Patrick Buchanan: Cancele o homem branco – e o que resta?

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“Podemos todos nos dar bem?”

Esse foi o apelo de Rodney King, depois que um júri do Simi Valley não condenou nenhum dos quatro policiais que o espancaram após uma perseguição de 160 quilômetros por hora em uma estrada de Los Angeles.

O apelo de King veio após os distúrbios de 1992 em Los Angeles, o pior desde que os protestos de Nova Iorque que ocorreram em 1863, quando Lincoln teve que enviar tropas federais.

Após os protestos e motins de hoje após o assassinato de George Floyd em Minneapolis, ouvimos chamadas semelhantes. O presidente Donald Trump deve “estender a mão” e “unificar a nação”. Mas como?

Muitos desses apelos à unidade provêm das mesmas elites que estão empenhadas em nos destruir, derrubando estátuas dos homens famosos da história americana que eles mais detestam.

Uma segunda guerra contra a Confederação está em andamento, para desgraçar e desonrar todos os que lutaram pela independência do sul na guerra de 1861-65. Uma segunda reconstrução está sendo preparada.

A cruz de Santo André, a bandeira de batalha do exército confederado, embora vista como uma bandeira de heroísmo e honra para milhões, passa a ser tratada como a “suástica nazista”. Já foi proibida nas corridas da Nascar, onde tem sido amplamente popular.

Um sautor ou cruz de Santo André é um símbolo heráldico na forma de uma cruz diagonal ou letra X. Ela forma a bandeira de vários países, estados e municípios, como o da Escócia, Jamaica e a bandeira Confederada do Sul durante a Guerra Civil Norte-Americana (1861 – 1865) aparecendo em muitas outras bandeiras, brasões e selos. A cruz de da Santo André também leva esse nome pelo motivo do apóstolo André ter sido crucificado de cabeça para baixo em uma cruz dessa, segundo ele, ele não era digno de ser crucificado igual ao Cristo, seus algozes atenderam seu pedido e o crucificaram dessa forma. Daí o nome de cruz de Santo André. Créditos: Reprodução

Os liberais lutarão pelo direito dos radicais marxistas de queimar a bandeira estadunidense para mostrar seu ódio, mas não podem tolerar os trabalhadores que arvoram a bandeira de batalha da Confederação para mostrar seu amor por ela.

Uma segunda frente na campanha para cancelar a história é a renomeação de bases do exército estadunidense nos estados do sul que levam os nomes de generais confederados, como os fortes Benning e Bragg. Trump prometeu vetar qualquer projeto de lei de apropriação de defesa que contenha tal disposição.

Terceiro, é o esforço liderado por Nancy Pelosi e seus aliados para remover estátuas no Capitólio de qualquer um desses homens de “fanatismo violento” que estavam ligados à Confederação. O primeiro deles é o general Robert E. Lee.

O general David Petraeus colocou sucintamente o crime de que Lee é culpado. Embora “West Point honre Robert E. Lee com um portão, uma estrada, uma área residencial inteira e um quartel”, escreve Petraeus, “Lee… cometeu traição”.

Robert Edward Lee (1807 – 1870) foi oficial militar de carreira norte-americano conhecido por ter comandado o Exército da Virgínia do Norte durante a Guerra Civil Americana do lado do Sul sendo aclamado hoje pelos dois lados. Lee destacou-se como um oficial excepcional, pioneiro e sapador do Exército dos Estados Unidos durante 32 anos. Prestou serviço por todo o país, destacando-se na Guerra Mexicano-Americana e serviu como Superintendente da Academia Militar. Quando o estado da Virgínia declarou a sua separação da União (Norte) em favor dos Confederados (Sul) em 1861, Lee decidiu escolher o sua terra natal, apesar do seu desejo pessoal de o estado se manter intacto e apesar de o Presidente Abraham Lincoln ter lhe oferecido o comando do Exército da União! Créditos: Biblioteca do Congresso/Wikimedia Commons

O objetivo aqui é impor a visão unilateral da história americana que agora está em ascensão, como verdade oficial – que a causa da secessão do sul era diferente da causa da secessão americana da Grã-Bretanha. Foi um ato de traição enraizado na ideologia da supremacia branca.

Para que essa única visão aceitável predomine, nossas elites acreditam que devem remover da exibição pública as estátuas de qualquer associado à causa da independência do Sul e estigmatizá-las como traidoras.

Eles têm, no entanto, um problema: onde as elites param quando os radicais exigem mais?

Se o apoio à escravidão desqualifica alguém da companhia de homens decentes, desqualifica George Washington, que possuía escravos a vida inteira? O que Washington lutou por independência foi o que Lee lutou.

Lee não desafiou a eleição de Lincoln. Ele não procurou derrubar o governo que Lincoln liderava. Ele se demitiu do exército dos EUA para voltar para casa e defender as pessoas entre as quais ele havia sido criado de uma invasão para forçá-las a marchar de volta a uma União que os governantes escolhidos pelo estado haviam votado em deixar.

Nossa capital nacional, Washington, não apenas leva o nome de um proprietário de escravos ao longo da vida, como também a capital do Missouri, Jefferson City. O mesmo acontece com a capital do Mississípi, Jackson. O mesmo acontece com a capital de Wisconsin, Madison. A capital de Ohio é Columbos. A capital da Carolina do Sul é Columbia. Ambos têm o nome de Cristóvão Colombo, agora difamado, cuja estátua ainda fica do lado de fora da Union Station de DC.

Um grupo de manifestantes derrubou em 2017 em Durham (Carolina do Norte, nos EUA) uma estátua dedicada aos soldados confederados, ao mesmo tempo em que vândalos atacavam o monumento que homenageia em Boston (Massachusetts) as vítimas do Holocausto. Os dois ataques aos símbolos ocorreram pouco depois de que a derrubada de uma estátua do general confederado Robert E. Lee em Charlottesville (Virginia) levasse grupos de oposição em confronto em Charlottesville. Créditos: Reuters

Nenhum desses homens parece, pela maneira como viveram suas vidas, ter compartilhado a crença da modernidade na democracia, na diversidade ou na igualdade social. No entanto, foram eles que construíram os Estados Unidos da América.

Washington nos levou à independência e propriedade de toda a terra, do Atlântico ao Mississípi. Jefferson negociou a compra da Louisiana, dobrando o tamanho dos EUA. Andrew Jackson acrescentou a Flórida. James K. Polk adicionou o sudoeste e a Califórnia. O proprietário de escravos Sam Houston venceu a Guerra da independência do Texas e trouxe sua República do Texas para a União em 1845.

Dois dos três maiores estadistas do Senado do século XIX, Henry Clay, do Kentucky, e John Calhoun, da Carolina do Sul, eram proprietários de escravos. Ambos têm estátuas no Capitólio. Eles também vão?

A mais nova ponte sobre o Potomac, como a principal represa da TVA, tem o nome de Woodrow Wilson, que se rebaixou ao governo.

Estas estavam entre as figuras decisivas da história estadunidense. Se todos são desonrados, com suas estátuas derrubadas e seus nomes tirados de cidades, condados, vilas, rios, canais, pontes, edifícios, rodovias, estradas, ruas e barragens, então o que resta?

Deteste todos aqueles homens brancos, se quiser, mas foram eles que criaram a nação que herdamos.


Fonte: The Unz Review: An Alternative Media Selection

Publicado originalmente em 16 de junho de 2020

Tradução de Leonardo Campos


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One thought on “Patrick Buchanan: Cancele o homem branco – e o que resta?”

  1. Assim é a “democracia” na “Holocau$tolândia”, perdão, nos Estados Unidos JUdeoamericanos-USA, o maior país de imbecis anti-racistas, obesos, drogados e envenenadores marxistas no globo terrestre!

    Estes babacas holocau$tizados ianques derrubam as estatuas dos seus heróis, do outro lado temos o seguinte:Estátua do sanguinário ditador comunista judeu Lênin na cidade americana de Seattle, no estado de Washington! Se fosse do Hitler todos já estariam presos! Se nada for feito daqui a pouco vai ter mais estátuas desse criminoso comunista nos EUA, do que na antiga União Soviética. Os imbecilizados e holocau$tizado$ americanos, derrubam a estátua do General Robert Edward Lee(1807-1870) porque foi “racista” dos Estados Confederados da América, e deixam a estátua do assassino comunista Vladimir Blanc Lênin, o fundador do Gulag que matou milhões de pessoas!Aliás, esses “anti racistas” americanos pariram no Estado de Iowa, uma nova “professora” de história de nome Sarah Bond que declarou que as estátuas e monumentos, até aqueles feitos pelos antigos gregos e romanos, são racistas porque tem cor branca e representam a superioridade branca!!! Então quem nasceu branco é racista!!! Temos aí na verdade uma patologia cerebral em processo degenerativo psíquico de imbecilidade e glorificação da ignorância! E do outro lado os conterrâneos do carrasco comunista Stálin suprimiam sua estátua em Gori na Geórgia que foi ex-república soviética, e no Cemitério dos caídos no desembarque da Normandia, em Bedford no Estado da Virginia nos Estados Unidos, a imagem do cruel assassino de milhões, Stá-lin foi erigida! Os “anti-racistas” americanos são tão imbecilizados que na sua Virginia “racista” preservam a estátua do Maior Assassino Comunista na história da humanidade que matou “só” 20 milhões de pessoas no Gulag e Sibéria no seu reinada de ditador de 1924 até 1953,Josef Stálin, e estão destruindo a estátua do seu General americano Robert Edward Lee que seria “racista”! Na verdade um país em profunda insanidade de degeneração de psicopatas com loucuras e disposições mórbidas de paranoia impulsiva com perversões sexuais e impulso homicida! Essa e a tal de “democracia” ianque em estado permanente de processo degenerativo psíquico com demência precoce e paranoia! Esses são os “intiliCUtuais” americanos e os “políticos democratas e republicanos”, cuja diferença é que; os republicanos tem como símbolo um Elefante, e os “democratas” tem como símbolo um Burro! Esses dementes “humanistas” erguem estátuas de assassinos comunistas em massa nos Estados Unidos, e do outro lado mentem criminosamente que seriam um país “anticomunista”, mas a verdade nua e crua está aí, a estátua do “camarada” Stálin, aliado dos americanos na Segunda Guerra! E na podre Inglaterra, uma pesquisa da rádio BBC de Londonistan, perdão, Londres, Karl Marx foi eleito o maior “filósofo” de todos os tempos pelos idiotizados-holocau$tizado$ ingleses!

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