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Palestra proferida na Universidade de Köln, 16 de novembro de 1934 por Dr. O. Dietrich – Traduzido para o inglês por Hadding Scott, 2015 [1]  – Traduzido para o português e adaptado para o Brasil por Christa Savitri

  1. Preâmbulo

Nós, em nosso país, sabemos o que é o Nosso Sistema – porque o vivemos! Com justificativa, foi dito que a obra de tal sistema não é uma construção ideológica abstrata, mas um volume de experiência que nasceu da solidariedade de sangue e da comunidade do povo e corresponde à nossa própria essência mais íntima. Nós e acima de tudo aqueles que não vieram diretamente do domínio de nosso pensamento, compreendemos o Nosso Sistema experimentando-o no dia-a-dia em todas as suas manifestações e efeitos dentro da comunidade NS do povo.

E mesmo os nossos, além de nossas fronteiras podem sentir o NS devido ao seu vínculo de sangue interno conosco. Mas se valorizamos tornar o Nosso Sistema compreensível para outras nações que vivem em outro mundo de emoções e ideias, e despertar o entendimento para isso, então devemos compartilhar nossas ideias de uma forma que eles entendam. Devemos expressar as ideias do Nosso Sistema e as leis espirituais da vida em uma linguagem que permita a união do novo com o antigo, do mundo interno com o externo.

Este campo de atividade acadêmica é importante; é urgente. Isso porque a ausência de uma forma distinta e claramente pensada, eu poderia dizer a falta até agora de uma linguagem intelectual do Nosso Sistema compreensível internacionalmente, não apenas contém a fonte de muitos erros e mal-entendidos, mas nos rouba da possibilidade de opormo-nos a ataques malévolos e calúnias com as armas da mente. E isso se aplica não apenas ao resto do mundo, mas também a uma parte de nosso próprio mundo intelectual e acadêmico. De fato, percebendo isso, A. Rosenberg, o comissário do partido, também pediu recentemente uma afirmação intelectual mais forte de nossa visão de mundo.

Depois de ganhar o poder” – como ele explicou – “o NS deve se preocupar mais do que nunca em afirmar sua visão de mundo, para que a unidade de pensamento e ação possa ser garantida não apenas para hoje, mas para todas as gerações vindouras.”

Nós, NS, até agora estivemos muito ocupados internamente para sermos capazes de nos dedicarmos ao refinamento acadêmico de nossa visão de mundo. Ao contrário de outros, procedemos de acordo com o princípio de primeiro arranjar a vida prática de acordo com nossa cosmovisão, e então provar sua viabilidade, antes de aperfeiçoar seu projeto no domínio da erudição. Mas agora é hora de revelar o espírito do nosso novo país, que se atualizou no sentimento e na vontade de seus camaradas populares, também como uma doutrina confirmada.

E estabelecer uma base filosófica parece-me um dos pré-requisitos mais importantes e indispensáveis para isso. E a serviço desta missão, quero dar uma contribuição. Não como um filósofo, mas como um NS que conhece bem o campo da filosofia. Devo acrescentar, a propósito, que não é o objetivo de minhas explicações apresentar afirmações que se supõe serem aceitas como verdadeiras apenas porque não encontram contradição. Pelo contrário, dou um valor especial em me manter dentro dos limites de uma demonstração exclusivamente erudita. E, para isso, devo primeiro recuar um pouco.

  • A insustentabilidade da filosofia individualista

Se a filosofia aspira reunir todos os conteúdos do mundo acontecendo em um único ponto que pode explicar adequadamente toda a multiplicidade desse acontecimento, então a dualidade básica de espírito e matéria – ou qualquer outra coisa que se queira chamá-la – certamente permanece como um obstáculo. As principais tentativas de solução –  incorporar um desses polos ao outro, ou antes mostrar que um deriva do outro, para realizar a unidade do universo – dominam a história da filosofia.

Desconsiderando por enquanto a filosofia da religião e sua orientação metafísica, podemos classificar os grandes sistemas filosóficos anteriores a Kant formalmente nessas duas tendências mentais. O racionalismo e o sensualismo selecionam um dos poderes de conhecimento, raciocínio (Verstand) ou percepção (Sinnlichkeit), como meio de estabelecer o caráter do mundo objetivo.

Kant foi o primeiro que superou essa contradição na filosofia pensando e tentando resolvê-la em uma unidade superior. Para ele, o pré-requisito crucial para o conhecimento do mundo não é nem o pensamento silogístico (das logisch-begriffliche Denken) sozinho, nem apenas a percepção sensorial (Wahrnehmung), mas o poder total de compreensão (der gesamte Intellekt). A totalidade da consciência, como uma combinação de ambas, constitui a experiência (Erfahrung) – cuja validade incondicional ele realmente pressupõe. Uma vez que o raciocínio é a soma das formas puras pelas quais somos capazes de pensar, é para ele a pré-condição daquilo que, com a ajuda das percepções sensoriais, se torna experiência. E uma vez que para ele as coisas devem primeiro ser quebradas, por assim dizer, por meio da alma antes de se tornarem conhecimento para o homem, era possível dizer no sentido de Kant: “O mundo é ideia minha.” Enquanto Kant chega por meio da epistemologia ao insight de que apenas a “unidade da consciência” torna o conhecimento possível, e que isso, entretanto, limita as ideias (Vorstellungen) e mostra que o absoluto, a “coisa em si”, é incompreensível para nossa mente. Goethe, por exemplo, a partir de uma abordagem totalmente diferente e mais artística, consegue uma síntese semelhante: “Se queres encontrar-se no infinito, deve diferenciar-se para depois combinar-se.”

Ele faz do conceito de vida sentido como um todo, como totalidade, o ponto de origem do conhecimento. Com isso, o curso foi traçado para uma filosofia de vida e, claro, foi nas extensões mais amplas desse território que Schopenhauer e Nietzsche criaram suas obras imortais. Certamente, todos eles o unificam, embora em um nível superior, de volta ao fenômeno subjacente [ou seja, consciência], de cuja inexplicabilidade começou a filosofia.

De outra perspectiva, entretanto, é possível fazer uma análise transversal através do pensamento filosófico. Diante da multiplicidade dos fenômenos, da infinidade do Ser (Sein), a mente humana só pode penetrar separando-a em forma e conteúdo. Se por um lado, a ideia de que algo persiste em meio a todas essas mudanças permite que a substância sem forma cresça na totalidade do Ser, por outro lado, a tentativa de tornar a forma sem conteúdo, a mesma coisa que muda em tudo o que persiste, no princípio mais elevado do universo, também é encontrada em toda a história da filosofia.

A “filosofia do ser” encontrou sua expressão mais decisiva na “Substantia sive deus” de Spinoza. No “automovimento da ideia” de Hegel, a filosofia do devir atingiu seu apogeu em estreita associação com a ideia de evolução. Vemos pela história do pensamento filosófico, de qualquer perspectiva que sempre o contemplamos, que a contradição dos conteúdos do mundo também abrange todas as tentativas da mente filosófica de dominá-lo. O esforço filosófico pela unidade científica final, pela conclusão conceitual do conhecimento positivo, por uma imagem mental fechada do Ser, permaneceu na análise final insatisfeita até hoje. A metafísica, o apelo ao improvável, sempre foi sua última palavra. Mesmo a chamada filosofia fenomenológica não nos convenceu até agora do contrário, uma vez que não pode apresentar nenhum resultado positivo.

Assim, a história da filosofia até agora parece afirmar que a verdade absoluta última é um ideal em direção ao qual a cognição se empenha como uma luz distante e atraente, um sinal de direção apontando da escuridão para a luz brilhante e conduzindo ao progresso científico implacável da humanidade. Estamos longe de defender qualquer pessimismo filosófico. Isso ocorre porque o valor e o significado, que esses sistemas filosóficos para o desenvolvimento do espírito humano tiveram, permanecem inalterados pela limitação temporal de suas cognições. Como a própria vida, o conhecimento científico está em constante fluxo. E, como disse Fichte, “O tipo de filosofia que alguém escolheria depende de que tipo de ser humano que se é“, tem significado ainda hoje, assim também o pensamento filosófico de uma época sempre refletirá o espírito daquela época.

Se por isso buscamos a posição do pensamento filosófico do presente, a tarefa é facilitada em grande medida pelo fato de que os filósofos do mundo se encontraram há algumas semanas no 8º Congresso Internacional de Filósofos em Praga. O que ficou claro para todo o mundo neste congresso, que contou com a presença de mais de 600 filósofos de 21 países, nada mais foi do que a crise da filosofia em nossa época, já que há muito tempo havia deixado de ser um segredo para os contemporâneos filosóficos. Para o propósito dessas explicações, seria de pequeno valor entrar nos detalhes das disputas no congresso de Praga; no devido tempo, teremos oportunidade de tocar em algumas ideias. O resultado líquido dessa discussão filosófica, em qualquer caso, consiste não em soluções positivas de um tipo particular, mas, ao contrário, precisamente na ausência de perspectivas amplas e consistentes de qualquer tipo. Mesmo deslocar o tema principal para o campo da doutrina moderna do Estado, debatendo apaixonadamente o problema, “a crise da democracia”, não poderia obscurecer essa impressão, mas apenas fortalecê-la ainda mais. O resultado talvez encontre sua melhor expressão na palestra que o filósofo Edmund Husserl proferiu no congresso, em que argumentou que a filosofia hoje está em perigo de extinção.

Ceticismo, horizontes de obscuridade (Unklarheitshorizonte) e desunião da disciplina filosófica são indícios disso, disse ele. Os poucos filósofos ainda genuínos estão unidos apenas em seu ethos. A questão do que realmente é (die Frage nach dem Seienden) deve ser colocada radicalmente de novo. Só então, concluiu Husserl, a filosofia será capaz de se reunir novamente na criação comunitária.

Com isso, o fórum internacional de filósofos foi contado por alguém de suas próprias fileiras ao que a consciência filosófica de nossa época está realmente direcionando: a questão do que realmente é deve ser colocada radicalmente de novo em uma época em que a mente atualmente enfrenta uma configuração fundamentalmente nova de vida social. Vivemos hoje na intersecção de duas épocas, cuja mudança e transição foram desencadeadas pela Guerra Mundial e pelas revoluções socialistas e nacionalistas em seu rastro.

É surpreendente, ou não é totalmente natural, que esta transição, em que o velho desmorona e o novo ainda não está pronto, precipite também uma reavaliação intelectual, uma crise da mente e do pensamento filosófico como o vemos hoje? Para nós, essa crise só justificaria um ceticismo se nos sentíssemos acorrentados à queda do que foi. Mas o fato de que hoje em todo o mundo o velho ainda luta com o novo não nos absolve, em quem o novo já tomou forma, da necessidade de levá-lo adiante também intelectualmente, como porta-estandartes de uma nova era.

Se a imagem intelectual do mundo como a maioria dos filósofos do passado a viu e investigou é reduzida a um ponto de partida compartilhado por todos, a um denominador comum, foi o individualismo, ao qual quase todos estavam sujeitos em seu pensamento. “O homem é a medida de todas as coisas.” O homem como “unidade de mente e matéria”, como “unidade de sujeito e objeto”, como “o início e o fim de toda filosofia”. O indivíduo era para a filosofia de todas as idades o ponto de referência de todo o conhecimento. O único indiscutível, o polo estacionário em meio à fuga dos fenômenos – a menos que uma maneira mais fácil de pensar preferisse também dissolver esse resíduo terrestre difícil de suportar no éter de um princípio exclusivo.

O individualismo era, para colocá-lo na terminologia de Kant, a categoria do pensamento filosófico em geral. O que poderia ser mais óbvio do que o fato de que a crise do individualismo que vivemos hoje deve ser também a crise da filosofia individualista! E como a própria vida se orienta de novo, para a frente do culto do indivíduo e adiante para a comunidade, o mesmo deve ser esperado da vida intelectual em geral e da filosofia em particular, se é suposto que ela adquira uma nova vida. Essa não é uma afirmação barata, mas uma referência à situação fundamental.

O pensamento individualista procede da consciência individual como o único fato dado e o torna soberano sobre o mundo. Com essa soberania do espírito individualista sobre o mundo, a filosofia recebe uma arena praticamente ilimitada para a especulação metafísica. Chegar ao conhecimento do mundo por meio da filosofia: uma perspectiva atraente que sempre atraiu e sempre atrairá as melhores mentes. Mas toda filosofia individualista termina –como a história nos mostra – em coisas improváveis. Não pode compreender o que é precisamente a totalidade da vida; somente onde o individualismo estabelece suposições e limites para o conhecimento é que ele chega a cognições práticas e positivas. Para o individualismo, a identidade do sujeito com o objeto, como na consciência de si mesmo, vem à luz no autoconhecimento do indivíduo, a última coisa inexplicável. Essa unidade do conhecedor com o conhecido, que não pode ser rastreada mais adiante, permanece para o individualismo o milagre, o “nó do mundo”, como até mesmo um Schopenhauer deve confessar.

E a engenhosa teoria individualista do conhecimento de Kant, que limita o mundo das experiências às ideias, termina no postulado da razão prática (praktische Vernunft) – na lei moral da comunidade. Filosofia individualista, que foi elaborada a fim de chegar a conhecimento final do mundo, assim, no final de sua jornada, vê se confronta com a comunidade e encontra suas cognições práticas pela primeira vez onde o pensamento universal começa. Com isso chegamos a um ponto crucial em nossas observações.

  • O desenvolvimento do pensamento comunitário

O pensamento individualista subjacente é a premissa, levada a ser autovidente, que aquele homem é uma essência individual (Einzelwesen). Esta premissa – ainda que ela possa até mesmo estar enraizada na concepção universal – é falsa e baseada em um erro catastrófico no pensamento. O homem nos confronta no mundo não como essência individual, mas como membro de uma comunidade.

O homem está em todas as suas ações em uma essência coletiva (Kollektivwesen), e é totalmente impensável, exceto dessa maneira. Homem por definição, portanto, vive em comunidade com os outros; Sua vida só se realiza na comunidade. A comunidade é um conceito ao qual toda a história da humanidade é subordinada; é a forma em que a vida humana executa seu curso do berço ao túmulo, sem o qual seria impensável.

Os feitos reais que encontramos no mundo não são homens individuais, mas raças, povos e nações. O homem como indivíduo pode ser um objeto de pesquisa para as ciências naturais (Naturwissenschaften). Mas nas humanidades (Geisteswissenschaften) ele é um objeto de cognição apenas como membro de uma comunidade, em que sua vida tem um efeito e utilmente (Praktisch) administra seu curso.

As humanidades, e especialmente a filosofia em sua colocação epistemológica, devem ter em conta esse fato fundamental, se quiserem afirmar sua posição proeminente na vida intelectual da nação alemã, e para manter uma conexão viva e frutífera com sua evolução. O pensamento universalista, o pensamento consciente da comunidade, deve tomar o lugar do pensamento individualista; e o universalista – ou se alguém desejar, a imagem orgânica do mundo deve tomar o lugar da imagem mecânica do mundo.

Eu gostaria de enfatizar antecipadamente que o termo universalista, que continuarei a usar, não é idêntico ao guarda-chuva vazio, da sociedade humana ou da humanidade, mas em vez disso, esse universalismo aqui é o oposto terminológico do individualismo. O termo universalista representa um conceito que é atualizado não em “sociedade” (Gesellschaft), mas em “comunidade” (Gemeinschaft) [2]. O fato de que o pensamento individualista tenha desgastado o termo universalista para seus próprios propósitos não me impedirá de restaurá-lo ao seu significado real.

Vamos ver mais tarde como a tremenda ociosidade ideológica e revolucionária de nossos dias aponta em relação a uma nova postura de pensamento que é fundada sobre a consciência da comunidade como um fato, finalmente enraizado em biologia.

Agora, a consciência científica de quão fortemente o indivíduo é ligado a um todo (Gesamtheit) não é em si uma nova descoberta que eu poderia reivindicar por mim mesmo. O modo de interpretação social ou “gesellschaftlich” tem sido um dos problemas mais fundamentais, mas também mais controversos em muitas de nossas ciências individuais (Einzelwissenschaften). Na “concepção universalista do Estado”, como por exemplo, a Nothmar Spann ensina, na ciência da lei, na economia política, na psicologia social, e assim por diante, produziu resultados por décadas, mas sem qualquer conexão interior com a Universalistic – Pensamento orgânico baseado em raça e biologia. Na sociologia, que já estabeleceu, a crescente importância, o crescente interesse científico nos problemas da sociedade congelados, como é bem conhecido, em uma ciência especial.

O quanto esse problema e a consciência instintiva de sua importância têm ocupado mentes, pode-se ver a partir da disputa científica de décadas sobre a determinação do objeto da sociologia como uma ciência em seu próprio direito. Uma facção proclamou que todas as ciências dos assuntos humanos eram apenas partes de uma ciência abrangente da sociedade; tudo o que não era ciência natural, diziam eles, deveria ser alojado nesta nova ciência, a “sociologia”. Outros, ao contrário, limitaram a área de conhecimento da sociologia às formas da sociedade humana, enquanto o restante negou inteiramente à sociologia o direito de ser uma ciência, e queriam que fosse considerado apenas como um método de pesquisa científico-social.

Como vemos, o problema há muito é reconhecido e sentido pela ciência. Sua solução foi tentada esporadicamente e aos poucos, mas nunca radicalmente e completamente concluída para o pensamento epistemológico. Embora a distinção fundamental entre comunidade e sociedade tenha sido esclarecida para a ciência por Tönnies [3], foi Eucken [4] quem lançou a base nocional para ela, mas sem que a ciência reconhecesse a inutilidade do conceito de sociedade (Gesellschaft) por seu trabalho de base. Aqui, a cosmovisão NS é chamada a realizar o avanço científico e a elevar o pensamento universalista e consciente da comunidade, finalmente, ao trono do verdadeiro conhecimento nas humanidades, a que tem direito.

As bases científicas de tal fundamento universalista para o pensamento filosófico, sobre o qual pode ocorrer uma nova construção no espírito de nossa época, está presente há muito tempo. Eu nomeio aqui o filósofo Johannes Rehmke [5], que, em suas obras Philosophie als Grundwissenschaft e Grundlegung der Ethik als Wissenschaft, contesta com uma argumentação convincente e fortemente científica, mas também com toda a precisão, a visão errônea de que o homem é uma essência individual. Em sua doutrina das regras de vida da comunidade, ele criou munição valiosa para uma filosofia de orientação universal. “Todo homem é de fato individual, mas não uma essência individual“, diz Rehmke.

Sabemos que no mundo, sem exceção, o que realmente tem um efeito (das Eigentlich-Wirkende) é universal” e, além disso, “Na ciência, o homem, a essência individual, como um tipo, deve ser colocada na raiz de todo mal . Os atos de sonhar e poetizar em filosofia devem acabar. Os fatos são tudo o que importa, mesmo na filosofia.” Comunidades, raças, povos e nações, como realidades históricas e materiais, são fatos absolutos que não podem ser mais reduzidos.

E gostaria também de citar aqui um pensador que infelizmente nos deixou cedo demais, o jovem filósofo Paul Krannhals [6], falecido há poucos meses em Munique. É para mim um dever de honra apresentar ao público em geral este homem que nos anos de sua atividade criativa esteve tão intimamente ligado a nós, NS’s, e dar um lugar para seu trabalho no lançamento filosófico do NS. Seu livro publicado em Munique em 1928, Das Organische Weltbild, gostaria de designar como a primeira tentativa corretamente imaginada de uma perspectiva NS para esclarecer cientificamente e apresentar a concepção orgânica ou universalista do mundo como aquela que se conforma internamente nosso modo de vida alemão. “O indivíduo como tal“, como também diz Krannhals, “não tem o direito nem o dever de existir, uma vez que todo direito e todo dever derivam primeiro da comunidade.” Ele exige o pensamento orgânico como uma expressão do retorno do despertar da alma alemã à plena consciência (Wiederbesinnung) de si mesma. Não é na orientação racional para o mundo que ele vê o âmago da essência alemã, mas precisamente na compreensão não racional dessa alma (Erfassung) na experiência. O instinto e a intuição tornam-se aqui poderes ativos de cognição. “O retorno filosófico à atenção plena do nosso presente  é o retorno à atenção plena da totalidade de nossa alma. Seu objetivo é o governo da alma hereditariamente distinta de nossa espécie (Gattungsseele),” o que Rosenberg chama de alma-raça (Rassenseele). Como Krannhals atribui o lugar crucial entre os poderes do espírito de nosso povo ao poder criativo de nossa alma – tipo (Seelentum), da nossa alma popular (Volksseele) que é a raiz de nossa cultura, então ele exige educação para a consciência comunitária e o desenvolvimento de todos os poderes da alma para isso.

O tipo de alma nórdico criativo deixou sua impressão em um série de culturas e o farão também no futuro.” “É mérito inestimável das nossas grandes obras de arte que elas nos façam experimentar mais profundamente a conexão interna de todas as gerações de nossas linhagens entre si e com o solo de nossa pátria.” O tipo de consciência, por outro lado, adquirido no acúmulo gradual de qualidades hereditárias, só pode ser preservado “se a base sanguínea do caráter étnico, sua raiz biológica, permanecer vigorosa“. Krannhals faz a tentativa, magnífica na concepção, de uma organização nacional do conhecimento (Wissen), de modo que também o conhecimento esteja organicamente conectado à vida e entre no processo da vida.

Ele coloca a questão:

“Como devemos organizar o conhecimento para que sua manutenção e promoção correspondam aos aspectos materiais e ideais do povo como um todo, de modo que o desdobramento de todas as suas características no mais alto grau possa prestar o maior serviço possível para as pessoas?”

Vemos por essas poucas dicas como aqui um jovem filósofo de nosso povo, a quem a Universidade de Marburg concedeu um doutorado honoris causa apenas algumas semanas antes de sua morte, compreendeu científica e filosoficamente o conteúdo essencial da visão de mundo NS e o transformou na fundação de uma imagem orgânica universalista do mundo que faça jus ao espírito de nossa época. Não é um sistema completo e não queria sê-lo, mas é um começo e mostra a tarefa que devemos construir.

Essa construção orgânica de ideias (Gedankenbau) em uma imagem NS do mundo origina-se da mentalidade (Geisteshaltung) dos melhores filósofos da nossa língua , cujo tipo de alma de nosso povo não poderia ser sufocado pelo pensamento racional e individualista.

Em Colônia, por volta de 1300, o prior dominicano Meister Eckhart, o filósofo por nós chamado de descobridor de nossa alma (Seele), ensinou sobre o ardor desta alma (Gemüt), sobre o “pilar da alma” e sobre a “vontade que é capaz de todas as coisas. ” A lei moral de Kant: “Aja de forma que a máxima de sua vontade seja sempre aplicável simultaneamente como o princípio de uma legislação universal“, é uma formulação quase clássica da ética NS.

O filósofo Fichte é pregador e profeta da nação. Ele exige que a situação científica seja entendida não de acordo com a letra, mas de acordo com o espírito, que deve abranger todo o homem. Seu princípio, “Não quero apenas pensar; quero agir“, resume o espírito do Nosso Sistema. Sua exigência de que o estado organize o trabalho para que todos possam viver de seu próprio trabalho, como ele exige em Der Geschlossene Handelsstaat, é um NS prático no melhor sentido.

Tudo isso não é individualismo, nem liberalismo, mas sim pensamento universalista e orgânico em conformidade com a visão de mundo NS, conforme A. Rosenberg o expôs em seus trabalhos em tantos campos da arte e da ciência. Somente nessa virada universal da epistemologia do individualismo para o universalismo pode a revolução das mentes ser completada também no campo da ciência. Isso porque o espírito filosófico de uma época também é sempre crucial, em última instância, para a estrutura e a sistematização dos campos particulares de pesquisa. A partir desse novo fundamento de pensamento da perspectiva da comunidade na era da revolução nacional e social, podemos acessar e articular de forma significativa o mundo da mente.

Não existe uma história mundial propriamente dita, mas apenas a história de várias raças e povos”, diz Rosenberg a respeito da ciência da história. Consequentemente, a doutrina a partir do sangue e a pesquisa sobre isto serão necessariamente um dos mais importantes campos de pesquisa do mundo científico. A concepção universalista-orgânica do estado produz seu resultado na doutrina da comunidade do povo (Volksgemeinschaft) como o fundamento essencial do estado. É da comunidade, não do indivíduo, que a ciência do direito deriva seus princípios e dogmas. A ciência do direito não considera o indivíduo, mas a comunidade social como ponto de partida. A filologia tem a missão de educar os jovens na consciência da comunidade, no pensamento da comunidade e assim por diante. Todos esses campos do conhecimento ganham assim sua unidade de uma raiz, daquela raiz subjacente ao pensamento NS e determinando sua imagem do mundo (Weltbild): da comunidade, a única esfera real da vida humana nesta Terra.

Tal novo fundamento da filosofia, entretanto, dificilmente permanece limitado aos confins do pensamento pertencente a uma nação específica, mesmo que se origine dela. É um princípio epistemológico universalmente válido, válido para todas as comunidades e aplicável a todas as nações, mesmo que sua evolução política hoje ainda não esteja madura para tal pensamento comunitário.

Pois não apenas a vida dos povos, mas também o poder humano de compreensão está sujeito a um desenvolvimento progressivo. A nossa nação está suficientemente avançada para dar esse passo pioneiro na esfera do conhecimento científico. O que importa apenas é que a cognição recém-adquirida, que hoje parece ainda impossível de ser reconhecida por um tipo diferente de pensamento, esteja correta. Acredito ter dado algumas evidências para esta correção.

Aqui crescem as novas grandes atribuições da nossa espiritualidade, não apenas internamente, mas também externamente, em relação ao mundo. Pode-se pensar que especialmente o liberalismo manteria distância do pensamento dogmaticamente rígido e, pelo menos, daria rédea solta a seus próprios princípios na esfera da mente, onde uma nova vida começa a florescer. Mas as chamadas ideias imortais do liberalismo são as ideias pelas quais os povos morrem. No entanto, no avanço das nações para se tornarem povos, que vemos já hoje um avanço na Alemanha e na Itália, proclama-se aquela grande reestruturação cultural dentro dos povos; essa reestruturação cultural destina-se não apenas a desdobrar os poderes internos das nações para o bem de todos, mas também a garantir o ordenamento das nações em relação umas às outras, por meio de um delineamento natural de suas necessidades e interesses vitais. A passagem do individualismo ao universalismo, que é o caminho do futuro, corresponde a esta evolução no direção de uma ordem dinâmica das nações, ao invés de mecânica justaposição e conflito (Neben- und Gegeneinander).

Hoje, essa virada já é mais do que um problema espiritual europeu que é exportado da Alemanha e da Itália para o resto do mundo. O fascismo italiano é semelhante à mentalidade NS (Geisteshaltung). O primeiro manifesto do Partido Fascista é apresentado com o seguinte princípio: “A nação não é a simples soma de indivíduos vivos (Individuen), mas sim um organismo que abrange uma série infinita de gerações, e as pessoas particulares (die Einzelnen) nada mais são do que elementos transitórios nele. É a síntese mais elevada de todos os ativos materiais e imateriais da nação. ” E no primeiro capítulo da Carta del Lavoro diz: “A nação italiana é um organismo, cuja finalidade, existência e meios têm precedência tanto em poder quanto em duração sobre pessoas ou grupos particulares.” Aqui o fascismo assume uma posição fundamentalmente oposta ao individualismo, mas a doutrina fascista do estado, como exposta por exemplo por Guido Bortolotto em sua obra Faschismus und Nation, não chega ao nível de uma ideia universalista espiritualmente consistente. Repudia o individualismo, sem ,entretanto, tornar o princípio universalista seu; em vez disso, tenta estabelecer entre os dois princípios um terceiro que deve ter o caráter específica e exclusivamente fascista: o princípio corporativo, o corporativismo.

A diferença para nós”, diz Bortolotto, “é que com o individualismo o indivíduo governa sobre o todo, enquanto com o universalismo o todo governa sobre o indivíduo. No meio, no entanto, está o corporativismo, em que o indivíduo e o todo existem juntos em harmonia.” Aqui na doutrina fascista do estado, como descrito pela ciência italiana, vemos, portanto, a tentativa, em qualquer caso interessante, de afirmar a comunidade, salvando o indivíduo de desaparecer na comunidade. E se essa tentativa também envolve o esforço de incluir certas inconsistências como parte do fundamento, e de legitimá-las intelectualmente, é claro que parece necessário argumentar contra isso.

O problema que nos confrontamos aqui é como a liberdade individualista é possível dentro da estrutura da conexão universalista (Gebundenheit). E o NS também pode dar uma resposta inatacável a esta questão crucial. Eu quero tentar formular esta resposta.

O pensamento universalista define a comunidade como o princípio superior, assim como o NS trata não o “indivíduo” (das “Individuum”) ou “humanidade” (die “Menschheit”), mas o povo (das Volk) como o único real, a totalidade organicamente expandida (Ganzheit). Visto que o indivíduo existe apenas por meio da comunidade, ele pode derivar sua liberdade pessoal apenas por meio da comunidade. A cosmovisão NS, portanto, consistentemente não apenas reconhece, mas na verdade exige a liberdade da personalidade – exige-a para o bem da comunidade, o que significa no interesse da comunidade e sua configuração cada vez mais completa (Gestaltung). A característica saliente crucial (Wesensmerkmal) da ideia NS é precisamente que ela induz o desdobramento das forças configuradoras e valores criativos da personalidade dentro da comunidade e os exerce em nome da comunidade. A chamada liberdade individual não é algo que seja dado ao homem pela natureza. Da natureza é dada ao homem a consciência da comunidade, a consciência do dever para com a comunidade em que nasceu. O conceito individualista  de liberdade, entretanto, quer libertar o indivíduo desse dever para com a comunidade. A nuance verbal da língua alemã (das Sprachgefühl), consequentemente, também designa tal homem rejeitando os deveres para com sua comunidade como um Individuum. “Cada ser humano é de fato algo único, mas não um indivíduo”, (“Jeder Mensch ist zwar Einziges, aber nicht Einzelwesen”), diz Rehmke. E acrescentamos: como algo único, ele é uma personalidade, e como “não-indivíduo”, ele é um camarada popular (Volksgenosse).

Assim, vemos que a liberdade natural é a liberdade da personalidade, o que significa a liberdade do homem que cria para sua comunidade. Esse conceito único e verdadeiro de liberdade foi ensinado já em Aristóteles, que atribuiu a liberdade apenas ao homem criativo. Só se pode ser criativo, no entanto, para uma comunidade. Somente aquele que está consciente de seus deveres para com a comunidade e age de acordo com isso pode ser criativo. E, portanto, o conceito de liberdade pressupõe conexão com a comunidade. Quem possui esse senso de comunidade e reconhece suas obrigações morais é livre e sente-se livre, pois sua atividade livre nunca pode ser dirigida contra as regras da comunidade, mas antes corre em harmonia com ela.

Essa harmonia da própria vontade pessoal com os deveres para com a comunidade, entretanto, não pode ser produzida à força e artificialmente por meio de um sistema corporativo inventado, como ocorre no corporativismo italiano; antes, essa harmonia resulta a priori da realidade da comunidade, se a consciência da comunidade for cultivada e mantida desperta nela. Por outro lado, quem não possui este sentido de responsabilidade para com a comunidade e não reconhece as suas obrigações morais, coloca-se fora da comunidade. O que ele chama de liberdade individual não é liberdade, mas sim desenfreio (Zügellosigkeit).

Ainda estamos muito próximos da época do pensamento individualista da qual a visão de mundo NS nos libertou, ou o indivíduo em seu pensamento ainda está muito preso a ela para ser totalmente agarrado e permeado pela necessidade interna do pensamento universalista . A mudança e transição espiritualmente revolucionária trazem tensões com ela, em que alguém ainda prisioneiro do Individuum pode, às vezes, ver sua liberdade mental ameaçada. Mas na medida em que, por meio da educação para o pensamento NS, o senso de comunidade se tornará novamente algo autoevidente e natural – e na geração jovem esse já é o caso – as naturezas problemáticas de hoje são aliviadas do desejo de lamentar a passagem de uma liberdade individual que era um erro de pensamento agora difícil de imaginar, que se tornou inútil e foi substituída pela verdadeira liberdade da personalidade dentro da imagem universalista do NS.

Vemos, portanto, que o NS pode garantir espaço e oportunidade livre de ação (Wirkungsmöglichkeit) dentro da comunidade, porque teleologicamente estabelece essa liberdade por meio da própria comunidade, portanto, necessariamente, por meio de seu próprio princípio – enquanto o corporativismo da concepção fascista do estado só pode alcançar a liberdade individualista tomando-a de volta, conforme necessário, do individualismo que inicialmente conquistou. Aqui, o NS mostra maior consistência em sua visão de mundo e um efeito profundo muito mais forte do que o Fascismo, como de fato, geralmente a permeação e abrangência das pessoas com a visão de mundo do Nosso Sistema, que deriva da experiência mais profunda da alma, tem ramificações muito mais amplas do que o fascismo italiano.

Da perspectiva assim adquirida se desencadeia também a polêmica sobre a liberdade científica e acadêmica que muitos não querem ver garantida no Estado NS. O Estado NS concede e garante esta liberdade científica por uma questão de princípio sempre que, por sua vez, cumpra também apenas os requisitos mais básicos exigidos a cada cidadão, ou seja, sempre que essa liberdade se mova dentro dos limites que a Natureza fixou para nós através de nossa vida na comunidade.

Vimos que o pensamento de orientação universal e consciente da comunidade é a categoria fundamental de toda investigação científica, à parte do tipo de investigação científica que visa estritamente a matéria e não tem relevância para a alma. Quem afirma este pensamento da consciência comunitária também poderá ensinar dentro dos seus limites, podendo, de facto, ensinar livremente e sem restrições. Quem, ao contrário, o rejeita está intelectualmente em uma rotina morta desde o início, e o Estado NS presta um serviço à humanidade se não colocar uma cadeira de professor à sua disposição. Tal doutrina, mal orientada desde o início, exclui-se da vida intelectual da nação, pois não é mais ciência, mas erro.

Eu gostaria de apresentar como um exemplo dos tempos antigos a doutrina marxista, o chamado socialismo científico que foi construído sobre a concepção materialista da história e sobre uma teoria econômica do valor cientificamente impossível, portanto, sobre os erros capitais na ciência. Hoje é quase impossível imaginar que essa doutrina, essa loucura científica que levou todo o povo à ruína, pudesse ser ensinada por décadas nas nossas universidades apenas para atender à demanda por uma liberdade acadêmica individualista e erroneamente entendida que proclama a ciência sem restrições como um objetivo em si. Na esfera da pesquisa privada, especialmente nas ciências físicas, a ciência pode ser uma meta em si mesma, mas na medida em que seus resultados são entregues ao público e oferecidos à comunidade acompanhados de um juízo de valor que são universalmente válidos, eles não podem estar em contradição com as leis da vida desta comunidade. Se o fizerem, eles provam que estão errados. O referencial epistemológico recém-adquirido pelo NS, porém, nos livra de todos esses caminhos errôneos de pensamento, pois os conquista de dentro para fora e os torna impossíveis. E, portanto, o NS é de fato o poder que também liberta a ciência, pois pode dar plena liberdade à ciência que é relevante para a vida da nação e os fundamentos do seu Ser (Sein). Dessa base universalista ou orgânica de pensamento, portanto, deve proceder também aquela nova atenção-plena filosófica (Besinnung) que pode ascender às alturas mais elevadas do espírito sem correr o risco de deixar para trás a profunda conexão com a vida e seus conteúdos práticos. Nesta esfera da vida prática, tal como nos ensina o nosso Líder, a cosmovisão NS cedeu de forma única a prova da sua correção e força configuradora.


Notas

[1] Nota do tradutor para o inglês: Aqui está a tradução de Die philosophischen Grundlagen des NS: ein Ruf zu den Waffen deutschen Geistes, do Dr. O. Dietrich, 1934. O fato de eu ter traduzido esta apresentação útil de 1934 não deve ser interpretado como um endosso de qualquer declaração feita por Dietrich após a guerra, quando ele era um prisioneiro dos poderes vitoriosos, circunstâncias em que vários homens foram pressionados a fazer declarações confirmando a propaganda de os vencedores. Pelo contrário, parte do objetivo aqui é mostrar o que Dietrich tinha dizer sobre a Nossa Doutrina quando ele era um homem livre.

[2] A distinção entre sociedade (Gesellschaft) e comunidade (Gemeinschaft) é muito importante no pensamento social alemão. Gemeinschaft, comunidade, conota um tipo de relacionamento muito mais profundo do que Gesellschaft, sociedade. Um termo NS que intensifica a distinção é Volksgemeinschaft, comunidade do povo. Um termo que intensifica a distinção no outro direção seria Aktiensgesellschaft, que significa sociedade por ações. Uma Gemeinschaft é um grupo de pessoas profundamente ligadas umas às outras, enquanto uma Gesellschaft é um grupo de pessoas unidas apenas por considerações externas e práticas, como ganhar dinheiro. É importante notar que no discurso NS, sociedade e comunidade não são termos intercambiáveis.

[3] Ferdinand Tönnies (1855-1936), famoso por diferenciar Gemeinschaft de Gesellschaft, teve grande influência na Alemanha, mas é praticamente desconhecido no mundo anglófilo. Apesar do valor seminal de seu trabalho para o pensamento NS, Tönnies foi um socialdemocrata que teve atritos com os NS – o que pode ser porque Dietrich, embora dando o devido crédito a Tönnies, não deixou de mencionar que o pensamento de Tönnies era derivado de Eucken.

[4] Rudolf Christoph Eucken (1846-1926) foi um filósofo que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1908.

[5] Johannes Rehmke (1848-1930) foi um psicólogo filosófico que escreveu muitos livros. Para sua tese de doutorado (Zurique, 1875), Rehmke escreveu um estudo crítico da teoria do inconsciente de Eduard von Hartmann, e para sua Habilitação (Berlim, 1884) escreveu um tratado intitulado Die Welt als Wahrnehmung und Begriff (O mundo como percepção e conceito) . Ele ingressou no corpo docente da Universidade de Greifswald em 1885 e tornou-se reitor da universidade em 1898, onde permaneceu até ser forçado a se aposentar em 1921.

[6] Paul Krannhals (1883-1934) tendo estudado química, desenvolveu os fundamentos de sua filosofia enquanto prisioneiro de guerra na Rússia. No período de 1920-1925 foi editor de jornal. Seu livro Das Organische Weltbild (O Retrato Orgânico do Mundo) de acordo com Dietrich foi publicado em 1928. Em 1929, Krannhals fundou com A. Rosenberg o Kampfbund für deutsche Kultur (Aliança para a Cultura Alemã) e esteve envolvido com a organização de estudantes NS. Em 1934, foi palestrante na organização de professores NS e coeditor de um periódico chamado Die Sonne. O departamento de filosofia da Philipps-Universität Marburg concedeu-lhe um doutorado honorário pouco antes de sua morte, em 1934.

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