A mecânica do gaseamento

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Entre todas aquelas que fazem declarações, discursos ou usam sentenças nas quais a expressão “câmara de gás” aparece, quantas destas pessoas realmente sabem o que elas estão falando? Não me levou muito tempo para imaginar que muitas pessoas cometem um dos mais gritantes erros. Estas pessoas imaginam uma “câmara de gás” como sendo similar a um mero quarto sob a porta da qual um gás doméstico é liberado. As pessoas esquecem que a execução por gás é por definição profundamente diferente daquela de uma simples asfixia acidental ou suicida. No caso de uma execução, deve-se cuidadosamente evitar todo risco de doenças, envenenamento ou morte ao executor e sua equipe. Tal risco é para ser evitado, antes, durante e depois da execução. As dificuldades técnicas implicadas aqui são consideráveis. Eu estava muito ansioso para saber como martas domésticas foram gaseadas, como raposas foram gaseadas em suas tocas, e como nos EUA uma pessoa que foi sentenciada a morte foi executada por gaseamento. Eu tenho descoberto que, na vasta maioria dos casos, ácido cianídrico foi usado para tais propósitos. Este foi precisamente o mesmo gás o qual os alemães usaram para fumigar seus quarteis. Foi também com este gás que eles alegadamente mataram grupos de indivíduos assim como também grandes massas de pessoas. Eu tenho, portanto, estudado este gás. Eu queria conhecer seu uso na Alemanha e na França. Eu tenho revisto documentos ministeriais que regulam o uso deste produto altamente tóxico. Eu tive a boa sorte de descobrir alguns documentos sobre Zyklon B e ácido cianídrico os quais têm sido reunidos pelos aliados nos arquivos industriais alemães em Nuremberg.

Então, com um maior escrutínio, eu reexaminei certas declarações e confissões as quais têm sido feitas na Alemanha e cortes Aliadas referentes ao uso do Zyklon B para levar os prisioneiros à morte, e fiquei chocado. E agora, por sua vez, você também irá ficar chocado. Eu irei primeiro ler a você a declaração ou confissão de Rudolf Höss. Então, eu irei dizer a você os resultados de minha pesquisa, puramente física, sobre ácido cianídrico e Zyklon B. (Por favor tenha em mente que R. Höss foi um dos três sucessivos comandantes oficiais em Auschwitz; todos três os quais foram detidos e interrogados pelos Aliados. Somente Höss deixou uma confissão, para a qual nós estamos em dívida para com seus carcereiros poloneses.)

Nesta confissão, a descrição do real gaseamento é extraordinariamente curta e vaga. Contudo, é essencial imaginar que todos aqueles outros que alegam ter estado presente neste tipo de operação são também vagos e breves e que suas declarações são cheias de contradições sobre certos pontos. Rudolf Höss escreve, “Meia hora depois de ter liberado o gás, nós iriamos abrir a porta e ligar o ventilador. Nós iriamos imediatamente começar a remover os corpos. [1]” Eu chamo atenção para a palavra “imediatamente”; em alemão a palavra é “sofort”. Höss então adiciona que a equipe responsável pela manipulação e remoção de 2.000 corpos da “câmara de gás” e de transportar eles para os fornos crematórios o faziam enquanto “comiam ou fumavam”; portanto, se eu compreendi corretamente, estas tarefas eram todas realizadas sem máscaras de gás. Tal descrição corre contra todo o senso comum. Ela implica que é possível entrar em uma área saturada com ácido cianídrico sem tomar qualquer medida de precaução no manuseamento de mãos nuas de 2.000 cadáveres expostos ao ácido cianídrico os quais estavam provavelmente ainda contaminados com o gás fatal. O cabelo (o qual foi supostamente cortado depois da operação) estava indubitavelmente impregnado com gás. As membranas mucosas teriam sido impregnadas também. Bolsas de ar entre os corpos os quais supostamente foram amontoados um sobre o outro teriam sido preenchidos com gás. Que tipo de superpoderoso ventilador é capaz de instantaneamente dispersar tanto gás à deriva através do ar e nas bolhas de ar? Mesmo se um tal ventilador tivesse existido, seria necessária a realização de um teste para detecção de qualquer vestígio de ácido cianídrico e para desenvolver um procedimento para informar à equipe que o ventilador tinha realizado plenamente sua função e que a sala estava segura. Agora, é abundantemente claro da descrição de Höss que o ventilador em questão deve ter sido de poderes mágicos a fim de ser capaz de dispersar todo ao gás com tal performance impecável de modo que não havia causa para preocupação ou necessidade para verificação da ausência de gás!

Rudolf Höß [em primeiro plano], comandante de Auschwitz, supervisiona os campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Sua filha Brigitte Höß, 80 anos, agora vive uma vida tranquila e secreta na Virgínia, EUA, nem mesmo compartilhando sua história familiar com parentes próximos. | The Washington Post

O que o mero senso comum sugeriu é agora confirmado pelos documentos técnicos referentes ao Zyklon B e seu uso [2]. Afim de fumigar uma barraca, os alemães foram constrangidos por numerosas medidas de precaução: times especialmente treinados os quais foram licenciados somente após um estágio em uma fábrica de Zyklon B; materiais especiais incluindo os filtros “J” os quais usados em máscaras de gás foram capazes de proteger um indivíduo sobre as mais rigorosas condições tóxicas; evacuação de todas as casernas adjacentes; avisos postados em várias línguas e trazendo um crânio e ossos cruzados; um meticuloso exame do local a ser fumigado afim de localizar e selar fissuras ou aberturas; a vedação de qualquer chaminé ou tubulação de ar e a remoção das chaves das portas. As latas de Zyklon B eram abertas no próprio lugar. Depois que o gás tinha aparentemente matado todos os vermes, a mais crítica operação iria começar; esta era a ventilação do local. Os sentinelas eram para estar estacionados a uma certa distância das portas e janelas, as costas deles para o vento, afim de prevenir a aproximação de todas as pessoas. E uma equipe especialmente treinada e equipada com máscaras de gás então iria entrar no edifício e desobstruir as chaminés e rachaduras, e abrir as janelas. Esta operação completada, eles tinham que ir para o exterior novamente, remover suas máscaras e respirar livremente por dez minutos. Eles tinham de colocar suas máscaras novamente e entrar novamente na construção e executar o próximo passo. Uma vez que todo este trabalho fosse completado, era ainda necessário esperar VINTE horas. Na verdade, por causa que o Zyklon B era “difícil de ventilar desde que ele adere fortemente as superfícies,” a dispersão do gás requeria uma longa ventilação natural. Isto era especialmente importante quando grandes volumes de gás eram empregados como no caso de uma caserna contendo mais que um andar. (Quando o Zyklon B era usado numa autoclave com um volume total de somente 1 metro cúbico, ventilação – forçada ou artificialmente – era ainda necessária.) Depois que vinte horas tinham se passado, a equipe iria retornar usando suas máscaras. Eles iriam então verificar por meios de um papel teste (o papel iria ficar azul na presença de ácido cianídrico) quanto a possibilidade do local estar ou não apto para a habitação humana. E então nós vemos que um local o qual tinha sido gaseado não era acessível até um mínimo de 21 horas ter decorrido. Desde quando a legislação francesa lida com isto, o mínimo fixado é 24 horas [3].

Torna-se, portanto, evidente que na ausência de um ventilador mágico capaz de expelir instantaneamente um gás que é “difícil de ventilar, uma vez que ele adere fortemente à superfícies,” o “matadouro humano” chamado de “câmara de gás” teria ficado inacessível por aproximadamente um dia inteiro. Suas paredes, pisos, teto teriam retido porções de um gás o qual era altamente venenoso para o homem. E o que acontece aos corpos? Estes cadáveres poderiam ter sido nada menos que saturados com o gás, assim como as almofadas, colchões e cobertores discutidos no mesmo documento técnico sobre o uso do Zyklon B teriam sido saturados também. Estes colchões, etc., tinham de ser levados para fora das portas para serem arejados e batidos por uma hora sob condições atmosféricas secas e por duas horas quando o clima estivesse úmido. Quando isto era realizado, estes itens eram então amontoados juntos e batidos novamente se o teste de papel revelasse qualquer outra presença do ácido cianídrico.

Câmara de gás para execuções prisionais no Arizona State Prison, Florence, Fênix (EUA). 1992. Fotos: Mike Fiala/AFP

Ácido cianídrico é tanto inflamável como explosivo. Como poderia ele ter sido usado em grande proximidade da entrada dos fornos crematórios? Como poderia alguém ter entrado na “câmara de gás” enquanto fumando?

Eu não tenho ainda nem mesmo tocado no assunto da superabundância de impossibilidades técnicas e físicas as quais tornam-se evidentes sobre um real exame do local e das dimensões das supostas “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau. Ainda mais, apenas como um inquisitivo curioso do museu polonês pode descobrir, estas câmaras eram na realidade nada mais que “câmaras frigoríficas” (necrotérios) e eram típicos em tais salas tanto a conformação como o tamanho. A suposta “câmara de gás” de Krema II em Birkenau, da qual permanece somente uma ruína, era, na verdade, um necrotério, localizado abaixo do solo a fim de proteger ele do calor e medindo 30 metros de comprimento e 7 metros de largura (dois metros em cada lado por cadáver e metros abaixo do centro para permitir o movimento de vagões). A porta, os corredores, o elevador de carga (que mede apenas 2,10 metros por 1,35 metros) os quais levam à câmara de crematório eram todos de dimensões liliputianas em comparação às insinuações do relato de Höss [4]. De acordo a Höss, a câmara de gás poderia facilmente acomodar 2.000 vítimas de pé, mas tinha uma capacidade de 3.000. Consegue você imaginar isso? Três mil pessoas cremadas num espaço de 210 metros quadrados. Em outras palavras, para fazer uma comparação, 286 pessoas de pé em uma sala medindo 5 metros por 4 metros! Não se deixe enganar que antes da retirada os alemães explodiram as “câmaras de gás” e fornos crematórios para esconder qualquer traço dos alegados crimes deles. Se alguém consegue obliterar todos traços de uma instalação a qual seria intrinsecamente tão sofisticada, deve ser escrupulosamente desmantelada de cima para baixo de modo que permaneça nem um retalho de evidência incriminatória. Destruição por meios de demolição teria sido ingênua. Se explosivos tivessem sido empregados, a mera remoção dos blocos de concreto iria ainda ter deixado este ou aquele sinal revelador. Como uma questão de fato, os poloneses dos presentes dias no museu de Auschwitz têm reconstruído os restos de alguns “Kremas” (significando, na realidade, reconstruções do crematório e supostas “câmaras de gás”). Contudo, todos os artefatos mostrados aos turistas atestam a existência de fornos crematórios em vez de qualquer coisa mais [5].

Câmara de Gás em Auschwitz. Hoje é a apresentada para os turistas que visitam o campo na Polônia. Foto: Reprodução.

Nos EUA a primeira execução por gaseamento ocorreu em 08 e fevereiro de 1924 na prisão de Carson City, Nevada. Duas horas depois da execução, traços do veneno ainda eram encontrados no pátio da prisão. Sr. Dickerson, governador da prisão, declarou que, referente ao homem condenado, o método de execução foi certamente o mais humano até agora empregado. Mas ele acrescentou que ele iria rejeitar aquele método no futuro por causa do perigo para as testemunhas [6].

As reais câmaras de gás, tais como aquelas criadas pelos americanos em 1924 e posteriormente desenvolvidas por eles em 1936 – 1938, oferecem alguma ideia da inerente complexidade de tal método de execução. Os estadunidenses, para uma coisa, somente gaseiam um prisioneiro por vez, normalmente (existem algumas câmaras de gás, contudo, equipada com dois assentos para a execução de dois irmãos, por exemplo). O prisioneiro é totalmente imobilizado. Ele é envenenado pelo ácido cianídrico (na verdade, por meio de bolas de cianeto de sódio despejadas num recipiente contendo ácido sulfúrico e água destilada, resultando na liberação de ácido cianídrico). Dentro de aproximadamente 40 segundos, o prisioneiro cochila, e em uns poucos minutos ele morre. Aparentemente, o gás não causa desconforto. Como no caso do Zyklon B, é a dispersão do gás que causa problemas. A ventilação natural por 24 horas não é possível neste caso: obviamente, a localização do local de execução se opõe a tal ventilação conforme iria implicar em sérios perigos para os guardas e internos. O que, então, é o melhor curso de ação com um gás que apresenta tais dificuldades de ventilação? A solução é transformar os vapores ácidos em um sólido, um sal, o qual pode ser retirado com água. Para este fim o vapor de amônia, uma base, é colocado para reagir com os vapores ácidos, formando esta reação química o desejado sal. Quando o ácido cianídrico tem, depois de tudo, desaparecido, um certo sinal irá alertar o médico assistente e seus assessores que estão do lado oposto da barreira de vidro. Este sinal é fenolftaleína. Ela está disposta em contentores em vários locais na câmara: ela muda do rosa para o púrpura na ausência do ácido cianídrico. Uma vez que a ausência do veneno está indicada e uma vez que o arranjo de ventiladores dissipa os vapores de amônia através de um exaustor de escape, os médicos e seus assistentes entram na câmara vestindo máscaras de gás. Eles também vestem luvas de borracha para proteção. O médico desarranja o cabelo do condenado morto de modo a poder escovar qualquer resíduo de ácido cianídrico. Somente depois de uma hora completa ter passado pode o guarda entrar na câmara. O corpo é então lavado muito cuidadosamente e a sala é regada. O gás de amônia tem a esta altura sido expelido através de uma alta e longa chaminé acima da prisão. Por causa do perigo dos guardas normalmente estacionados nas torres de observação, em algumas prisões estes homens eram obrigados a deixar os postos deles durante uma execução. Eu irei apenas mencionar os outros requisitos para uma câmara de gás completamente estanque, tais como a necessidade de trancas seladas, barreiras de vidro Herculite® de considerável espessura (para resistir a implosão devido a vácuo parcial no interior da câmara), um sistema de vácuo, válvulas de mercúrio, etc.

Um gaseamento não é uma improvisação. Se os alemães tinham decidido gasear milhões de pessoas, uma revisão de alguns muito formidáveis maquinários teria sido absolutamente essencial. A ordem geral, instruções, estudos, comandos e planos seriam certamente necessários também. Tais itens nunca têm sido encontrados. Reuniões de especialistas teriam sido necessárias: de arquitetos, químicos, médicos, e especialistas em um vasto alcance de campos técnicos. Desembolsos e alocações de fundos teriam sido necessários. Tivesse isso ocorrido num estado tal como o Terceiro Reich, uma riqueza de evidências iria ter certamente sobrevivido. Nós conhecemos, por exemplo, até o pfennig, o custo do canil em Auschwitz e dos loureiros os quais foram encomendados para os berçários. Os pedidos para os projetos iriam ter sido emitidos. Trabalhadores e engenheiros civis não teriam sido permitidos se misturar com os internos. Os passes não teriam sido concedidos para os alemães no campo, e seus membros da família não teriam tido direitos de visitas. Acima de tudo, os prisioneiros que tinham cumprido suas sentenças não iriam ter sido liberados e permitidos retornarem para seus respectivos países: este bem guardado segredo entre os historiadores nos foi revelado vários anos atrás em um artigo de Louis De Jong, diretor do Instituto de História da Segunda Guerra Mundial de Amsterdã. Ainda mais, nos Estados Unidos a recente publicação de fotografias aéreas de Auschwitz é um golpe de morte na fábula de extermínio: mesmo no verão de 1944 no auge do influxo de judeus húngaros, existia nenhuma indicação de qualquer pira ou multidão de prisioneiros próximos ao crematório (mas um portão aberto e uma área de jardim é claramente visível) e existe nenhuma fumaça suspeita (embora alegadamente as chamas e os montes de fumaça do crematório eram continuamente vomitados e que eram visíveis de uma distância de vários quilômetros de dia e de noite).

Complexo de Auschitz-Birkenau, em Oswiecim, Polônia, 31 de maio de 1944. Fotografias aéreas de Auschwitz, tiradas pelas Forças Aéreas Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial foram expostas pela primeira vez em 1978 por Dino Brugioni e Robert Poirier, dois analistas fotográficos, que trabalharam para a CIA. As Forças Aéreas Aliadas vieram para a área de Auschwitz por causa da importante indústria bélica localizada na região da Alta Silésia. No início de 1944, houve relatos de inteligência de um depósito de combustível gigante e de uma fábrica de borracha artificial em Monowitz. A 4 de abril de 1944, um avião Mosquito do Esquadrão de Reconhecimento da Força Aérea voou para fora de Foggia, base no sul de Itália para fotografar a fábrica. Era a fábrica IG Farben, a apenas escassos 4 km de Birkenau. De modo a assegurar a cobertura completa do alvo, era prática comum iniciar a câmera antes do tempo, e pará-la um pouco depois. Como resultado, o campo de Auschwitz foi fotografado pela primeira vez.

Eu irei concluir com um comentário sobre o que eu considero como critério de falso testemunho em relação as câmeras de gás. Tenho noticiado que todas estas afirmações, vagas e inconsistentes como elas são, concordam no mínimo em um ponto: a equipe responsável por remover os corpos das “câmaras de gás” entraram no local ou “imediatamente” ou em “poucos momentos” depois das mortes das vítimas. Eu afirmo que este ponto por si só constitui a pedra angular de falso testemunho, porque isto é uma impossibilidade física. Se você encontrar uma pessoa que acredita na existência das “câmaras de gás,” pergunte a ela como, na opinião dela, os milhares de cadáveres foram removidos para deixar a sala pronta para o próxima carga.

Fonte: The Journal for Historical Review

Publicado originalmente em primavera de 1980, Volume 1 número 1, Página 23.

Tradução de Mykel Alexander via World Traditional Front em 22 de outubro de 2018.

Notas:

[1] Kommandant in Auschwitz / Autobiographische Aufzeichnungeh (Comandante de Auschwitz / Notas autobiográficas) por Rudolf Höss, introdução e comentários por Martin Broszat, 1958, Verlagsanstalt, Stuttgart. Está na página 166 deste livro, na parte da confissão que Höss tinha redigido em novembro de 1946, na que a seguinte passagem é encontrada: “Eine halbe Stunde nach den Einwurf des Gasses wurde die Tür geöffnet und die Entlüftungsanlage eingeschaltet. Es wurde sofort mit dem Herausziehen der Leichen begonnen.” (Meia hora depois do gás ter sido inserido, a porta foi aberta e o aparato de ventilação ligado. A remoção dos corpos foi iniciada imediatamente.”) E está na página 126, no fragmento datado de fevereiro de 1947, que é dito que a equipe encarregada de remoção dos cadáveres da “câmara de gás” fez este trabalho “mit einerstumpfer Gleichmütigkei” (“com uma indiferença sombria”) como se fosse uma tarefa diária (“als wenn es irgend etwas Alltäglisches wäre”). Höss é suposto ter acrescentado: “Beim Leichenschleppen assen sie oder rauchten,” isto é: “Enquanto retirando [os cadáveres] eles costumavam comer ou fumar.” Para Höss, além disso, eles não pararam de comer. Eles iriam comer quando retiravam os cadáveres das câmaras, quando extraiam os dentes de ouro deles, quando cortavam os cabelos deles, quando arrastavam eles para os fornos ou poços. Höss mesmo adiciona esta escandalosa observação: “Nos poços eles agiam para manter o fogo aceso. Eles iriam derramar gordura acumulada sobre os novos corpos, e iriam atiçar ao redor dos montes de corpos em chamas para criar um ducto.”

Höss não revelou como a gordura conseguia não ser ela mesma queimada (cadáveres não são torrados como se fossem galinhas, mas são queimados em montes no chão ou em piras). Ele não diz como os homens poderiam se aproximar destas formidáveis piras para coletar os fluxos de gordura (!), nem nos diz como eles poderiam se aproximar o suficiente para atiçar os montes de corpos para efetuar a combustão. O absurdo deste “derramar gordura acumulada” (“das Übergiessen des angesammelten Fettes”) é, além do mais tão óbvia que o tradutor francês do livro apresentado por Martin Broszat muito discretamente omitiu traduzir aquelas cinco palavras alemãs (Rudolf Höss, Le Commandant d’Auschwitz parle (O Comandante de Auschwitz Fala), traduzido do alemão para o francês por Constantin de Grunwald, Paris, Julliard, 1959, tiragem de 15 de março de 1970, página 212. Filip Müller tem escrito Sonderbehandlung, traduzido como Eyewitness Auschwitz / Three Years in the Gas Chambers, New York, Stein & Day, 1979, XIV – 180 páginas. Da página 132 até a 142 ele acumula as mais surpreendentes histórias sobre ferver gordura humana como água, coletando panelas para gordura, gordura fervente esvaziadas com baldes sobre uma longa haste curvada e derramada toda sobre o poço, o guarda SS atirando bebes vivos dentro de gordura humana fervente, e assim por diante.

[2] Para os vários julgamentos deles, chamados “Julgamentos de Nuremberg”, os americanos percorreram muitos documentos técnicos relativos ao Zyklon B. Se eles tivessem lido estes documentos cuidadosamente, e se eles tivessem – como eu mesmo tenho feito – continuado prosseguindo com a pesquisa em certos tomos técnicos na Livraria do Congresso em Washington, eles iriam ter se tornado conscientes do incrível número de impossibilidades técnicas contidos na evidência das “câmaras de gás” alemãs. Um dia irei devotar um estudo para quatro documentos específicos os quais, em minha opinião, destrói completamente a lenda das “câmaras de gás”. Aqueles quatro documentos são: primeiro, dois documentos gravados pelos americanos para o Julgamento de Nuremberg, e então, dois estudos técnicos assinados por Gerhard Peters, todos dos quais pode-se consultar na Livraria do Congresso. Eu irei relembrar ao leitor que Gerhard Peters foi, durante a guerra, diretor atuante da firma DEGESCH (Deutsch Gesellschaft fur Schädlingsbekämpfung: Companhia Alemã para Controle de Peste) o qual dirigia, em particular, a distribuição do Zyklon B. Depois da guerra Peters era para ser trazido perante os tribunais muitas vezes por seus próprios compatriotas. Ele afirmou que ele nunca tinha durante a guerra ouvido sobre qualquer uso homicida do Zyklon B.

Documentos de Nuremberg (documentos com o prefixo NI, refere-se a “Nuremberg, Industriais”):

  1. NI-9098, registrado somente em 25 de julho de 1947: uma brochura intituladaAcht Vorträge aus dem Arbeitgebiet der DEGESH (Oito leituras sobre os aspectos das operações de campo do DEGESH) e impresso em 1942 para uso privado. No fim desta brochura, na página 47, aparece uma tabela descritiva sobre cada um dos oitos gases distribuídos pela firma. No ponto número 7 da descrição se lê para o Zyklon B: “Lüftbarkeit: wegen starken Haftvermögens des Gases na Oberflächen erschwert und langwierig.” (Propriedades de ventilação: complicada e demorada para ventilar desde que o gás adere fortemente em superfícies.”)
  1. NI-9912, Registrado somente em 21 de agosto de 1947: uma notícia pública intituladaRichtlinien fur die Anwendung von Blausäure (Zyklon) zur Ungerziefervertilgung (Entwesung) (Diretivas para o uso do ácido cianídrico (Zyklon) para a destruição de vermes (desinfestação)). Este documento é de capital importância. Melhor que qualquer outro ele mostra em que grau o manuseio do Zyklon B poderia ser feito somente por pessoal treinado. O tempo requerido para o produto destruir vermes alcança de 6 horas em clima quente à 32 horas em frio. A duração normal é 16 horas. Esta longa duração é explicada indubitavelmente pela composição do Zyklon. Zyklon é ácido prússico, ou ácido cianídrico, absorvido por uma substância acessória de diatomito. O gás é liberado lentamente por causa da substância acessória. Esta lentidão é tal que não se pode compreender como na terra os alemães poderiam ter escolhidos um gás tal como o Zyklon a fim de liquidar massas de seres humanos. Teria sido mais fácil para eles ter usado ácido cianídrico em sua forma líquida. Eles tinham a disposição deles significantes quantidades deste ácido nos laboratórios da planta da IG-Farben em Auschwitz, onde eles tentaram fazer borracha sintética. É do documento NI-9912 que eu redigi a informação relativa ao uso de Zyklon B para a fumigação de casernas, a duração de seu arejamento (no mínimo 21 horas), etc.

Documentos na Livraria do Congresso. Estes referem-se a dois estudos escritos por Gehard Peters, ambos publicados em Sammlung Chemischer & Chemisch-technischer Vorträge, o primeiro em 1933 em Neue Folge, Heft 20, e o outro em Neue Folge, Heft 47a em1942, (resenha editada por Ferdinand Enke em Suttgart). Aqui estão os títulos, seguidos pela referência da Livraria do Congresso:

  1. “Blausäure zur Schädlingsbekämfung” (QD1, S2, n.f., hft. 20, 1933), 75 páginas.
  1. “Die Hochwirksamen Gase und Dämpfe in der Schädlingsbekämpfung” (QD1, S2, n.f., hft. 47a, 1942), 143 páginas.Deve ser dito de passagem que é admirável que esta resenha a qual foi publicada durante a guerra na Alemanha devia ter chegado seguramente também durante a guerra na Livraria do Congresso em Washington!. A edição de 1942 traz a data de registro em Washington de … 1 de abril, 1944!

[3] As regulamentações francesas relativas ao uso de ácido cianídrico são tão estritas como as alemãs. Ver decreto 50-1290 de 18 de outubro de 1950 do Ministério de Saúde Pública, Paris.

[4] A planta que permite-nos dar estas dimensões o mais próximo de centímetros é encontrada nos arquivos do Museu Estadual de Oswiecim (Auschwitz). O número de referência da reprodução da planta é Neg. 519. As plantas de “Kremas” (crematória) IV e V são ainda mais interessantes que aquelas de Kremas II e III. Eles provam, em feito, que os três locais enganosamente descritos como “câmaras de gás” eram de fato inofensivas estruturas, completadas com portas e janelas ordinárias. O único meio para os homens da SS “arremessar o Zyklon” dentro destes locais “a partir do lado externo” teria sido como segue a cena: Eles iriam ter de perguntar para as vítimas deles – comprimidas por centenas ou milhares – para abrir as janelas e permitirem eles “arremessar Zyklon”, depois de tal ação as vítimas iriam cuidadosamente fechar as janelas, em seguida, abstiveram-se de esmagar as vidraças, até a morte se suceder. É perfeitamente fácil de compreender porquê as autoridades polonesas comunistas são tão relutantes em mostrar estas plantas; eles preferem contar com as “confissões” de Höss sem dados topográficos de apoio.

[5] Estes interessantes restos dos crematórios podem ser vistos através de um grande painel de vidro na parte traseira da sala a qual, em exibição no bloco nº 4, é dedicada aos Kremas.

[6] Estes detalhes da primeira execução por gás venenoso foram publicados no jornal belga Le Soir de 09 fevereiro de 1974, sobre o título de “II y a 50 ans” (50 anos atrás): uma reedição da edição do artigo de 09 de fevereiro de 1924.

Robert Faurisson
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