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woman in black and white dress standing on green grass field

Teoricamente não existe motivo para haver interesse em doutrinas de resgate de um passado mais elevado senão pela afinidade com o modo de ser próprio de nosso povo. Um movimento de resgate e manutenção desse modo de vida surge no século XX, dentro do conhecimento de que a manifestação cultural parte da essência original sanguínea que nada mais é do que o reflexo da raiz espiritual.

É uma autoprofanação, uma redução drástica do próprio ser, a adesão ao modo de vida artificial imposto pelo globalismo. Há aqueles que dizem lutar contra ele, quando na prática estão escancaradamente imersos no estilo de vida estadunidense, ou melhor, dizendo, bestializado, proveniente da subcultura que subliminarmente diz que “quanto mais bobo melhor” ou “quanto mais disfuncional melhor”. Surgem as determinações para a coletividade, dizendo onde e como deve ser gasto o tempo, mostrando como maiores objetos de satisfação as atividades inúteis, que desperdiçam o tempo, não possuem serventia alguma, senão para o adiantamento ilusório da morte em alguns dias ou horas.

Ensinaram-nos a não apreciar nosso modo de vida, nossa música, nossa arte, nossos bons modos e bom comportamento, nossa vestimenta e nossa cultura de forma geral. Economicamente não é mais apreciado o estilo de sobrevivência baseado no trabalho útil à sociedade e em última instância nos colocaram completamente distantes de nossa harmonia com a natureza.

Não se reconhece mais os nossos Deuses e as conexões com eles estão inibidas.

Nenhum dos nossos deveria, de maneira alguma, aderir ao jeito contemporâneo de ser. O jeito contemporâneo não faz parte de nossas manifestações naturais, não passa de uma miscelânea de resquícios de manifestações anímicas, mentais e espirituais diversas, ou seja, culturais, que nos afasta do contato com nossa própria essência. Aderir a um comportamento coletivo imposto através de uma assimilação forçada desde o berço, só serve para aceitação “social” em uma pseudosociedade que passa longe de ser nação. Não há benefícios reais em formar grupos onde águias aceitam peixes e cavalos como seus companheiros. Antes só, em contato com a própria essência, ou melhor, ainda, apenas entre os próprios, do que fazendo parte de um conglomerado desconexo unido por comportamentos nivelados a partir daquele que menos atingiu suas potencialidades naturais.

A desigualdade existe no universo justamente porque depende do quanto um ser vivo foi capaz de atingir as próprias potencialidades em cada ponto de sua existência espiritual.

As potencialidades de todos os seres vivos são grandiosas, a diferença é que nós enquanto humanos, deveríamos ter mais chances de atingi-las, já que somos racionais. Porém, diante de uma racionalidade reduzida ao homo economicus e às mediocridades da subcultura mundial, estariam os animais e as plantas – que só atingem suas potencialidades através do cumprimento da própria vida e, das funções instintivas – mais próximos de atingir as máximas potências do que nós mesmos?

É evidente que o humano primitivo que agia mais por instintos do que pela razão pouco desenvolvida em tal ponto de sua existência, fazia escolhas mais acertadas do que nós, hoje. Buscava a sobrevivência através da natureza, a cada dia desenvolvia mais sua inteligência e criava a técnica para que ela estive ao seu favor; hoje o espécime degradado humano busca o suicídio e é escravo da técnica.

É triste observar o quão patético é o patamar que o humano da atualidade se encontra; enquanto o homem primitivo buscava criar espécies de vestimentas para se aquecer e se manter vivo e o homem do passado mais recente aprimorou tal busca pensando na elegância e na agradabilidade de suas vestimentas, usando-as como parte intrínseca de um código de conduta nacional, o humano moderno decai, utilizando uma moda extremamente burra, desconfortável e disfuncional que nem sempre cumpre seu requisito prévio de aquecimento e muito menos a elegância. É o vestir-se com calças que não param na cintura, roupas maiores do que o corpo, acessórios que beiram o ridículo e conotam vulgaridade. Nem mesmo entre os animais se encontraria tamanha extravagância antiestética.

A miscelânea cultural importada dos Estados Unidos nos presenteou com hábitos imbecis de autodestruição, como a má alimentação, os vícios, o sedentarismo, a ideia de que quanto mais fácil melhor ou quanto mais satisfatório aos sentidos, melhor, com a péssima vestimenta, as gírias ao falar e isto nada mais é do que claramente a imposição da ideia de que devemos ser idiotas, burros e inferiores.

Aderimos, e então invertemos os papéis. Nós não trabalhamos pra sobreviver, muito pelo contrário, prioriza-se o trabalho e muitas vezes, deixa-se de comer, pois o tempo corrido do trabalho não permite a alimentação, quem dirá o sono! Em contrapartida desperdiçam-se horas a fio na frente de uma tela, vendo vídeos, filmes e séries, buscando o riso constante. Já não se possui uma hora completa para cozinhar, mas todas às 48 horas de um fim de semana pra buscar satisfações mentais e físicas baratas e ilusórias, estão disponíveis.

Poderíamos ser inventores, construtores, políticos, filósofos ou semideuses, se assim quiséssemos. Mas tornou-se preferível o triste hábito de desfazer-se das próprias aspirações para tornar-se aceito em um grande grupo de imbecis.

Aquele que aderiu ao estilo “jackass” de ser, ou aquele, que ao tentar não ser imbecil, aderiu tristemente ao “pai de família estadunidense” que trabalha a semana toda e no final de semana assiste programas de TV, poderia, por acaso, considerar-se antissistema? Dissidente? Aqueles que se reduziram a meros sacos de risadas e precisam fazer um esforço quase sobre-humano pra entender duas páginas de um livro antigo, ou melhor, dizendo, só entendem vídeos e memes, ou as mulheres que dizem optar por um tradicionalismo, mas agem como toda prostituta americana é dissidente de que?

Certos ideais e doutrinas são para aqueles que reconhecem as próprias potencialidades sanguíneas e espirituais, não são compatíveis com a ralé amoral que o mundo moderno criou.  Lutar contra o globalismo também exige lutar contra os comportamentos inferiores que nos foram impostos.

É uma questão de sobrevivência resgatar o gosto pela busca do autoaprimoramento, o querer igualar-se aos Deuses. Já somos pequenos o suficiente enquanto humanos, não precisamos descer abaixo do nível animal aderindo a comportamentos burros que buscam nossa própria morte.

Não propagar tais comportamentos, buscar a grandiosidade, ser aquilo que orgulharia nossos ancestrais é parte primordial da luta. Viver e incorporar o ideal que acreditamos é o primeiro passo para a aniquilação do rastejante mundo moderno.

Christa Savitri

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