antepassados mortos e a crença de que eles nos guardam e nos auxiliam de onde estão. Isto remete a Roma pré-cristã, foi algo adaptado pelo cristianismo, mas que até hoje persiste nas crenças dos euro-descendentes.

Apenas quem está com a percepção muito limitada pela lobotomia midiática deixa de notar o quanto a linhagem sanguínea de cada qual interfere em seu modo individual de ser, ainda que partilhe do mesmo território ou tenha aderido superficialmente à moda e à rotina dos demais.

E partindo disto, um indivíduo pensar que um relacionamento entre duas pessoas provenientes de povos muito diferentes pode dar certo só porque superficialmente homem e mulher aderiram aos mesmos modismos culturais, é algo que leva diretamente à decepção.

A manifestação cultural verdadeira que une os povos nasce primeiramente da linhagem sanguínea. É a expressão desta linhagem. Uma cultura criada em cima da mistura de elementos culturais de diversos povos, como o é a subcultura brasileira, não é plenamente identificável pra ninguém. Seria dizer que uma música nordestina que contém elementos de música africana e europeia surtiria o mesmo efeito num europeu ou euro-descendente do que uma ópera, ou que surtiria o mesmo efeito em um africano que uma música tradicional deste povo.

 

Uma subcultura medíocre criada em cima de vários elementos, assim como a superficialidade da personalidade criada em cima de tal cultura só é suficiente para almas subdesenvolvidas.

A pessoa que está conexa com suas origens sente a diferença evidente no modo de ser dos diferentes povos, necessita estar em contato com a manifestação cultural pura e original de seu povo e se sente incomodado com as interferências de outras culturas invasoras.

Podem impor essa subcultura superficial e tentar padronizar a todos à vontade, mas quando um ítalo-paulista entra na casa de outro ítalo-paulista, ele se sente em casa. Se for convidado a entrar na casa de uma pessoa proveniente de qualquer outro povo e origem, sentirá já no portão a diferença.

 

A linhagem sanguínea não é uma construção social, muito pelo contrário, a sociedade é o reflexo do sangue e nem a mais forte tentativa de massificação através do globalismo poderá destruir isso, pelo menos não enquanto houver alguma manutenção destas características naturais de cada povo. Enquanto houver, as tendências no modo de agir permanecerão, assim como as marcas características na personalidade de cada um.

Na tentativa de assimilação forçada a uma cultura superficial sempre haverá um vazio inexplicável por falta de conexão e pela irritante interferência naquilo que se é.

Um euro-descendente quando encontra outro euro-descendente e ambos tiveram a sorte de terem sido criados na tradição de seu povo ancestral, é como se tivesse encontrado um primo distante, ainda que este seja um completo desconhecido.  Mas quando todos tentam uma identificação entre si, tendo como base uma subcultura padronizante e sem raiz o resultado é a falsidade, o “tolerar o próximo” que sempre resulta em conflitos e acaba em alguma forma de violência.

Uma sociedade sadia é homogênea e a expressão de sua homogeneidade é a grandiosidade cultural e criativa, além de uma maior facilidade de identificação entre os membros do povo que consequentemente gera uma maior capacidade altruísta.


Autora: Christa Savitri


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