Norberto Toedter: Protestos e pretextos

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Se não bastasse a desgraça da “coronoia”, fustiga-se agora a humanidade com uma acusação generalizada de racismo. Marchas, manifestações, quebra-quebra, protestos desencadeados simultaneamente em grande número de países, tudo sob a palavra de ordem “Black Lives Matter” (Vidas negras importam) – evidentemente cria um clima de defrontação. Mais que adequado aí é o verbo “criar”, porque este clima antes não existia. De alguns anos para cá pode se notar a existência de um incentivo não declarado a destacar a presença do negro na sociedade. Isto não só aqui, mas também na Europa, onde as fronteiras foram abertas à irrestrita imigração da África. Não sei se penso certo, mas quer me parecer que enaltecer um lado, mesmo sem criticar o outro, é igualmente racismo.

Mas o que é que explica a intensidade e frequência com que os noticiários estão se referindo a crimes de ordem racial e as ondas de protesto, muitas vezes violento? Seria realmente o fato de ter sido morto em Minneapolis, Estados Unidos, uma pessoa negra por quatro policiais, provavelmente de cor branca? Lamentável que isso aconteça, mas acredito que não seja tão raro a ponto de poder fomentar todo este movimento de protesto mundo afora. Acabo de ler no 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (Google) que em 2016 o Brasil registrou 4.222 pessoas mortas, sendo 453 policiais. Portanto a cada nove vítimas da violência uma era policial. Entendo que a profissão obriga o policial a se expor ao risco, os nove não. Para que se disponha a correr esse risco, a profissão lhe dá uma arma de fogo e muito treinamento.

Na direita, vemos uma imagem do caso de George Floyd e na esquerda, a mãe de um palestino autista morto pela polícia de Israel. Qual o ponto em comum? Apesar do fato de autópsias revelarem que Floyd não morreu por sufocamento, as forças israelenses regularmente oferecem treinamento à polícia dos Estados Unidos sobre táticas repressivas e violentas. As forças de Israel ensinam a técnica de sufocamento, com o joelho sobre o pescoço, à polícia americana. A tática foi utilizada por Derek Chauvin contra o cidadão negro George Floyd, em Minnesota. Foi o que houve com Iyad Hallak, um palestino autista de 32 anos, morto a tiros em 30 de maio, na Cidade Velha de Jerusalém. Sem provas, a polícia israelense supôs que ele estava armado e o matou.

A morte em Minneapolis, bandeira de todos estes protestos raciais, foi causada por excesso de brutalidade do, ou dos policiais que detiveram a vítima. Imobilizar o detido, prostrado ao chão, ajoelhando-se sobre o seu pescoço, é um novo procedimento desenvolvido em Israel e já faz parte do treinamento dos órgãos de segurança de vários países. Ainda agora, o noticiário da TV sobre protestos raciais em nossas ruas mostrou cenas dos que degeneraram em quebra-quebra e o do violento enfrentamento entre policiais e arruaceiros. Em certo momento ouviu-se uma voz gritando a ordem “com a cara no chão!”, obviamente lembrando o que se viu em Mineápolis. O treinamento respectivo já deve ter chegado ao Brasil. Apesar de leigo no assunto, eu ousaria dizer que o procedimento chega muito próximo do fatal.

Mineápolis e o vírus tem algo em comum

Foi por isso que comecei este ensaio mencionando a assim chamada pandemia. Tal como uma peça teatral ou a construção de um edifício, ambos têm a mão do homem. Não sei se o Covid-19 foi criado, como alguns dizem, ou se é natural, mas todo o lançamento de ordem mundial foi planejado. A Pandemia não aconteceu, foi planejada, é uma “plandemia”. Todos os desdobramentos, sejam lógicos ou absurdos, são comandados. Os órgãos noticiosos obedecem ao mesmo esquema. Entre eles não há diferença de opinião. O mesmo acontece com os protestos raciais. Mineápolis foi catado entre inúmeros outros casos entre cores de pele diferentes ou não. Importante é espalhar o medo, a insegurança, provocar a desintegração da sociedade. Imagine-se o contrário, se o mesmo esforço fosse empregado na construção de um mundo melhor, criar boa vontade, harmonia entre homem e mulher, entre pais e filhos, entre povos e raças. Paz na terra…


Fonte: Blog do Toedter

Publicado originalmente em 9 de junho de 2020


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Norberto Toedter
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