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Nesta semana, de 11 a 15 de abril, autoridades dos Estados Unidos visitarão países da América do Sul, como Colômbia, Argentina e Uruguai. O governo Joe Biden será representado por Juan Gonzalez, diretor sênior para assuntos do Hemisfério Ocidental, e Julie Chung, secretária-adjunta interina para Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado.

A chegada de Joe Biden no governo norte-americano no início deste ano ter gerado uma “expectativa” de mudança de abordagem no continente latino americano, por hora, o novo governo não tem investido muito de seus esforços diplomáticos na região. Com discurso focado na “emergência da pandemia”, os EUA estão mais preocupados com expansão geopolítica chinesa e uma reaproximação com lobbies multilaterais como a OTAN.

Conforme mostrado em um artigo do The New York Times, o governo norte-americano afirma esperar alcançar objetivos “modestos”. A crise do coronavírus atual abriria oportunidade para que Washington fornecer ajuda humanitária e assistência ao desenvolvimento como forma de contrapor a crescente influência econômica chinesa em nosso continente.

Um exemplo dessa abordagem veio de forma clássica… o “suporte militar”. Isso se deu com a visita recente do almirante Craig Faller, comandante do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares dos Estados Unidos na América Latina. Durante a visita, o Comando Sul doou três hospitais de campanha para ajudar a Argentina a tratar pacientes com Covid-19.

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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, mostrou-se desde a posse de Biden apoiante aos principais pontos comuns da agenda dos dois governos: a frente única contra a pandemia do coronavírus, o fortalecimento dos valores socialdemocratas e a crise ambiental, atualmente pautas profundamente exploradas pela esquerda progressista e liberal de  Fernández e Biden, que também destacou a importância de ver os EUA retornarem o Acordo de Paris. Algo que Fernández categorizou como “retorno às dimensões multilaterais globais”.

Ainda em relação à Argentina, deve aproveitar o momento para estreitar os laços com Biden, uma vez que precisará de seu apoio em negociações com o FMI, de onde está endividada desde o governo de Macri. Aliás, ambos os candidatos de direita e esquerda na Argentina já tinham acordos prévios com o FMI antes da eleição final, quando ganhou Fernández. De acordo com levantamento do Valor Econômico, a Argentina deve ao fundo uma dívida de US$ 3,8 bilhões neste ano e de quase US$ 18 bilhões no ano que vem.

Em contrapartida, a questão climática e infraestrutura para combate a pandemia é a nova moeda de troca do governo Biden para assegurar poder e influência na região, além de uma visão midiática favorável.

Esses também são os assuntos que as autoridades norte-americanas deverão discutir na Argentina, Uruguai e Colômbia, onde segundo a nota, os conselheiros discutirão com autoridades locais a recuperação econômica, a segurança e o desenvolvimento rural do país, além da crise migratória da Venezuela, país que passa uma crise econômica séria devido às sanções econômicas do governo norte-americano desde o último rebaixamento do preço do barril do petróleo venezuelano, também orquestrado pelos estadunidenses. Biden, apesar de prometer uma mudança de abordagem política em relação a Venezuela, nada alterou em relação as medidas duras de Donald Trump.

Embora a Colômbia represente apenas cerca de 0,4% das emissões globais de carbono, desde 2012 com assinatura do Acordo de Promoção Comercial EUA-Colômbia, os Estados Unidos continuam sendo o principal parceiro comercial da Colômbia, com um comércio bilateral total de quase US$ 25 bilhões.

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