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As intimações começaram a ser recebidas nessa quarta-feira (9). Os atos teriam acontecido no ano de 2018, durante período das eleições nacionais.

Professores e estudantes da Universidade Estadual do Ceará (Uece) receberam intimações para comparecer à sede da Superintendência da Polícia Federal no Ceará, de 14 a 17 de junho de 2021, para prestação de esclarecimentos sobre uma ação que apura atos “antifascistas”, policiamento ideológico e perseguição a grupos cristãos e com determinados ideais políticos. Os supostos atos teriam acontecido no ano de 2018, no meio acadêmico e universitário.

Nesta quinta-feira (10), o caso ganhou repercussão nas redes sociais após os professores alvos das intimações divulgarem em seus perfis pessoais os documentos recebidos e terem se ditos surpresos com o chamado da Polícia Federal. A Uece se pronunciou sobre o caso na tarde desta quinta-feira afirmando ter conhecimento sobre a ação. Até o momento, quatro professores e cinco universitários foram intimados.

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Segundo apuração desta redação com alunos e ex-alunos do campus que conhecem alguns indiciados, as práticas, principalmente no que diz respeito à intimidação de contrários por parte de militantes Antifa são bem comuns… e não só por parte de alunos.

Segundo trecho da nota divulgada pela Universidade, a instituição mostra declarado apoio aos acusados:

“O Ministério Público Federal já afirmou não existir viabilidade na acusação. No entanto, o inquérito ainda não foi arquivado. Nesse contexto, a Uece manifesta incondicional apoio institucional aos professores e aos estudantes que estão sendo alvo dessa intimação que fere a liberdade de expressão e de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”.

Em nota pública, a Uece ainda reiterou que os professores intimados não perseguiram alunos por terem posicionamentos divergentes, “pois é exatamente em virtude dessas diferenças e do livre debate de ideias que a ciência se constrói”. Questionada pela reportagem sobre as intimações ainda na manhã desta quinta-feira (10), a Polícia Federal não se pronunciou até a publicação desta matéria.

Os advogados representantes dos intimados disseram ter dito acesso aos autos e destacaram que as acusações partem de ex-alunos da Universidade. As alegações, conforme os advogados, é que os docentes e os discentes integrariam uma “Organização antifa” e fariam ações de “polícia ideológica antifascista” com, supostamente intuito de perseguir, através de aulas e palestras, os simpatizantes de ideologias e entidades políticas contrárias a esquerda política e cristãos do curso de Filosofia.

ANTIFA? Do  que se trata e como combater

A sigla “Antifa” (abreviação de ‘antifascismo’) é um termo comumente usado para descrever grupos frequentemente criminosos e violentos que atacam organizações e indivíduos alegados como “fascistas” ou ” racistas”. Muitos admitem abertamente que o objetivo é negar a seus oponentes a liberdade de expressão e associação por meio de intimidação e violência.

Logotipo da Antifa. Os dizeres, seja em qualquer idioma dizem “Ação Antifascista”. Em vários lugares do mundo, incluindo o Brasil, este símbolo já foi transformado em marca de suvenir e é comumente usado por muitos influenciados na internet e mídias sociais

Os alvos dos Antifa podem nem mesmo ser nacionalistas ou conservadores, mas simplesmente qualquer um que não esteja em alinhamento de opinião com o politicamente correto, a esquerda política progressista e etc. Quanto a eufemismos raciais, focam em qualquer pessoa considerada branca (ou que por eles seja considerada, indiferente da etnia), afim de alimentar uma tese externa de que “combatem o racismo”.

Os grupos Antifa também se envolvem em atividades como o vandalismo sempre na desculpa de combater uma suposta “cultura colonizadora”, com o contexto variando em cada país, mas seu objetivo interno é sempre o de derrubar e reprimir a alta-cultura e gerar “desconstrução” de valores básicos da sociedade para fins de objetivos imaginários. Vários grupos referem-se a si próprios como “Ação Antifascista” na respectiva língua dos países em que operam, com “Ação” referindo-se ao eufemismo “ação direta”.

Ideologicamente, os grupos Antifa frequentemente afirmam ser social-anarquistas ou trotskistas. As variantes anarquistas sociais são geralmente redes mal organizadas de grupos amplamente independentes. Motivações mais secretas podem incluir a busca de emoções ao cometer crimes e praticar sadismo e racismo de não-brancos contra brancos.

Em 2017, o New Jersey Office of Homeland Security descreveu a Antifa como extremistas anarquistas, citando vários exemplos de violência e incitamento à violência.

 

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