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Claude Frédéric Bastiat em seu livro A Lei, possui o objetivo de fazer frente e se opor às medidas socialistas sendo impostas e debatidas na França após as revoluções de 1848. Frédéric então se propôs a escrever um livro para entender o que é a Lei e qual deve ser a postura do estado em relação a ela. Possuindo uma abordagem liberal diretamente contra os socialistas franceses. Hoje vemos os mesmos discursos liberais surgindo contra medidas “socialistas” acreditando que assim conseguirão realizar uma oposição direta e enfim derrotar o comunismo de uma vez por todas. Almejo esse que já existe a séculos e nunca resultou.  

Para compreender o contexto da época é necessário voltar alguns anos atrás com o auge da Revolução Francesa, que como o próprio Trotsky reconhecia, foi a primeira revolução socialista e não a revolução russa de 1917 como se acredita hoje em dia. O impacto que a revolução francesa causou no ocidente desencadeou no século 19 diversas mudanças políticas e sociais, além do rompimento com as tradições intelectuais anteriores, principalmente a cristã. Novos intelectuais racionalistas surgem então com seus novos lemas, que se tornam assim os princípios do novo mundo que eles estavam tentando incumbir, “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. 

Esses novos símbolos, totalmente ligados à maçonaria que teve um papel marcante na revolução com interesses de destruir as monarquias e substituí-las por repúblicas até conseguirem criar uma grande república universal sobre o globo. Difundem então as novas doutrinas que seriam assim implementadas na sociedade ocidental, que mascaradas como palavras inofensivas, levarão mais tarde ao declínio civilizacional do ocidente.

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Liberdade, Igualdade e Fraternidade, podem ser compreendidos também como “Liberalismo”, “Comunismo” e “Globalismo”, já que ordenadas elas explicitamente condizem com os planos maçônicos da criação da grande república. Esse plano é exposto pelo Padre Antônio Miranda em seu livro O segredo da Maçonaria, que também demonstra as ideias anticristãs preservadas pela maçonaria, com o objetivo de  substituir a doutrina cristã por outra criada pelo próprio homem. 

Um dos aspectos da modernidade, é a substituição das doutrinas religiosas pelas doutrinas ou ideologias humanas, que, em seu livro Lightning and the Sun, a filósofa Savitri Devi apresenta como sendo um declínio moral da humanidade. Comentando que durante a idade média os homens se sacrificavam por suas doutrinas religiosas que para eles representavam um absoluto divino, e nos tempos modernos essa busca decai para influências políticas meramente temporais, possuindo valores somente humanos e não transcendentes.

As ideologias assim surgem a partir do mundo moderno, com as novas concepções filosóficas e novas maneiras de encarar o mundo, sendo a principal e mais influente delas o Liberalismo. Principal responsável pela secularização da sociedade, entregando um novo Deus ao homem, o dinheiro e o lucro, surgindo assim o Capitalismo Moderno, que abandona a noção de ser apenas um sistema econômico de trocas e passou a proferir um sistema baseado somente no lucro e egoísmo individualista, este condenado pela própria Igreja Católica. É justamente essa nova mentalidade anti social que  causará um clima de instabilidade social que a europa já não via há um milênio graças ao sistema feudal, que hoje é visto com muito preconceito. Essa visão negativa a respeito do feudalismo foi criada justamente pelos próprios liberais e foi aderida também por pensadores comunistas como karl Marx que mesmo rejeitando o capitalismo entendia ele como sendo uma evolução em relação aos sistemas econômicos/sociais  anteriores, assim como o socialismo seria então o próximo estágio, possibilitando então finalmente chegar ao almejável e utópico comunismo. Muitos revisionistas do período medieval já começaram a compreender que o senso comum a respeito da “Idade das Trevas” foi muito deturpado e consideram até mesmo abandonar esse termo para abordar o período com maior precisão. Mas Marx estava certo, o Socialismo substituiria o liberalismo inevitavelmente.

“O liberalismo preparou o caminho ao Comunismo. ~Papa Pio XI”

O liberalismo e o comunismo não são opositores e nunca foram. Julius Evola escreveu uma vez: “Nada é mais evidente de que o capitalismo moderno é tão subversivo quanto o marxismo. A visão materialista da vida no qual ambos sistemas se baseiam é idêntica; ambos dos seus ideias qualitativamente são idênticos, entrelaçados nas premissas conectadas em um mundo que no seu centro está constituído de tecnologia, ciência, produção, “produtividade”, e “consumo”. Enquanto nós falarmos somente sobre classes econômicas, lucro, salários e produção; e enquanto nós acreditarmos que o real progresso da humanidade é determinado a partir de um sistema de distribuição de riquezas e bens, o progresso humano é medido por nível de riquezas ou indigência- Então nós não estamos nem perto do que realmente é essencial.”  

Voltemos agora para o livro de Frédéric Bastiat, o A Lei faz uma oposição direta aos socialistas com uma abordagem liberal. Ele começa o livro delimitando o que é a lei e para que ela serve, mas primeiro ele conclui que o direito de propriedade é garantido por uma vontade divina, sendo essa Deus, então conclui que as leis são criadas para com que o estado possa proteger os seus cidadãos e garantir assim os direitos de propriedade do mesmo. A partir quando o Estado começa a violar a propriedade dos cidadãos com taxações absurdas e políticas de distribuição ala socialistas, ele começa a ir contra o própria proposta principal que o originou em um primeiro momento, e com isso gera instabilidade tanto econômica quanto social, e essa crise então leva sempre a uma miséria, morte e instaginidade de uma sociedade. E para o autor a única maneira de impedir a tirania socialista que tende a crescer, pode ser somente a liberdade. liberdade essa proposta pelos liberais. 

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Quem lê o livro, principalmente nos dias de hoje, encontra nele uma incoerência enorme. Ele fala que a lei surge para defender as liberdades e propriedades privadas e individuais. Fora disso, a lei se torna um mecanismo de roubo e controle indo contra sua própria função. Defendendo que a lei resumidamente é e deve garantir a JUSTIÇA, porém, a lei por si só surge para limitar as liberdades de alguém, dentro da mesma lógica proposta pelo autor. A lei limita a liberdade de alguém de poder agredir a liberdade de outro. Então se a lei surge justamente para limitar o mal uso da liberdade ela não pode ao mesmo tempo ser somente um mecanismo para garantir a liberdade dos indivíduos, ela acaba se tornando uma ferramenta de ordem social. Justiça? Sim continua sendo, mas para fazer justiça é necessário privar maus indivíduos de suas liberdades, assim que surge a ideia do encarceramento.

E a lei assim como o estado surgem para fazer justamente isso. Carl Schmitt, jurista e filósofo político, sendo um dos maiores opositores do liberalismo no século passado, apresenta que o liberalismo é incapaz de defender uma sociedade porque lhe faltam certas características essenciais,  sendo essas o decisionismo, a soberania e a própria politização. A era da despolitização apresentada por Schmitt se trata justamente da tolerância presente no liberalismo, de aceitar todas as ideias como iguais e deixá-las competir dentro do conceito liberal de democracia. Político para schmitt é o conflito entre duas forças políticas que podem ser definidas como Amigo e inimigo, ao se enfrentarem cada uma delas devem visar eliminar a sua antagônica e subir na escala de poder até conseguir pela força eliminar os competidores políticos, Schmitt acredita que assim se pode futuramente então alcançar alguma unidade política nacional sob a mesma ideia. Schmitt se opõe à secularização do estado e da sociedade,  defendendo um sistema Autoritário que então sim tenha a capacidade de atuar de maneira decisiva em aspectos totais da sociedade para garantir então os interesses do povo, algo que não é possível dentro de um modelo parlamentarista. sendo influenciado pelo catolicismo defende um sistema como o da idade média, mas justamente pelo seu realismo político ele reconhece que o pensamento reacionário de retornar para eras distantes não é funcional, então promove a ideia de que o sistema ditatorial é o que deve ser adotado para futuramente impedir os males do liberalismo e suas consequências.

O movimento comunista possui interesses de suprimir seus adversários até ganhar poder absoluto do estado e conseguir realizar sua revolução do proletariado. E por esse motivo que o Liberalismo jamais vai derrotar o comunismo, pois carece dessa disputa política direta, sempre tolerando aqueles que não podem ser tolerados. 

Uma das primeiras a se opor tanto ao liberalismo quanto o comunismo, entendendo que ambos são males de dois lados da mesma moeda foi justamente a Igreja Católica, com a encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII. Em seu artigo “A Resposta Corporativista” Kerry Bolton escreve: “A doutrina social católica foi a outra corrente primária que contribuiu para a nova síntese. Esta foi particularmente formulada para os tempos modernos pelas encíclicas papais de Leão XIII e Pio XI. Significativamente, estes Papas abordaram as mesmas preocupações sobre materialismo, egoísmo, liberalismo e industrialismo que diziam respeito à direita e aos elementos heréticos da esquerda. Eles viram esses fatores como criando conflitos de classe e entregando as classes trabalhadoras nas mãos do marxismo ateu. A encíclica de Leão, Rerum Novarum, foi sucintamente sub intitulada “Direitos e Deveres do Capital e do Trabalho”, tornando claras as intenções corporativistas.”

O Corporativismo surge então como uma resposta tanto para o Liberalismo quanto para o Marxismo. Sendo o único modelo que conseguiu se livrar do marxismo enquanto estava em vigência e também substituindo o liberalismo corrigindo todas as suas falhas. Mas não conseguindo competir com as forças do liberalismo ocidental e nem com as forças comunistas orientais, o sistema corporativista foi derrotado e enterrado.

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O que nos restou? O liberalismo falhou não só em implementar uma sociedade ideal e livre como ele pretendia, mas também falhou em derrotar ideologias piores que ele. O que tivemos após a segunda guerra mundial foi a total vitória do comunismo. Com seus ideais deturpados agora desenvolvidos pela escola de Frankfurt chegando ao ocidente.

Voltemos então aos lemas “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Todos esses sendo ideais maçônicos e representando uma ideologia como apresentado anteriormente. O liberalismo já cumpriu o seu papel no ocidente, enfraquecendo todas as culturas e instituições políticas participando também na humanização e secularização em sua doutrina, e, como o Papa Pio XI afirma cirurgicamente, “abrindo as portas para o comunismo”, esse representado pelo lema “Igualdade”.

 O Comunismo através da URSS e de países subordinados a eles como Cuba já fizeram o estrago no mundo que deveriam, seus papéis no grande jogo globalista. Como Nossa Senhora de Fátima profetizou “A Rússia espalhará seus erros pelo mundo…”. A Guerra Fria sendo o conflito mais artificial da história com dois países que supostamente seriam antagônicos na realidade trabalhando entre si para implementar assim o globalismo, chegamos então no terceiro e último lema, Fraternidade. 

O globalismo se compõe com o que restou de útil das últimas duas doutrinas maçônicas internacionalistas, Liberalismo e Comunismo. E é por esse motivo que ambos movimentos e partidos acabam sempre por apoiar medidas globalistas. A finalidade do globalismo é a criação de um governo totalitário global e para isso eles utilizam-se dos meios capitalistas com a ajuda de meios estatais para adquirir monopólios, aumentar seu poder e influência assim como manipular as instituições políticas, educacionais e de comunicação. Tanto o liberalismo quanto o comunismo já realizaram seus papéis históricos, agora só resta o último lema maçônico a ser alcançado, então finalmente depois de séculos eles terão alcançado o seu primordial objetivo. E para que isso aconteça é necessário a destruição da soberania nacional de todos os países, e são poucos aqueles que ainda resistem.

E mesmo assim ainda vemos movimentos neoliberais que acreditam que estão fazendo oposição direta ao socialismo. Como a frase citada acima de Julius Evola, liberais por tratarem somente a partir de uma visão materialista do mundo, a partir de pautas econômicas e acreditarem que é isso que vai solucionar todos os problemas da sociedade, acabam por serem idiotas úteis do sistema, cegos pelos próprios fetiches de liberdade incapazes de compreender a contextualização histórica na qual a ideologia deles surge e com quais objetivos e consequências.


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By Nick Clark

Universitário no curso de História, apresenta trabalhos e contribuições de diversos autores com textos focados na temática histórica política e revisionista histórica.

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