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Por que EUA e Ucrânia votam contra a resolução “antineonazismo” da Rússia na Assembleia Geral da ONU?

Uma resolução russa condenando a “apologia e ufanismo ao neonazismo” foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU, na quarta-feira (16), com apoio esmagador, embora, de forma notável tanto os EUA quanto a Ucrânia fizeram questão de votar contra a moção.

Mas quando falamos especificamente de “neonazismo”, não estamos falando de Nacional-Socialismo, doutrina cosmovisionária aplicada inicialmente na Alemanha entre as décadas de 1930 e 1940, mas sim, de um produto mais recente, criado pela indústria hollywoodiana, pela educação ocidental decadente e o “espantalho” político e social do Sistema Financeiro com sua tropa de choque, a esquerda liberal progressista e a direita liberal conservadora para justificar o combate a qualquer forma de nacionalismo e identificação nacional.

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Igualmente notável foi o fato de que todas as delegações dos Estados membros da União Europeia, incluindo a Alemanha, se abstiveram na votação, com o Reino Unido, que através do processo do Brexit está saindo do Bloco Econômico, seguindo o exemplo. Apesar disso, países europeus – como Sérvia, Moldávia e Bósnia – apoiaram a moção, assim como Israel… este último, um voto lógico, dado todo seu esforço e lobismo internacional no combate a qualquer de nacionalismo ou orgulho étnico-racial que não seja o seu próprio.

Logo os EUA e União Europeia? Você não acha isso estranho?

Logo a União Europeia, que tanto propaga o progressismo em absoluto para as políticas dos seus países membros, cujas consequência sócioestruturais são incrivelmente deletérias e devastadoras, votaria contra essa resolução? Veja aquilo que ela diz:

A Assembleia Geral da ONU aprovou o projeto de resolução russo sobre “o combate à glorificação do nazismo, neonazismo e outras práticas que contribuem para alimentar formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata” como parte de sua 75ª Assembleia Geral.

A resolução conclamava os Estados membros a aprovar legislação para “eliminar todas as formas de discriminação racial” e condenava a “glorificação, sob qualquer forma, do movimento nazista, neonazismo e ex-membros da organização Waffen SS” , bem como “Revisionismo em relação à Segunda Guerra Mundial”.

© AP Photo/Frank Franklin II, archive

Será que a UE, Reino Unido e EUA agora apoiam o Revisionismo Histórico e a “política Nacional-Socialista”? Entenda melhor…

Em uma era de alta tensão entre a Rússia e o Ocidente, a resolução pode parecer algo com que todos os lados concordariam. Afinal, a União Soviética, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos trabalharam juntos para derrotar a Alemanha. A derrota do “Eixo” ainda é comemorada na Rússia com um desfile de vitória todos os anos, enquanto a mera sugestão de simpatia pelo Terceiro Reich pode encerrar carreiras políticas nos EUA e no Reino Unido.

Mesmo assim, os Estados Unidos foram um dos únicos dois países a votar contra a resolução, junto com a Ucrânia, enquanto 51 países – entre eles Estados-membros da UE – se abstiveram. Até a Alemanha, que a chanceler Angela Merkel certa vez disse ter “responsabilidade eterna” pelas repetidas e enfadonhas narrativas de “atrocidades nazistas”, não votou.

Simples, para a Ucrânia, a resolução provavelmente é vista como um inconveniente político. Os grupos neonazistas são a “bucha de canhão” na política ucraniana pós-Euromaidan, golpe de Estado patrocinado pelo Pentágono e a União Europeia. Pelo menos um desses grupos, o Batalhão Azov, foi armado com armamento estadunidense e… de Israel.

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O interesse da UE, Reino Unido e EUA na militância ucraniana antirrussa é o verdadeiro motivo

Os levantes na Ucrânia conhecidos como “Euromaidan” foram uma série de manifestações antirrussas na Ucrânia que ocorreram entre 21 de novembro de 2013 e 23 de fevereiro de 2014, a favor de uma aproximação económica e política à União Europeia em vez da Rússia e apoiada política e economicamente pela OTAN como parte dos seus objetivos geopolíticos de expansão de seus territórios de influência.

De sua parte, os EUA afirmam que sua oposição à resolução russa nada tem a ver com seu apoio a grupos ucranianos. As autoridades russas apresentam a mesma resolução todos os anos, e os EUA sempre se opuseram a ela, argumentando que a proibição entra em conflito com a proteção da liberdade de expressão da Primeira Emenda. Israel reconhece e possui também boas relações diplomáticas com Kiev (capital da Ucrânia, sob governo fanaticamente pró-União Europeia)

Os diplomatas de Washington também acusaram a Rússia de usar a resolução para dar peso às suas “narrativas de desinformação” sobre o neonazismo nas nações vizinhas.

Colocar a pauta do revisionismo histórico como apologia ao ódio é uma tentativa de encoberta de crimes Aliados

Mas, certamente para todos, a coibição do revisionismo histórico, enquadrado pela resolução como “ódio e racismo” é uma tentativa clara de passar para “debaixo do tapete” toda os crimes aliados antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial e instalação da Nova Ordem Mundial pós-1945.

Washington está correta na defesa da liberdade expressão garantida pela Constituição da própria ONU, mesmo que faça tais políticas pelos motivos errados, pois aquilo que acontece na Ucrânia em nada tem haver, dentre suas políticas nacionais e internacionais, com qualquer forma de nacional-socialismo, se não a afeição de muitos nacionalistas iludidos por uma estética de símbolos atraentes e sentimento de pertencimento a um grupo ou tribo, na esperança de estar contribuindo para o bem-estar nacional e étnico, quando na verdade, é um tentáculo daqueles que promovem a migração em massa para o continente europeu, criando uma economia de lumpemproletariados além da desestabilização do sistema social, cultural e etc.

Em nada a Ucrânia tem feito de políticas verdadeiramente nacional-socialistas, se não, através de grupos efêmeros e propagandísticos como o Azov, massacrar seu próprio povo desde o golpe de Estado em Kiev.


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