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Patrick Joseph Buchanan, estadunidense natural de Washington D.C., (1938), é um político, colunista e comentarista paleo-conservador [1] norte-americano que serviu como Diretor de Comunicações da Casa Branca durante maior parte do segundo mandato de Ronald Reagan e Conselheiro Sênior nas gestões Richard Nixon e Gerald Ford.

Co-fundador da revista “The American Conservative” (‘O conservador americano’), foi apresentador do programa “Crossfire” (Fogo cruzado) exibido na CNN. Homem da “velha direita americana”, Buchanan é contra as intervenções militares estadunidenses em outros países e blocos econômicos como o NAFTA. Ele também é defensor de uma política imigratória mais rígida e é grande crítico do neoconservadorismo. Além de opositor ao multiculturalismo, aborto e casamento gay.

Em 1992, Buchanan concorreu pela primeira vez para presidente, entrando nas primárias do Partido Republicano contra o presidente George H. W. Bush (o pai). Perdeu, mas conseguiu quase 3 milhões de votos (23% do total). Posteriormente concorreu em 1996 e 2000 passando pelos partidos Republicano, Reformista e Independente. [2]

Em 2009, o conhecido político conservador norte-americano e conselheiro de três presidentes (Nixon, Ford, Reagan), Patrick J. Buchanan, afirmou que Adolf Hitler não queria uma guerra contra a Polônia, mas sim que a própria Polônia acendeu o estopim da catástrofe sobre a Europa através de seu orgulho e heroísmo, respaldados pela garantia de auxílio da Grã-Bretanha e sua posição contrária à “Questão de Danzig”.

Buchanan reagiu com esta afirmação a uma frase do presidente norte-americano George Bush Jr [3] no parlamento israelense, quando este caracterizou as breves negociações com o Hamas e o Irã de estúpidas, da mesma forma que foram as negociações com Hitler em 1939, antes do ataque à Polônia.

“Hitler atacou a Polônia porque Varsóvia não quis negociar com ele sobre a cidade de Danzig, povoada com 95% de alemães. Hitler não queria esta guerra contra a Polônia, a atitude da Polônia e sua fé nas armas britânicas o obrigaram. Por que os tanques alemães ultrapassaram a fronteira alemã? Porque a Polônia não quis devolver Danzig, que foi tomada da Alemanha na Conferência de Paris em 1919. Hitler queria de fato fechar uma aliança com a Polônia contra Josef Stalin” – afirmou o influente político.

Ele escreveu também em seu blog, que Berlim tentou negociar com Varsóvia, de março a agosto de 1939, a devolução de Danzig, porém, a Polônia recusou e Hitler teve que atacar. [4]

Pat Buchanan lembra em seu blog que a Polônia, devido à sua obstinação, teve que lamentar milhões de vítimas da guerra, aqui se somaram as tragédias do massacre de Katyn, os campos de extermínio em Auschwitz e Treblinka, o extermínio do “exército da Pátria” durante o levante de Varsóvia e meio século de domínio soviético. [5]

Fonte: Inacreditável

Nota:

[1] –  De acordo com o acadêmico Michael Foley, professor de relações internacionais, “paleo-conservadores defendem restrições na imigração, oposição ao multiculturalismo, descentralização da política federal (dando poder especialmente aos estados), restauração de controles sobre o livre comércio, maior ênfase no nacionalismo econômico e uma política externa não intervencionista, tudo com uma visão geralmente revanchista sobre uma ordem social que precisa recuperar antigas linhas de distinção e, em particular, a atribuição de papéis de acordo com categorias tradicionais de gênero, etnia e raça”. Embora essa última definição a qual abrangeria “raças e etnias” pareça hoje bastante rotulante e pejorativo no sentido de querer agregar a todos que não defendam uma agenda progressista.

Outros autores definem que os defensores do paleo-conservadorismo se consideram como os herdeiros legítimos da tradição conservadora americana.

Bibliografia:

FOLEY, Michael. “American Credo: The Place of Ideas in US Politics”. New York: Oxford University Press, 2007.
WOLTERMANN, Chris. “What Is Paleoconservatism?”. Telos: 9–20. doi:10.3817/0993097009. ISSN 1940-459X, 1993.

[2] – Encyclopaedia Britannica: Pat Buchanan

[3] – É consenso geral que Bush Jr. não pertença ao restrito rol de presidentes inteligentes dos EUA.

[4] – A democracia de Weimar não resolveu esta questão ao longo dos 14 anos seguintes ao Ditado de Versalhes, em 1919; Hitler tentou durante 6 anos a partir de 1933. A espera de mais de 20 anos parece não ser suficiente aos palpiteiros de plantão. Enquanto não se solucionava a questão do corredor polonês, a população alemã sofria as mais horríveis represálias por parte dos poloneses. Mas como se trata de alemães, isto parece não importar, fruto da vitória temporária da propaganda de guerra.

[5] – Ele pode se dar ao luxo de proferir tais comentários, pois não é um cidadão da República Federal da Alemanha. Caso contrário, sua carreira estaria terminada mais rapidamente do que a “Blitzkrieg” (Guerra Relâmpago) de Hitler.

By Patrick Buchanan

Patrick Joseph Buchanan (1938 – ) foi um conselheiro sênior de três presidentes estadunidenses, diretor de comunicações da Casa Branca (1985/1987) no governo Reagan, concorreu duas vezes para a nomeação presidencial dos EUA, 1992 e 1996 e foi o candidato do Partido Reformista em 2000. Autor de vários livros, entre os quais "Right from the Beginning; A Republic, Not an Empire"; "The Death of the West; State of Emergency" e "Day of Reckoning". Buchanan é fundador membro de três dos principais programas de assuntos públicos dos EUA, na NBC o The McLaughlin Group, na CNN o The Capital Gang e Crossfire. Cofundador da revista The American Conservative, foi comentarista até 2012 da rede à cabo MSNBC e atualmente aparece na Fox News. Possui Bacharel em Estudos Americanos (Georgetown University) e mestrado em Jornalismo (Columbia Univesity). Patrick Buchanan é um dos mais francos publicistas estadunidenses, tocando nas questões delicadas que a mídia globalista omite ou distorce.

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