As câmaras de gás: verdade ou mentira? – parte 1

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Entrevista da revista italiana Storia Illustrata em sua edição mensal de 1979. As perguntas são de Antonio Pitamitz para Robert Faurisson. A entrevista foi traduzida para o inglês por Vivian Bird e, por sua vez, o conteúdo foi expandido, revisado e corrigido pelo próprio Dr. Robert Faurisson.

Entrevista completa

PERGUNTA 1: Monsieur Faurisson, há algum tempo na França – e não apenas na França – você tem encontrado a si mesmo no centro de uma amarga controvérsia resultante de certas coisas as quais você tem asseverado sobre o assunto do que ainda é uma das páginas mais sombrias da história da Segunda Guerra Mundial. Nós referimo-nos ao extermínio dos judeus por parte dos nazistas. Em particular, uma de suas asserções parece tão dogmática quanto incrível. É verdade que você nega que as câmaras de gás alguma vez existiram?

RESPOSTA 1: Eu assevero, de fato, que essas famosas “câmaras de gás” alegadamente homicidas nada mais são do que uma longa história de guerra. Esta invenção da propaganda de guerra é comparável às lendas amplamente difundidas da Primeira Guerra Mundial sobre o “barbarismo teutônico”. Os alemães eram então já acusados (na Primeira Guerra Mundial) de crimes totalmente imaginários; de crianças belgas com as mãos cortadas; canadenses crucificados; cadáveres transformados em sabão. [1] Os alemães, eu suponho, disseram coisas semelhantes sobre os franceses.

Os campos de concentração alemães realmente existiram, mas o mundo inteiro sabe que eles não foram originais ou exclusivos dos alemães. Também existiram fornos crematórios em alguns desses campos, mas a incineração não é mais ofensiva ou criminosa do que o enterro. Os fornos crematórios constituíam inclusive um progresso do ponto de vista sanitário onde havia risco de epidemias. O tifo devastou toda a Europa durante o período da guerra. A maioria dos cadáveres que nos são mostrados nas fotos são claramente cadáveres de vítimas de tifo. Essas fotos ilustram o fato de que os internos – e às vezes os guardas – morreram de tifo. Eles provam nada além disso. Explorar o fato de que os alemães às vezes usavam fornos crematórios não é muito honesto. Ao asseverar isso, conta-se com a repulsa ou sentimento de mal-estar e inquietação sentido por pessoas acostumadas ao sepultamento e não à incineração. Imagine uma população oceânica acostumada a queimar seus mortos. Diga a essas pessoas que você enterra os seus e parecerá uma espécie de selvagem. Talvez eles até suspeitem que na Europa pessoas “mais ou menos vivas” são colocadas na terra! Revela-se a sua total desonestidade quando, da mesma forma, se apresenta como “câmaras de gás” homicidas as câmaras de fumigação (autoclaves) que na realidade eram utilizadas para a desinfecção das roupas por gás. Esta acusação nunca claramente formulada tem agora sido quase totalmente abandonada, mas em certos museus ou em certos livros ainda nos deparamos com a foto de uma dessas autoclaves, situada em Dachau, com um soldado americano à frente, prestes a decifrar a tabela de tempo para gaseamentos. [2]

Outra forma de gaseamento realmente existia nos campos alemães: é a fumigação de edifícios com gás para exterminar vermes. Para tanto, foi utilizado o renomado Zyklon B, em torno do qual uma lenda fantástica tem sido construída. O Zyklon B, cuja licença data de 1922, [3] é ainda hoje utilizado, nomeadamente para a desinfecção de móveis, quartéis, silos, navios, mas também para a destruição de tocas de raposas ou de pragas de todo o tipo. [4] É muito perigoso de manusear, pois, como indica a letra “B”, é “Blausaure” (ácido “azul” ou ácido prússico ou ácido cianídrico). De passagem, é importante notar que os soviéticos, entendendo mal o significado desta carta, acusaram os alemães de terem matado deportados com Zyklon A e com Zyklon B! [5]

Mas voltemos às alegadas “câmaras de gás” homicidas. Até 1960, eu ainda acreditava na realidade desses abatedouros humanos onde, usando métodos industriais, os alemães teriam matado internos em quantidades industriais. Então eu descobri que certos autores consideravam a realidade dessas “câmaras de gás” contestável; entre eles Paul Rassimer, que havia sido deportado para Buchenwald e depois para Dora. Esses autores acabaram formando um grupo de historiadores que se descrevendo-se eles próprios como Revisionistas. Eu estudei seus argumentos. Claro, eu também estudei os argumentos dos historiadores oficiais. Estes últimos acreditavam na realidade do extermínio nas “câmaras de gás”. Eles são, se alguém deseja descrevê-los, os “Exterminacionistas” [6]. Por muitos anos, examinei minuciosamente os argumentos de um e de outro. Fui para Auschwitz, para Majdanek e para Struthof. Eu tenho procurado, em vão, por uma única pessoa capaz de me dizer: “Eu tenho sido internado em tal campo e vi ali, com meus próprios olhos, um edifício o qual era indubitavelmente uma câmara de gás.” Eu tenho lido muitos livros e documentos. Por muitos anos, estudei os arquivos do Centre de Documentation Juive Contemporaine (CDJC) em Paris. Obviamente, eu tive um interesse especial pelos chamados casos de “crimes de guerra”.

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Eu tenho devotado atenção muito especial ao que me foi apresentado como “admissões” por parte das SS ou dos alemães em geral. Eu não estou enumerando para você aqui os nomes de todos os especialistas que eu tenho consultado. Estranhamente, bastaram alguns minutos de conversação antes desses “especialistas” em questão para declarar-se-iam a mim: “Agora, você deve saber, eu não sou um especialista em câmaras de gás.” E uma coisa ainda mais curiosa: não há existe até hoje qualquer livro, nem mesmo qualquer artigo da escola exterminacionista sobre o assunto das “câmaras de gás”. Eu sei que talvez certos títulos possam ser citados para mim, mas esses títulos são enganosos. [7] Na verdade, na formidável montanha de escritos dedicados aos campos alemães, não existe nada que diga respeito ao seu sine qua non: as “câmaras de gás!” Nenhum exterminacionista escreveu sobre as “câmaras de gás”. O máximo que se pode dizer é que Georges Wellers, do CDJC, tentou abordar esse assunto na tentativa de pleitear a aceitação parcial da veracidade do documento de Gerstein, sobre as “câmaras de gás” de Belzec.[8]

Por outro lado, os Revisionistas têm escrito muito sobre as “câmaras de gás” para dizer que sua existência era duvidosa, ou para afirmar francamente que sua existência era impossível. Minha opinião pessoal se junta a esta última. A existência de “câmaras de gás” é completamente impossível. Minhas razões são primariamente aquelas que os Revisionistas acumularam em suas publicações. Em seguida, existem aquelas provas a qual eu tenho descoberto por mim mesmo.

Eu tenho pensado necessário começar do início. Você sabe que, em geral, leva muito tempo para perceber que, na verdade, se deveria ter começado do início. Eu percebi que todos nós falaríamos das “câmaras de gás” como se nós soubéssemos o sentido dessas palavras.

Dentre todos aqueles que fazem declarações, discursos ou usam sentenças nas quais a expressão “câmara de gás” aparece, quantas dessas pessoas sabem realmente do que estão falando? Não demorei muito para perceber que muitas pessoas cometem um dos erros mais gritantes. Essas pessoas imaginam uma “câmara de gás” como sendo similar a um mero quarto sob a porta da qual um gás doméstico é liberado. Essas pessoas esquecem que uma execução por gás é, por definição, profundamente diferente de uma simples asfixia suicida ou acidental. No caso de uma execução, deve-se evitar cuidadosamente todos os riscos de doença, envenenamento ou morte para o carrasco e sua tripulação. Tal risco deve ser evitado antes, durante e depois da execução. As dificuldades técnicas implicadas aqui são consideráveis. Eu estava muito ansioso para saber como os visons domésticos eram gaseados, como as raposas eram gaseadas nas tocas de raposas e como nos EUA uma pessoa que foi condenada à morte foi executada por gaseamento. Eu tenho descoberto que, na grande maioria dos casos, o ácido cianídrico era usado para tais propósitos. Este foi precisamente o mesmo gás que os alemães usaram para fumigar suas casernas. Foi também com esse gás que eles supostamente mataram grupos de indivíduos bem como grandes massas de pessoas. Eu tenho, portanto, estudado este gás. Eu queria saber seu uso na Alemanha e na França. Eu revisei documentos ministeriais regendo o uso deste produto altamente tóxico. Eu tenho tido a boa fortuna de descobrir alguns documentos sobre o Zyklon B e o ácido cianídrico que foram reunidos pelos Aliados nos arquivos industriais alemães em Nuremberg.

Então, com maior escrutínio eu reexaminei certas declarações e confissões as quais tinham sido feitas em tribunais alemães e aliados a respeito do uso de Zyklon B para matar prisioneiros e eu fiquei chocado. E agora, você também ficará chocado. Eu lerei primeiro para vocês a declaração ou confissão de Rudolf Höss. Então, eu contarei a vocês os resultados de minha pesquisa, puramente física, sobre ácido cianídrico e Zyklon B. (Por favor tenham em mente que R. Höss foi um dos três comandantes sucessivos em Auschwitz; todos os três foram detidos e interrogados pelos Aliados. Apenas Höss deixou uma confissão, pela qual nós estamos em débito aos seus carcereiros poloneses. [9])

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Nesta confissão, a descrição do gaseamento real é notavelmente curta e vaga. Contudo, é essencial perceber que todos os outros que reivindicam ter estado presentes neste tipo de operação também são vagos e breves e que suas afirmações estão repletas de contradições em alguns pontos. Rudolf Höss escreve: “Meia hora após ter liberado o gás, a porta seria aberta e o ventilador ligado. Os corpos imediatamente começaram a ser removidos.” [10] Eu chamo sua atenção para a palavra “imediatamente”; em alemão, a palavra é sofort. Höss então acrescenta que a tripulação encarregada de manusear e remover 2.000 corpos da “câmara de gás” e transportá-los para os fornos crematórios o fizeram enquanto “comendo ou fumando”; portanto, se eu entendi corretamente, essas tarefas foram todas realizadas sem máscaras de gás. Tal descrição corre contra todo o bom senso. Ela implica que é possível entrar em uma área saturada com ácido cianídrico sem tomar quaisquer medidas de precaução no manuseio com as mãos nuas de 2.000 cadáveres cianetados os quais provavelmente ainda contaminados com o gás fatal. O cabelo (que supostamente foi cortado após a operação) foi, sem dúvida, impregnado com o gás. As membranas mucosas também teriam sido impregnadas. Bolsões de ar entre os corpos, que supostamente estavam empilhados um em cima do outro, teriam sido preenchidos com o gás. Que tipo de ventilador superpoderoso é capaz de dispersar instantaneamente tanto gás que flutua pelo ar e escondido em bolsas de ar? Mesmo que tal ventilador existisse, teria sido necessário realizar um teste para a detecção de qualquer resíduo de ácido cianídrico e desenvolver um procedimento para informar a tripulação que o ventilador tinha realmente cumprido sua função e que a sala estava segura. Agora, é abundantemente claro a partir da descrição de Höss que o ventilador em questão deve ter sido dotado de poderes mágicos para ser capaz de dispersar todo o gás com desempenho sem falhas de forma que não houvesse motivo para preocupação ou necessidade de verificação de a ausência do gás!

O que o mero senso comum sugeria agora é confirmado pelos documentos técnicos concernentes ao Zyklon B e seu uso. [11] A fim de fumigar uma caserna, os alemães foram constrangidos por numerosas medidas de precaução: times especialmente treinados os quais foram licenciados somente após um estágio em uma fábrica de Zyklon B; materiais especiais incluindo especialmente os filtros “J” os quais, quando usados ​​em máscaras de gás, eram capazes de proteger um indivíduo sob as mais rigorosas condições tóxicas; evacuações de todos as casernas circundantes; avisos afixados em vários idiomas e com uma caveira e ossos cruzados; um exame meticuloso do local a ser fumigado para localizar e selar quaisquer fissuras ou aberturas; a vedação de chaminés ou dutos de ar e a remoção das chaves das portas. As latas de Zyklon B eram abertas no próprio local. Depois que o gás aparentemente matou todos os vermes, a operação mais crítica começaria: era a ventilação do local. As sentinelas deveriam ser postadas a uma certa distância de todas as portas e janelas, de costas para o vento, a fim de impedir a aproximação de todas as pessoas. A equipe especialmente treinada, equipada com máscaras de gás, entrava no prédio e desobstruía as chaminés e rachaduras, e abria as janelas. Completada esta operação, eles tinham que sair novamente, remover suas máscaras e respirar livremente por dez minutos. Eles tinham que colocar suas máscaras novamente para reentrar no prédio e executar a próxima etapa. Uma vez todo este trabalho concluído, trabalho, ainda era necessário aguardar VINTE horas. Na verdade, como o Zyklon B era “difícil de ventilar, desde que ele adere fortemente às superfícies,” a dispersão do gás requiria uma longa ventilação natural. Isso era especialmente importante quando grandes volumes de gás eram empregados, como no caso de um barracão contendo mais de um andar. (Quando o Zyklon B foi usado em uma autoclave com um volume total de apenas 10 metros cúbicos, a ventilação (forçada ou artificial) ainda era necessária.) Após vinte horas ter decorrido, a tripulação voltaria com suas máscaras. Eles então verificariam por meio de um teste de papel (o papel ficaria azul na presença de ácido cianídrico) se o local era de fato novamente adequado para habitação humana. E assim nós vemos que um local o qual tinha sido gaseado não estava seguramente acessível até que um mínimo de 21 horas tivesse decorrido. Tanto quanto é concernido à legislação francesa, o mínimo é de 24 horas. [12]

Torna-se, portanto, evidente que na ausência de um ventilador mágico capaz de expelir instantaneamente um gás que é “difícil de ventilar, desde que ele adere fortemente às superfícies”, o “matadouro humano” chamado de “câmara de gás” teria sido inacessível por quase um dia inteiro. Suas paredes, pisos e teto teriam retido porções de um gás altamente venenoso para o homem. E sobre os corpos? Esses cadáveres poderiam estar nada menos que saturados com o gás, assim como as almofadas, colchões e cobertores discutidos no mesmo documento técnico sobre o uso do Zyklon B também teriam sido saturados. Esses colchões, etc., tinham de ser retirados de casa para serem arejados e batidos por uma hora em condições atmosféricas secas e por duas horas quando o tempo estava úmido. Quando isso era feito, esses itens eram empilhados e novamente batidos se o teste do papel revelasse qualquer presença adicional de ácido cianídrico.

O ácido cianídrico é inflamável e explosivo. Como poderia então ter sido usado nas proximidades da entrada dos fornos crematórios? Como alguém pode ter entrado na “câmara de gás” enquanto fumando?

Eu ainda não tenho ainda tocado sobre assunto da superabundância de impossibilidades técnicas e físicas que se tornam aparentes após um exame real do local e das dimensões das supostas “câmaras de gás” em Auschwitz e Auschwitz-Birkenau. Além disso, assim como um inquisitivo descobridor de fatos do museu polonês pode descobrir, essas câmaras eram na realidade nada mais do que “câmaras frigoríficas” (necrotérios) e eram típicas de tais salas tanto na disposição quanto no tamanho. A suposta “câmara de gás” de Krema II em Birkenau, da qual resta apenas uma ruína, era na verdade um necrotério, localizado abaixo do solo para protegê-lo do calor e medindo 30 metros de comprimento e 7 metros ao centro para permitir para a movimentação de vagões). A porta, as passagens, o elevador de carga (que media apenas 2,10 metros por 1,35 metros) que levava à câmara crematória eram todos de dimensões liliputianas em comparação com as insinuações do relato de Höss. [13] De acordo com Höss, a câmara de gás poderia acomodar facilmente 2.000 vítimas em pé, mas tinha capacidade para 3.000. Você consegue imaginar isso? Três mil pessoas amontoadas em um espaço de 210 metros quadrados. Ou seja, para fazer uma comparação, 286 pessoas em pé em uma sala de 5 metros por 4 metros! Não se engane pensando que antes de sua retirada os alemães explodiram as “câmaras de gás” e fornos crematórios para esconder qualquer vestígio de seus alegados crimes. Se alguém deseja obliterar todos os vestígios de uma instalação, a qual seria intrinsecamente bastante sofisticada, ela deve ser escrupulosamente desmontada de cima a baixo para que não fique nenhum vestígio de evidência incriminatória. A destruição por meio da demolição teria sido ingênua. Se explosivos tivessem sido empregados, a mera remoção dos blocos de concreto ainda teria deixado este ou aquele sinal revelador. Na verdade, os poloneses do atual museu de Auschwitz reconstruíram os restos de alguns “Kremas” (significando, na realidade, reconstruções de crematórios e supostas “câmaras de gás”). Contudo, todos os artefatos mostrados aos turistas atestam a existência de fornos crematórios ao invés de qualquer coisa mais. [14] Se foram os alemães que dinamitaram aquelas instalações (como um exército costuma fazer em retirada), foi precisamente porque essas instalações não escondiam nada de suspeito. Em Majdanek, por outro lado, eles deixaram instalações intactas as quais foram apelidadas de “câmaras de gás” após a guerra.

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Nos EUA, a primeira execução por gás ocorreu em 8 de fevereiro de 1924 na prisão de Carson City, Nevada. Duas horas após a execução, os traços de veneno ainda podiam ser encontrados no terreno da prisão. O Sr. Dickerson, diretor da prisão, declarou que, no que concerne ao condenado, o método de execução foi certamente o mais humano até então utilizado. Mas ele adicionou que rejeitaria esse método no futuro por causa do perigo para as testemunhas. [15] Recentemente, em 22 de outubro de 1979, Jesse Bishop foi executado a gás na mesma prisão.

As reais câmaras de gás, tais como aquelas criadas em 1924 e desenvolvidas pelos americanos por volta de 1936-1938, oferecem alguma ideia da complexidade inerente de tal método de execução. [16] Os americanos, por um lado, normalmente apenas gaseiam um prisioneiro de cada vez (existem algumas câmaras de gás, que são equipadas com dois assentos para a execução de dois irmãos, por exemplo). O prisioneiro está totalmente imobilizado. Ele é envenenado pelo ácido cianídrico (na verdade, pela queda de pellets de cianeto de sódio em um recipiente de ácido sulfúrico e água destilada, o que resulta na liberação de gás de ácido cianídrico). Dentro de aproximadamente 40 segundos, o prisioneiro adormece e, em poucos minutos, morre. Aparentemente, o gás não causa desconforto. Conforme no caso do Zyklon B, é a dispersão do gás a qual causa problemas. A ventilação natural por 24 horas não é possível neste caso. Obviamente, a localização do local da execução impede tal ventilação sem colocar seriamente em perigo os guardas, bem como outros internos. Qual é, então, o melhor curso de ação com um gás o qual apresenta problemas tão difíceis de ventilação? A solução é transformar os vapores ácidos em um sal sólido que pode ser lavado com água. Para este propósito, vapores de amônia os quais são básicos, são usados ​​para reagir com os vapores ácidos formando o sal por reação química. Quando o ácido cianídrico tem desaparecido completamente, um sinal de alerta alertaria o médico responsável e seus auxiliares, localizados no lado oposto de uma barreira de vidro. O sinal de alerta é a fenolftaleína. Ela é arranjada em containers localizados em vários lugares na câmara e muda de rosa para roxo na ausência de ácido cianídrico. Uma vez que a ausência do veneno é indicada e uma vez que um conjunto de ventiladores retira os vapores intoxicantes de amônia por um orifício de saída de exaustão, o médico e seus assistentes entram na câmara usando máscaras de gás. Luvas de borracha são usadas para proteger as mãos. O médico remexe os cabelos do condenado para remover qualquer resíduo de ácido cianídrico. Somente depois de decorrida uma hora inteira desde a morte, o médico e seus assistentes podem entrar na câmara. O corpo do condenado é lavado muito cuidadosamente e a sala é lavada com mangueira. O gás amônia tem a este tempo sido expelido por uma chaminé alta acima da prisão. Devido ao perigo para os guardas que normalmente estão estacionados nas torres de vigia da prisão, em algumas prisões os guardas são obrigados a deixar seus postos durante tal execução. Mencionarei apenas os outros requisitos para uma câmara de gás totalmente hermética, tais como a necessidade de travas, barreiras de vidro “Herculite” de espessura considerável (devido ao risco de implosão, pois o vácuo tem de ser feito), um sistema de vácuo, válvulas de mercúrio, etc.

Um gaseamento não é uma improvisação. Se os alemães tivessem decidido abastecer milhões de pessoas com gás, uma revisão completa do próprio maquinário formidável ​​teria sido absolutamente essencial. Uma ordem geral, instruções, estudos, comandos e planos certamente teriam sido necessários também. Tais itens nunca têm sido encontrados. Reuniões de especialistas teriam sido necessárias: de arquitetos, químicos, médicos e especialistas em uma ampla variedade de campos técnicos. Desembolsos e alocações de fundos teriam sido necessários. Se isso tivesse ocorrido em um estado como o Terceiro Reich, uma riqueza de evidências certamente teria sobrevivido. Sabemos, por exemplo, dos custos em fénigue {os centavos alemães} do canil em Auschwitz e dos louros que foram encomendados para as maternidades. Pedidos de projetos teriam sido emitidos. Auschwitz e Birkenau não seriam campos onde tantas idas e vindas teriam sido permitidas. Na verdade, foi por causa de todas essas idas e vindas, e para evitar qualquer aumento nas fugas, que foi necessário tatuar os números de registro nos braços dos prisioneiros. [17] Trabalhadores civis e engenheiros não teriam sido permitidos se misturar com os internos. Os passes não teriam sido concedidos aos alemães no campo, e seus familiares não teriam direito de visita. Acima de tudo, os prisioneiros que cumpriram suas penas não teriam sido libertados e permitidos a retornar aos seus respectivos países: esse segredo bem guardado entre os historiadores nos foi revelado vários anos atrás em um artigo de Louis De Jong, Diretor do Instituto de História da Segunda Guerra Mundial de Amsterdã. [18]

Além disso, nos Estados Unidos, a recente publicação de fotografias aéreas de Auschwitz é um golpe mortal na fábula do extermínio: mesmo no verão de 1944, no auge do influxo de judeus húngaros, não há indicação de qualquer pira humana ou multidão de prisioneiros perto do crematório (mas um portão aberto e uma área ajardinada são claramente visíveis) e não há fumaça suspeita (embora as chaminés dos crematórios tenham vomitado chamas continuamente que eram visíveis a uma distância de vários quilômetros de dia e de noite). [19]

Eu concluirei com um comentário sobre o que considero o critério da prova falsa a respeito das câmaras de gás. Percebi que todas essas afirmações, vagas e inconsistentes como são, concordam em pelo menos um ponto: a tripulação responsável pela remoção dos corpos das “câmaras de gás” entrou no local “imediatamente” ou “alguns momentos” depois as mortes das vítimas. Eu afirmo que este ponto por si só constitui a pedra angular da evidência falsa, porque isso é uma impossibilidade física. Se você encontrar uma pessoa que acredita na existência das “câmaras de gás”, pergunte a ela como, em sua opinião, os milhares de cadáveres foram removidos para dar lugar a próxima leva.


Fonte: FAURISSON, Robert.  “The gas chambers: truth or lie?”. The Journal for Historical Review. Volume 2 número 4, Página 319. Inverno de 1981. Disponível em http://www.ihr.org/jhr/v02/v02p319_Faurisson.html

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander via World Traditional Front em 30 de outubro de 2020


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Notas

[1] Nota de Robert Faurisson: Essa lenda absurda (consulte um anatomista, um químico, qualquer especialista a respeito) tem sido revivida, mas sem qualquer grande sucesso, no decorrer da Segunda Guerra Mundial. Gitta Sereny faz menção disso em seu livro Into That Darkness: From Mercy Killing to Mass Murder, Londres, Andre Deutsch, 1974, 380 páginas. Ela diz em uma nota de rodapé da página 141 “A história universalmente aceita de que os cadáveres eram usados ​​para fazer sabão e fertilizante é finalmente refutada pela geralmente confiável Autoridade Central de Ludwigsburg para Investigação de Crimes nazistas”. Ela acrescenta: “A autoridade tem descoberto, após considerável pesquisa, que apenas um experimento foi feito, com ‘uns poucos cadáveres de um campo de concentração. Quando se mostrou impraticável, a ideia foi aparentemente abandonada’.” A autoridade de que ela fala é “die Zentrale Stelle der Landesjustizverwaltangen zur Aufk1drung NS-Verbrechen.” Ele opera em Ludwigsburg sob a direção de Adalbert Rtickerl, um exterminacionista convicto. Seria interessante obter a prova “daquele único experimento”. Na maioria das vezes, quando uma grande mentira é revelada, os mentirosos ou seus simpatizantes dizem que houve apenas um engano, e então nos apresentam um pouco dele. Suponho que “aquele único experimento” poderia ser uma dessas pequenas mentiras.

No Journal of Historical Review do verão de 1980, Ditlieb Felderer faz algumas observações interessantes sobre o “sabonete humano”. Ele diz: “Imediatamente após a libertação, em Polticeni, uma cidade romena, o rabino do distrito ordenou que fossem coletados todos os sabonetes que continham as letras RIF neles. Com muito choro e pranto, enquanto o rabino murmurava sua prece Kaddisch, os sabonetes foram enterrados em um cemitério. A notícia sobre este incidente foi publicada posteriormente na imprensa polonesa e foi incluída em livros como Elend und Grösse unserer Tage, 1950 de F.C. Weiskopf. As letras RIF na verdade significam “Reichsstelle fur Industrielle Fettsversorgung”, um local do governo alemão que supervisionou a produção de produtos de sabão e detergentes. Essas cartas foram, contudo, distorcidas pelos exterminacionistas para significar ‘Gordura Judaica Pura’ (Rein Judisches Fett). “O artigo foi impresso anteriormente em Auschwitz Exit, o qual ser obtido em Ditlieb Felderer, Marknadsvagen 289, SI 83, 34 Taby, Suécia .

Se for preciso acreditar em Pierre Joffroy, “barras de sabão judeu” são hoje encontradas enterradas no cemitério judeu de Haifa, Israel. Pierre Joffroy, em um artigo sobre Anne Frank, afirmou:

essas quatro barras de “sabão judeu” fabricadas a partir de cadáveres nos campos de extermínio e que, descobertas na Alemanha, foram envolvidas em uma mortalha, em 1948, e piedosamente enterradas segundo os ritos em um canto de um cemitério de Haifa (Israel).

Paris-Match, nº 395, 3 de novembro de 1956, página 93.

Em 1943, representantes do Comitê Antifascista Judaico (fundado em Moscou em 1942) visitaram os Estados Unidos a fim de levantar ajuda política e, acima de tudo, material, dos EUA para a URSS. A viagem de dois meses arrecadou mais de dois milhões de dólares. Grandes reuniões foram realizadas em muitas cidades americanas. Em cada uma das reuniões, (Salomon) Mikhoels mostrou ao público uma barra de sabão feita de carne judia, e retirada de um campo de concentração. (“A chacune des réunions qui se tenaient, Mikhoels [qui était un prodigieux acteur] montrait au public une savormette faite avec de la chair humaine juive et remenée d’un campo de concentração”; Gérard Israel, Jid / Les Juifs en URSS, Paris, Editions Spéciale, (Jean-Claude Lattès), 1971, página 203. Agradeço a Mark Weber, de Arlington, Virginia, por me apresentar esta informação.

[2] Nota de Robert Faurisson: Estude esta foto do Exército dos EUA, que se espalhou por todo o mundo e que Arthur R. Butz reproduz na página 191 de The Hoax of the Twentieth Century, Institute for Historical Review, 1979.

[3] Nota de Robert Faurisson: “( … ) für die Degesch vom 20. Juni ab vom Reichspatentamt patentiert.” (Justiz und NS-Verbrechen, Amsterdam, University Press, vol. XIU (1975), página 137).

[4] Nota de Robert Faurisson: “Un gaz contre les renards” (“Um gás contra rapozas”), Le Quotithen de Paris, 2 de setembro de 1977. Ver também uma crítica dedicada à caça: Le Saint-Hubert, abril de 1979, páginas 180-181, “Methodes de réduction de la população vulpine” (“ Métodos de redução da população de raposas”).

[5] Nota de Robert Faurisson: Eu não posso realmente fornecer uma prova definitiva do que apresentei aqui. Descobri esse ponto nos arquivos do CDJC em Paris, onde minha admissão foi recusada desde janeiro de 1978, por causa de minhas descobertas históricas.

[6] Nota de Robert Faurisson: Esta expressão parece ter sido criada pelo grupo de pesquisa sueco sediado em Täby e liderado por Ditlieb Felderer. Veja a nota 1 sobre o trabalho deles e sobre a mentira de Auschwitz intitulada Auschwitz Exit.

[7] Nota de Robert Faurisson: Entre os títulos enganosos, podemos citar o de Pierre Serge Choumoff, Les Chambres à gaz de Mauthausen (As Câmaras de Gás de Mauthausen), Amicale des Déportés e Familles de Disparus du Camp de Concentration de Mauthausen (Associação das Vítimas de Mauthausen), 31 Boulevard Saint- Germain, Paris 5e, 1971, 96 páginas.

[8] Nota de Robert Faurisson: Georges Wellers, “La ‘Solution Finale de la Question Juive’ et la mythomanie neo-nazie” (“A ‘Solução Final’ da Questão Judaica e da Mitomania neonazista”), Le Monde Juif, nº 86 abril-junho 1977, páginas 41-84. Traduzido para o inglês, este artigo traz o título, “Reply to the Neo-Nazi Falsification of Historical Facts Concerning the Holocaust” está reproduzido nas páginas 105-162 de uma obra publicada em 1978 pela Fundação Beate Klarsfeld de Nova Iorque, com o título: The Holocaust and the Neo-Nazi Mythomania, XVIII-215 páginas.

[9] Nota de Robert Faurisson: O campo de Auschwitz teve três comandantes sucessivos: Rüdolf Höss, Arthur Liehehenschel e Richard Baer. O primeiro tinha sido interrogado pelos britânicos e depois pelos polacos, que o executaram. O segundo foi executado pelos poloneses. O terceiro morreu repentinamente na prisão quando o famoso “Julgamento de Auschwitz” em Frankfurt (1963-65) estava em preparação. Por conta própria, os poloneses parecem ter interrogado e julgado 617 pessoas (nazistas ou aliados dos nazistas) em conexão com a questão de Auschwitz. Este número é fornecido por Hermann Langbein na página 993 de Der Auschwitz Prozess (The Auschwitz Trial), Europa Verlag, Viena, 1965, 2 vols. De sua parte, os franceses, os britânicos e os americanos frequentemente interrogaram ou julgaram ex-guardas de Auschwitz. É surpreendente que tenha emanado uma quantidade tão irrisória de informações sobre os pretensos massacres nas “câmaras de gás” de um número tão enorme de interrogatórios e julgamentos. Para o meu conhecimento, não houve menção de “admissões”, ou mesmo de qualquer tipo de informação, por parte de Liebehenschel ou Baer sobre as “câmaras de gás”. O verdadeiro “Julgamento das Câmaras de Gás” de Auschwitz tinha sido – nunca se pode repetir o suficiente – o dos arquitetos Walter Dejaco e Fritz Ertl em Viena (Áustria) em 1972. Este julgamento, lançado por Simon Wiesenthal e apresentado como um caso sensacional, rapidamente se tornou um fiasco para a acusação. Os dois homens, tendo sido acusados de ter “construído e reparado câmaras de gás e fornos crematórios em Auschwitz-Birkenau”, revelaram, eu suponho, conforme técnicos estabelecidos, que mesmo se eles tinham construído ou tivessem tido construído os fornos crematórios, eles certamente não tinham projetado planos de “câmaras de gás”, mas somente para os necrotérios os quais flanqueavam esses fornos crematórios. Os dois arquitetos foram absolvidos.

[10] Nota de Robert Faurisson: Kommandant in Auschwitz/ Autobiographische Aufzeichnungen (Comandante de Auschwitz / Notas Autobiográficas) por Rudolf Höss, introdução e comentário de Martin Broszat, 1958, Verlagsanstalt, Stuttgart.  É na página 166 deste livro, na parte da confissão que Höss havia redigido em novembro de 1946, onde se encontra a seguinte passagem: “Eine halbe Stunde nach den Einwurf des Gasses wurde die Tür geöffnet und die Entlüftungsanlage eingeschaltet. Es wurde sofort mit dem Herausziehen der Leichen begonnen.” (“ Meia hora depois de o gás ter sido jogado, a porta foi aberta e o aparelho de ventilação ligado. A remoção dos corpos foi iniciada imediatamente.”) E está na página 126 do livro, no excerto datado de fevereiro de 1947, que se diz que o pelotão encarregado de retirar os cadáveres das “câmaras de gás” fez este trabalho “mit einer stumpfer Gleichmütigkeit” (“com sombria indiferença”) como se fosse algum tipo de tarefa cotidiana (“als wenn es irgend etwas Alltäglisches wäre”). Höss é suposto ter acrescentado: “Beim Leichenschleppen assen sie oder rauchten.” Quer dizer: “Ao puxá-los [os cadáveres] eles costumavam comer ou fumar.” Para Höss, além disso, eles não paravam de comer. Eles comiam ao puxar os cadáveres para fora das câmaras, ao extrair os dentes de ouro, ao cortar os cabelos, ao arrastá-los para as fornalhas ou fossas. Höss até acrescenta esta observação ultrajante: “Nos poços que costumavam manter o fogo aceso. Eles derramavam gordura derretida acumulada sobre os novos cadáveres e cutucavam nas montanhas de corpos em chamas para criar uma fumeiro.” Höss não nos revela como a gordura conseguiu não se queimar (os cadáveres não podem ser assados ​​no espeto como se fossem galinhas, mas são reduzidos a ossos e cinzas em montes amontoados no chão ou em forma de piras). Ele não nos conta como os homens poderiam se aproximar dessas piras formidáveis ​​para coletar os fluxos de gordura (!), nem nos diz ele como eles puderam se aproximar o suficiente para vasculhar essas montanhas de corpos para efetuar um fumeiro. A absurdidade deste “derramar gordura acumulada” (“das Übergiessen des angesammelten Fettes”) é, além disso, tão evidente que o tradutor francês do livro apresentado por Martin Broszat omitiu discretamente a tradução dessas cinco palavras alemãs (Rudolf Höss, Le Commandant d ‘Auschwitz parle (O Comandante de Auschwitz fala), traduzido do alemão para o francês por Constantin de Grunwald, Paris, Julliard, 1959, impressão de 15 de março de 1970, página 212. Filip Müller escreveu Sonderbehandlung, traduzido como Eyewitness Auschwitz / Three Years in the Gas Chambers, Nova Iorque, Stein & Day, 1979, XIV-180 páginas. Das páginas 132 a 142, ele acumula as histórias mais surpreendentes sobre a gordura humana fervente correndo como água , coletando panelas para a gordura, a gordura escaldante retirada com baldes em uma longa haste curva e derramada por todo o poço, o guarda da SS Moll jogando bebês vivos na gordura humana fervente e assim por diante.

[11] Nota de Robert Faurisson: Para os vários julgamentos geralmente chamados de “Julgamentos de Nuremberg”, os americanos examinaram muitos documentos técnicos concernindo a Zyklon B. Se eles tivessem lido esses documentos cuidadosamente, e se eles tivessem – como eu mesmo fiz – continuado pesquisas adicionais em certos tomos técnicos na Biblioteca de Congresso, Washington, DC, eles teriam se dado conta do incrível número de impossibilidades técnicas contidas na evidências da “câmara de gás” alemã. Um dia dedicarei um estudo a quatro documentos específicos que, a meu ver, destroem completamente a lenda das “câmaras de gás”. Aqueles quatro documentos são: primeiro, dois documentos registrados pelos americanos para os Julgamentos de Nuremberg e, em seguida, dois estudos técnicos assinados por Gerhard Peters; todos os quais podem ser consultados na Biblioteca do Congresso de Washington. Recordo que Gerhard Peters foi, durante a guerra, o diretor temporário da empresa DEGESCH (Deutsche Gesellschaft fur Schädlingsbekämpfung: Empresa Alemã para o Controle de Pragas) a qual controlava em particular a distribuição do Zyklon B. Depois da guerra, Gerhard Peters foi levado aos tribunais muitas vezes por seus próprios compatriotas. Ele disse que nunca tinha ouvido falar durante a guerra sobre qualquer uso homicida de Zyklon B.

Documentos de Nuremberg (documentos com o prefixo NI, que significa Nuremberg, Industriais):

1 – NI-9098, registrado apenas em 25 de julho de 1947: uma brochura intitulada Acht Vorträge aus dem Arbeitgebiet der DEGESCH (Oito palestras sobre aspectos do campo de operação do DEGESCH) e impresso em 1942 para uso privado. No final desta brochura, página 47, consta uma tabela descritiva de cada um dos oito gases distribuídos pela firma. No ponto 7 da descrição, lê-se para Zyklon B: “Lüftbarkeit: wegen starken Haftvermögens des Gases an Oberflächen erschwert und langwierig.” (“Propriedades de ventilação: complicado e demorado para ventilar, pois o gás adere fortemente às superfícies.”)

2 – NI-9912, registrado apenas em 21 de agosto de 1947: um aviso público intitulado Richtlinien fur die Anwendung von Blausäure (Zyklon) zur Ungeziefervertilgung (Entwesung) (Diretrizes para o uso de ácido prússico (Zyklon) para a destruição de vermes (desinfestação).) Este documento é de capital importância. Melhor do que qualquer outro, ele mostra em que ponto o manuseio do Zyklon B só pode ser feito por pessoal treinado. O tempo necessário para o produto destruir os vermes varia de 6 horas em épocas quentes a 32 horas em épocas frias. A duração normal é de 16 horas. Essa longa duração é explicada, sem dúvida, pela composição do ZZyklon. Zyklon é o ácido prússico, ou ácido cianídrico, absorvido por um suporte de diatomita. O gás é liberado lentamente devido à natureza de seu suporte. Essa lentidão é tanta que não dá para entender como os alemães puderam ter escolhido um gás como o Zyklon para liquidar massas de seres humanos. Teria sido mais fácil para eles utilizar o ácido cianídrico em sua forma líquida. Eles tinham à disposição quantidades significativas desse ácido nos laboratórios da fábrica IG-Farben em Auschwitz, onde tentavam fazer borracha sintética. É do documento NI-9912 que retiro as informações sobre o emprego de Zyklon B para a fumigação de uma caserna, a duração da aeração (pelo menos 21 horas), etc.

Documentos na Biblioteca do Congresso. Estes concernem aos estudos técnicos escritos por Gerhard Peters e ambos publicados em Sammlung Chemischer & Chemisch-technischer Vorträge, o primeiro em 1933 em Neue Folge, Heft 20, e o outro em Neue Folge, Heft 47a em 1942, (revisão editada por Ferdinand Enke em Stuttgart). Aqui estão os títulos, seguidos da referência da Biblioteca do Congresso:

“Blausäure zur Schädlingsbekämpfung” (QD1, S2, n.f., hft.20, 1933), 75 páginas.

“Die hochwirksamen Gase und Dämpfe in der Schädlingsbekämpfung” (QD1, S2, n.f., hft.47a, 1942), 143 páginas. Deve ser dito de passagem que é admirável que esta resenha publicada durante a guerra na Alemanha tenha chegado com segurança também durante a guerra à Biblioteca do Congresso em Washington! A edição de 1942 traz a data de registro em Washington de … 1º de abril de 1944!

[12] Nota de Robert Faurisson: Os regulamentos franceses sobre o uso de ácido cianídrico são tão rígidos quanto os alemães. Ver o decreto 50-1290 de 18 de outubro de 1950 do Ministério da Saúde Pública de Paris.

[13] Nota de Robert Faurisson: A planta que nos permite dar estas dimensões ao centímetro mais próximo encontra-se nos arquivos do Museu do Estado de Oswiecim (Auschwitz). O número de referência desta foto do plano é Neg.519. As plantas das “Kremas” (crematórios) IV e V são ainda mais interessantes do que os dos Kremas II e III. Eles provam, com efeito, que as três estruturas abusivamente descritas como “câmaras de gás” eram na verdade instalações inofensivas, completas com portas e janelas comuns. O único meio para a SS “lançar o Zyklon” nesses lugares “do exterior” teria sido o seguinte cenário: A SS teria de ter solicitado suas vítimas – empilhadas às centenas ou milhares em um espaço de apenas 236 m² – para abrir as janelas para “lançar o Zyklon”, após o que as vítimas fechavam as janelas com cuidado e se abstinham de quebrar as vidraças, até a morte seguir-se.78  É perfeitamente fácil entender por que as autoridades comunistas polonesas estão tão relutantes em exibir essas plantas; eles preferem confiar nas “confissões” de Höss sem nenhum dado topográfico de apoio.

[14] Nota de Robert Faurisson: Estes interessantes vestígios dos crematórios podem ser vistos atrás de um grande vidro na sala dos fundos que, no bloco de exposições nº 24, é dedicado aos Kremas.

[15] Nota de Robert Faurisson: Esses detalhes da primeira execução por gás tóxico foram publicados no belga Le Soir de 9 de fevereiro de 1974, sob a rubrica “50 anos atrás”: uma reimpressão de um artigo da edição de 9 de fevereiro de 1924 do mesmo jornal.

[16] Nota de Robert Faurisson: O sumário o qual apresento aqui de uma execução por ácido cianídrico é inspirado por um inquérito que um advogado americano gentilmente conduziu para mim em seis penitenciárias e em uma empresa que fabrica câmaras de gás. As penitenciárias são as seguintes: San Quentin, Califórnia; Jefferson City, Missouri; Santa Fé, Novo México; Raleigh, Carolina do Norte; Baltimore, Maryland; e Florence, Arizona. A empresa é Eaton Metal Products Company de Denver, Colorado. É óbvio que há variações no método de uma penitenciária para outra. Obtive pessoalmente autorização para visitar uma dessas câmaras de gás. A “Ficha de Procedimento da Câmara de Gás” revela que a simples preparação da câmara para uma execução exige dois dias de trabalho para dois funcionários, ocupando oito horas de trabalho cada um. Uma vez a câmara estando pronta, a operação passa por 47 estágios. Este folheto de procedimento não chega nem perto de descrever as complicações de cada uma das 47 tarefas. Tomemos como exemplo: “Câmara vazia (corpo removido).” Na realidade, essas palavras significam o seguinte: o médico e seus dois assistentes devem, após esperar o tempo estipulado, entrar na sala com máscara de gás, avental de borracha e luvas de borracha; o médico deve despentear o cabelo do morto para expelir as moléculas de ácido cianídrico que ali possam ter permanecido; os dois assistentes devem lavar cuidadosamente o corpo com uma mangueira; devem, em particular, lavar a boca e todas as outras aberturas do corpo; eles não se devem esquecer de lavar cuidadosamente a dobra dos cotovelos e a dobra dos joelhos. Uma simples olhada em uma dessas pequenas câmaras de gás, construída para matar um único condenado, torna ridículas aquelas instalações de madeira de pedra e gesso que são representadas como sendo as antigas “câmaras de gás” alemãs. Se as câmaras de gás americanas são feitas exclusivamente de aço e vidro, é por razões de bom senso e por razões mais especificamente técnicas. A primeira razão é que o ácido tem tendência a aderir à superfície e até penetrar em certos materiais, então, portanto, é necessário evitar tais materiais. A segunda razão é que, quando os ventiladores esvaziam a câmara de ar, há o risco de implosão, portanto, a estrutura tem paredes notavelmente espessas de aço e vidro. A porta de aço muito pesada só pode ser fechada com um volante.

[17] Nota de Robert Faurisson: Os próprios comunistas poloneses reconhecem que a tatuagem tinha como objetivo impedir a fuga e facilitar a identificação de fugitivos capturados. Ver: Contribution à l’histoire du KL-Auschwitz, Musée d’Etat d’Auschwitz, 1968, página16 e página 99.

[18] Nota de Robert Faurisson: Louis De Jong, Vierteljahrshefte für Zeitgeschichte, Munique, 1969, Heft 1, ppl-16: “Die Niederlande und Auschwitz” (Holanda e Auschwitz …). Sensível à natureza delicada desse tipo de revelação, o diretor da revista, H. Rothfels, explica em um prefácio o motivo pelo qual ele tem consentido em publicar este estudo. A razão é que Louis De Jong, não sendo alemão, não poderia ser suspeito de ser um apologista do Nacional-Socialismo; pelo contrário, como diretor de um instituto oficial como o de Amsterdã, ele tinha dado todas as promessas desejáveis de sua seriedade. Este prefácio dá uma ideia da situação em que se encontram os próprios historiadores alemães. Existem certas verdades as quais eles não podem pronunciar sem serem suspeitos de serem apologistas do nazismo. Também é importante notar que o Sr. Louis De Jong é ainda menos suspeito porque ele é de origem judaica.

[19] Nota de Robert Faurisson: Essas fotografias aéreas têm sido reveladas ao público em geral por Dino A. Brugioni e Robert G. Poirer em um panfleto intitulado The Holocaust Revisited. Central Intelligence Agency, Department of Commerce, National Technical Information Service, Washington, DC, ST 79-10001, 19 páginas. O panfleto é um tanto curioso por ter sido pesquisado no tempo livre dos autores, e não durante o tempo da CIA, e esta é a razão porque os autores não podem entrar em correspondência quanto ao conteúdo! Os dois autores oferecem um exemplo interessante de cegueira. Eles tentam a todo custo adaptar à realidade fotográfica com o que acreditam ter sido a realidade de Auschwitz, de acordo a três trabalhos exterminacionistas. Há uma contradição espetacular entre as fotos e os comentários que eles anexam.

Robert Faurisson
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