O Reacionarismo Energético e o Avanço do Pós-Capitalismo

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As políticas de cunho interno e externo das principais economias mundiais vêm alertando de forma indireta, porém constante, que a idade da energia módica que ainda mantém os resquícios do capitalismo produtivo está se acabando. Isso vai demandar uma nova alteração profundamente rigorosa no modo de vida das mais variadas sociedades — incluindo a brasileira — e em uma breve passagem de tempo. Evidências que dão veracidade a tamanha afirmação encontram-se no interesse dos Estados Unidos em tentar adquirir da Dinamarca o território da Groenlândia pela enésima vez e também nas últimas declarações emitidas pela França como porta-voz do Grupo dos Sete (G7) a respeito da Amazônia.

Em síntese: a justificativa que ampara tal mudança está nas transformações da estrutura climática da Terra devido à obliteração de uma miríade de recursos naturais. E uma vez que o principal sistema econômico vigente não possua meios de funcionar adequadamente, o colapso será — cada vez mais — inevitável. Sendo assim, as gerações deste século irão presenciar, sem dúvidas, o fim de outra etapa capitalista, pois a questão do desenvolvimento sustentável obteve uma importância extraordinária no momento presente.

O modelo de capitalismo histórico, que proporciona argumentos aos célebres teoremas ideológicos e acadêmicos, necessita de energia gerada a baixo custo para ter uma produção verdadeiramente eficaz e lucrativa. Nos últimos duzentos anos, tal elemento foi genericamente intrínseco à evolução básica da economia, tanto no sentido macro quanto no micro. Todavia, a era dos combustíveis maculados se aproxima do ocaso em virtude dos discursos e propagandas favoráveis ao conservacionismo ambiental, e também por conta dos estudos responsáveis pela descoberta de novas matrizes energéticas.

Isso significa algo de uma nitidez radiante: é uma alucinação presumir a existência de um capitalismo salutar quando não há maneiras de conceber uma energia que forneça a potência necessária para os setores de produção e que seja financeiramente viável, até porque o sistema capitalista é focado em obter os maiores índices de lucros com as menores despesas possíveis, operando primariamente nas indústrias.

É importante destacar que todos esses preceitos foram amplamente substituídos pelos cânones enigmáticos da financeirização especulativa, que promove a consumação de encargos viciosos. Isso prejudicou a atividade industrial, estraçalhou os mercados e, por fim, inviabilizou o acesso aos produtos, dado que a fabricação dos mesmos acabou encarecendo bastante. Em outras palavras, o capitalismo deu lugar ao pós-capitalismo, já que o objetivo da modernidade econômica não inclui a confecção de mercadorias, e sim de instrumentos financeiros que elaboram dívidas. Não obstante, é incorreto denominar tal aberração com um outro substantivo a partir do momento que foi esquematizada nas mesmas linhas que o protótipo anterior, tendo início na década de 1970 através do Choque Nixon.

Por consequência das pesquisas sobre novos combustíveis ainda estarem com um rendimento abaixo do necessário para que conclusões pertinentes aconteçam, o período de comutação energética será menos eficiente e mais oneroso, haja vista que o planeta não pode aguardar que dezenas de regiões geográficas deixem de contaminar a atmosfera quando julgarem conveniente. É um caso simplesmente inédito na história, e vai exigir um trabalho de proporções superlativas, pois os países hegemônicos costumam fazer o oposto daquilo que sugerem nas conferências mundo afora. Seus governos ignoram seriamente a dimensão dos problemas ecológicos adquirindo créditos de carbono das nações periféricas, impedindo que tais áreas desenvolvam suas próprias indústrias com a desculpa de estarem se sacrificando para emanar partículas contaminadoras na queima dos combustíveis fósseis e que desejam livrar os povos subdesenvolvidos de uma condição tão horrível assim.

Na intenção de ocultar estas ações, os países setentrionais modificam levemente algumas diretrizes jurídicas, como a aplicação de multas irrisórias e o acréscimo de pequenas taxas para as instituições que ultrapassam a cota de poluição atmosférica. Tais medidas, contudo, são adotadas unicamente contra as entidades que fazem oposição aos governos, e também quando não existe um pacto de interesses que consiga unir todas as partes. A verdade é que os gabinetes e parlamentos localizados principalmente nos territórios do Hemisfério Norte seguem acreditando que é possível atenuar os implacáveis efeitos das variações climáticas e ajustá-los ao sistema econômico. Tal razão explica porque nenhuma atitude capaz de resolver as maledicências acarretadas pela depreciação ecológica são estabelecidas de fato, mantendo assim a cultura da insalubridade energética. Isso é o que acontece quando o mercado financeiro recebe a máxima atenção em detrimento da ciência, da tecnologia, do desenvolvimento social e do meio ambiente.

O mundo inteiro se dirige a uma nova década, que será a terceira deste século, mas não é preciso aguardar a chegada dela para notar que os métodos financeiros em voga já se tornaram obsoletos perante as adversidades expostas. São dispositivos incapazes de proporcionar qualquer solução, até porque não se importam com isso. Portanto, são os políticos eleitos mediante votação popular quem devem cuidar dessa questão, com o auxílio do poder conferido tão somente pelo Estado. Os pesquisadores estão sempre comentando que a participação governamental é absolutamente imprescindível.

Boa parte desses contratempos ocorrem porque os modelos econômicos da atualidade foram constituídos em uma época de grande prosperidade energética, com seus índices de progresso completamente fixados nos princípios de evolução das antigas matrizes que geravam energia e que agora sofrem os efeitos graduais da interpolação. Em sentido lacônico, isso remete a um só parâmetro: essas teorias que englobam axiomas políticos defasados não servem para explicar o período hodierno devido ao teor de conceitos anacrônicos que buscam carregar. Se tornaram regras voláteis pois não acompanharam bem as transformações geopolíticas e socioeconômicas, o que as manteve prisioneiras de ideologias extremamente análogas aos dogmas religiosos, visto que se resumem a clamar por milagres e proíbem os questionamentos.

Uma maneira de ilustrar corretamente as solicitações desse novo paradigma econômico é por meio da interseção de seus paralelos com a cronologia histórica. Exemplo: após 1945, com a Segunda Guerra Mundial já encerrada, quase todas as sociedades do planeta reorganizaram suas metodologias culturais, políticas, econômicas e científicas, bem como os seus critérios de execução. Isso provocou uma série de mudanças enfáticas na infraestrutura geral de centenas de nações. Durante os setenta e quatro anos que transcorreram desde o término do conflito, o setor energético foi verificado em diversas ocasiões e análises, e tais exames constatam que, caso não haja uma revolução tecnológica que ponha fim no maldito sestro dos combustíveis deletérios e priorize os que são isentos de matéria fóssil, as sentenças ulteriores em qualquer uma destas esferas serão prontamente invalidadas.

Em decorrência dos cisalhamentos impostos pela fuga temporal latente — tempus fugit ad litteram —, a humanidade acaba reduzindo suas expectativas de corrigir o próprio destino em múltiplos ensejos. Calcula-se que uma reconstrução ambiental satisfatória precisa ser efetuada até 2050, no máximo, e se o principal escopo for mesmo incrementar a qualidade de vida através do conservacionismo mesológico, então é preciso abandonar o mau costume de evoluir artificialmente o Produto Interno Bruto (PIB). Gerenciar uma questão desse nível como se fosse uma corrida de automóveis, onde a única preocupação é cruzar a linha de chegada em primeiro lugar, é um despautério que beira a insanidade.

O cumprimento de ações concretas é o que realmente deve ser feito em primeira instância, como um estudo minucioso que busque uma transformação eficaz dos meios de transporte e das políticas energéticas, reconfigurando as cidades para que os veículos elétricos consigam o protagonismo que as metrópoles estão requerendo há décadas, por exemplo. Nas frotas menores, o correto é utilizar propulsões derivadas da biomassa. E os representantes legais do Estado, isto é, os políticos, têm a obrigação de projetar a economia para que tais desígnios sejam realizados impecavelmente. É fundamental que o resultado elabore um método de aproveitamento justo e virtuoso para as relações sociais ao mesmo tempo que possa minorar o volume do fardo sobre as camadas do ecossistema. Desse modo, os parâmetros empregados na oferta e na demanda dos combustíveis, da mobilidade, da saúde, da habitação, das provisões e do trabalho precisam ser alterados e com urgência, do contrário haverá uma degradação ainda maior. A forma de consumo nos itens supracitados também é digna de preocupação, fazendo com que sua relevância seja algo espontaneamente inevitável.

Devido ao fato de não existirem instituições com a mesma legitimidade representativa que as esferas do bem comum no tocante ao prospecto social e coletivo, fica inteiramente claro que as atitudes de inovação basilar devem ser executadas pela ordem pública. É um dislate colocar tamanha responsabilidade na conta de empresas privadas ou de organizações não-governamentais, isso porque elas não detêm a fundamentação jurídica apropriada para cuidar de uma incumbência deste porte. A partir do momento que surja uma só entidade capaz de planejar, coordenar e financiar uma gama de empreendimentos tão deslumbrantes assim, tal órgão absorverá imediatamente os poderes conferidos ao Estado atual, e se tornará o próximo em função de reter o controle das decisões gerais. Não se deve admitir que os interesses corporativos sejam postos acima das reivindicações populares, independente das circunstâncias. Seres humanos não podem continuar sendo utilizados como se fossem mercadorias que valessem alguns centavos.

Reais exemplos de uma conduta ética e altamente racional no trato para com o meio ambiente continuam em segundo plano. Entretanto, alguns países mundialmente conhecidos já não fazem mais tanta questão de esconder o jogo. É o caso dos Estados Unidos, que já foi parcialmente aludido por causa de sua ambição em colonizar o Ártico. Porém, os ianques ainda estão muito focados em projetos que buscam a posse de recursos fora do território a fim de estocá-los, e acabam negligenciando as políticas de renovação ecológica.

Mesmo sendo um lugar que insiste na utilização de combustíveis muito poluentes nos veículos, nas residências e nas indústrias, dispondo ainda de um Chefe de Governo que vocifera contra tudo aquilo que assegure a veracidade das alterações climáticas, os Estados Unidos são eficientes na propaganda reversa que paira sobre o assunto. Os desatinos que o presidente ianque costuma expressar são levados a sério pelas nações que se localizam abaixo da Linha do Equador, e o Brasil é uma das principais a assentir com essa profusão de barbaridades. Assim, os países hegemônicos se apoderam facilmente das matérias-primas contidas nas regiões perimetrais, afinal de contas, quem vai se importar com aquilo que foi taxado como bugiganga pelos neocolonizadores? A vontade de se livrar destes itens o quanto antes — e por qualquer valor — será o comportamento padrão. E os gauleses, comandados por um serviçal de banqueiro dissimulado e presunçoso, atuam de maneira idêntica por tratarem o problema das queimadas na Amazônia como se fosse um tema exclusivo da gestão francesa. O que acontece é que a França se considera proprietária do território amazônico e tenta justificar suas ideias com a possessão da Guiana do Rio Caiena. É adequado rotular a província contígua ao Amapá como uma colônia porque é o único quinhão da América Meridional que permanece legalmente dominada por uma soberania europeia, e recebe o título de “departamento ultramarino”, tal como ocorre com as dependências de Guadalupe e da Martinica, ambas no Caribe.

Uma curiosidade bem dictéria perante a tudo isso é que a França não se incomoda em resolver as adversidades culturais e socioeconômicas que estes lugares enfrentam, assim como ignora os distúrbios do Haiti e os transtornos ecológicos que causou nas ilhas da Polinésia com uma sucessão de testes nucleares desmedidamente estúrdios. Mas, quando há chances de obter vantagens na situação, os gauleses aparecem de modo abrupto. Os hábitos colonialistas foram camuflados para simular aquilo que jamais foi praticado: o desaparecimento da exploração nas periferias do mundo. Os que acreditam piamente na boa-fé do governo francês — repleto de agentes do sistema financeiro internacional — para com os impasses estruturais de áreas subdesenvolvidas são fabulosamente incautos, no mínimo.

Plataformas de governo semelhantes a dos Estados Unidos na contemporaneidade, que negam as pesquisas científicas, os fatos históricos e até mesmo a lógica surgem por efeito da insuficiência dos mandatos políticos anteriores, que não se incomodaram em fornecer a devida instrução para os cidadãos e nem resolveram os óbices sociais, econômicos e ambientais. Em resumo: o fracasso na sociedade de hoje é o coeficiente angular das propostas defeituosas de ontem. Foi assim que uma porção de movimentos que evocam o populismo vieram à tona, oferecendo soluções banais para assuntos complexos, e que, justamente por isso, não podem solucionar coisa alguma.

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3 thoughts on “O Reacionarismo Energético e o Avanço do Pós-Capitalismo”

  1. Saudações aos amigos!

    Caro Sr. Hageland,

    Agradeço encarecidamente a resposta rápida, a profundidade de sua réplica, e o tratamento exercido.
    Gostaria de deixar claro que, quanto sua consideração de que minha percepção sobre os impactos ambientais causados pelo ser humano fosse dispensável, ou não pudesse causar nenhum mal, de fato, relendo meu comentário percebo que não dei ênfase nisto, e peço perdão se foi isto que transpareci. Claramente entendo a gravidade da situação, e não ignoro os efeitos colaterais de qualquer degradação artificial causada à natureza. Por exemplo a construção de uma usina hidrelétrica, que inunda alqueires e mais alqueires, devastando biomas e fauna nativa. (Cito apenas como exemplo).
    Devo concordar com o amigo que a sustentabilidade deve ser norteada pois é de fato um segmento estratégico em uma nação que aspira ou é soberana e auto-determinada. Independentemente de ismos como o Sr destaca, concordo com este avanço, sou demasiado entusiasta desta questão =D
    Quanto à questão do Petróleo, gostaria de aprofundar-me um pouco mais quanto as suas considerações:
    Em relação ao combustível Etanol, o mesmo possuí eficiência energética um tanto quanto maior que a gasolina proveniente do petróleo, basta averiguar que por exemplo, um mesmo modelo de veículo seja ele em versão exclusiva à álcool, à gasolina, ou flex, o uso do álcool aumenta na grande maioria dos casos a cavalaria do veículo, e seus quilogramas de torque. (Basta olhar qualquer manual, como trabalho envolvido na área fica mais fácil discorrer tecnicamente sobre).
    Porém, neste exemplo simples que dou, algo inversamente proporcional também ocorre: motores com alimentação à etanol (no caso de veículos automotores) gastam consideravelmente mais do que os mesmos, quando rodados à gasolina (Salvo exceções mais recentes, aonde o mapeamento da IE é feito de maneira minuciosa de modo à minimizar este efeito, etc).
    O ponto que quero chegar, é que no setor industrial, o uso de motores ou linhas de produção alimentadas a Etanol foram rarissimamente considerados, devido a onerosidade que geraria devido à consumo, dentre outros fatores mais técnicos.
    A criação do Programa Nacional do Álcool, ou Pró-Álcool foi à priori não para nos elevarmos ao patamar de país soberano, e sim porque no ano de 73 houve a crise do petróleo, e nós diferentemente do Irã ou alguma nação independente, tínhamos nossa precificação e comércio reféns do sistema financeiro internacional (Vulgo OPEP), além de pouca tecnologia agregada em nosso parque industrial nacional.
    (A título de curiosidade aos leitores e camaradas: O motivo de não termos tantos veículo movidos à Diesel, que emite muito menos poluentes que outros combustíveis, – A fumaça que vemos é apenas falta de catalisadores de modelos de veículos mais antigos – é porque nossas refinarias não possuem tecnologia suficiente para extrair o Diesel do petróleo bruto, o que vem é pouco para o mercado interno, o que faz com que tenhamos desde o século passado um acordo comercial com os EUA, aonde permutamos barris de gasolina já refinada, pela mesma quantidade de barris de Diesel, de acordo com as demandas, e quantidades pré-estabelecidas).
    Ou seja, não se trata de particularmente, eu fazer vista grossa da importância de investimento e aprimoramento de novas matrizes energéticas, pelo contrário, sou extremamente convicto que temos SIM que apostar neste tipo de segmento. O que ocorre é que ao invés do projeto como idealizado pelo prof Vidal e o Eng. Urbano, aonde o pequeno produtor seria beneficiado, aonde teríamos a tão almejada independência e etc, o que temos são grandes latifúndios controlados sabemos bem por quem, com patentes de produção internacionalizadas, e sem função..
    Perceba que não procuro discordar de ti quanto à importância da questão, mas é que as vezes chega à ser triste e desesperador a sabotagem que acontece com aquilo que de fato é estratégico para a nação, os crimes de lesa-pátria são incontáveis!
    Digo-lhe, que realmente soa absurdo “queimar petróleo no advento da terceira década do Século XXI para abastecer motocicletas abaixo de 100cc ou carros de motor 1.0.” =D, mas esta realidade esta para mudar.. Em uma década os motores híbridos ou 100% elétricos já serão uma realidade imposta, são tendências de mercado, mas que desde outrora não estarão sendo implementadas com o filantropismo que possa parecer, mas isto é chover no molhado..
    No mais quero crer não haver discordâncias em nossos pontos de vista, talvez minha alocução é que tenha deixado à desejar, mas espero ter sido mais claro agora..
    Questões técnicas à parte, aprecio suas fontes, e continuarei à estudar todas as alternativas disponíveis para nosso país, que tento a cada dia influenciar em meus ambientes, e que também possa contribuir para as discussões aqui e em outros blogs/fóruns.

    https://www.youtube.com/watch?v=WGTYEcbNis0

    https://www.youtube.com/watch?v=AWz0NR4j6bQ

    Temos também disponível o desenvolvimento, ainda que caseiro de motores à água, ou com o “aditivo” da tecnologia da eletrolise para diminuir a emissão de poluentes, além de neste caso, ganhar de fato uma eficiência energética e e de consumo extraordinários.
    Sugiro que dentro deste tema de Reacionarismo Energético e o Avanço do Pós-Capitalismo, seja elaborado um estudo e uma apresentação de um artigo tratando sobre este tema. Podemos quem sabe começarmos aqui no “underground” influenciar e ganhar notoriedade que infelizmente nossos jovens cientistas não possuem.

    https://www.youtube.com/watch?v=8FAFfCWBGeQhttps://www.nanoflowcell.com/

    Esta marca na Suíça já da seus primeiros passos para a produção em série de veículos elétricos extremamente eficientes energeticamente, e ambientalmente saudáveis.

    https://alopresidentabr.wordpress.com/2014/04/20/inventores-de-carro-a-agua-no-mundo-foram-assassinados-ou-presos-aqui-sumiu/

    No mais, saudações e um sincero abraço!

    Pedro Conejo

  2. Boa tarde aos camaradas!

    Caro Piterson Hageland, gostaria de comentar à respeito deste seu artigo, em um tom sério, porém respeitoso, é claro.
    Muito me preocupa a questão energética, e também os rumos da economia financista, tão como o direcionamento da tão chamada Revolução Industrial 4.0.
    Entretanto gostaria de enfatizar algumas coisas, para concordar contigo, mas sob uma outra perspectiva.. Vamos ao ponto:
    Irei citar aqui alguns artigos de um outro blog, que sei que é de conhecimento da equipe do Sentinela, e gostaria de deixar registrado que em nenhum momento tenho a intenção de promover conflito, apenas estou citando links de outro blog para um melhor embasamento de minha linha de raciocínio. Também, gostaria de deixar claro para a equipe e todos os leitores deste belíssimo sítio, que minha discordância atual deste tema é APENAS sobre a abordagem do tema e nada além disso, os conteúdos dos mais diversos aqui apresentados por todos os seus pertencentes de equipe são fantásticos. (Sinto alongar o comentário, mas visto o que ocorre na blogosfera atual, sinto-me responsável por deixar isto claro à todos).
    Os artigos citados não serão todos do portal do Inacreditável, mas os mais contundentes com o assunto, então seguirei agora:

    http://inacreditavel.com.br/wp/cientista-do-mit-co2-nada-tem-a-ver-com-mudanca-climatica/

    http://inacreditavel.com.br/wp/mobilizacao-contra-a-mentira-sobre-o-clima/

    http://inacreditavel.com.br/wp/97-dos-cientistas-endossam-realmente-o-dogma-do-co2/

    http://inacreditavel.com.br/wp/climagate-foi-somente-a-ponta-do-iceberg/

    http://inacreditavel.com.br/wp/o-ciclo-do-sol-controla-o-clima/

    http://inacreditavel.com.br/wp/descoberta-manipulacao-de-dados-climaticos/

    Estes artigos acima citados, assim como os comentários e links disponíveis neles, peço encarecida atenção, pois utilizo-os para refutar este status-quo ideológico de que de fato, o clima estaria mudando por responsabilidade humana. Isto é um engodo sionista, de gênese plutocrática e sinárquica, haja visto as estratégias utilizadas por países do hemisfério norte por exemplo, para manter vigente seus métodos de desenvolvimento ad eternum de seus PIB’s e economias. (O autor deste post aqui comentado citou o ridículo comércio de créditos de carbono das nações periféricas, por parte das nações hegemônicas).
    O que quero dizer, é que esta justificativa ENDOSSADA PELA GRANDE MÍDIA de aquecimento global, mudanças climáticas e crise energética, é apenas uma grande conversa fiada, utilizada para IMPOR “novas tecnologias” à fim de subverter o grande gado gentil ao seu triste destino: Continuar sendo eternos exportadores de comodities. Além de apropriar-se de nossas patentes, territórios, bens e por aí vai.
    Temos de questioar TUDO o que se é apresentado pela grande mídia, e se algo é concordado pela judiaria, então o mínimo que devemos fazer é colocar à prova.
    Discorro com certo desespero pela gravidade do assunto, que não é exatamente do clima em si, mas sim das consequências catastróficas que sofreremos caso a continuidade desta agenda suicida continue avançando.
    Conforme é bem sabido, as estratégias de produção, bem-estar social, “progresso”, desenvolvimento e avanço técnico-científico, da cosmovisão Fascista e NS, são exemplos à serem seguidos. Confirmar que devemos tomar cuidado com as ações da Elite mundial, mas concordante com o “perigo da poluição e da utilização de combustíveis fósseis” é complicado, uma vez que este não é um problema à ser considerado, já que tem origem, propagação e fundamentação artificial.
    Conforme escrito no artigo acima: “Não se deve admitir que os interesses corporativos sejam postos acima das reivindicações populares, independente das circunstâncias. Seres humanos não podem continuar sendo utilizados como se fossem mercadorias que valessem alguns centavos.” – É totalmente correto, e desejo explicitar aqui minha concordância para o cerne da questão, de modo à não parecer agressivo em minhas colocações, ou desrespeitoso.
    Fica claro que o autor compreende totalmente o projeto talmudicamente absurdo contrário a autodeterminação dos povos, e que o materialismo liberal-marxista esta no fim de atingir seu ápice dentro do grande esquema das coisas historicamente em desenvolvimento. Fica claro também a preocupação por mim citada inicialmente dos rumos que a agenda internacional estão tomando, e particularmente concordo com as preocupações expostas, apenas reendosso que as justificativas para tais preocupações em minha opinião dever ser calcadas nas fundamentações religiosas, e nas aplicações comerciais, financeiras e políticas do que esta por vir, e não calcadas naquilo que os próprios causadores alegam ser o “real problema”.
    Cito outros 4 artigos que elucidam o que digo, de modo um tanto quanto superficial:

    http://inacreditavel.com.br/wp/entrevista-com-professor-vladimir-kutcherov/

    http://inacreditavel.com.br/wp/qual-crise-energetica/

    http://inacreditavel.com.br/wp/petroleo-nao-e-um-combustivel-fossil/

    Este apelo do post que comento por soluções adjuntas ao suposto problema, pode ser melhor trabalhado e revisado, uma vez que por exemplo, o cálculo de extração do petróleo poderia ser ajustado dentro de seu período de reposição natural, uma vez que o mesmo, é eternamente produzido, e possui origem abiótica.
    É claro que esta discussão à priori talvez não chegará nem mesmo a ser cogitada dentro dos meios de informação Mainstream, ou verdadeiramente trabalhada no seio político internacional, entretanto, é de fundamental importância conhecermos estes fatos, para atribuir um julgamento mais adequado do problema.
    Ao fim, a “crise energética” e o “problema ambiental” são em sua grande parte, artificiais, e não os verdadeiros causadores dos problemas atuais. O desenvolvimento energético, de novas matrizes e tipos de transmissões são muito bem vindas, assim como nosso saudoso Dr Bautista Vidal alcançou em seu projeto do combustível Etanol.
    Mas para além do desenvolvimento tecnológico, é preciso saber que as crises, e o planejamento da agenda posta, é pautada apenas nos mecanismos modernos de perpetuação da usura, da influência política abrangente nas populações, e do ataque dos reais modelos de sustentação de mercado, como o que foi vivido no Nacional-Socialismo.
    Nada de novo sob o sol, permitirei ser ainda mais redundante, destacando a síntese do que quero dizer:
    MAS PARA ALÉM DO DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO, É PRECISO SABER QUE AS CRISES, E O PLANEJAMENTO DA AGENDA POSTA, É PAUTADA APENAS NOS MECANISMOS MODERNOS DE PERPETUAÇÃO DA USURA, DA INFLUÊNCIA POLÍTICA ABRANGENTE NAS POPULAÇÕES, E DO ATAQUE AOS REAIS MODELOS DE SUSTENTAÇÃO FINANCEIRA, COMO O QUE FOI VIVIDO NO NACIONAL SOCIALISMO.

    Fico à disposição para réplicas e uma saudável discussão que enaltece e compartilha conhecimento. Espero ter sido tão claro quanto tive a intenção de ser.

    Um grande abraço aos camaradas,

    Pedro Conejo

    1. Boa tarde, Pedro. Agradeço pelo seu comentário. Vamos aos pontos que destaquei no artigo e que darei maiores referenciações agora sob fontes diversas.

      Pois bem, que a Terra possui mudanças climáticas sem qualquer interferência humano, isso é muito sabido e até bastante óbvio (basta verificarmos sobre a formação do planeta e seus ciclos), mas, é inegável que a ação humana pode sim ajudar a modificar e até mesmo a destruir o clima, acelerando o problema que compromete a nossa existência. É bem perceptível e sensorial os efeitos negativos que a poluição dos rios e o desmatamento nos causa. Pior: um inverno nuclear também modifica o clima. Ou seja, o artificialismo está justamente em considerar tal questão como se fosse algo dispensável; que não pudesse nos causar mal. Essas desconsiderações são forjadas por aqueles que possuem interesse em manter a situação como ela está — EUA e seus agentes israelenses são exemplos, tal como os sínicos.

      Que os setores que controlam o mundo — e os que estão chegando para tentar controlar também — estão fazendo a transposição energética para manter seu benefício, não há a menor dúvida. Deixei isso claro ao fazer alusões sobre a França e os EUA. Entretanto, os não alinhados com essa política também estão buscando formas mais sustentáveis de energia, vide China e Irã. O Vietnã já fazia isso durante a invasão ianque no Sudeste Asiático na década de 1970. Adolf Hitler, inclusive, deu início a um inovador projeto de recuperação e conservação de florestas e bosques pela Alemanha no intuito de preservar a qualidade ambiental que a queima de material energético industrial poderia acabar gerando. Portanto, não é porque existem interesses escusos no meio que devemos ignorar a sustentabilidade; o que devemos fazer é denunciar os que tentam se aproveitar dela. Isso vai além de qualquer tipo de ismo, pois o mau caratismo é algo disforme e já se alastrou pelo mundo até mais que a poluição dos combustíveis.

      Aliás, esse é o meu intuito aqui e em todo lugar: exibir claramente os que tentam aliciar o Brasil e tirar proveito dos cidadãos brasileiros, sejam eles sionistas ou não. Eu mesmo não sigo bases ocidentais, apesar de proclamar que preferia, sem dúvidas, a vitória do Eixo na Segunda Guerra. Contudo, apenas porque isso seria o menos pior para o Brasil e nada mais. Na minha concepção, não me cabe defender ideologismos de outros lugares; somente devo ser franco e sincero a respeito dos assuntos, como todos devem sobre qualquer coisa a ser tratada. Meu alinhamento de TPP é por base em visões pragmáticas da filosofia do Extremo Oriente e temas de guerra e estratégias do mesmo lugar, dentro de atitudes que foram praticadas e verificadas como funcionais, sem qualquer viés religioso ou financeiro.

      Sobre a questão do petróleo, eu citei a respeito do etanol e da biomassa, que conferem potência de funcionalidade idêntica, custam mais barato e lançam menos gases poluentes com sua queima. Não há porque ignorar algo desse tipo, dado que os estoques de petróleo vem decrescendo e a energia verde aparece cada vez mais em evidência. As próprias fábricas de desenvolvimento automobilístico, por exemplo, produzem motores de alta rotação e conversão cinética inteiramente baseados na energia renovável. Nosso Programa do Álcool, desenvolvido por Bautista Vidal, foi inteiramente mais eficiente e mais módico que toda essa política do Pré-Sal, onde bilhões de reais foram empregados para descobrir e perfurar campos em alto-mar e depois entregá-los para o sistema financeiro internacional em troca de esmolas. Como o advento da energia limpa não era interessante, o Programa do Álcool foi suplantado, e tal programa adveio das ideias de Ernesto Stumpf, que é tido como o pai do motor a álcool. O petróleo não deve ser desconsiderado, mas não para uso comum; deve ser empregado como matéria-prima estratégica, assim como outros minerais de alta propensão energética. É um despautério queimar petróleo no advento da terceira década do Século XXI para abastecer motocicletas abaixo de 100cc ou carros de motor 1.0.

      Reitero que é um fato que nada disso sobre a energia renovável é divulgado por pura boa vontade de salvar os seres humanos e preservar a ecologia, mas não há impedimento em estudarmos a questão e utilizar os pontos naquilo que nos servem, afinal de contas, só quem vê repleto esquerdismo nisso é o Bolsonaro — um animal irracional que mal sabe enxergar pra frente sozinho.

      Te agradeço pelo comentário. Fique despreocupado, pois não classifiquei nada como sarcástico e nem como provocação. E eis as fontes de estudo que utilizei:

      Adelino Brandão: Cana de Açúcar – Álcool e Açúcar na História e no Desenvolvimento Social do Brasil.
      Sergio Xavier Ferolla: Nem Todo o Petróleo é Nosso.
      Celso Furtado: Formação Econômica do Brasil.
      Ladislau Dowbor: A Era do Capital Improdutivo – Nova Arquitetura do Poder, Dominação Financeira, Sequestro da Democracia e Destruição do Planeta.
      Gilberto Felisberto Vasconcellos: A Salvação da Lavoura; As Ruínas do Pós-Real; Dialética dos Trópicos; A Jangada do Sul.
      Gilberto Felisberto Vasconcellos & J. W. Bautista Vidal: Petrobrás, um Clarão na História; Biomassa, a Eterna Energia do Futuro; O Poder dos Trópicos.
      J. W. Bautista Vidal: De Estado Servil a Nação Soberana; O Esfacelamento da Nação; Soberania e Dignidade – Raízes da Sobrevivência.
      Rui Nogueira: Amazônia, Império das Águas; Água, a Luta do Século; Nova Consciência no Século XXI; Nação do Sol – a Descoberta do Ser Brasileiro.
      Roberto Gama e Silva: Olho Grande na Amazônia Brasileira; O Entreguismo dos Minérios – A Quinta-Coluna no Setor Mineral; São Mesmo Nossos os Minerais Não Energéticos?

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