Por trás da Declaração de Balfour – A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild (Parte V)

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Este presente artigo é uma continuação das primeiras duas partes. Caso não tenha lido-as, sugerimos a leitura anterior para melhor compreensão do assunto.

Obrigação da Grã-Bretanha?

Em um memorando marcado de próprio punho “Privado & Confidencial” para o Lord Peel e outros membros da Comissão Real sobre a Palestina em 1936, James Malcolm escreveu:

“Eu tenho sempre estado convencido de que até que a questão judaica fosse mais ou menos estabelecida satisfatoriamente, não poderia haver paz real ou permanente no mundo, e que a solução recai na Palestina. Esta foi uma das duas principais considerações que me impeliram, no outono de 1916, a iniciar as negociações as quais conduziram eventualmente à Declaração de Balfour e ao Mandato Britânico da Palestina. A outra, é claro, era trazer a América para a guerra.

Por gerações tanto judeus como os gentios têm semelhantemente assumido no erro que a causa do antissemitismo era no principal na religiosidade. De fato, os judeus, na esperança de obter alívio da intolerância, engajaram-se à propagação intensiva e subversiva das doutrinas materialistas produtivas do ‘liberalismo’, socialismo e irreligião, resultando na descristianização. Por outro lado, quanto mais materialistas os gentios tornaram-se, mais intuitivamente alertas eles estavam inconscientemente ficando sobre a causa do antissemitismo, o que, no fundo era, e permanece até hoje, algo primariamente econômico. Um escritor francês – Visconde de Poncins – observou que, em alguns aspectos antissemitismo é em grande parte uma forma de autodefesa contra a agressão econômica judaica. Na minha opinião, no entanto, nem os judeus e nem gentios detém a responsabilidade única por isso.

Conforme eu tenho já dito, eu tive uma parte em iniciar as negociações no início do outono de 1916, entre o governo britânico e francês e os líderes sionistas, o que levou à Declaração de Balfour e ao Mandato Britânico da Palestina.

O primeiro objetivo, é claro, foi para alistar a influência muito considerável e necessária de judeus, e especialmente dos judeus sionistas ou nacionalistas, para nos ajudar a trazer a América para a guerra no período mais crítico das hostilidades. Isto foi reconhecido publicamente pelo Sr. Lloyd George, durante um debate recente na Câmara dos Comuns.

Nosso segundo objetivo era capacitar e induzir os judeus de todo o mundo sobre considerar o trabalho construtivo como o campo próprio deles, e para tirar as mentes deles fora de esquemas destrutivos e subversivos que, devido à sua sensação geral de insegurança e falta de moradia, mesmo nos períodos que antecederam a Revolução Francesa, tinham provocado tantos problemas e inquietações em vários países, até que sua violência crescente culminou na Terceira Internacional e na Revolução Comunista Russa. Mas para alcançar este fim, foi necessário prometer-lhes a Palestina em consideração de sua ajuda, como já explicado, e não como uma mera experiência humanitária ou empreendimento, como representado em certos setores.”

Não é de se maravilhar que Weizmann não se referia a Malcolm em sua autobiografia, e Sokolow ressentia privadamente Malcolm “como um estranho no centro do nosso trabalho”, que era “dotado de um espírito de um tipo gói {um tipo não-judeu}.” [187]

Cyril Ross, Aratoon Malcolm, Almirante Sir Max Horton e James A. Malcolm no Abraham Lincoln Cockhall Ber Savoy Hotel, Londres, abril de 1949. O anglo-armênio James Aratoon Malcolm, o primeiro a direita, influente agente da então poderosa família judaica Sassoon, equivalente no Oriente ao que eram os Rothschild no Ocidente, foi decisivo para fazer as articulações judaicas que favoreceram o sionismo em detrimento dos acordos entre palestinos e europeus durante a Primeira Guerra Mundial. Mesmo sendo provavelmente o principal não-judeu a ajudar o sionismo, ainda assim era considerado um estranho entre o obscuro ambiente das lideranças sionistas, conforme um dos líderes sionistas, Nahum Sokolow, se ressentia de Malcolm “como um estranho no centro do nosso trabalho”, que era “dotado de um espírito de um tipo gói {de um tipo não-judeu}.” Ver adendo Z e notas 130 e 187 deste artigo. Créditos: The Arathoon Project – Campbell-Arathoon.

É também merecedor de notar que na página sete do seu memorando Malcolm citou o General Ludendorff, o ex-Quartemaster General do Exército alemão, e talvez, no mínimo, lembrado pela liderança de um golpe malsucedido em Munique, em 1923, como tendo dito que a Declaração de Balfour era “a coisa mais habilmente esperta feita pelos Aliados na maneira de propaganda e que desejava que a Alemanha tivesse pensado nisso primeiro.”

Por outro lado, poderia não ter dado algum frio conforto para Ludendorff acreditar que os judeus sionistas foram um fator importante para o resultado da guerra – se é isso que ele está insinuando?

A crença de Malcolm na Declaração de Balfour como um meio de levar os Estados Unidos à guerra foi confirmada por Samuel Landman, secretário para os líderes sionistas Weizmann e Sokolow e depois secretário da Organização Sionista Mundial. Como a única maneira (a qual provou assim ser) para induzir o presidente norte-americano a entrar em guerra era garantir a cooperação dos judeus sionistas, prometendo-lhes a Palestina, e assim alistar e mobilizar as até então forças insuspeitadamente poderosas de judeus sionistas na América e em outros lugares em favor dos aliados sobre uma base de contrato quid pro quo {tomar uma coisa por outra}. Assim, como se verá, os sionistas tendo realizado a sua parte, e ajudado muito para trazer a América para dentro, a Declaração de Balfour de 1917 foi, nada se não uma confirmação pública do necessariamente secreto acordo de “cavalheiros” de 1916, feito com o conhecimento prévio, aquiescência, e ou aprovação dos árabes, dos britânicos, franceses e de outros governos Aliados, e não meramente um gesto voluntário, altruísta e romântico por parte da Grã-Bretanha, como certas pessoas, ou através de ignorância perdoável, assumem, ou de imperdoável má fé iriam representar, ou melhor, deturpar… [188]

Falando na Câmara dos Comuns, em 4 de julho de 1922, Winston Churchill perguntou retoricamente, Devemos nós manter a nossa promessa aos sionistas feitas em 1917…? Promessas e penhoras foram feitas durante a guerra, e elas foram feitas, não somente sobre méritos, embora eu ache que os méritos são consideráveis. Elas foram feitas porque foi considerado que seria de valor para nós em nossa luta para ganhar a guerra. Considerou-se que o apoio que os judeus de todo o mundo poderiam nos dar, e particularmente nos Estados Unidos, e também na Rússia, seria uma vantagem palpável definitiva. Eu não fui o responsável na época para dar aquelas penhoras, nem para a condução da guerra da qual elas eram, quando dadas, uma parte integrante. Mas, assim como outros membros apoiei a política do Gabinete de Guerra. Como outros membros, eu aceitei e estava orgulhoso de aceitar uma quota naquelas grandes transações, o que nos deixou com terríveis perdas, com obrigações formidáveis, mas, no entanto, com uma vitória indesafiável.

No entanto, se observa no Hansard {nome tradicional das transcrições de debates parlamentares na Grã-Bretanha}, um dos membros, o Sr. Gwynne, em tom queixoso reclamou que “a Câmara ainda não teve a oportunidade de discuti-lo.”

Vera Weizmann, Chaim Weizmann, Herbert Samuel, Lloyd George, Ethel Snowden, Philip Snowden. Uma foto dos anos da década de 1930 capturando o já ancião e ex-primeiro ministro britânico e ex-consultor jurídico do movimento sionista Lloyd George com os sionistas Chaim Weizmann e Herbert Samuel. Os sionistas articularam com toda força os andamentos da Primeira Guerra Mundial, conforme o parecer dos próprios protagonistas judeus e não-judeus (entre os quais o próprio Lloyd George, conforme sua memórias), o que, no entanto, não é divulgado nem discutido fora da crítica histórica revisionista e de uns poucos estudiosos da questão judaica e do sionismo. Foto: coleção David B. Keidan de imagens digitais dos Arquivos Sionistas Centrais/ Wikimedia Commons

Escrevendo para o The Times em 2 de novembro de 1949, Malcolm Thomson, o biógrafo oficial de Lloyd George, observou que este foi o trigésimo segundo aniversário da Declaração Balfour e pareceu uma ocasião apropriada para declarar brevemente certos fatos sobre sua origem, os quais foram recentemente registrados incorretamente.

Ao escrever a biografia oficial de Lloyd George, eu fui capaz de estudar os documentos originais sobre esta questão. Destes, ficou claro que, embora alguns membros dos gabinetes de 1916 e 1917 simpatizassem com as aspirações sionistas, os esforços dos líderes sionistas para ganhar qualquer promessa de apoio do governo britânico tinham se revelado bastante ineficazes, e o acordo secreto Sykes-Picot [*r] com os franceses para a partição de esferas de interesse no Oriente Médio parecia condenar objetivos sionistas. A mudança de atitude foi, no entanto, trazida através da iniciativa do Sr. James A. Malcolm, que pressionou Sir Mark Sykes, então subsecretário do Gabinete de Guerra, a tese de que uma oferta aliada para restaurar a Palestina aos judeus alteraria do lado alemão para o lado aliado a influência muito poderosa de judeus norte-americanos, incluindo o juiz Brandeis, o amigo e conselheiro do Presidente Wilson. Sykes estava interessado, e, a seu pedido Malcolm apresentou-o ao Dr. Weizmann e os outros líderes sionistas, e as negociações foram abertas, as quais culminaram com a Declaração de Balfour.

Esses fatos têm em um momento ou outro sido mencionados em vários livros e artigos, e foram definidos pelo Dr. Adolf Boehm em sua monumental história do sionismo, “Die Zionistische Bewegung”, Vol. 1, p. 656. Por isso, me surpreendeu encontrar na autobiografia, do Dr. Weizmann “Trial and Error”, que ele não faz nenhuma menção da crucialmente importante intervenção do Sr. Malcolm, e até mesmo atribui sua própria apresentação do Sir Mark Sykes ao falecido Dr. Caster. Conforme os futuros historiadores poderiam não artificialmente supor a versão do Dr. Weizmann ser autêntica, eu tenho me comunicado com Mr. Malcolm, que não só confirmou a versão que tenho dado, mas detém uma carta escrita a ele pelo Dr. Weizmann, em 5 de Março de 1941, dizendo: “Você vai se interessar em ouvir que há algum tempo atrás tive ocasião de escrever ao Sr. Lloyd George sobre a sua iniciativa útil e oportuna em 1916 para trazer as negociações entre mim e meus colegas sionistas e Sir Mark Sykes e outros sobre a Palestina e apoio sionista da causa aliada na América e em outros lugares.”

Sem dúvida, uma complexidade de motivos repousa atrás da Declaração de Balfour, incluindo considerações estratégicas e diplomáticas, e, por parte de Balfour, Lloyd George, e {Jan Christian} Smuts, uma verdadeira simpatia com objetivos sionistas. Mas o fator determinante foi a intervenção do Sr. Malcolm com seu esquema para envolver através de alguma concessão o apoio de sionistas americanos para a causa aliada na primeira guerra mundial.

Seu e etc,

MALCOLM THOMSON

De acordo com Memoirs of the Peace Conference de Lloyd George, onde, conforme planejado, muitos anos antes, os sionistas estavam fortemente representados.

Não há melhor prova do valor da Declaração de Balfour como um movimento militar que o fato de que a Alemanha entrou em negociações com a Turquia em um esforço para fornecer um esquema alternativo o qual iria apelar aos sionistas. Uma sociedade judaico-alemã, o VJOD, [HH] foi formada, e em janeiro de 1918, Talaat, o Grão-Vizir turco, por iniciativa dos alemães, fez vagas promessas de legislação por meio da qual “todos os desejos justificáveis dos judeus na Palestina seriam aptos de serem plenamente realizados.”

Outra razão mais convincente para a adoção pelos aliados da política da Declaração repousa no estado da própria Rússia. Judeus russos tinham estado secretamente ativos em nome das Potências Centrais de início; eles se tornaram os principais agentes de propaganda pacifista alemã na Rússia; em 1917 eles tinham feito muito na preparação para a desintegração geral da sociedade russa, mais tarde reconhecida como a Revolução. Acreditava-se que, se a Grã-Bretanha declarasse o cumprimento das aspirações sionistas na Palestina sob sua própria promessa, um efeito seria o de trazer judeus russos para a causa da Entente.

Acreditava-se, também, que tal declaração iria ter uma influência poderosa sobre a judiaria mundial fora da Rússia, e assegurar para a Entente a ajuda dos interesses financeiros judeus. Na América, a sua ajuda a este respeito teria um valor especial quando os Aliados tivessem quase exaurido o ouro e títulos de valores mobiliários disponíveis para compras americanas. Tais foram as principais considerações que, em 1917, impeliram o governo britânico no sentido de fazer um contrato com a judiaria. [189]

Como para obter o apoio dos judeus russos, os objetivos de Trotsky foram para derrubar o Governo Provisório e transformar a guerra imperialista em guerra da revolução internacional. Em novembro de 1917 o primeiro objetivo foi cumprido. [*s] Fatores militares primariamente influenciaram Lenin a assinar o tratado de paz de Brest-Litovsk, em 1918.

Os simpatizantes sionistas Churchill e George pareciam nunca perder uma oportunidade de dizer ao povo britânico que tinham a obrigação de apoiar os sionistas.

Mas o que os sionistas tinham feito para a Grã-Bretanha?

Onde estava a documentação?

“Se medida nos interesses britânicos somente,” escreveu Elizabeth Monroe, a historiadora de Oxford, em 1963, a Declaração de Balfour “foi um dos maiores erros da nossa história imperial!”

Os sionistas tinham a tradição Herzliana – podemos chamá-la – de Promessas, “promessas”. Crédito considerável à diplomacia que trouxe à existência o lar nacional judaico deve ir para Weizmann. Um oficial britânico que entrou em contato com ele resumiu seu método diplomático com as seguintes palavras:

Quando (a Primeira Guerra Mundial) começou, sua causa era dificilmente conhecida pelos principais estadistas dos vitoriosos. Ela tinha muitos inimigos, e alguns dos mais formidáveis estavam entre os mais bem colocados no seu próprio povo… Uma vez ele me disse que 2.000 entrevistas tinham sido feitas para a confecção da Declaração de Balfour. Com habilidade que não erra ele adaptou os seus argumentos às circunstâncias especiais de cada estadista. Para os norte-americanos e britânicos ele poderia usar a linguagem bíblica e despertar um tom emocional profundo; para outras nacionalidades ele falou mais frequentemente em termos de interesse. Ao Mr. Lloyd George foi dito que a Palestina era um pequeno país montanhoso e não diferente do País de Gales; com Lorde Balfour o fundo filosófico do sionismo poderia ser observado; para o Lorde Cecil o problema foi colocado na definição de uma nova organização mundial; enquanto ao Lorde Milner a extensão do poder imperial podia ser vividamente retratada. Para mim, que lidou com essas questões como um oficial subalterno do Estado Maior, ele trouxe de muitas fontes todas as evidências que poderiam ser obtidas sobre a importância de um lar nacional judaico para a posição estratégica do Império Britânico, mas ele sempre indicou por uma centena de tons e inflexões de voz que ele acreditava que eu podia também apreciar melhor do que meus superiores outros argumentos mais sutis e recônditos. [190]

“Crédito considerável à diplomacia que trouxe à existência o lar nacional judaico deve ir para Weizmann”. Créditos: CIE – Center for Israel Education

[HH] Vereinigung Jüdischer Organisationen in Deutschland zur Wahrung der Rechte des Osten. (Aliança das Organizações judaicas da Alemanha para a Salvaguarda dos Direitos do Oriente.)


Fonte: Journal of Historical Review, Inverno 1985-6 (Volume. 6, Nº 4), páginas 389-450, 498. Este trabalho foi apresentado pela primeira vez pelo autor na V Conferência do IHR, de 1983. Ele também foi a base para o livreto, Behind the Balfour Declaration: The Hidden Origin of Today’s Mideast Crisis, publicado pelo Institute for Historical Review em 1988. Disponível na web em: http://www.ihr.org/jhr/v06/v06p389_John.html

Tradução e palavras entre chaves: Mykel Alexander

Fonte da tradução: World Traditional Front

Data:  23 de agosto de 2020


Notas

[187] Nota de Robert John: Tradução do russo em {Leonard} Stein, The Balfour Declaration, página 395.

[188] Nota de Robert John: Great Britain, the Jews and Palestine (London, 1936), páginas 4-5, New Zionist Press.

[*r] Nota de Mykel Alexander: Como complemento em relação às atividades de Mark Sykes e François Picot ajudando o projeto sionista em detrimento dos árabes ver:

– Roots of Present World Conflict Zionist Machinations and Western Duplicity during World War I, por Kerry R. Bolton, The Incovenient History, vol. 6, nº 3, 2014 (na internet em 29 de Agosto de 2014).
https://www.inconvenienthistory.com/6/3/3330

– Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial, por Kerry Bolton, , O Sentinela. Tradução de Mykel Alexander. https://www.osentinela.org/kerry-raymound-bolton/raizes-do-conflito-mundial-atual-estrategias-sionistas-e-a-duplicidade-ocidental-durante-a-primeira-guerra-mundial/

[189] Nota de Robert John: {Lloyd} George, Memoirs of the Peace Conference, página 726.

[*s] Nota de Mykel Alexander: Sobre a participação judaica na chamada “Revolução” Russa ver:

– The Jewish Role in the Bolshevik Revolution and Russia’s Early Soviet Regime – Assessing the Grim Legacy of Soviet Communism, por Mark Weber, The Journal of Historical Review, janeiro-fevereiro de 1994 (Vol. 14, Nº 1), páginas 4-22. http://www.ihr.org/jhr/v14/v14n1p-4_Weber.html

Em português como:

– A liderança judaica na Revolução Bolchevique e o início do Regime soviético – Avaliando o sinistro legado do comunismo soviético. O Sentinela (publicação programada para 2020). Tradução por Mykel Alexander.

[190] Nota de Robert John: {Alan R.} Taylor, Prelude to Israel, página 24.


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Robert John
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