A Necessidade de Novas Matrizes Energéticas Para o Brasil

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O sol, incomensurável fonte de energia permanente, sempre foi responsável pela existência de todos as formas de propulsão que o ser humano utiliza diretamente, excluindo a nuclear e a geotérmica — apesar de exercer influência em ambas.

Assim, provém dele a energia hidrelétrica, a eólica, todos os combustíveis fósseis (gás natural; carvão mineral; xisto e areias betuminosas; turfa; petróleo, etc.) e também a biomassa. Ou seja, modelos renováveis e não renováveis.

Por virtude de sua enorme serventia e dimensão compreendida, a biomassa é, dentre todas as matrizes supracitadas, aquela que disponibiliza as melhores perspectivas diante do panorama nacional contemporâneo devido aos cuidados para com as futuras necessidades de consumo energético do Brasil.

Considerando as limitações que o país enfrenta por causa dos transtornos delineados pela queima de materiais fósseis, é preciso elaborar soluções mais práticas, consistentes e benéficas ao meio ambiente. Existe uma gama de alternativas vantajosas que compreendem a temática da energia renovável, e o Brasil é uma das poucas nações verdadeiramente capazes de efetuar tamanha metamorfose sem distorcer a sua própria realidade.

Para que haja a possibilidade de adentrar em terreno mais sólido e confiável, é fundamental que algumas definições políticas e científicas sejam revisadas. Tais como o respeito aos Princípios da Termodinâmica.

No tocante ao Princípio #1, é adequado — e também muito inteligente — que as organizações estatais relacionadas ao setor lhe prestem uma ampla consideração formal, isto é, que valorizem as configurações energéticas mais convenientes ao Brasil, não se acorrentando simplesmente a determinados métodos de propulsão alheios às características nacionais, impedindo também que o preço dos combustíveis em voga sejam estabelecidos por meio de politicagens, que favorecem as negociatas econométricas em detrimento da evolução congênita do país.

Isso tem ocorrido de maneira deliberadamente sistemática nos programas brasileiros de geração e utilização de energia. De todo modo, o que está impedindo que a ciência se desenvolva e, consequentemente, seja respeitada como merece, são as regras puramente especulativas.

Também é de grande auxílio, em sentido basilar, ter em conta as Vantagens Comparativas dos Fatores de Produção Internos. Para que tal demanda seja executada, basta reconhecer que nem tudo aquilo que vem de fora é bom. Esse é um aspecto implícito no modelo de “crescimento” econômico. Aspas no substantivo porque isso não passa de um arranjo que busca manter o Brasil como um país dependente, impondo pacotes tecnológicos formados indefinidamente em condições distintas às nacionais.

O Brasil precisa decretar políticas que defendam a importância patrimonial sobre os recursos naturais urgentemente, atribuindo um cuidado especial para com os itens que são escassos e não renováveis. Pela sistemática do modelo neoliberal, a sociedade brasileira acaba pagando para que tais elementos sejam expropriados da nação.

As complexas decisões da área energética, indiscutivelmente estratégicas e diretamente ligadas ao desenvolvimento industrial, não podem e nem devem continuar sendo aprovadas por indivíduos extremamente despreparados, que aparentam entender unicamente de teoremas implementados pelas facções transnacionais a fim de manipular a autodeterminação e a soberania do Brasil. Não é a toa que esses agentes dos cartéis estrangeiros vivem glorificando os instrumentos operacionais do sistema financeiro internacional, como as projeções de moeda, taxa de juros, flutuação cambial, inflação, evasões fiscais, etc. Não restam dúvidas que estes assuntos são referentes aos quadros da economia, sobretudo ao espaço macroeconômico. Porém, são empregados de maneira indébita, confundindo a população no intuito de destinar mais poder aos concentradores.

Quando se recapitula a história dos trópicos, nota-se que a exploração metropolitana e imperialista é contemporânea ao milagrismo da terra prometida e das enfermidades subtropicais, mas também fica evidente o quanto demorou para se ter noção da exuberância proveniente da matriz energética vegetal e que constitui a biomassa, isto é, as florestas e plantas agrícolas; cana de açúcar; aipim; inhame; pinhão manso; azeite de dendê; óleo de babaçu; cascas de banana e de batata; frutas cítricas, etc. A verdade é que o Brasil foi obrigado a atravessar os tempos dos combustíveis fósseis para iniciar um pensamento acerca da energia solar e de seus efeitos no rápido crescimento da vegetação, de formas renováveis, limpas e descentralizadoras, cujo aproveitamento é capaz de produzir tecnologia própria e gerar empregos em todos os níveis da sociedade.

Graças ao avanço das maledicências pós-capitalistas, não é nenhum exagero dizer que o Brasil, caso almeje sair dessa rota de colisão, está fadado a desenvolver uma política energética fundamentada na biomassa, do contrário jamais se tornará uma nação autossuficiente no plano de energia. A propulsão verde é a forma mais econômica, circunspecta e abrangente de socorrer a área rural, o espaço urbano e, por fim, todo o meio ambiente. A vegetação tropical espalhada pelo território brasileiro consegue fornecer potência suficiente para dar fim ao maldito uso dos combustíveis fósseis e da hidroeletricidade. Sendo assim, é fácil perceber que os países boreais movidos a dólar — e suas organizações alienadoras — irão em busca das alternativas vegetais logo após o inevitável esgotamento das matrizes de combustão empregadas atualmente.

Isso não é mera previsão, mas sim um levantamento baseado em todos os acontecimentos que a história exibe de modo cristalino há séculos, feito pelos mais variados profissionais, de múltiplos posicionamentos ideológicos. O Aquífero Guarani já é um exemplo da obsessão imperialista nos trópicos meridionais, cujo o local mais almejado — com diversas demonstrações hodiernas — são os territórios das florestas. E as árvores nessa região podem crescer até 10 metros em apenas um ano.

O Brasil possui as maiores extensões de terras planas do mundo, sendo pouco mais de 200 milhões de hectares de cerrado. Essa área é capaz de abastecer mais 600 milhões de veículos apenas com o plantio de cana de açúcar, e já possui o solo preparado naturalmente para o seu cultivo. Por se tratar de um biocombustível, o etanol apresenta uma versatilidade magnífica, chegando a substituir o nafta como matéria-prima na confecção de polímeros e até de nitrogênio. É possível afirmar que o álcool é uma espécie de petróleo limpo e renovável. E também é enorme o potencial contido na biomassa para gerar eletricidade.

Projetos de alternativas energéticas consistentes com a realidade nacional só têm sentido quando estão fundamentados em decisões sociais respaldadas por uma atuação política soberana. Em outras palavras, isso é algo impossível em uma colônia do rentismo como o Brasil atual por consequência do desinteresse das elites locais no que tange à prosperidade coletiva. Daí começam a reduzir as pesquisas científicas com falácias e opiniões precárias, inclinadas exclusivamente para o lado mercantil e submissas aos interesses de células bancárias do exterior e de megacorporações. São tolices que deformam brutalmente a estrutura do país e que não servem para nada além de tornar o momento presente em um objeto elástico e mirabolante, distorcendo questões fundamentais que comprometem o desenvolvimento nacional de maneira perversa, assim como já foi evidenciado pelas experiências catastróficas das últimas décadas.

A inexistência de um artefato nuclear brasileiro é outra prova da ausência de investimentos nos eixos da soberania, além de mostrar que o país não domina essa matriz energética cientificamente. Mas a conclusão é simples: aqueles que fabricam armas de efeito em massa possuem controle sobre a propulsão atômica, e quem dispõe de conhecimentos acerca dos formatos de energia é automaticamente elevado ao horizonte do progresso tecnológico. Mesmo havendo uma variedade de tópicos, nenhum se desconecta do tema, pois todos são componentes únicos e inseridos no contexto de defesa nacional. É preciso ter armamento pesado sim, dado que é impossível romper com o sistema financeiro internacional e com sua monopolização do combustível sem condições de responder às chantagens e ameaças de guerra que são promulgadas contra os países que decidem se libertar das amarras do capital especulativo.

O desenvolvimento da matriz energética atômica traria uma incontestável ajuda para os cidadãos das regiões Norte e Nordeste do Brasil, que residem em vilarejos extremamente distantes até mesmo dos pequenos centros, e não são atendidos pelos serviços das companhias elétricas. O raio de abrangência que a energia gerada por uma usina nuclear pode compreender mediante processo de fissão ultrapassa os 1000 quilômetros utilizando 1 grama de urânio. Vale acentuar que tal elemento radioativo é abundante no subsolo brasileiro, sem necessidade de enriquecê-lo. E o descarte dos resíduos se dá por meio de sublimação, o que confere baixíssima agressividade ao ecossistema e a camada de ozônio. É a perfeita antípoda daquilo que ainda ocorre constantemente por obra da queima irrefletida do petróleo, do carvão, do enxofre e de mais uma centena de outras amostras de combustíveis deletérios.

Os atentados contra a nação brasileira precisam acabar imediatamente, sobretudo quando são cometidos através de conceitos denominados como “ideias técnicas”, enganando pessoas que não têm obrigação de entender a respeito de geopolítica energética, seja de maneira profissional ou amadora. Isso não passa de má-fé, absoluta e indecente, da forma mais descarada possível. Esses atos terroristas refletem objetivos claramente gananciosos que são elaborados pelas doutrinas que o Governo Mundial — Império Anglo-Americano e Eurasiano — introduz, resultando em danos gravíssimos para o Brasil em razão de comprometer a existência do seu povo.

 

Revisão do texto originalmente escrito como argumento para o vídeo Nova Matriz Energética: Energia Solar e Biomassa, do canal Fabinho Santos.
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