Alguns fatos sobre a “eugenia nazista”

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Dentre diversas críticas ao Nacional socialismo que surgem frequentemente, uma dela se trata das eugenias praticadas durante o regime, com o objetivo de purificar a “Raça Alemã”. Diversas pessoas teriam sofrido baixa ou esterilizações, como deficientes mentais, físicos, esquizofrênicos, drogados, alcoólatras, etc… Tudo que era considerado enfraquecedor para a nação. Hoje nós vivemos em uma sociedade que passou a ver essas medidas como bárbaras e ultrapassadas, e que são medidas do maléfico regime alemão. E seja qual for a opinião sendo a favor ou contra a prática da eugenia, a história deve sempre ser esclarecida.

Associar a eugenia aos nazistas é algo que historiadores citam em seus livros para diminuir ainda mais os méritos do regime, visto que as pessoas atuais por terem uma rejeição a essas práticas acabam por obter assim uma visão ainda mais negativa sobre o nacional socialismo. Porém não são sobre as políticas eugênicas que será o foco desse texto, e sim dos demais países que possuíam tais leis e programas eugenistas antes mesmo do regime alemão e que continuaram a existir até poucas décadas atrás.

Os Nazistas não foram os criadores de leis a respeito da Eugenia, e sim as leis alemãs foram inspiradas em leis de “higiene racial” criadas pela suíça em 1928 com base do psiquiatra Auguste Forel, leis essas que continuaram em vigência até 1977. Outro país que também possuíam essas leis eugênicas foi a Suécia, onde foi criado o primeiro instituto de biologia racial em 1921, que inspirou diversos outros países como os EUA que, nas décadas de 30, esterilizaram milhares de pessoas, leis essas que estavam associadas às leis de segregação implementadas na época.

Auguste-Henri Forel (1848 – 1931) foi um psiquiatra e entomologista suíço. Descreveu a origem do nervo auditivo no encéfalo, estudou o hipnotismo, fundou a psiquiatria legal. Foi um interessado e estudioso pelo mundo das formigas. Seu livro sobre a questão sexual teve repercussão internacional. Foto: Clark University, 1899, celebração decenal/Wikimedia Commons

Tentam também pregar uma imagem de impiedoso e até mesmo sociopata à Hitler por defender tais medidas, mas pouco falam – principalmente os conservadores – de que Churchill o ícone do neoconservadorismo moderno também apoiava tais medidas. Em 1910 e 1911 ele tentou criar uma lei para permitir a esterilização de 120 mil deficientes mentais. E Goebbels parece estar correto quando chama Churchill de “Camaleão Político” podendo tomar qualquer posição a vontade sem ser questionado por isso, já que o mesmo após a Segunda Guerra por causa da repercussão negativa atribuída ao regime nazista, Churchill mudou de opinião e passou a ser contra a eugenia.

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Em 1997 foi descoberto que diversos países na Europa também praticavam esterilizações “secretas”, como a Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Áustria e muitos outros que continuavam com essas medidas governamentais com a pauta de preservar os bons genes contra a degeneração racial em seus países, em alguns isso ainda existe até hoje. Milhares foram esterilizados por países europeus, e até mesmo em países que lutaram contra as forças do eixo, porém essa parte da história parece ter se apagado, lembrando-se somente da Alemanha. Se criticam um, por que não criticar todos? A hipocrisia nada mais é do que uma antiga estratégia de propaganda, de acusar os outros do que você também faz.

Estação de autocarro de Durham, Carolina do Norte. A placa indica o sítio reservado a “pessoas de cor”. Ao lado, um anúncio sobre Hitler.

A eugenia e esterilização durante o século XX se tratava apenas de medidas comuns adotadas na época, consequência do aumento do fluxo imigratório, com a preocupação da preservação e proteção do povo e cultura original da nação e hoje é injustamente atribuída somente ao Regime de Hitler.


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One thought on “Alguns fatos sobre a “eugenia nazista””

  1. Esse site é muito importante. Quando ontem, elogiei a forma como hitler levantou a Alemanha, fui chamado de Nazista. É bom postagens como essa pra ir desmentindo todas as mentiras pra desacreditar o regime, sem entrar no merito do holocausto é claro, que ainda não tenho opinião formada.

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