Norberto Toedter: Manifestações de Protesto

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Os tempos estão para manifestações de rua. Nesta semana a ordem foi protestar contra falta de dinheiro, ou melhor, contra a necessidade do país de fazer economia. Precisamente na área da educação! As manifestações em todo o Brasil foram muito concorridas, mas não creio que a maioria estivesse preocupada com algum prejuízo no aproveitamento intelectual. Afinal, o velho grego Sócrates reunia seus alunos até mesmo na rua. Não, não deve ser um público difícil de mobilizar num dia de semana para participar de um acontecimento divertido, pular e gritar à vontade.

Por outro lado eu soube de um menino, estudante de direito, que não deve ter participado. Fora obrigado a trancar a matrícula, porque perdeu o emprego e não teve mais condições de pagar a mensalidade. Vem aí a reforma da Previdência Social. Muita gente vai perder alguma coisa e não vai resolver ir para a rua e manifestar o seu protesto. Existe um aforisma em alemão que diz mais ou menos “onde nada há, o Kaiser perde seus direitos”. É mais que justo que se proteste contra injustiças, mas uma nova greve, como a de maio do ano passado, seria catastrófica.

Já as manifestações em massa que estão acontecendo no “primeiro mundo”, coordenadas, com todo apoio logístico, incentivadas pelos veículos de comunicação,  são induzidas de cima para baixo.Também estão contando com a mobilização maciça de estudantes protestando (foto abaixo) contra a destruição de seu mundo de amanhã.

É que os salvadores do clima voltaram ao palco com todo o ímpeto, utilizando-se da velha metodologia de espalhar medo para movimentar dinheiro. Temos aí as Nações Unidas outra vez em ação. O seu IPCC (Intergovernamental  Panel on Climate Change). Foi Nigel Calder, famoso escritor de ciências, recentemente falecido, quem disse: “Vocês devem saber que o IPCC foi criado (1988) precisamente para provar que o ser humano está agredindo o clima.”

Greve pelo Clima na Inglaterra: manifestantes seguram cartazes com frases em prol do meio ambiente no dia 24/5/19. Foto: Kirsty Wigglesworth/AP

Tal prova, no sentido lato da palavra é difícil, pois nem mesmo é possível determinar uma temperatura média para o globo terrestre. Se não existe, pode ser fabricada. Para que existem os meios de comunicação social, senão para formar a opinião pública? Estava à mão o CO₂ (dióxido de carbono) sem o qual, na verdade, não haveria vida no Planeta. Talvez tenha sido escolhido por ser um agente através do qual possa mais facilmente ser atingido o meio produtivo  da sociedade.

Os mesmos cientistas, que hoje prognosticam o aquecimento global, diziam na década de 70 que o mundo iria enfrentar uma “nova Era do Gelo”. Também constava da ordem do dia uma tal “chuva ácida”, que estaria exterminando as florestas da Alemanha. Hoje a Alemanha exporta madeira como nunca. E os ecologistas de plantão deitavam e rolavam no “Buraco de Ozônio” e os produtos para cuidados da pele começaram a ter como ingrediente um Protetor Solar, inicialmente de Fator 2, evoluindo para hoje algo em torno de Fator 170.

Certamente é salutar se interessar e participar dos desígnios e das ações da comunidade, mas não custa manter uma certa objetividade para evitar seguir a manipulações interesseiras.

Fonte: Blog do Toedter

Publicado originalmente em 31/5/2019

Norberto Toedter

Nasceu em 1929 em Curitiba, Paraná, Brasil. De 1942 a 1947 viveu na Alemanha, onde testemunhou parte da Segunda Guerra Mundial. É autor dos livros:

"...E A GUERRA CONTINUA"

"O QUE É VERDADE?"

"A PAZ QUE NÃO HOUVE"

"OUTRA FACE DA NOTÍCIA POBRE MUNDO NOVO"
Norberto Toedter

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