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O movimento antifascista hoje já é visto como apenas um braço político dos movimentos de esquerda, muitas vezes acusado de ser uma militância extremista que age através do terror para atacar e suprimir seus adversários, o próprio ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump considerou os ANTIFA como uma organização terrorista. Para eles qualquer oposição é automaticamente tachada de fascista para denegrir a imagem e credibilidade daqueles que ousam discordar do pensamento progressista liberal-socialista impregnado na nossa sociedade. Essa estratégia foi adotada e hoje faz parte da cultura do politicamente correto e da mais recente “cultura do cancelamento”, tornando-se o novo método de controle da liberdade de expressão. George Orwell em seu livro distópico 1984 apresenta uma sociedade futurista dominada por um governo totalitário que controla todos os aspectos sociais de seus indivíduos, principalmente o que pensam, existindo uma forte censura a livros ou informações proibidas pelo estado. Na época que Orwell escreveu seu livro, era o auge do governo soviético Russo e dos regimes autoritários fascistas, esse contexto histórico serviu como influência para sua obra, porém jamais imaginava que a sociedade neoliberal que viria a surgir seria tão totalitária, opressora e controladora quanto as ditaduras do século XX.

O poder que o governo dos Estados Unidos possui, não só sobre seu território nacional mas principalmente em sua influência internacional é algo que a União Soviética jamais sonhou em ter. Ambos regimes são totalitários, com a única diferença sendo os meios de dominação. A URSS empunhava seu poder com base na força bruta militarista de seu regime, já o governo americano consegue um domínio muito mais eficiente com base na propaganda manipulativa de seus meios de comunicação, sem precisar custear as suas forças armadas. A doutrinação mundial imposta pela mídia ocidental atingiu seu apogeu, não conseguimos mais fugir dela, não existem mais fontes livres de qualquer manipulação, a narrativa mainstream está totalmente corrompida. A consequência foi uma geração de zumbis, escravos do sistema, que não conseguem conceber que não pensam por si próprios, nem percebem que se tornaram apenas engrenagens substituíveis.

Os justiceiros sociais e antifascistas não percebem que apesar de quererem ser contra o sistema, estão a serviço dele. A lavagem cerebral sofrida por eles os fazem de marionetes perfeitas para que as elites continuem a puxar a sua agenda globalista, atacando todos seus opositores sem precisar de nenhuma ordem direta. Mas não é de hoje que o movimento antifascista é um braço das elites, desde o seu surgimento no início do século XX ele vem servindo como uma arma dos poderosos.

A Partir da década de 20 do século passado, o movimento fascista se tornou proeminente em toda a Europa, ganhando notoriedade com o governo de Benito Mussolini na Itália, que apesar de ter sido o fundador da doutrina fascista a sua herança ideológica se antecede na França, com a Ação Francesa na virada do século com Charles Maurras. Muitos poderiam afirmar que o sentimento fascista iniciou-se com Maurras, porém como nos explica o Historiador Ernst Nolte, o movimento francês teve pouca influência direta sobre Mussolini e seus ideais, da mesma maneira que o Fascismo teve influências indiretas sobre a Alemanha Nazista de Hitler. O Fascismo em sua realidade foi uma resposta espontânea dada a uma crise do sistema democrático liberal e a ameaça bolchevique iminente. Hoje somente o termo fascismo causa espanto, mas para a realidade dos anos 30 era a única alternativa para os países que queriam manter sua soberania em relação ao internacionalismo marxista e ao capital internacional bancário. A “nova doutrina” assolou a Europa, e regimes fascistas tomaram conta da Itália, Espanha, Alemanha e Portugal; e com a guerra vários dos estados dominados ganharam seus próprios governos autoritários, como Roménia, Holanda, França, Bélgica, etc. É mais fácil citar os países que permaneceram democráticos durante esse período.

Juntamente com o fascismo, surge em contraposição o movimento antifascista sob pretestos de lutar pela liberdade e democracia no mundo civilizado moderno, porém por trás das aparências o antifascismo trabalhava de mãos dadas com a internacional comunista. Onde mais ganhou popularidade seria na Alemanha contra o partido nazista, já que caso uma vitória de Hitler os planos de Stalin de invadir a Europa seriam impedidos. A Alemanha serviria como ponta de lança para os soviéticos invadirem os demais países ocidentais, e após a guerra, com a quase destruição do regime soviético pelo exército alemão e as Waffen-SS, Stalin jamais conseguiu colocar adiante suas ambições imperialistas sobre o mundo Europeu. O movimento antifascista era uma maneira de lutar pelos interesses comunistas de dentro da Europa de maneira indireta, neutra, enganando pessoas que acreditavam estar lutando apenas pela liberdade. Segundo um artigo do The Epoch Times “O grupo promoveu a ditadura comunista na Alemanha em nome da União Soviética e rotulou todas as ideologias, exceto o comunismo, como ‘fascismo’”, não muito diferente do que fazem nos dias de hoje.

Mas não só na Europa o fascismo ganhou forças, nas américas ele também teve a sua vez. No Brasil com o surgimento da Ação Integralista Brasileira (AIB), de Plínio Salgado, que segundo Gustavo Barroso, um dos principais ideólogos do movimento, “O movimento Integralista… é um como o fascismo, adaptado à realidade brasileira”. Assim como o regime de Getúlio Vargas que mesmo não sendo um fascista, direcionou o Brasil para uma aliança com as forças do eixo. As “tendências fascistas” de Vargas fazia com que seus adversários o denominassem como um, e com isso surge a oposição antifascista brasileira, a Aliança Nacional Libertadora (ANL).

A ANL desde seu início teve apoio e incentivo do movimento comunista, principalmente depois que Luís Carlos Prestes em 5 de julho de 1935, meses depois da sua criação, escreveu um manifesto em apoio à ANL contra o “fascismo” de Vargas, além de atacar diretamente os Integralistas. Como Francisco Viana relata, a ANL não era exclusivamente um movimento comunista, mas fazia parte da nova estratégia comunista para chegar ao poder. A Internacional Comunista exclamava:

“A missão dos comunistas consistia em ampliar a ANL de modo a gerar um levante nacional na base do programa popular revolucionário contra os bandidos imperialistas e contra os opressores e reacionários internos, representados pelo governo Getúlio”.

Até mesmo o slogan da ANL, “Todo o Poder a ANL”, era uma cópia do slogan bolchevique, “Todo poder aos sovietes”. As pautas políticas defendidas pela ANL eram todas as pautas políticas defendidas pelos comunistas na época, como a reforma agrária, a nacionalização de empresas, a formação de um governo popular democrático junto com um programa anti-imperialista a respeito dos EUA e a quitação da dívida externa. Tudo a respeito da ANL cheirava ao comunismo. O líder comunista Georgi Dimitrov escreve:

“No caso do Brasil, pouco após a fundação da ANL, o Partido Comunista, que, com a criação da Aliança Nacional libertadora, estabeleceu um princípio acertado para o desenvolvimento da frente única antiimperialista, tem que fazer todos os esforços para continuar alargando no futuro essa frente, por meio de incorporação, em primeiro lugar, das massas de milhões de camponeses, orientando-as para a criação de destacamento de um exército popular revolucionário entregues, sem reserva, á revolução, e trabalhar pela instauração do poder da Aliança Nacional Libertadora.”

Fica claro aqui quais eram as verdadeiras intenções revolucionárias por trás da máscara do antifascismo. Lutar pela liberdade jamais foi o objetivo, mas sim lutar por uma revolução bolchevique em nome da democracia. Outro erro é acreditar que a democracia impedirá o comunismo ou muito menos o que possuímos hoje, o globalismo, como muitos liberais e neoconservadores acreditam, já que a própria democracia sempre foi defendida e promovida pelos mesmos. Vemos aqui algumas citações de líderes comunistas em defesa da democracia:

  • “A democracia é a estrada para o socialismo.” ~ Karl Marx
  • “A democracia é indispensável para o socialismo.” ~ Vladimir Lênin
  • “O socialismo precisa da democracia assim como o corpo humano precisa de oxigênio.” ~ Leon Trotsky

Não demorou muito para a ANL ser proibida por Getúlio por ser considerada uma movimentação subversiva contra os interesses nacionais. Foram responsáveis pela falha tentativa de golpe em 1935, conhecida como Revolta de 35, para derrubar o governo Vargas e instaurar um regime socialista. Conseguiram instaurar em Natal um governo provisório que durou apenas alguns dias, mas rapidamente a revolução comunista foi contida pelas forças armadas, fazendo Getúlio decretar um estado de sítio seguido de vastas prisões a opositores comunistas ao seu governo.

Mas por quê estaria o governo russo-soviético interessado nos territórios latino americanos? O chefe de polícia do governo Vargas, Filinto Muller, explica essa questão em sua declaração a seguir:

“O Partido Comunista, dada a situação atual da Rússia, que se vê apertada entre duas potências – a Alemanha nazista e o Japão – entendeu oportuno não mais desdobrar as suas atividades máximas na Europa, mas deslocar, como medida necessária e imediata, o centro das agitações comunistas para a América do Sul. E na América do sul, o país visado e escolhido, de preferência, pelos chefes do comunismo, para implementação e futura irradiação de suas doutrinas foi o Brasil. A polícia vem acompanhando, há muito tempo, estas atividades extremistas entre nós, e tem obtido com o melhor e mais seguras fontes de informação as próprias diretivas do C.C. (Comitê Central).  Para o PC brasileiro uma das diretivas traçadas em meados do ano de 1933 tem para nós grande importância, pois nelas vem delineado o plano de assalto ao Brasil. É esse documento de grande significação e de grande importância para nós, repito, porque nos dá a chave e a explicação de tudo quanto se vem registrando entre nós no decorrer dos últimos dois anos, dando margem ainda a que possamos prever o que seria levado a termo futuramente, se não fora, no caso, a ação vigilante e enérgica do nosso governo. Tudo quanto temos assistido aqui, nada mais é do que o desdobramento de um plano preconcebido e executado sob o controle absoluto da III Internacional. E que se encontra, em linhas gerais, neste valioso documento nº 39, intitulado Plano de Ação Comunista.”

A Europa já não era viável para os movimentos revolucionários que promoviam luta de classes, e com a ascensão do fascismo o comunismo foi fortemente combatido e proibido, obrigando a União Soviética a ser criativa e expandir suas ambições imperialistas para fora do continente europeu. A América Latina ainda possuindo países pouco desenvolvidos e recém industrializados era um território fértil para se introduzir a luta de classes, além de ser futuramente um território estratégico contra os Estados Unidos.

O antifascismo continuou, viveu mais que os integralistas e mais do que Getúlio, ressurgindo no regime militar como Ação Libertadora Nacional (ALN), composta por vários membros comunistas que praticavam inúmeros atos criminosos como atentados, sequestros e roubos, mas que hoje são vistos como heróis nacionais que lutavam pela liberdade e democracia. Não importa quantas milhares de vítimas o comunismo deixe para trás, sempre serão vistos como heróis desde que não se quebre o tabu de que a democracia se mantém neste pedestal inquestionável. No nosso sistema liberal, questionar um sistema falho como a democracia parlamentar faz com que você se torne um vilão maior do que os genocidas do século XX, esses mesmos que defendiam a suposta “democracia”.

“Não toleraremos os Intolerantes” é a citação perfeita para descrever a situação, pois é uma afirmação contraditória, e esta contradição é o que movimenta a mentalidade antifascista e seu modus operandi, o rumo a que isso nos leva é para um estado totalitário, onde é proibido pensar fora da caixa, criar sua próprio opinião ou ser independente, caso o contrário, você se torna um fascista. E os que lutam pela liberdade serão os responsáveis pela nossa escravização.

By Nick Clark

Universitário no curso de História, apresenta trabalhos e contribuições de diversos autores com textos focados na temática histórica política e revisionista histórica.

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