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Durante a cerimônia de posse na Câmara dos Vereadores da capital gaúcha, nesta sexta-feira (1º), o vereador empossado Matheus Gomes, da bancada negra do PSOL de Porto Alegre, se recusou a cantar o hino de seu estado junto de seus colegas de bancada. Ao ser chamado a atenção pela vereadora Comandante Nádia, Gomes pediu uma questão de ordem e afirmou:

“Nós, como bancada negra, pela primeira vez na história da Câmara de Vereadores, talvez a maioria daqui que já exerceram outros mandatos não estejam acostumados com a nossa presença, não temos obrigação nenhuma de cantar um verso que diz: ‘povo que não tem virtude acaba por ser escravo'”, disse.

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Tal questão levantada pelo vereador foi chamada de “aula de história” pela Revista Fórum, no sábado (2).

Matheus, que diz ser historiador cursando o mestrado na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), argumentou que a instituição “já reconhece” a não obrigatoriedade de cantar o hino devido ao que seria um “conteúdo racista” e pediu que a Câmara de Porto Alegre “adotasse” o mesmo ponto de vista. Ademais, o vereador pediu que se fizesse uma “movimentação na sociedade pra reverter a existência de uma frase de cunho racista no Hino do Rio Grande do Sul” (sic!).

Sobre o assunto, a redação do Sentinela consultou o movimento regionalista Resistência Sulista, que apesar do pouco tempo em ação e coordenação autônoma na defesa da região Sul do país, já possui membros nos três estados. Em nota publicada em sua página oficial no Facebook, a organização argumenta que:

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“Não há embasamento algum para denominar a origem do hino rio-grandense como sendo racista. O refrão que diz: ‘Povo que não tem virtude acaba por ser escravo’, não tem nada a ver com: ‘Povo que não tem virtude acaba sendo escravizado’. interpretar dessa forma errônea e moderna, não passa de puro oportunismo de alguns historiadores para agradar os meio progressistas da lacração, cujo o único intuito é a desconstrução dos fatos históricos mundiais. Na verdade, essa parte do hino significa que devemos ser virtuosos para não sermos escravos no sentido de não sermos serviçais de patrões, e capachos de potenciais imperialistas, etc.

Não é vergonha utilizar a palavra ‘virtude’, assim como não é errado orgulhar-se de seu solo regional pátrio, lugar onde nascemos, crescemos, e ajudamos a construir um pedaço século após século. Onde cultivamos nossas raízes tradicionais. Foi a falta de virtude que derrubou o Império Romano. E é a ausência desta virtude que vai tornar o homem moderno obsoleto.”


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