Odiar a Rússia é um emprego de tempo integral, neoconservadores ressuscitam memórias tribais para atiçar as chamas

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Tendo acabado de retornar de uma viagem para a Rússia, tenho o prazer de reportar que o povo russo e a burocracia que eu encontrei não demonstraram nenhuma das mordacidades frente aos americanos que eu esperava como uma resposta ao vilipêndio de Moscou e todos estes trabalhos que permeiam a mídia e sistema dos EUA. Para ser certo, muitos russos com quem conversei foram rápidos em criticar a administração Trump por sua performance quente e fria face a face as ligações bilaterais com Moscou enquanto também expressavam mistificação sobre o porquê o relacionamento tinha ido mal tão rapidamente, mas esta raiva sobre a política externa não necessariamente traduziu-se em desprezo para o povo americano e o estilo de vida que caracterizou o período soviético. Ao menos não ainda.

De certa forma, para minha surpresa, os russos ordinários foram também rápidos em criticar abertamente o presidente Vladmir Putin por suas tendências autocratas e sua disposição para continuar tolerando a corrupção, mas todos que eu conversei também concederam que ele tinha geralmente atuado construtivamente e tinha melhorado grandemente a vida do povo ordinário. Putin permanece muito amplamente popular.

Uma questão que surgiu com frequência foi “Quem está conduzindo a hostilidade frente à Rússia?” Eu respondi que a resposta não é tão simples e existe um número de grupos que, por uma razão ou outra, necessita um poderoso inimigo para justificar suas políticas que iriam, caso contrário, ser insustentável. Colaboradores de defesa  necessitam um inimigo para justificar a existência deles enquanto congressistas necessitam de colaboradores para financiar suas campanhas. A mídia necessita de uma boa história de temor para ajudar vender ela mesma e o público também está acostumado a ter um mundo no qual terríveis ameaças espreitam logo abaixo do horizonte, aumentando assim apoio para o controle governamental da vida cotidiana para manter todos “seguros.

Vladimir Vladimirovitch Putin (1952) natural de São Petersburgo (na época Leningrado, extinta União Soviética), é um grande e influente político russo, ex-agente da KGB no departamento exterior e chefe dos serviços de segurança nacional soviético e russo, KGB e FSB, respectivamente, é o atual presidente da Rússia em seu terceiro mandato desde 2000 substituindo Dmitri Medvedev. Ganhou grande popularidade por ser considerado uma alternativa ao imperialismo estadunidense e ao marxismo-liberalismo cultural imposto aos países ocidentais, ao mesmo tempo que é odiado por neocons como Olavo de Carvalho por sua política fortemente conservadora e anti-americanista. No entanto, seu ônus é que durante sua gestão, apesar de ter bastante liderança, a Rússia recebeu imigração em massa sem precedentes enquanto a população nativa tem um rápido decréscimo populacional. Defende a historiografia oficial da Segunda Guerra Mundial escrita pelos vencedores pró-sionistas e a propaganda do Holocausto, ao mesmo tempo que chama a União Europeia de “fascista”, evidenciando traços de ignorância histórica-política. / Imagem: Reprodução.

E então existem os neoconservadores. Como sempre, eles são uma distinta força para destruição criativa, conforme eles colocam, certamente em primeiro lugar com suas mãos para obter financiamento de suas fundações e think tanks [grupos de formadores de opinião compostos por alegados especialistas] que não poupam custos, mas também dirigem ideologicamente, o que tem feito eles a vanguarda intelectual do partido da guerra. Eles fornecem a palatável estrutura para a América tomar o mundo, metaforicamente falando, e constituem a força de ataque que está sempre pronta para aparecer nos programas de entrevistas na televisão ou serem citados na mídia com uma inteligente sonoridade apropriada que pode ser usada para justificar o impensável. Em troca, eles são ricamente recompensados com dinheiro e status.

Os neoconservadores acreditam somente em duas coisas. Primeiro, que os Estados Unidos é a única superpotência do mundo, dada a licença por alguma coisa como uma Entidade Divina para exercer a liderança global se necessário. Isto tem sido traduzido para o público como “excepcionalismo americano.” De fato, o intervencionismo americano na prática tem sido por força maior, preferencialmente, conforme ele deixa pouco espaço para debate ou discussão. E o segundo princípio guia os neocons é que todas as coisas possíveis devem ser feitas para proteger e promover Israel. Na ausência destas duas crenças, você não tem um neocon.

Os pais fundadores do movimento neocon eram judeus “intelectuais” de Nova Iorque que evoluíram (ou recaíram) de serem trotskistas lançadores de bombas para “conservadores,” um processo que eles próprios definiram como “idealismo sendo assaltado pela realidade.” A única realidade é que eles têm sempre sido falsos conservadores, abraçando um número de agressivas políticas externas e posições de segurança nacional enquanto também privadamente endossam a linha liberal judaica sobe questões sociais. O fanatismo neocon sobre as questões que eles promovem também sugerem que mais que um pouco do trotskismo permanece no caráter deles, daí a sua tenacidade e habilidade para deslizar entre os partidos Democrata e Republicano enquanto também aparecem confortavelmente em disparatados meios midiáticos considerados ser ou liberais ou conservadores, ou seja, tanto nos programas Fox News e MSNBC, apresentando os gostos de Rachel Maddow.

Eu tenho há muito tempo acreditado que o ódio central da Rússia vem dos neoconservadores e é baseada em grande parte à uma extensão tribal ou, se você preferir, étnico-religiosa. Por que? Por causa que se os neoconservadores eram realmente realistas na política externa existiria nenhuma boa razão para expressar qualquer desgosto visceral da Rússia ou de seu governo. As alegações que Moscou interferiu na eleição presidencial de 2016 nos EUA são claramente uma farsa [1], assim como são as histórias do alegado envenenamento dos Skripals [2] em Winschester, Inglaterra e, mais recentemente, o alegado assassinato do jornalista Arkady Babchenko [3] em Kiev o qual mostrou-se ser uma bandeira falsa. Mesmo o mais superficial exame dos desenvolvimentos da década passada na Geórgia e Ucrânia revelam que a Rússia estava reagindo a legítimas ameaças de segurança maior engendradas pelos Estados Unidos com uma pequena ajuda de Israel e outros. A Rússia não tem desde o terminada a guerra fria ameaçado os Estados Unidos e sua habilidade para readquirir seus anteriores satélites da Europa Oriental é uma fantasia. Então por que o ódio?

Na verdade, os neoconservadores se davam muito bem com a Rússia quando eles e seus oligarcas e ladrões de commodities internacionais com seus amigos financeiros esmagadoramente judeus estavam saqueando os recursos da antiga União Soviética sob o infeliz Boris Yeltsin durante os anos 1990. Os alarmes sobre a suposta ameaça russa somente ressurgiram na mídia dominada de neoconservadores e think tanks quando o velho nacionalista Vladmir Putin assumiu o cargo e fez do principal objetivo [4] de seu governo desligar a torneira de dinheiro.

Boris Nikolayevich Yeltsin (1931 – 2007) foi o primeiro Presidente da Federação Russa de 1991 a 1999, chegando ao poder com grandes expectativas (57% dos votos), tornando-se o primeiro presidente popularmente eleito na história da Rússia. Mas uma série de colapsos econômicos, corrupção generalizada e problemas político-sociais na Rússia dos anos 1990 tornaram um período traumático na história do país. Co oferta de transformar a economia socialista planejada em uma economia de mercado capitalista e liberal, aplicou programas de “terapia de choque”, que cortaria os controles de preços soviéticos e introduziria drásticos cortes nos gastos do Estado. Mas as reformas tornaram um punhado de pessoas milionárias enquanto eliminava os concorrentes através da corrupção, além de eliminar padrões de vida de grande parte da população, especialmente os grupos dependentes de subsídios estatais da era soviética e programas de assistência social. /Imagem: Reprodução.

Com os saques interrompidos por Putin, os neoconservadores e amigos não mais tinham qualquer razão para atuarem simpaticamente, então eles usaram seus consideráveis recursos na mídia e dentro das salas de poder em lugares como Washington, Londres e Paris para destacar Moscou. E eles também tem percebido que existia uma ameaça pior aparecendo. O governo de Putin apareceu para ressuscitar o que os neoconservadores podiam perceber como um pogrom que empesteava a Sagrada Rússia! Antigas igrejas arrasadas pelos bolcheviques estavam sendo reconstruídas e as pessoas estavam indo à missa e reivindicando a crença em Jesus Cristo. A antiga Praça Vermelha agora hospeda um mercado de natal enquanto o túmulo de Lenin, nas proximidades, é aberto somente numa manhã na semana e atrai poucos visitantes.

Gostaria de sugerir que é muito possível que os historicamente bem informados neoconservadores estão meramente desejando pelos bons velhos tempos dias bolcheviques na Rússia. O fato é que muitos do ateísmo do estado bolchevique foi dirigido em grande representação excessiva de judeus no partido em seus dias de formação. O meticulosamente bem pesquisado estudo de 1920 do jornalista britânico Robert Wilton [5] “The Last Days of the Romanovs” descreve como David R. Francis, embaixador dos Estados Unidos na Rússia, avisou em uma mensagem de 1918 para Washington que “Os líderes bolcheviques aqui, a maioria deles são judeus e 90 por cento dos quais são retornados de exílios, importam-se pouco pela Rússia ou qualquer outro país mas são internacionalistas e eles estão tentando iniciar uma revolução social mundial.”

Noite do quadrado vermelho, catedral de Saint em Moscou., Rússia.

O embaixador holandês William Oudendyke [6] ecoou este sentimento, escrevendo que “a não ser que o bolchevismo seja cortado imediatamente, ele está encaminhado a espalhar-se em um forma ou outra sobre a Europa e no mundo inteiro conforme ele é organizado e trabalhado por judeus que não têm nacionalidade, e cujo objetivo é destruir para seus próprios fins a ordem das coisas.”

O maior escritor da Rússia do século XX, Alexander Solzhenitsyn, homenageado no Ocidente por sua firme resistência ao autoritarismo soviético, subitamente encontrou ele mesmo sem amigos pela mídia e mundo editorial quando ele escreveu “Two Centuries Together: A Russo-Jewish History to 1972” [Dois séculos juntos: uma história judaico-russa até 1972], recontando algo do lado negro da experiência russo-judaica. Em particular Solzhenitsyn citou a significante super-representação dos judeus russos como bolcheviques e, anterior a este período, como proprietários de servos.

Judeus notadamente desempenharam um papel particularmente desproporcional na polícia secreta soviética, a qual começou como Cheka e, afinal, tornou-se KGB. O historiador judeu Leonard Schapiro observou [7] como “qualquer um que tivesse o infortúnio de cair nas mãos da Cheka tinha um boa chance de encontrar-se ele próprio confrontado com, e possivelmente baleado por, um investigador judaico.” Na Ucrânia, “os judeus compunham aproximadamente oitenta por cento dos agentes da Cheka.”

Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn (1918 – 2008) serviu como capitão do Exército Vermelho da União Soviética, depois escreveu sobre as inúmeras atrocidades cometidas pelos sovietes contra civis alemães quando invadiram o país em outubro de 1944. Ele é conhecido por revelar ao mundo os campos de extermínio, concentração e trabalho da União Soviética, através de seu livro mais famoso, “O Arquipélago Gulag” (vol. 1 e 2), descrito pelo historiador inglês Edward Crankshaw como um “um memorial aos milhões que sofreram e morreram” (The Observer, Londres). Por isso, Solzhenitsyn recebeu o prêmio Nobel. Ele foi exilado da União Soviética em 1974, retornando à Rússia após o colapso do comunismo, em 1994. Naquele ano, ele também foi eleito membro da Academia Sérvia de Ciências e Artes do Departamento de Língua e Literatura. / Imagem: Medium.

À luz de tudo isso, não deveria surpreender ninguém que o novo governo da Rússia de 1918 emitiu um decreto uns poucos meses depois de tomar o poder fazendo do antissemitismo um crime na Rússia. O regime comunista tornou-se o primeiro do mundo a criminalmente punir qualquer sentimento antijudaico.

Wilton usou documentos do governo russo para identificar a composição do regime bolchevique em 1917-1919. Os 62 membros do Comitê Central incluíam 41 judeus, enquanto os 36 membros da Extraordinária Comissão da Cheka da Cheka de Moscou incluíam 23 judeus. O forte Conselho dos Comissários do Povo com 22 membros, tinha 17 judeus. De acordo os dados fornecidos pelas autoridades soviéticas, dos 556 mais importantes funcionários do estado bolchevique em 1918-1919 havia: 17 russos, 2 ucranianos, 11 armênios, 35 letões, 15 alemães, 1 húngaro, 10 georgianos, três poloneses, três finlandeses, 1 tcheco e 458 judeus.

Em 1918-1919, o poder governamental efetivo russo permaneceu no Comitê Central do partido bolchevique. Em 1918 este corpo tinha doze membros, dos quais nove eram de origem judaica, e três eram russos. Os nove judeus eram, Trotsky, Zinoviev, Larine, Uritsky, Volodarski, Kamenev, Smirdovich, Yankel, e Steklov. Os três russos eram: Lenin [8], Krylenko, e Lunacharsky.

A diáspora comunista na Europa e América era também em grande parte judaica, incluindo a cabala de fundadores do neoconservadorismo em Nova Iorque. O Partido Comunista dos Estados Unidos foi predominantemente judeu desde o início. Ele foi na década de 1930 chefiado pelo judeu Earl Breowder, avô do atual vendedor de óleo de serpente Bill Browder, que tem estado proclamando santimonialmente seu desejo para punir Vladmir Putin por vários supostos altos crimes. Browder é um completo hipócrita que tem fabricado e vendido ao congresso uma narrativa relatando a corrupção russa. Ele é também, não surpreendentemente, um queridinho neocon da mídia nos EUA. Tem sido mais que plausivelmente alegado que Browder foi o principal saqueador de recursos da Rússia na década de 1990 e os tribunais russos o têm condenado ele por evasão de impostos entre outros crimes.

O Partido Comunista dos Estados Unidos (Communist Party USA, ou CPUSA) é um partido político marxista-leninista. No início século XX, foi o mais influente partido comunista do país, e seus membros desempenharam um papel essencial no movimento trabalhista estadunidense das décadas de 1920 e 1940. Teve importante participação na organização dos sindicatos industriais e defendeu os direitos civis dos afro-americanos durante este período, tendo sobrevivido às perseguições políticas da época do macartismo e a várias tentativas de supressão por parte do governo dos Estados Unidos. Com a dissolução da União Soviética em 1991, o partido passa a viver no ostracismo sem conseguir eleger sequer um vereador em qualquer cidade, porém com a chegada do século XXI e suas crises o partido começa a ter uma nova onda de crescimento, ainda que pequena, mas significativa relativa ao seu próprio tamanho. Em 2019, o partido conseguiu um assento no conselho de cidade de Ashland, Wisconsin. /Foto: Manifestação do CPUSA no distrito de South Califórnia / Reprodução.

A inegável afinidade histórica dos judeus pelo tipo bolchevique de comunismo casada com a judaicidade dos assim chamados oligarcas, sugere ainda que o ódio de uma Rússia que virou suas costas para estes aspectos particulares da herança judaica pode ser pelo menos parte do que impulsiona alguns neoconservadores. Assim como no caso da Síria a qual os neoconservadores, que se curvam aos interesses de Israel, preferem ver no caos, alguns anseiam por um retorno aos bons e velhos dias de pilhagens pela maior parte de interesses estrangeiros judeus, conforme sob Yeltsin, ou melhor ainda para os dias inebriantes do bolchevismo de 1918-1919 quando judeus governaram toda a Rússia.

Fonte: The Unz Review: An Alternative Media Selection

Publicado originalmente em 05 jun. 2018.

Tradução por Mykel Alexander via World Traditional Front

Notas:

[1] Fonte utilizada pelo autor: “Amid ‘Russiagate’ Hysteria, What Are the Facts? – We must end this Russophobic insanity.”, por Jack F. Matlock Jr., 01/06/2018, The Nation. Disponível em: https://www.thenation.com/article/amid-russiagate-hysteria-what-are-the-facts/

[2] Nota do tradutor: Refere-se ao ex-agente duplo espião, que trabalhava para o serviço secreto inglês, e sua filha.

[3] Fonte utilizada pelo autor: “Arkady Babchenko tells media he was taken to morgue for staged ‘murder’”, por Luke Harding em Londres e Christopher Miller em Kiev, 31/05/2018 e 01/06/2018, The Guardian. Disponível em: https://www.theguardian.com/world/2018/may/31/arkady-babchenko-details-staged-murder-plot-russia-ukraine

[4] Fonte utilizada pelo autor: https://www.youtube.com/watch?v=Q2Cl8lSv9Is

[5] Fonte utilizada pelo autor: Robert Wilton, The Last Days of the Romanovs: How Tsar Nicholas II & Russia’s Imperial Family Were Murdered.

[6] Fonte utilizada pelo autor: Mark Weber, The Journal of Historical Review, Jan.-Fev. 1994 (Vol. 14, No. 1), paginas 4-22. Disponível em: https://www.ihr.org/jhr/v14/v14n1p-4_Weber.html

[7] Fonte utilizada pelo autor: Mark Weber, The Journal of Historical Review, Jan.-Fev. 1994 (Vol. 14, No. 1), paginas 4-22. Disponível em: https://www.ihr.org/jhr/v14/v14n1p-4_Weber.html

[8] Nota do tradutor: É relevante registrar que Lenin mesmo tem linhagem Judaica por parte de mãe. Disponível em: http://www.folhadodelegado.jex.com.br/artigos+de+outros+autores/museu+de+moscou+coloca+raizes+judaicas+de+lenin+em+exposicao

Philip Giraldi
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One thought on “Odiar a Rússia é um emprego de tempo integral, neoconservadores ressuscitam memórias tribais para atiçar as chamas”

  1. Eu pensei que a opinião fosse SUA (Sentinela), não copiada de um site dos EUA.

    O Cloudfare baniu a maioria dos sites sobre judeus nos EUA, os sites no ar são altamente suspeitos.

    Eu já estou parando de ler sites dos EUA, no começo parece pessoas dando opiniões sinceras, mas uma hora fica claro que é um “post pago” pelo governo e sempre termina pró-Israel e anti-Rússia, sempre.

    O Unz já falou mal do Putin antes (e provavelmente o Unz se queimou), então agora ele está tentando se “limpar”.

    O Cloudfare deixa sites propaganda do governo no ar.

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