Educação ou Morte

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Os governos falam muito em educação. Falam da melhoria do ensino, em remuneração decente para os professores e em infraestrutura plena para todos os setores de todos os graus do sistema educativo. Este é o discurso. A ação, porém, é diferente; distante da realidade. Somos conscientes que, se não houver investimentos maciços em educação, o Brasil jamais se tornará uma Unidade Nacional (o que é muito melhor que ingressar no famigerado grupo do Primeiro Mundo). Acontece que educar, instruir a população brasileira e lhe incutir valores éticos e princípios é uma questão que não interessa aos poderosos uma vez que, mantida a grande massa na ignorância, é mais fácil dominá-la e submetê-la as vontades das elites. Vamos aos fatos.

Faz sessenta e cinco anos que os Chefes do Executivo vêm enganando a sociedade, compelindo a crença de que o controle da inflação é o antídoto perfeito para solucionar todos os males que afligem o país; promovendo verdadeira lavagem cerebral que atinge principalmente os mais pobres e os menos instruídos. Para tanto, é verdade, eles sempre contaram com o apoio quase que incondicional dos maiores órgãos nos meios de comunicação, sobretudo através da propaganda alucinógena e do marketing insidioso. Tais aparelhos exercem uma função de escudo que protege o lado perverso de todo o desastre em nossa política econômica, atingindo fatalmente o educacional e o social. Tudo baseado no neoliberalismo e em outros males do globalismo.

A propósito, em discurso feito há uma semana atrás na posse do novo Ministro da Educação, Abraham Weintraub, o Presidente da República Jair Bolsonaro deixa claramente entendido que os jovens não devem se importar com a política. Provavelmente disse tamanho despautério pela sua falta de noção acerca do tema e/ou então por desonestidade e mau-caratismo. Esse é o tipo de posicionamento que, além de induzir e fortalecer o pensamento errôneo a respeito do termo política — muitos acreditam que isso significa o mesmo que eleições e nada mais —, reforça a ideia sobre o globalismo ser um fator embutido de maneira inevitável no processo de expansão do atual sistema capitalista pelo mundo, e que isso produz uma série de maravilhas. Maravilhas? Para quem? Segundo a própria Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, a influência do globalismo na economia só aumenta as desigualdades entre países ricos e pobres, inclusive dentro das próprias nações. Esses são os resultados do tradicionalismo educacional envolvidos pelo materialismo do desespero em locais subdesenvolvidos: propaga-se a abstração acerca dos estudos serem ferramentas que não possuem outra utilidade que seja a de conseguir emprego. Se a formação não for capaz de lhe ofertar um cargo onde se ganhe muito dinheiro, ela é tida como inútil.

O economista e professor de ciências políticas da UNESP, Marcos Del Roio, disse em artigo publicado pela Biblioteca Virtual da FAPESP que os contrastes aumentam com a liberalização dos intercâmbios no mundo, aduzindo que o crescimento das injustiças em diferentes sociedades poderia pôr em dúvida os tais benefícios do globalismo. Ainda sobre o tema, Del Roio alude à ameaça de extinção da classe média, criticando o giro da roda financeira internacional no momento em que se assiste ao esvaziamento e empobrecimento dessa camada social cuja participação direta na vida cultural e política da sociedade seria a condição básica de uma verdadeira estabilidade democrática.

Tais informações jamais alcançarão as parcelas do povo que é composta por analfabetos e semianalfabetos, desempregados, excluídos, explorados, humilhados e outros. Apenas a educação é quem possui capacidade de reverter esse quadro que provoca também a perda da soberania e a desnacionalização de amplos setores. Tanta ignorância e estupidez acabarão por dar fim ao povo brasileiro.

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