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As mulheres conservadoras detestam prostitutas porque sabem que em uma sociedade de homens formados para a dependência sexual (e que “só precisam de mulher para transar”), as prostitutas lhes retiram a única ou principal mercadoria que elas possuem para trocar por um casamento; as prostitutas vendem barato (três dígitos) o que as conservadoras oferecem por um preço, para os homens atuais, caro, a saber, uma aliança, o compromisso de uma vida inteira. Assim, as prostitutas tornam injusto, aos olhos das conservadoras, o mercado sexual. Com homens já satisfeitos pelas prostitutas, elas ficam sem consumidor, e veem minguar as chances de um casamento “tradicional”.

Ora, o mesmo ocorre com os homens quando, em uma sociedade de mulheres educadas para a autonomia financeira, perdem a única coisa que teriam a oferecer: dinheiro (quando têm); vendo ao seu redor que as mulheres, quando se emancipam financeiramente, deixam de precisar se casar e se tornam promíscuas, o homem também se revolta. O ódio das conservadoras às prostitutas também se assemelha ao ódio dos homens pouco dotados, feios e/ou pobres aos homens fortes, bonitos e/ou ricos. Também neste caso estes monopolizam o mercado, deixando-os sem nada.


Fonte: Medium

By Carlos Alberto Sanches

Sociólogo de formação; Pesquisador de Antropologia, Metapolítica, Metafísica Tradicional e Tradição Perene

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