A campanha milionária do fake news bolsonarista: Quem está por trás?

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Um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal que atualmente investiga as fake news [Notícias falsas] contra ministros da Corte nas redes sociais revelou que um “grupo de empresários” apoiadores do presidente Bolsonaro gasta cerca de R$ 5 milhões por mês com robôs — programas de computador que podem ser usados para fazer postagens automáticas nas redes — e produção de material destinado a insultar e constranger opositores do governo no Judiciário, no Congresso, na mídia e no mundo artístico.

Uma reportagem publicada pelo O Estado de S.Paulo aponta que as investigações estão adiantadas e atingem até mesmo sócios de empresas do setor de comércio e serviços.

Embora o inquérito que tramita sob sigilo seja destinado a investigação de ameaças, ofensas e calúnias contra os intocáveis ministros do STF e suas famílias, assim como outras personalidades (não divulgadas) do Congresso e Judiciário as informações são de que o mesmo grupo instiga, por exemplo, a convocar os atos do último domingo (15) em apoio ao presidente, que contam com cada vez menos pessoas, uma vez que a situação interna do seu governo, a crise financeira e a pandemia deixam expostas a total falta de projeto nacional.

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Aberto em março do ano passado por determinação do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, o inquérito não identificou apenas fake news, mas também evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal por parte de alguns empresários.

A expectativa é de que o processo, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, seja concluído ainda esse mês e enviado ao Ministério Público. A mídia nacional, no entanto, parece dar pouco caso. Será que acaba em pizza?… Mas espere, este era o governo da mudança…

Em 2019, o Senado arquivou a CPI do STF. Foto: Cristiano Mariz/Congresso Nacional, Brasília, DF/ 13/02/2019

Por outro lado, a CPI mista das Fake News, investigação que tramita no Congresso, dificilmente irá para frente, uma vez que acabou por se tornar uma disputa política de supremacia por influência entre governo e oposição. Mas pelo menos, devido a pandemia, estão com prazos suspensos para acabar.

Em 2019, Ciro associou o lobismo judaico sionista brasileiro de patrocinar as fake news

Em outubro de 2019, o ex-governador Ciro Ferreira Gomes (PDT), terceiro candidato mais votado na disputa à Presidência nas eleições de 2018, afirmou que empresas corruptas de Israel financiaram ilegalmente a campanha do presidente Jair Bolsonaro.

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Em um evento na sede do PDT, em Brasília, analisando os nove primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro, ele afirmou que:

“[…] Só nosso judiciário esquisito é que não sabe do dinheiro estrangeiro, aos milhões de dólares e euros que pagaram publicidade no Facebook e impulsionamentos ‪(5,5 milhões de mensagens por semana) no WhatsApp a partir de servidores na Espanha, nos Estados Unidos e com empresas corruptas de Israel”.

7 de setembro de 2019. O presidente da República, Jair Bolsonaro, abriu o desfile cívico-militar. Na tribuna de autoridades, o presidente estava acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o bispo Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e da esposa Ester Bezerra, do apresentador e dono do SBT, Sílvio Santos e a esposa Íris Abravanel. O vice-presidente Hamilton Mourão e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) também estavam presentes, além do ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro e da esposa Rosângela Moro. Foto: Cláudio Reis/Framephoto/ESTADÃO CONTEÚDO

Essa resposta foi dada após ser questionado por jornalistas sobre uma reportagem do Folha de S. Paulo que revelou um suposto esquema de caixa 2 desviado das candidaturas femininas na campanha de Jair.

Ciro está longe de ser considerado um anti-sionista ou anti-judaísmo. Mas isso foi considerado o suficiente para que a Conib (Confederação Israelita do Brasil), considerasse tal afirmação uma “manifestação preconceituosa” da parte de Ciro Gomes, lançando uma nota furiosa afirmando que as “acusações abstratas e genéricas provam apenas a postura preconceituosa de Ciro” e sugeriram que ele dissesse quais eram essas empresas e pessoas para “comprovação de suas acusações”.

Como é de esperar, a soberba sionista não é menor no Brasil. Fernando Lottenberg, na época presidente da Conib, disse que atitudes como a de Ciro “deslegitimam o pedido de desculpas que ele fez recentemente após suas declarações antissemitas”.

Sim, sempre os antissemitas… Mas Lottenberg se referia ao fato de que não foi a primeira vez que Ciro afirmou tais questões quando se trata de Israel, a comunidade judaica brasileira e seu lobby poderoso de empresários e pessoas-chave influentes nas camadas de poder.

Ciro Ferreira Gomes, vice-presidente do PDT, ocupou altos cargos políticos no país: deputado estadual e governador no Ceará, prefeito de Fortaleza, ministro da Fazenda do Governo Itamar Franco durante a implantação do Plano Real e ministro da Integração Nacional durante o projeto de transposição do rio São Francisco no governo de Lula. Foto: Jornal de Brasília

Em abril do mesmo ano de 2019, Ciro citou o amigos “corruptos da comunidade judaica” do Presidente Jair Bolsonaro quando questionado sobre a incorruptibilidade do atual presidente em sua carreira, campanha e vida pessoal, assim como os lobismo ao qual ele representa.

“Agora Bolsonaro diz aos grupos de interesse o que eles querem ouvir. Por exemplo, para os amigos dele aí, esses corruptos da comunidade judaica, que acham que, porque são da comunidade judaica, têm direito de ser corrupto. Corrupto, para mim, não interessa se é curdo ou cearense. Corrupto é corrupto, ladrão é ladrão. Ele [Bolsonaro] disse para eles que ia transferir a embaixada do Brasil [de Tel Aviv para Jerusalém] a custo de grana para campanha”, disse Ciro Gomes.

Mais uma vez a Conib entrou em cena, juntamente com a SIC (Sociedade Israelita do Ceará), entrando com um processo contra o político por injúria racial.

Nesta segunda feira (18), durante uma Live no canal Ilha dos Barbados, pelo Youtube, em que participavam além de Ciro, PC Siqueira, Rafinha Bastos e Henry Bugalho, Ciro voltou deixou claro novamente que o lobismo judaico-sionista financia e financiou a campanha de Jair Bolsonaro.

Ciro Gomes disse: “Agora, repare: o Bolsonaro é católico, o Bolsonaro anda para cima e para baixo com a bandeira de Israel, o Bolsonaro…” PC Siqueira replicou que “nunca vou entender, nunca vou entender por que que os caras andam com a bandeira”. Ao que Ciro respondeu: “Ah não? Procura saber de onde vem o dinheiro para o financiamento dos grupos de WhatsApp dele na campanha”

PC Siqueira: “É, deve ser por isso, né? É, pode crer”

Ciro Gomes: “Aí você vai entender facilmente”.

Será mesmo que o próprio sionismo no Brasil conseguirá colocar Ciro Gomes como o “novo símbolo” de uma “extrema-direita” livrando mais uma vez a cara de Bolsonaro, a quem claramente apoiam enquanto lobismo político?

Ao que dessa vez, o site “Unidos por Israel”, como é de se esperar do lobismo defensor do sionismo e do Estado de Israel, terminou um violento artigo sobre o tema, comparando Ciro Gomes à Adolf Hitler, chanceler alemão entre 1933 – 1945 e Joseph Goebbels, ministro da propaganda alemão no mesmo período, na “batida” estratégia de encerrar qualquer debate e assunto com a “ameaça” do rótulo de “nazi-fascismo”, estratégia também utilizada por Ciro Gomes politicamente para se referir aos adversários.

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Por mais que se acuse, a demanda é verdadeira

A pergunta que não quer calar é como a massividade e a estrategia midiática de think thanks utilizada para financiar a reatividade dos apoiadores do bolsonarismo, tornando as fake news, sistemas de desinformação massiva, uma arma para atacar adversários e desorientar a opinião pública, obtêm tanto sucesso e engajamento… Claramente existe direcionamento e investimento. E não, não é primeira vez que isso é usado por um governo. Na era PT se via bastante o uso dos robôs, por exemplo e da atração de influenciadores para “falar bem” do governo ou pacificar polêmicas com dissuasões que nada queriam dizer.

A atual política externa do governo brasileiro com relação aos planos israelenses fala por si mesma. As manifestações com bandeiras de Israel falam também, o investimento pesado da bancada evangélica, bait sionista nas Américas é outro fator que só escancara o quanto esse governo atual também não trabalha pelos interesses nacionais.

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