Conflitos em Família

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A Direita aceita a miséria como algo legítimo e irremediável. Mesmo que não haja o devido preparo intelectual para tencioná-los de forma deliberada (e as razões são absolutamente óbvias perante o zeitgeist brasileiro atual), a maioria dos direitistas usam de uma holística à la Émile Durkheim para dizer que isso é muito bom, intencionados em mostrar aos demais o que acontece com quem “não” trabalha.

A Direita é acostumada a naturalizar diferentes níveis de desigualdade no sentido de que elas são inevitáveis — assim como acontecia com as castas do Ancien Régime — ou são produtos da própria engrenagem meritocrática. Nesse sentido, a Direita se opõe diametralmente às diferentes ideologias de Esquerda que enxergam essas disparidades como malévolas o suficiente para que haja uma intervenção estatal sobre.

Apesar disso, a Direita possui sua validade filosófica, sobretudo em “dissecações” do conservadorismo realizadas por Edmund Burke — incluindo às observações sobre a necessidade de reduzir os poderes da aristocracia —, por exemplo. Sim pois, dependendo do ponto de vista, os contrastes são questões difusas e realmente habituais, podendo até mesmo exibir um lado positivo, mas o equívoco está em pensar que o elemento que define a Direita é a liberdade ao invés da desigualdade.

Inicialmente, a Direita era composta por indivíduos pró-monarquia, pelo clero e pelos nobres. Todos possuíam um ar de superioridade e acreditavam que havia e deveria haver uma desigualdade social para além das diferenças naturais, dado que eles tinham o “sangue azul” ou haviam supostamente sido escolhidos pelo próprio Deus e que a instituição de toda aquela hierarquia maldita seria da vontade do Senhor dos Céus e da Terra. Esse grupo era absolutista, fundamentalista, possuía uma ideia de patriotismo bastante distorcida (embora fosse bem consistente) e usava uma milícia composta por tarimbeiros e mercenários para molestar o povo através de impostos altíssimos e castigos físicos e morais. Simultaneamente, pregavam um sistema de castas e não permitiam a mobilidade da população, já que a sociedade deveria ser constituída por estamentos fixos e imutáveis.

A Esquerda era composta por filósofos de múltiplos segmentos descendentes do liberalismo, trabalhadores, comerciantes e burgueses. Foram essas pessoas, imensamente exploradas, que fizeram a famosa Revolução Francesa no final do Século XVIII e chacinaram praticamente toda a elite que congregava a Direita à época, pregando o famoso lema: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. No entanto, os burgueses não tardaram em formar um novo escol e menos ainda em assumir o modo de vida da nobreza que ajudaram a exterminar, inclusive se aliando aos pouquíssimos aristocratas sobreviventes, mantendo a estratificação social a fim de emperrar a ascensão de classes e preservando assim os espaços de exclusão. Isto posto, a turma que fez a revolução produzia críticas cada vez mais ferozes acerca das mazelas sociais e parte deles se voltaram contra a burguesia, já que passaram a enxergar essa classe como uma fonte de desigualdades. Desse modo, houve um racha na Esquerda e então os liberais se uniram ao grupo da Direita para conter o avanço das ideias socialistas. Pois é, isso não começou com as teorias de Karl Marx — Jean-Jacques Rousseau com o seu Contrato Social é uma prova inconteste disso.

Então, o pessoal que disse “agora já chega de igualdade” construiu alianças multiformes combinando conservadorismo, capitalismo, monarquia, militarismo, patriotismo, liberalismo, etc. Sua apologia também contava com intransigentes que a propagaram de modo extremista, resultando em bestialidades como a Extrema-Direita, que continuou pregando ainda mais políticas de superioridade e segregação — exatamente como faz a Ku Klux Klan — e que eles deviam dominar a todos de maneira absoluta, combatendo brutalmente todo aquele que tivesse um discurso pró-igualdade.

Pelo lado esquerdo, as ideologias socialistas também deram origem a uma série de subideologias que pregam nuances variadas de coletivismo igualitário e que em seu modo derradeiro, em prol de uma igualdade extrema sobre quaisquer circunstâncias, se disponibilizou a cometer as mesmas barbaridades que os seus rivais da Direita.

Vai fazer duzentos e vinte anos que o espectro sociopolítico e econômico se apresenta ao povo como algo muito além de uma reta ou um plano: ele é um círculo em que os extremos quase sempre se tocam! E a cada “evento-teste” que acontece ao longo do tempo para instigar os ânimos das torcidas de Direita e de Esquerda, fica ainda mais evidente que eles já não se mostram mais como inimigos, mas sim como dois irmãos mimados que disputam a atenção dos pais. E mais desgraças hodiernas virão por aí por conta da imaturidade e da alienação que essa dupla provoca por todo o Ocidente.

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One thought on “Conflitos em Família”

  1. Na minha opinião o comunismo não é luta entre capitalismo e socialismo, não é luta entre burguesia e proletariado, não é luta ente ricos e pobres, não é luta de classes, não é luta entre a esquerda e a direita, mas sim, foi o ódio e o desespero dos judeus porque só eles não tiveram um país e foram expulsos e odiados no mundo inteiro! E no comunismo eles receberam os mesmos direitos e cidadania, porque eles foram os donos do comunismo. O comuna caviar, o judeu Kissel Mordekay que se batisou de “Karl Marx”, fundou o comunismo global para ajudar os seus judeus de escapar de serem odiados com o tal de “antissemitismo”, já que no comunismo internacional eles receberam cidadania do país onde vivem! Na União Soviética e na Europa do Leste, os judeus receberam cidadania soviética, romena, polonesa, búlgara, húngara ect. e o antissemitismo era proibido e condenado com pesados anos de cadeia ou até fuzilamento! Agora desde 1948, tem Israel mas não existe comunismo, só tem um bom racismo talmudista! Se os judeus fossem comunistas e não racistas, então eles viviam junto com os palestinos numa República Comunista Judaica Palestina sob as asas do jargão maçonico “Liberdade-Igualdade-Fraternidade”! O resto é blá, blá, blá, de teorias de “luta entre comunismo e capitalismo” que na verdade ambos são judeus! Se existisse Israel, então os judeus teóricos comunistas-socialistas e fundadores do comunismo iriam nascer em Israel e o comunismo nunca iria existir! Marx nasceria em Israel e, fundaria lá qualquer partido como tem hoje em Israel! Lênin, Trotsky, Yagoda, Frenkel e outros criminosos comunistas judeus, também iriam nascer em Israel e, a tal de “união soviética” e o Gulag nunca existiriam! Aliás, com certeza que também o sionismo nunca iria existir se existisse Israel, porque o fundador do sionismo Theodor Herzl(1860-1904) iria nascer em Israel e fazia o seu sionismo lá, não estão dizendo até hoje que o Sionismo é uma organização que lutou e luta por um lar para os judeus! E aí vai afora, o resto me parece tudo blá,blá,blá de “capitalismo-socialismo, pobre contra rico” ect.??? Não é a toa então que Charles Maurras falou essa grande verdade que segue; “Todas as crises fortes modernas tem um caráter oriental; bíblicos através do seu espírito ou judaico através dos seus homens; no século XVI, Reforma alemã, Reforma inglesa, Reforma francesa; depois nos séculos XVIII e XIX as três revoluções da França, da chamada revolução “La Terreur” até a revolução chamada “La Commune” ; no fim do século XIX, as convulsões de Moscou, Budapeste e Madrid, todas tem o mesmo traço fundamental, todas exprimem ou um judaísmo intelectual, ou fatos cometidos por judeus em carne e osso”! Charles Maurras

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