As câmaras de gás: verdade ou mentira? – parte 4

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Entrevista da revista italiana Storia Illustrata em sua edição mensal de 1979. As perguntas são de Antonio Pitamitz para Robert Faurisson. A entrevista foi traduzida para o inglês por Vivian Bird e, por sua vez, o conteúdo foi expandido, revisado e corrigido pelo próprio Dr. Robert Faurisson.

Este presente artigo é uma continuação da Parte 12 e 3. Para uma melhor compreensão do tema apresentado, sugerimos, caso não tenha feito, ler primeiramente a parte anterior.


PERGUNTA 4: Qual é a sua concepção e qual é a sua definição de genocídio?

RESPOSTA 4: Eu descrevo “genocídio” como o ato de matar um homem por causa de sua raça. Hitler não cometeu “genocídio” mais do que Napoleão, Stalin, Churchill ou Mao. Roosevelt internou cidadãos americanos de origem japonesa em campos de concentração. Isso não foi “genocídio”.

Hitler tratou os judeus civis como representantes de uma minoria inimiga beligerante. É desafortunada e lamentavelmente comum tratar esse tipo de civil como perigoso ou potencialmente perigoso. Na verdade, com uma boa lógica de guerra, Hitler teria sido levado a internar todos os judeus que caíram em suas mãos. Ele está muito longe de ter feito isso e, sem dúvida, não por motivos humanitários, mas por uma questão de praticidade. Em certas partes da Europa, ele fez seus inimigos usarem um símbolo distinto: a Estrela de David (começando em setembro de 1941 na Alemanha e em junho de 1942 na zona norte da França). Os portadores da estrela não eram livres para se mover, exceto durante certas horas. Eles eram como prisioneiros de guerra em liberdade condicional supervisionada. Hitler se preocupou ele mesmo talvez menos com a questão judaica do que em garantir a segurança do soldado alemão. O soldado alemão médio seria incapaz de distinguir judeus de não judeus. A estrela de David os identificou.

Os judeus eram suspeitos de passar informações (muitos deles falavam alemão), de se engajar em espionagem, de tráfico de armas, de terrorismo e de mercado negro. Era necessário evitar todo contato entre o judeu e o soldado alemão. Por exemplo, no metrô de Paris, os judeus usando a estrela de Davi só podiam viajar no último dos cinco carros, e o próprio soldado alemão não tinha o direito de entrar neste carro. [47] Não sou um especialista nessas questões, mas acredito que esse tipo de medida foi ditada por razões de segurança militar tanto quanto por motivos de humilhação deliberada. Em lugares onde havia largas concentrações de judeus, era virtualmente impossível mantê-los sob vigilância (exceto por intermédio da polícia do gueto judeu), e os alemães temiam uma insurreição semelhante à que ocorreu no gueto de Varsóvia, onde um estrategicamente perigoso levante ocorreu em abril de 1943. Com estupefação, os alemães descobriram então que os judeus haviam construído 700 fortificações. [48] Eles suprimiram a insurreição e transferiram os sobreviventes para campos de trânsito, campos de trabalho e campos de concentração. Os judeus experimentaram uma tragédia lá.

Eu sei que é algumas vezes argumentado que crianças de 6 a 15 anos de idade não podem constituir um perigo e não deveriam ter sido submetidas às medidas restritivas. Mas, para nos convencer do contrário, existem hoje relatos e memórias suficientes de judeus nos contando sobre sua infância, quando cometeram todo tipo de atividades ilícitas ou resistência aos alemães.

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É necessário distinguir entre o que é real e o que é fantasia na representação na qual é feita de que os judeus permitiram-se eles mesmos serem chacinados como ovelhas. Os não-judeus resistiram tanto quanto dizem? Os judeus resistiram tão pouco quanto é dito? O fator o qual aumenta o problema é que muitos de nossos julgamentos são baseados em uma premissa falsa: aquela do “genocídio” contra os judeus. Obviamente, se esse “genocídio” tivesse existido, então se consideraria os judeus covardes; esta é aparentemente a reprovação que os jovens israelenses fazem contra seus pais. Mas se, como os Revisionistas reivindicam, “genocídio” nada mais é do que uma lenda, então a increpação da covardia não mais tem um fundamento.

PERGUNTA 5: Se não tivesse havido uma intenção deliberada por parte de Hitler de cometer genocídio, então por que Auschwitz, Treblinka, Belzec e os outros campos de extermínio? Eles existiram; eles têm sido uma realidade. Não apenas judeus foram presos e morreram lá, mas também “políticos”, ciganos, escravos, homossexuais; isto é, todos aqueles “desviantes” que o racismo nazista condenou. Por que esses campos foram organizados? Com que propósito último?

RESPOSTA 5: Um campo somente pode ser qualificado como um campo de “extermínio” se as pessoas são exterminadas lá. Tanto é verdade que, de acordo com a nomenclatura elaborada pelos historiadores oficiais, só podem ser denominados campos de “extermínio” os campos onde (se é pretendido) existirem “câmaras de gás”. Esses campos têm nunca existido. A horrível epidemia de tifo em Bergen-Belsen não transformou este campo (em grande parte sem arame farpado) em um campo de extermínio. Os mortos não são o resultado de um crime, exceto o próprio crime da guerra, e da tolice humana. Os Aliados compartilham com os alemães uma grande responsabilidade pelo súbito e assustador caos em que a Europa, suas cidades, seus campos de refugiados e seus campos de internados foram encontrados no final da guerra. Os Aliados distribuíram um grande número de fotografias mostrando as valas comuns de Bergen-Belsen. Contudo, milhares de internados morreram de tifo após a entrada dos britânicos em Bergen-Belsen. Na época, os britânicos não conseguiram mais do que os alemães antes deles, em acabar com essa terrível epidemia. Teria sido mais honesto tratar os britânicos como criminosos?

Os primeiros campos de concentração nazistas foram concebidos para internamento e reeducação (sic!) Dos oponentes políticos de Hitler. A propaganda asseverou que esses campos, abertos a numerosas visitas, constituíam um avanço nas prisões onde os criminosos do direito comum estagnavam. Os judeus foram internados ali apenas na medida em que eram comunistas, socialdemocratas, etc. Os judeus foram colocados nos campos de concentração apenas durante a guerra, sobretudo de 1942 em diante. Aqueles judeus que tinham sido internados em 1938 como represália pelo assassinato de von Rath por um judeu foram em sua maioria libertados depois de somente alguns meses.

Antes da guerra, Hitler tinha tentado – com certo quanti de sucesso – promover o êxodo dos judeus. A ideia era a criação de uma pátria nacional judaica fora da Europa. O “projeto Madagascar” foi concebido como uma pátria judaica sob proteção alemã. [49] Os planos iniciais previam como matéria de prioridade obras de drenagem, sistemas bancários, etc. Mas a guerra impediu a realização deste projeto. [50] Isso teria requerido muitos tantos navios. A pequena Alemanha – do ponto de vista do mapa do mundo – estava engajada com o Japão e alguns aliados em uma luta formidável contra gigantes. A principal preocupação da Alemanha era vencer a guerra. Um objetivo secundário era encontrar uma solução para o problema judaico, uma solução definitiva; uma solução “final”, uma solução “total” para um problema que, de certa maneira, era tão antigo quanto o próprio povo judeu. [51] Essa solução provisória, por causa da guerra, consistiria em grande parte em “empurrar de volta para o leste” os judeus nos campos.

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Auschwitz foi, primeiro a mais proeminentemente, um complexo muito importante na Alta Silésia, composto por três campos principais e 39 subcampos espalhados por toda a região. As operações mineiras, industriais, agrícolas e as pesquisas ali eram consideráveis: minas de carvão (algumas com capital francês), petroquímicos, armamentos, explosivos, sintéticos, borracha artificial, pecuária, piscicultura, etc. Lá em Auschwitz eram tanto trabalhadores livres como internos, e reclusos condenados à prisão perpétua, bem como reclusos internados por menos tempo. No campo de Auschwitz-II ou Birkenau, houve o espetáculo angustiante de inúmeras pessoas não qualificadas para qualquer trabalho e estagnadas no local. Entre eles estavam os ciganos, que, salvo raras exceções, não foram postos para trabalhar. Numerosas crianças ciganas nasceram em Auschwitz. [52] Parece que somente os ciganos nômades foram internados. Isso não parece ter sido feito por razões raciais, mas por conta de seu nomadismo e possível “delinquência”. Lembro-me de que, na França, até a Resistência passou a considerar os ciganos com suspeita, e tinham suspeitado deles de espionagem, de coleta de informações secretas e de atividades no mercado negro. [53] Seria interessante determinar quantas trupes ciganas continuaram a vagar pela Europa durante a guerra.

Já os homossexuais – classificados como delinquentes – foram, como tantos outros “delinquentes”, removidos da prisão ou enviados diretamente para os campos para aí trabalhar. A legislação alemã, como muitas outras legislações daquela época, reprimia a homossexualidade. Quanto aos eslavos, aqueles que se encontravam nos campos não estavam ali por serem eslavos, mas como internados políticos, prisioneiros de guerra, etc., bem como outros europeus. Em Auschwitz havia até prisioneiros de guerra britânicos, feitos prisioneiros em Tobruk.

A preocupação essencial dos alemães no final de 1942 era colocar para trabalhar todos esses internos (com exceção dos incapazes de trabalhar e, ao que parece, os ciganos) para vencer a guerra. Em Auschwitz existiam até cursos de formação profissional para jovens dos 12 aos 15 anos, em alvenaria, por exemplo. [54] Os alemães responsáveis ​​pela deportação de estrangeiros para os campos insistiam em obter o maior número possível daqueles “capazes de trabalho”. Os governos estrangeiros, por sua parte, insistiram que as famílias não deveriam ser separadas e que os idosos e as crianças deveriam se juntar aos comboios. Nem os judeus nem ninguém mais tinha qualquer conhecimento de partir para um campo de “extermínio”, se é que se acredita em testemunhos como os de Georges Wellers em L’Etoile Jaune à Pheure de Vichy. [55] Eles tinham uma boa razão. Este “massacre” foi felizmente nada senão uma invenção de propaganda da guerra. Além disso, é difícil conceber que a Alemanha, dramaticamente carente de locomotivas, de vagões, de carvão, de pessoal qualificado e de soldados, pudesse ter instalado tal sistema de comboios para os “abatedouros”. Esses comboios, eu me lembro, pareciam ter uma prioridade até mesmo sobre os comboios de material de guerra. [56] A produção, acima de tudo, a produção qualificada foi o que preocupou os alemães mais do que qualquer coisa nesta questão.


Robert Faurisson. The gas chambers: truth or lie? The Journal for Historical Review, Volume 2 número 4, Página 319, Inverno 1981. Disponível em http://www.ihr.org/jhr/v02/v02p319_Faurisson.html

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander via World Traditional Front


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Notas

[47] Nota de Robert Faurisson: Devo mencionar que durante o mesmo período, e sem qualquer necessidade militar, nossos aliados americanos e sul-africanos aplicaram com rigor a segregação contra os negros (a qual foi denunciado às vezes nos jornais “colaboracionistas” franceses).

[48] Nota de Robert Faurisson: Discurso feito em Posen em 6 de outubro de 1943, publicado na página 169 de Discours secrets de Heinrich Himmler, Paris Gallimard, 1978. Esta é a tradução francesa de conversas “secretas” de 1933-1945, juntamente com outros discursos. A edição alemã: Geheimreden 1933 bis 1945 und andere Ansprachen, Propylaen Verlag, 1974. Este trabalho deve ser abordado com cautela, particularmente sua edição francesa.

[49] Nota de Robert Faurisson: O texto do “Madagaskar Projekt” é pouco conhecido. Ele pode, no entanto, ser encontrado no CDJC {Centre de documentation juive contemporaine} em Paris. Possui o número 172 da polícia israelense (Sede Geral, 6º escritório). Parece que este documento só foi trazido à luz em 1961, por ocasião do Julgamento de Eichmann. É composto de uma carta de Theodor Dannecker, datada de 15 de agosto de 1940, dirigida ao secretário da Legação Rademacher, e do próprio relatório o qual parece ser, aliás, um rascunho sem assinatura e sem data. O número de referência no CDJC é DXII-172.

[50] Nota de Robert Faurisson: Ver a carta de referência de Rademacher ao embaixador Bielfeld datada de 10 de fevereiro de 1942 (documento NG-5770).

[51] Nota de Robert Faurisson: “Solução Total” (“Gesamtlösung”) e “Solução Final” (“Endlösung”) são os dois termos intercambiáveis ​​empregados por Göring em sua famosa carta de 31 de julho de 1941 dirigida a Reinhard Heydrich. Os Exterminacionistas escreveram detalhada e interminavelmente sobre esta carta muito curta (documento PS-710) e, em particular, sobre essas duas palavras usadas por Göring. Eles têm especulado tudo o mais sobre este texto, desde que eles têm – pelo menos para alguns deles – cinicamente encurtado a primeira metade de sua primeira frase, onde uma explicação clara e esmerada é fornecida do sentido que Göring desejava dar a estas palavras. Estas palavras, de fato, implicam EMIGRAÇÃO ou EVACUAÇÃO (“Auswanderung oder Evakuierung”). Gerald Reitlinger se dá ao luxo de citar integralmente a pequena carta, exceto pelo início, onde o leitor encontra três pontos de suspensão em vez de “Auswanderung oder Evakuierung”! O leitor de Reitlinger, portanto, vê que falta o início da frase e, portanto, acredita que certamente não há nada importante sobre o fragmento ausente! Na verdade, é difícil agir de forma mais desonesta do que Reitlinger (ver Gerald Reitlinger, Die Endlösung (The Final Solution), traduzido do inglês para o alemão por J. W. Brugel, 4ª edição revisada e corrigida, Berlin, Colloquium Verlag, 1961, página 92). Pode-se encontrar o texto, não mutilado, na página 12 da notável obra de Wilhelm Stäglich: Der Auschwitz Mythos / Legende oder Wirklichkeit (O Mito / Lenda ou Verdade de Auschwitz), Tübingen, Grabert Verlag, 1979. Wilhelm Stäglich é este ex-juiz em Hamburgo, que sofreu perseguições incessantes desde 1973 por causa de suas convicções revisionistas.

[52] Nota de Robert Faurisson: Menção é feita destes nascimentos no “Kalendarium” do Hedte von Auschwitz (Páginas de Auschwitz), editado pelo Museu do Estado em Oswiecim (Auschwitz), em particular nos volumes 7 e 8. Os alemães mantiveram um registro de todos os nascimentos, incluindo judeus. Eles mantiveram um registro de tudo. Toda operação cirúrgica, por exemplo, era anotada, com o nome do interno, seu número de registro, o objeto e o resultado da operação (em latim), a data e a assinatura do cirurgião. Nos crematórios, a extração de um dente de um cadáver foi feita o objeto de um relatório de incidente (“Meldung”). Este último ponto, por si só, rende absurda a lenda dos massacres em larga escala com extração de dentes em uma escala quase industrial.

[53] Nota de Robert Faurisson: Eu tenho pessoalmente feito um inquérito meticuloso sobre as execuções sumárias realizadas pela Resistência numa pequena região da França. Eu fiquei surpreso ao descobrir que a comunidade cigana pagou um pesado tributo em morte: não como resultado de feitos dos alemães, mas pela Resistência. Este inquérito não pode realmente ser publicado na França.

[54] Nota de Robert Faurisson: Sobre a existência de uma escola profissionalizante para pedreiros, ver, por exemplo, a evidência de Franz Hofmann na obra Der Auschwitz Prozess de Hermann Langbein, página 236. Sobre a equipe de aprendizes (“Lehrlings-Kommandos”), ver a evidência do detido Curt Posener no documento NI-9808.

[55] Nota de Robert Faurisson: Georges Wellers, l’Etoile jaune à l’heure de Vichy / De Drancy à Auschwitz, (The Yellow Star under the Vichy Era / From Drancy [Transit Camp] to Auschwitz), Paris, Fayard 1973, páginas V, 4, 5, 7.

[56] Nota de Robert Faurisson: A distância de Drancy (perto de Paris) a Auschwitz (1.250km) era percorrida, em geral, em dois dias.

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