As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis

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Este presente artigo é a parte final de uma série de 3 (três) do autor sobre o mesmo assunto abordado. Para um melhor aprofundamento, é sugerido ler antes os artigos “A mecânica do gaseamento” e “O ‘problema das câmaras de gás’”. 

O Zyklon B é um ácido cianídrico que é desprendido por evaporação. É usado para desinfecção de navios, silos e residências, bem como para a destruição de pestes. Ele é ainda manufaturado hoje em Frankfurt-sobre-o-Meno. Ele é vendido na Europa ocidental e na Europa oriental, Nos Estados Unidos e aproximadamente em todos os lugares no mundo.

Gás cianídrico é altamente venenoso e muito perigoso. Um miligrama por quilograma do peso do corpo é suficiente para matar um homem. Em um lugar fechado ele irá envenenar um homem em vários segundos e irá matar ele em vários minutos. Um homem pode perder a consciência e morrer por absorver o gás através da pele.

Este gás adere à superfícies. Ele adere não somente à pele e às membranas mucosas ao ponto de penetrar nelas, mas também adere à madeira, ao gesso, à tinta, e ao cimento, e penetra neles. Em um lugar ordinário onde estes materiais são encontrados, o gás não pode ser ventilado depois do uso, é necessário ser absorvido nas paredes com processo de aeração natural, a qual dura aproximadamente 24 horas.

Somente pessoal especializado, tendo passado por um período de instrução e tendo sido premiado com um diploma, pode usar este produto ou gás. Eles devem usar máscaras de gás com cartuchos filtrantes especiais para ácido cianídrico.

 As preparações necessárias para o gaseamento de um lugar, por exemplo, um local de habitação, são longas e meticulosas, especialmente a fim de obter uma boa estanqueidade.

Os granulados de Zyklon a partir do qual o ácido cianídrico é liberado não são jogados aleatoriamente, não são jogados ao acaso. Isto seria muito perigoso posteriormente. É necessário assegurar uma distribuição calculada. Os granulados são colocados em guardanapos dispostos.

Quando o gás é suposto ter terminado seu trabalho destrutivo, é necessário que o pessoal especializado entre no local a fim de abrir todas as coisas que iriam permitir a natural saída por aeração. Este é o momento mais crítico. A ventilação de remoção apresenta o maior dos perigos para os participantes assim como para os não participantes. É, portanto, necessário, proceder com ela com prudência especial e sempre usando as máscaras de gás. Como uma regra é necessário retirar o ar do local de uma maneira que seja possível alcançar o ar livre tão breve quanto possível e de tal maneira que o gás será evacuado de um lado onde todo o risco para não participantes está excluído.

A ventilação de remoção dura no mínimo vinte horas.

Ao fim de vinte horas, o pessoal especializado volta para dentro do local, e ainda usando suas máscaras. Se é possível, eles aumentam a temperatura do local para 15 graus centigrados. Eles saem, retornando ao fim de uma hora, ainda com as máscaras deles, a fim de ir para um teste para desaparecimento do gás. Se o teste é favorável, o lugar é declarado acessível sem usar uma máscara de gás. Mas, se é uma questão de um lugar de habitação, as pessoas não irão estar aptas a dormir no local pela primeira noite e as janelas ainda devem permanecer abertas durante esta primeira noite. Colchões, edredons e almofadas devem ser batidos ou sacudidos por pelo menos uma hora por causa que eles estão impregnados com gás.

Este gás é inflamável e explosivo; não deve haver qualquer chama nua nas imediações e, além do mais, definitivamente, é necessário não fumar.

Em uma maneira mais geral, a fim de entrar em um lugar onde existe um pouco de gás cianídrico, é necessário sempre usar uma máscara de gás com um cartucho de filtro particularmente forte; dois casos, em seguida, apresentam-se – ou o homem mascarado irá ser exposto a concentrações mais baixas que um por cento em volume de gás cianídrico – ou ele irá ser exposto a concentrações iguais ou superiores que 1 por cento.

No primeiro caso, ele irá estar apto para se dedicar a algum trabalho leve; por exemplo, ele irá ser apto a abrir janelas que são fáceis de abrir, mas sob a condição que depois de cada passo ele irá para fora a fim de remover sua máscara lá e respirar o ar livre por no mínimo dez minutos. No segundo caso, a exposição do homem àquelas concentrações deve ser tolerada somente em caso de necessidade por um período de tempo que não exceda um minuto.

 Este gás pode ser usado em câmaras de fumigação pressurizadas. Ele é usado no Estados Unidos para execução de uma pessoa condenada à morte em câmara de gás. É preciso ver uma destas câmaras e estar familiarizado com o processo do uso dela a fim de perceber até que ponto é difícil e perigoso usar ácido cianídrico para matar um único homem.

Durante a Primeira Guerra Mundial, os gases de combate tinham sido usados, mas com muitas decepções e com aproximadamente tanto perigo para as próprias tropas como para o inimigo, tão verdadeiro é isto que o gás é a menos controlável de todas as armas. Muitos envenenamentos suicidas ou acidentais estão lá para provar isso. Mas desde o fim da guerra alguns americanos  que desejavam para um método mais humano de colocar os prisioneiros condenados a morte, acreditaram que nada seria ao mesmo tempo mais humano e mais fácil que usar um poderoso gás para pôr o homem a dormir até a morte como resultado. Foi quando eles quiseram colocar a ideia em prática que eles perceberam as dificuldades. A primeira execução de um homem condenado por gás cianídrico ocorreu na penitenciária em Carson City em 1924, faltou muito pouco para ela se transformar em uma catástrofe para a comitiva. Foi necessário esperar até 1936/1938 a fim de obter câmaras de gás mais confiáveis. Mas mesmo hoje, este método de execução permanece crítico para os executores e para a comitiva.

A pequena cabine denominada câmara de gás é feita totalmente de vidro e aço afim de evitar que o gás fique muito aderido à superfície ou penetre elas. O vidro e o aço são muito densos por várias razões técnicas e especialmente a fim de que um vácuo possa ser criado na cabine em vista de assegurar nela uma boa estanqueidade de ar; mas um vácuo assim criado traz alguns riscos de implosão. A construção é assim muito forte.

Uma vez que a pessoa condenada é morta pela emissão de gás as dificuldades reais começam. É, em efeito, necessário entrar em um lugar o qual, no momento, está cheio de gás mortal e é necessário lá pegar um cadáver impregnado com este gás.

O gás não é evacuado em direção a uma chaminé dirigida ao ar exterior; isso seria muito perigoso. Na verdade, ele é dirigido de volta em direção de um misturador onde ele é neutralizado por uma base química (amônia). O ácido assim dá lugar a um sal o qual irá ser lavado com grande quantidade de água. No entanto, o lugar ainda permanece perigoso por um longo tempo, assim como o cadáver. Para o médico e seus auxiliares que irão ter de entrar no lugar e arrastar fora o corpo, algumas precauções permanecem necessárias. Eles irão esperar até que um produto indicador (fenolftaleína) sinaliza a eles que o gás mortal tem sido neutralizado, ou no mínimo a maior parte. Eles irão vestir máscaras com cartuchos filtrantes especiais. Eles irão vestir luvas e aventais de borracha. Eles irão lavar o cadáver muito cuidadosamente com um jato, particularmente na boca e em todas as dobras do corpo.

Antes, a simples preparação da câmara de gás para uma execução teria requerido dois dias de trabalho para dois homens especializados. O maquinário é relativamente importante.

Usar gás cianídrico para matar somente um homem é, consequentemente, mais complicado e perigoso do que geralmente se imaginaria.

Não se deve confundir as complicadas câmaras de gás as quais o uso de seu perigoso gás demanda, com as construções rudimentares que todos os exércitos no mundo usam para treinar recrutas no uso de máscaras de gás com ordinários cartuchos de filtro. Estes locais são também chamados de câmaras de gás. O gás usado é relativamente não tão venenoso e é ventilado facilmente; a estanqueidade de ar de tais construções é bastante relativa.

Quando se sabe tudo isto, fica bastante surpreso ao ler os testemunhos ou confissões sobre o uso que os alemães supostamente tinham feito do Zyklon B para executar não um homem por vez, mas centenas ou milhares de seres humanos de uma vez. O mais completo destes testemunhos ou confissões é o do primeiro dos três sucessivos comandantes de Auschwitz: Rudolf Höss (cujo nome não deve ser confundido com o de Rudolf Hess, o prisioneiro de Spandau). Rudolf Höss é suposto ter elaborado aos seus carcereiros e para seus juízes comunistas uma confissão cujo texto é suposto ter sido reproduzido em 1958, ou onze anos depois, em sua linguagem original pelo Dr. Martin Broszat, um membro do Instituto de História Contemporânea em Munique. Esta confissão é conhecida para o público geral sob o título de Commandant of Auschwitz. Primeiro na página 166, então na página 126 da edição alemã do livro se aprende isto:

… Uma meia hora depois de ter liberado o gás (isto é, Zyklon B), eles abririam a porta (da câmara de gás onde haviam várias milhares de vítimas) e ligariam o aparato para ventilá-lo para fora. Eles começariam imediatamente a tirar os corpos.

Ele segue a dizer que este tremendo trabalho de retirar milhares de corpos, dos quais eles removiam os dentes de ouro e cortavam os cabelos, foi realizado por resignadas e indiferentes pessoas que durante todo o tempo não cessavam de fumar e comer.

Esta descrição é surpreendente. Se aquelas pessoas fumavam e comiam, eles nem mesmo vestiam máscaras de gás? Como poderia tudo disto ser feito próximo das portas dos fornos crematórios nos quais eles estavam queimando milhares de corpos? Como poderiam eles entrar em uma câmara de gás ainda cheio de gás para manipular aqueles corpos que estavam cheios de gás, e isto imediatamente após a abertura da porta? Como poderiam eles devotar eles mesmos para tal gigante trabalho por algumas horas quando especialistas, equipados com máscaras, podem somente permanecer em tal atmosfera por vários minutos e sob condições que eles somente devotam eles mesmos a esforços que não vão além do esforço requerido para abrir janelas que são fáceis de abrir? Como poderiam eles, com as mãos nuas, extraírem dentes e cortar cabelos quando se sabe que, na câmara de gás americana, a primeira preocupação do médico que entra na cabine com a máscara direciona-se a envolver todos os cabelos do cadáver com as mãos vestidas em luvas a fim de expelir as moléculas de gás cianídrico que têm permanecido no cabelo desse cadáver apesar de todas as precauções tomadas? Quem são esses seres dotados de poderes sobrenaturais? De que mundo estas tremendas criaturas vêm? Eles pertencem ao nosso mundo o qual é governado por inflexíveis leis, conhecidas pelo físico, médico, químico e toxicologista? Ou eles pertencem ao mundo da imaginação onde todas estas leis, mesmo a lei da gravidade, são superadas pela magia ou desaparecem por encantamento?

Se Rudolf Höss ainda vivesse, nós iriamos ser capazes de colocar estas questões para ele. Infelizmente, após sua confissão aos comunistas ele foi enforcado. Resta a nós, portanto, colocar estas questões para outras pessoas que se fizeram testemunhas perante os tribunais e que dizem que elas têm visto estas “câmaras de gás” funcionando. Nenhum tribunal tem ainda colocado questões deste tipo, por exemplo, para Dov Paisikovic [1] ou para Filip Müller [2]. Felizmente, o que juízes não têm feito, um instituto de história americana fez em 3 de setembro de 1979 em Los Angeles. O Institute for Historical Review (PO Box 1306, Torrance, Califórnia, 90505) tem até prometido a recompensa de $50,000.00. Mas, por aproximadamente um ano, nenhum candidato se fez ele mesmo conhecido, nem mesmo Filip Müller, que vive na Alemanha Ocidental (68 Mannheim, Hochofenstrasse 31). Seu livro, recentemente publicado em alemão, em inglês e em americano e francês não traz qualquer elemento de resposta às questões colocadas. Na verdade, além disso, ele acumula ainda mais mistérios e o caso torna-se inextrincável.

Fonte: The Journal for Historical Review

Publicado originalmente em: Inverno de 1981. Volume 2 número 4, página 312

Tradução de Mykel Alexander via World Traditional Front em 23 de janeiro de 2020.

Notas:

[1] Nota do tradutor: Dov Paisikovic foi um judeu que afirmou testemunhar as execuções de pessoas nas alegadas câmaras de gás.

[2] Nota do tradutor: Filip Müller foi um judeu eslovaco que afirmou testemunhar as execuções de pessoas nas alegadas câmaras de gás. Publicou uma obra (ver no complemento adicional de Robert Faurisson) considerada um dos mais importantes testemunhos oculares do alegado extermínio de judeus.

Apêndice da edição

Sobre o Zyklon, ver os documentos de Nuremberg NI-9098 e, especialmente, NI-9912.

Sobre a necessária máscara de gás, ver um trabalho do Exército francês traduzido de um manual do Exército americano: The Gas Mask, Technical Manual N°. 3-205, traduzido do americano TM 3-205 (1-2), War Department, Washington, 22 de setembro de 1943, um manual redigido sob a direção do Chefe do Chemical Warfare Service, U.S. Government Printing Office, 1943, 154 páginas. Ver em particular a página 55.

Sobre o testemunho atribuído a Rudolf Höss, ver Kommandant in Auschwitz, Autobiographische Aufzeichnungen, eigenleitet und Kommentiert von Martin Broszat, 1958, Stuttgart, Deutsche Verlagsantalt.

Sobre Filip Müller, ver: Sonderbehandlung, Drei Jahre in den Krematorien und Gaskammern von Auschwitz, Deutsche Bearbeitung von Helmut Freitag, München, Verlag Steinhausen, 1979, 287 páginas. Traduzido ao americano: Eyewitness Auschwitz, Three Years in the Gas Chambers. Colaboração literária de Helmut Freitag, préfacio de Yehuda Bauer Stein, 1979, 180 págunas. Traduzido ao francês: Trois ans dons une chambre á gaz d’Auschwitz: Le Témoignage de l’um des seuls rescapés des comandos spéciaux, Pygmalion/ Gérard Watelet, 1980, 252 páginas, com prefácio de Claude Lanzman.

Mantenho à disposição de todas as testemunhas ou de todo tribunal um estudo o qual termina com a seguinte questão: “Que prova existe demonstrando a existência de ‘gaseamento’ em Auschwitz a qual não já demonstrou a existência do ‘gaseamento’ em Dachau?”

Nós sabemos hoje que nunca existiu qualquer ‘gaseamento’ em Daschau, mas por muitos anos eles apresentaram uma tropa de provas e testemunhos graças aos quais eles alegaram demonstrar a realidade daqueles “gaseamentos”. Pareceu para mim ser uma boa ideia referir-me às provas e testemunhos provando que tinham havido alguns “gaseamentos” em Ravenbrück onde nós igualmente sabemos que não existiu nenhum. Minha conclusão é a seguinte: entre, por um lado, os documentos sobre Dachau (ou sobre Ravensbrüvk) e, por outro lado, os documentos sobre Auschwitz, existe nenhuma diferença em qualidade, mas somente em quantidade. Nessas primeiras “câmaras de gás” ou nos primeiros “gaseamentos,” eles têm inventado histórias durante uns 15 anos, enquanto e, outros eles têm inventado histórias por 35 anos. Em um caso como em outro, nós não estamos carecendo nem de documentos oficiais ou de detalhes num mínimo centímetro.

Robert Faurisson
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